Questões de Concurso
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Christopher Small cunhou o termo musicking, que, às vezes, é traduzido como “musicar” e significa algo como pensar a música como uma atividade, algo que as pessoas fazem, e não um conceito estático. A partir desse conceito, uma aula musical requer alguma forma de ação como cantar, tocar, compor, improvisar, dançar e ouvir. A aula deve estar focada na participação coletiva e nas relações humanas que ocorrem nesse momento de fazer e experienciar música.
Uma das definições de cadência afirma que são os dois acordes utilizados no final de uma frase musical. Entre os vários tipos de cadências, a autêntica perfeita é um tipo bem específico, pois ela envolve não somente o uso do acorde de dominante, resolvendo no acorde de tônica, com ambos os acordes em posição fundamental, como a última nota da melodia precisa ser a tônica. Qualquer outra forma de cadência harmônica que envolva a função dominante resolvendo na tônica que não esteja em acordo com o exposto acima é chamado de cadência autêntica imperfeita. Por outro lado, a cadência plagal também resolve no acorde de tônica, mas, nessa cadência, não há a presença do acorde de dominante.
Suponha-se que, ao harmonizar uma melodia infantil na tonalidade de Lá bemol maior, um estudante de cavaquinho tenha escolhido a seguinte progressão harmônica, com a qual ele está bem familiarizado: Ab – F7 – Bbm – Eb7 – Ab, e seu professor de música tenha aproveitado para conversar com a turma sobre campo harmônico e acordes diatônicos. Nesse caso, é correto afirmar que, nessa progressão harmônica, existem dois acordes que não pertencem ao campo harmônico diatônico de Lá bemol maior.
Suponha-se que um estudante do ensino médio tenha tocado, em sala de aula, a melodia transcrita na figura acima, para que o professor de música dissesse qual era a tonalidade daquela música, e um dos colegas tenha dito que a música estava em Sol menor porque a melodia começava e sempre retornava à nota Sol. Nesse caso, é correto afirmar que, ao analisar todas as notas dessa melodia, o professor chegará à conclusão de que essa não era uma música tonal, mas, sim, uma música modal, mais especificamente no modo de Sol dórico.
Cláudio Santoro foi um importante compositor brasileiro do século XX, que teve contato com Koellreutter e integrou o grupo Música Viva, tendo escrito composições dodecafônicas. No final da década de 1940, mudou-se para Recife, onde começou a estudar o folclore local, incorporando-o às suas composições, que resultaram no livro intitulado Maracatus do Recife.
É possível associar o início do nacionalismo musical no Brasil com a ópera O Guarany, de Carlos Gomes, que apresenta temáticas nacionalistas, mesmo que com estética europeia. Outro compositor brasileiro influenciado por Carlos Gomes e cujo nome também se associou ao nacionalismo musical no Brasil foi o de José Maurício Nunes Garcia.
Suponha-se que uma garota tenha assistido ao vídeo de um DJ, fazendo uma performance ao vivo em uma mesa de mixagem e que seu professor de música, ao ver um trecho do vídeo, tenha dito: “Imagine que nada disso seria possível sem a música concreta”. Nesse caso, é correto afirmar que o professor, para explicar à garota como uma música pode ser concreta, dirá que essa prática dos DJs de manipulação de trechos musicais pré-gravados, que são recortados, alterados e depois reorganizados em outra ordem, de acordo com o interesse estético do compositor/DJ, é semelhante às experiências musicais de Pierre Schaffer, um locutor de rádio francês no início dos anos 1950, que ficaram conhecidas como música concreta.
Compositores como Steve Reich e Phillip Glass são nomes associados ao minimalismo musical da segunda metade do século XX, cujas características musicais incluem técnicas de repetição, transformação motívica e manipulação da textura sonora. Uma composição famosa de Steve Reich é chamada de clap music, executada somente com palmas e baseada em um único padrão rítmico, que é defasado a cada oito repetições.
O período do Romantismo em música ocorreu mais ou menos no início do século XVII e teve como principais compositores Beethoven, Tchaikovski e Wagner. Nesse período, o piano aparece como um instrumento de grande expressão musical na mão de virtuosos como Chopin e Lizst, assim como aparece o violino nas mãos de Nicolo Paganini. O choro é um gênero musical associado à música instrumental muito praticado no Brasil. Uma forma musical tradicionalmente associada ao choro é a forma ternária, caracterizada pelas três seções diferentes da música, executada na ordem ABCA.
Instrumentos como o alaúde e a viola de gamba eram comumente utilizados na música renascentista. Todavia, eles foram sendo substituídos, aos poucos, por instrumentos de execução semelhante, mas com maior alcance sonoro, como o violão e o violoncelo. No período Clássico, o alaúde e a viola de gamba praticamente já não eram mais utilizados. Há algumas décadas, esses instrumentos voltaram a ser fabricados por luthiers especializados em “instrumentos de época” e utilizados por grupos que tentam reproduzir o repertório e a sonoridade da música barroca e renascentista.
A obra Dafne, de Jacopo Peri, é considerada como uma das primeiras óperas da música de concerto ocidental. Ela tem como inspiração o mito grego de Apolo e sua execução marca o início do período Barroco no século XII, que contava com nomes como Monteverdi, Vivaldi e J. S. Bach.
Se a partitura escrita no trecho musical da figura foi escrita para ser executada por um saxofone em Mi bemol, isso significa que a tonalidade da música será Sol menor e as notas ouvidas serão: Ré, Mi, Fá sustenido e Sol.
Uma possível harmonização tonal do trecho escrito na figura, utilizando-se um acorde por compasso, em que a harmonia esteja em consonância com as notas da melodia, seria: Cm7 – E7 – A – Gm.
A julgar pelos sinais de expressão e articulação, essa melodia deve ter sido escrita para um instrumento de corda friccionada, tal como o violino.
De acordo com as mudanças significativas previstas na Reforma do Ensino Médio, as escolas de ensino médio em tempo integral devem ser incentivadas a ampliar a jornada escolar e a promover a formação integral dos estudantes.
O artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases considera a educação de jovens e adultos como uma modalidade de ensino destinada a jovens e adultos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e no ensino médio na idade própria. Essa modalidade é ofertada, no ensino presencial, em escolas da rede pública e da rede privada no Brasil.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, os componentes curriculares língua portuguesa e matemática são obrigatórios durante os três anos. Além disso, a Base aborda a flexibilização da organização curricular do ensino médio, por meio dos itinerários formativos. Essa flexibilização pretende valorizar o protagonismo juvenil e estimular a interdisciplinaridade no ensino.
Os componentes curriculares arte e educação física devem ser integrados com a proposta pedagógica das escolas, sendo sua prática obrigatória para os estudantes da educação básica. Porém, a prática da educação física é facultativa para todos os estudantes do ensino fundamental e do ensino médio.
Ao orientar a elaboração dos currículos do ensino fundamental, a Base Nacional Comum Curricular apresenta os objetos de conhecimento e as habilidades pretendidas em cada área e etapa, mas não especifica os formatos de avaliação. Isso reforça o caráter norteador da Base, permitindo que as escolas e os professores organizem seus currículos e suas propostas pedagógicas com a devida adequação aos seus contextos.
Conforme a Base Nacional Comum Curricular, as avaliações não devem ser vistas como uma exigência burocrática das escolas para cumprir com as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais. Além do conhecimento cognitivo construído pelo aluno, as avaliações no ensino fundamental e no ensino médio também devem observar o desenvolvimento de competências e habilidades.


