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Ao optar pela realização de um evento participativo para elaborar uma proposta de ação, o assistente social deve estimular o envolvimento dos integrantes do grupo em uma perspectiva consultiva.
O instrumental é uma categoria que se constrói a partir das finalidades da ação a ser desenvolvida e dos determinantes políticos, sociais e institucionais a ela relacionados.
O assistente social, ao assessorar uma entidade social filantrópica, deve atuar na intervenção profissional assistencial aos usuários envolvidos, de modo que a equipe que integre o serviço acate suas proposições.
Ao propor uma consultoria, o assistente social deve esclarecer que se trata de um processo lento que, diferentemente da assessoria, deve ser utilizado quando a equipe necessita de maior tempo devido à complexidade de assuntos e ações a serem desenvolvidas.
Nas práticas e análises institucionais, há uma distinção entre os níveis técnico-organizacional, institucional e sociocontextual-histórico.
O que hoje se tem chamado de produtivismo acadêmico não resulta em prejuízos na esfera do exercício profissional, uma vez que tal questão atinge uma pequena parcela de profissionais que se encontram no exercício da docência.
A perspectiva de prática centrada exclusivamente na relação singular entre o assistente social e o usuário de seus serviços, com ênfase nos aspectos procedimentais, apresenta-se como um dos facilitadores para o exercício profissional na atualidade.
O trabalho em equipe interdisciplinar possui uma dimensão relativa à construção do conhecimento, que diz respeito ao universo epistemológico, e uma dimensão relativa à ação interventiva, que diz respeito à práxis interventiva, ambas interligadas e interdependentes, com determinações e procedimentos diferenciados.
O tempo necessário para desenvolver o trabalho em equipe multidisciplinar reduz o potencial de rentabilidade das atividades individuais, uma vez que se sobressai o trabalho coletivo e integrado entre os profissionais.
O trabalho em equipe supera a hierarquia institucional e garante total autonomia dos profissionais quando há um alto nível de integração entre os que compõem essa equipe.
A presença significativa de assistentes sociais em empresas ocorreu a partir de 1950, sob a influência dos programas de governança corporativa, que demandavam modificações no relacionamento das companhias e dos envolvidos com suas atividades fins.
A atuação do assistente social em programas de clima ou ambiência organizacional incide em pesquisas que buscam correlacionar as práticas de gestão com o clima organizacional, a partir da percepção dos empregados sobre a organização, as relações e as condições de trabalho.
O processo de reestruturação produtiva em curso rompe com o caráter educativo desenvolvido pelo serviço social nas empresas, voltado para questões que interferem na produtividade e manutenção da força de trabalho.
Permeia o exercício profissional do assistente social, na sua atuação no âmbito da empresa atual, uma nova racionalidade técnica e ideopolítica, que refuncionaliza o tradicional em prol do moderno e conjuga, no campo das atividades profissionais, velhas e novas demandas.
O processo de reestruturação produtiva do capital desencadeado como resposta à crise capitalista internacional dos anos 70 e 80 do século XX suscitou novas formas de comportamento produtivo da força de trabalho nas empresas, como o aculturamento dos empregados.
A passagem da teoria à prática necessita de definições dos fins e da busca dos meios e, portanto, implica uma dimensão ético-política e uma dimensão técnico-operativa.
As ações profissionais contêm necessariamente uma dimensão operativa, podendo ou não constituir-se também de dimensão ética, uma vez que são dissociadas no plano operacional.
A passagem da teoria à prática se dá nos processos de objetivações humanas, uma vez que a essência do trabalho é a articulação entre teleologia e causalidade, cujo resultado é uma causalidade posta.
Os avanços teórico-metodológicos no campo do serviço social indicam que, no âmbito da dimensão técnico-operativa da profissão, em uma perspectiva crítico-dialética, os instrumentos e técnicas são aferidos diretamente em uma teoria.
Com a efetivação das políticas sociais universais implementadas a partir da Constituição Federal de 1988, cessaram as disputas por hegemonia e solidificaram-se demandas profissionais já consolidadas socialmente.