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Um jovem médico, convencido de que é extremamente importante obter cultura para realização de TSA mesmo nos casos mais simples de infecções de pele e subcutâneo, visando tanto assegurar a eficácia da terapêutica individual, quanto o conhecimento “real” do problema da resistência antimicrobiana, adota como rotina, sempre que possível, coletar amostra adequada para isolamento microbiológico.
O resultado de cultura e antibiograma exposto abaixo pertence a um adolescente, com antecedente de reação anafilática à sulfa na infância, e foi obtido dois dias antes a partir da aspiração do centro de uma lesão compatível com furúnculo em nádega esquerda e que apresentava halo circunjacente de cerca de 7 cm.
Sabendo-se que o esquema antimicrobiano prescrito foi clindamicina VO por 7 dias e que o paciente encontra-se estável clinicamente e apresentou uma melhora parcial da lesão, a melhor conduta a ser prescrita a partir deste momento, terceiro dia após início de tratamento, com base na evolução clínica e dos resultados laboratoriais dispostos seria:
Interno de medicina, 24 anos, participa de uma cirurgia ortopédica de urgência e se acidenta com espícula óssea, resultando em uma lesão cortante profunda em sua mão direita. Ao ser atendido e interrogado imediatamente após o acidente, o interno refere ter feito “todas as vacinas da infância no posto de saúde”, nega ter feito qualquer vacina durante a adolescência e afirma ter recebido uma dose de vacina contra hepatite B no ano que ingressou na faculdade.
O perfil sorológico para hepatite B, HIV e hepatite C do paciente determina qual conduta deverá ser recomendada ao interno. O conjunto de medidas de profilaxia pós-exposição indicada para o interno seria:
Um paciente portador de infecção pelo HIV, em abandono de terapia antirretroviral há 6 meses, é admitido num Serviço de Infectologia com quadro respiratório a esclarecer. É colocado em quarto privativo, em precaução de disseminação aérea e medicado com sulfametoxazol + trimetoprim, em dose para pneumocistose, e com a associação de ampicilina + sulbactam. No quinto dia de internação, desenvolve um quadro de herpes zoster na região torácica, simultaneamente à liberação do resultado da pesquisa de BAAR em escarro induzido, que se revelou negativa.
Além de iniciar tratamento antiviral específico para o paciente, o conjunto de condutas imediatas mais adequado, que deve ser implementado pelos profissionais de saúde, atuando naquele setor, após o diagnóstico do herpes zoster é:
Homem de 35 anos é admitido em serviço de emergência, referindo tosse seca persistente há duas semanas e início de febre alta (40 oC) há cinco dias. Há dois dias com dispneia, mesmo em repouso. Refere ainda emagrecimento de 6 Kg nos últimos dois meses, atribuído em parte à dificuldade de ingestão de alimentos sólidos por dor retroesternal. Sabe ser portador de HIV há anos, mas não faz acompanhamento médico nem faz terapia específica. Usuário de drogas ilícitas, nos últimos seis anos, não mais usando a via intravenosa.
Na anamnese dirigida ainda foram evidenciados: diarreia de até 10 evacuações diárias, sem muco, pus ou sangue; ulceração perianal com mais um mês de duração; e alteração de acuidade visual à direita. Ao exame, paciente emagrecido, hipocorado ++/4, desidratado, taquipnéico, orofaringe com placas esbranquiçadas superficiais em mucosa jugal e língua, removíveis com espátula, e também de lesões raiadas, brancas, nas bordas laterais da língua, não removíveis com espátula. Presença de lesões violáceas de 1 cm de diâmetro em região gengival e palato. FR 32 irpm, PA 110 x 50 mmHg, PR 112 bpm. Pulmões com MV rude com estertores crepitantes difusos bilateralmente. Fígado palpável a 2 cm do RCD. Sem sinais meníngeos ou déficits neurológicos focais.
Cicatriz hipocrômica em região torácica seguindo o trajeto intercostal restrito ao lado direito do corpo. Lesões cutâneas máculo-papulares violáceas em tronco e membros inferiores. Presença de lesão ulcerada em região perianal, de 4 cm de diâmetro, dolorosa, de fundo limpo e bordas regulares. Radiografia de tórax revela infiltrado intersticial difuso e gasometria arterial mostra PaO2 de 50 mmHg. Fundoscopia encontra focos de hemorragia sobre exsudato amarelado.
