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Um caso especial de abdome agudo que representa um desafio para o médico é aquele que ocorre com a paciente gestante. A respeito dessa situação, que requer cuidados redobrados devido à presença da mãe e de seu concepto, julgue o item que se segue.
Caso a apendicite aguda ocorra no nono mês de gestação, o
apêndice ficará em posição inferior, na fossa ilíaca direita,
devido à compressão uterina.
A instalação de um quadro de abdome agudo é acompanhada por dor abdominal importante, independentemente de sua causa, e requer geralmente a realização de uma intervenção cirúrgica para o seu tratamento. Com relação a esse assunto, julgue o próximos item.
A porfiria aguda intermitente é uma das causas de abdome agudo não cirúrgico.
Acerca da colecistite aguda, uma doença inflamatória bastante comum que acomete a vesícula biliar, julgue o item que se segue.
Essa condição patológica ocorre em 50% dos portadores de
litíase vesicular.
Acerca da colecistite aguda, uma doença inflamatória bastante comum que acomete a vesícula biliar, julgue o item que se segue.
Em pacientes com colecistite aguda alitiásica, a concentração
e a viscosidade da bile encontram-se aumentadas.
Acerca dos procedimentos cirúrgicos das patologias que acometem o fígado e as vias biliares, julgue o item subsecutivo.
Apresentam risco intermediário de coledocolitíase os pacientes
com colecistite, pancreatite biliar ou coledocolitíase em
resolução que tenham um colédoco maior que 5 mm,
bilirrubinas totais acima de 1,5 mg/dL e fosfatase alcalina
maior que 150.
Acerca dos procedimentos cirúrgicos das patologias que acometem o fígado e as vias biliares, julgue o item subsecutivo.
De acordo com as manifestações clínicas, a ultrassonografia
e os resultados laboratoriais, é possível conduzir os pacientes
candidatos à colecistectomia laparoscópica: pacientes
com risco elevado de apresentar coledocolitíase devem
ser submetidos à colangiopancreatografia retrógrada
endoscópica (CPRE) pré-operatória; pacientes com risco
intermediário de coledocolitíase podem ser investigados
com colangiorressonância nuclear magnética; e os pacientes
de baixo risco devem ser submetidos à videocolecistectomia.
Acerca dos procedimentos cirúrgicos das patologias que acometem o fígado e as vias biliares, julgue o item subsecutivo.
Na manipulação cirúrgica hepática, são utilizados, atualmente,
os bisturis elétricos monopolar ou bipolar, com passagem de
corrente através do paciente e uso de placas; o bisturi
ultrassônico para corte e coagulação sem queimadura periférica
e sem corrente elétrica através do paciente, o que evita a
carbonização dos tecidos; o ligasure, que promove a fusão das
fibras elásticas e colágenas com obliteração do vaso,
conseguindo a hemostasia de vasos até 7 mm.
Acerca dos procedimentos cirúrgicos das patologias que acometem o fígado e as vias biliares, julgue o item subsecutivo.
O tratamento cirúrgico para pacientes com câncer da vesícula biliar será determinado pelo estágio patológico da doença; pacientes com tumores T1a e T1b devem, além da colecistectomia, ser submetidos a uma hepatectomia em cunha do segmento VII.
Em relação a anatomia gástrica, patologias e tratamentos que podem acometer o estômago, julgue o próximo item.
As úlceras gástricas, em decorrência da profundidade que
atingem na mucosa, diferem das erosões; além disso, as úlceras
gástricas estendem-se através da muscular própria ao passo que
as erosões estendem-se através da muscular da mucosa
Em relação a anatomia gástrica, patologias e tratamentos que podem acometer o estômago, julgue o próximo item.
A secreção ácida do estômago produzida por estimulação das
células parietais ocorre no antro gástrico, estimulada por
acetilcolina, gastrina e histamina e, por isso, o tratamento
das complicações da hipersecreção ácida pelo estômago, como
nas úlceras pépticas, inclui a antrectomia.
Em relação a anatomia gástrica, patologias e tratamentos que podem acometer o estômago, julgue o próximo item.
A constatação de que a secreção ácida do estômago é
diminuída com a administração de bloqueadores dos receptores
H2 é uma evidência de que a gastrina, produzida pelas células
G no antro gástrico, estimula as células parietais à produção do
ácido clorídrico, mediada pela histamina.
Em relação a anatomia gástrica, patologias e tratamentos que podem acometer o estômago, julgue o próximo item.
Entre os fatores de mau prognóstico para o câncer gástrico
podem ser citados os seguintes: a classificação de Borrmann III
e IV; a presença de tumor que acomete o cárdia; a existência
de tumores maiores que 2 cm; a presença de linfonodo satélite
e o acometimento da serosa da parede gástrica.
Em relação a anatomia gástrica, patologias e tratamentos que podem acometer o estômago, julgue o próximo item.
As úlceras gástricas tipo I são as mais frequentes e localizam-se na curvatura menor da incisura gástrica. As úlceras gástricas tipo II estão localizadas na mesma topografia da úlcera tipo I, porém têm associada uma doença ulcerosa duodenal ativa ou crônica. As do tipo III são pré-pilóricas e as do tipo IV localizam-se na parte mais proximal do estômago.
A propósito do abdome agudo, julgue o item subsequente.
São fatores de risco para isquemia mesentérica aguda que
levam a um abdome agudo inflamatório: arritmias cardíacas,
idade avançada, estados de baixo débito cardíaco,
arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva, doença
cardiovascular grave,
A propósito do abdome agudo, julgue o item subsequente.
No diagnóstico das obstruções intestinais, alguns sintomas
indicam se o sítio da obstrução é alto ou baixo: vômitos
precoces, parada de eliminação de flato tardia, menor distensão
abdominal e alcalose metabólica correspondem à obstrução
alta; vômitos tardios, parada de eliminação de flato precoce,
maior distensão abdominal e acidose metabólica correspondem
à obstrução baixa.
A propósito do abdome agudo, julgue o item subsequente.
O tratamento da diverticulite segue a classificação de Hinchey:
para o tipo I, o tratamento consistirá de dieta oral zero e
antibioticoterapia; para o tipo II, dieta oral zero,
antibioticoterapia e drenagem do abscesso guiado por
radiologia; para os tipos III ou IV, está indicada a ressecção
do segmento acometido pela diverticulite
A propósito do abdome agudo, julgue o item subsequente.
Na escala de Alvarado, que pode definir o tratamento cirúrgico
de uma apendicite aguda, levam-se em consideração
sintomas, sinais e resultados laboratoriais como leucocitose
e neutropenia.
A propósito do abdome agudo, julgue o item subsequente.
Todo abdome agudo perfurativo é de tratamento cirúrgico.
A propósito do abdome agudo, julgue o item subsequente.
Entre as causas de dor abdominal que podem mimetizar um abdome agudo estão a peritonite bacteriana espontânea, que é de tratamento clínico; a anemia falciforme com crise falcêmica devido a um infarto esplênico; e a colite pseudomembranosa, que é causada por Clostridium difficile após uso de antibiótico, e que é tratada por meio da colectomia do segmento acometido.
Considerando o trauma abdominal, julgue o item seguinte.
O lavado peritoneal diagnóstico é indicado a pacientes
instáveis, anestesiados, drogados ou com alteração do sensório,
casos inexplicáveis de choque ou hipotensão, exame físico não
confiável, traumatismo cranioencefálico e traumatismo
raquimedular.