O número de manifestações oportunistas, ativas ou passadas, apresentadas pelo paciente nesse quadro avançado de síndrome de imunodeficiência adquirida, que pode ser atribuído à família dos herpesvírus é:
Criança de 3 anos, sexo feminino, é trazida ao Serviço de Emergência por apresentar, há dois dias, febre, cefaleia, episódios de vômitos e diarreia moderada. A mãe informa ter conhecimento de casos de febre e diarreia nas últimas duas semanas, na creche que a criança frequenta.
A etiologia mais provável para o conjunto de achados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais é:
No que se refere aos requisitos de boas práticas de funcionamento dos serviços de diálise, analise as afirmativas a seguir:
I. Todos os membros da equipe de saúde responsáveis pelo atendimento ao paciente durante o procedimento hemodialítico devem permanecer no ambiente de diálise durante toda a sessão.
II. Dialisadores que não possuam capilares com membrana biocompatível podem sofrer reuso.
III. A assistência ao paciente com sorologia positiva para hepatite B (HBsAg+) deve ser realizada por profissional exclusivo durante toda a sessão de hemodiálise.
IV. A diálise peritoneal pode ser realizada em sistema aberto.
Assinale a alternativa correta:
Sobre o tratamento conservador, analise as afirmativas a seguir:
I. Tratamento conservador é uma modalidade de terapia renal substitutiva, em que o próprio paciente ou familiar/cuidador manuseia os equipamentos instalados em sua residência, após treinamento por um profissional habilitado.
II. No âmbito do tratamento conservador, o plano de suporte avançado de vida deve incluir protocolos para o manuseio de sintomas dolorosos.
III. Caso haja a opção pela manutenção do paciente em tratamento conservador, o paciente deve assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, que deve ser anexado ao seu prontuário.
Assinale a alternativa correta:
Para uma boa assistência de enfermagem em nefrologia, o enfermeiro necessita de domínio sobre a fisiologia e a fisiopatologia renal, pois, assim, poderá, com segurança, realizar uma boa coleta de dados, o diagnóstico de enfermagem e, consequentemente, uma prescrição de cuidados eficaz. Para evidenciar esse conhecimento, analise se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
Os néfrons se localizam dentro do parênquima renal e seu grande número possibilita uma função renal adequada; quando o número funcional de néfrons é inferior a 20% do normal, é necessário considerar a terapia renal substitutiva.
A capacidade da bexiga de um adulto é de 400 a 500 ml de urina.
A falha no mecanismo de retroalimentação do sistema renina-angiotensina-aldosterona constitui uma das principais causas de hipertensão arterial.
As afirmativas são respectivamente:
Para cumprir sua finalidade, a rede de atenção às urgências e emergência (RUE) do SUS possui componentes e interfaces para atender à população. Sobre tais componentes e interfaces, analise as afirmativas a seguir:
I. Atenção primária: Unidades Básicas de Saúde não integram a RUE.
II. UPA e outros serviços com funcionamento 24h integram a RUE.
III. SAMU 192 integra a RUE.
IV. Atenção domiciliar – Melhor em Casa não integra a RUE.
Assinale a alternativa correta.
Doenças transmissíveis (DTs) são causas de mortes no Brasil e no mundo, especialmente na contemporaneidade com o advento das doenças emergentes e re-emergentes. Para elaborar um bom plano de educação em saúde e implementar cuidados efetivos, o enfermeiro deve dominar conhecimentos específicos de epidemiologia. Considerando o tema da epidemiologia das DTs, analise se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir.
I. Sarampo e caxumba são exemplos de DTs que podem ser transmitidas por aerossóis primários; já o escarro contendo Mycobacterium tuberculosis pode dar origem a aerossóis secundários e infectar as pessoas.
II. Realizar inquérito para descoberta de casos em uma comunidade está no âmbito da prevenção secundária.
III. No âmbito do sistema de vigilância em saúde, no caso das DTs não se aplica a “definição de caso”, pois é preciso implementar medidas imediatas para a interrupção da cadeia de transmissão.
IV. Um plano de medidas de prevenção para Brucelose, fasciolíase e febre tifoide, que objetive o enfoque no veículo que possa transportar os agentes infecciosos de tais doenças, deve propor cuidados específicos com a alimentação.
V. Plano de profilaxia para AIDS, doença de Chagas e Sífilis deve incluir cuidados voltados ao sangue para transfusão.
As afirmativas I, II, III, IV e V são respectivamente:
O protocolo de acompanhamento pós-molar prevê a seguinte recomendação:
Constituem indicações médicas para indução do parto a termo precoce (37-38 semanas), EXCETO: