Questões de Concurso Para fundação casa

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Q438196 Português
                                  Brasileiro bonzinho?

     Tempos atrás, num programa cômico de televisão, uma jovem americana radicada no Brasil, a cada comentário sobre violência ou malandragem neste país, pronunciava com muita graça: “Brasileiro bonzinho!”. E a gente se divertia. Hoje nos sentiríamos insultados, pois não somos bonzinhos nem sequer civilizados. O crime se tornou banal, a vida vale quase nada. Ser assaltado é quase natural - não só em bairros ditos perigosos ou nas grandes cidades, mas também no interior se perdeu a velha noção de bucolismo e segurança.

      Em São Paulo, só para dar um exemplo, os arrastões são tão comuns que em alguns restaurantes o cliente é recebido por dois ou quatro seguranças fortemente armados, com colete à prova de bala, que o acompanham olhando para os lados - atentos como em séries criminais americanas. Quem, nessas condições, ainda se arrisca a esta coisa tão normal e divertida, comer fora?

     Pessoas inocentes são chacinadas: vemos protestos, manifestações e choro, mas nada compensará o desespero das famílias ou pessoas destroçadas, cujo número não para de crescer. Morar em casa é considerado loucura, a não ser em alguns condomínios, e mesmo nesses o crime controla o porteiro, entra, rouba, maltrata, mata. Recomenda-se que moremos em edifícios: “mais seguros”, seria a ideia. Mas mesmo nos edifícios, nem pensar, a não ser com boa portaria, com porteiros preparados e instruídos para proteger dentro do possível nossos lares agora precários.

     Somos uma geração assustada, confinada, gradeada - parece sonho que há não tanto tempo fosse natural morar em casa, a casa não ter cerca, a meninada brincar na calçada; e não morávamos em ilhas longínquas de continentes remotos, mas aqui mesmo, em bairros de cidades normais. Éramos gente “normal”. Continua valendo a inacreditável lei de responsabilidade criminal só depois dos 18 anos. Jovens monstros, assassinos frios, sem remorso, drogados ou simplesmente psicopatas saem para matar e depois vão beber no bar, jogar na lan house, curtir o Facebook, com cara de bons meninos. Estamos em incrível atraso em relação a países civilizados. No Canadá, Holanda e outros, a idade limite é de 12 anos. No Brasil, assassinos de 17 anos, 11 meses e 29 dias são considerados incapazes... Estamos indefesos e apavorados.

                                                                      (Lya Luft. Revista Veja, 24 de abril de 2013. Adaptado)

A autora afirma que o comentário feito – “Brasileiro bonzinho!” – tempos atrás, por uma jovem americana que residia no Brasil, seria, hoje, considerado um insulto porque
Alternativas
Q438195 Português
                                  Brasileiro bonzinho?

     Tempos atrás, num programa cômico de televisão, uma jovem americana radicada no Brasil, a cada comentário sobre violência ou malandragem neste país, pronunciava com muita graça: “Brasileiro bonzinho!”. E a gente se divertia. Hoje nos sentiríamos insultados, pois não somos bonzinhos nem sequer civilizados. O crime se tornou banal, a vida vale quase nada. Ser assaltado é quase natural - não só em bairros ditos perigosos ou nas grandes cidades, mas também no interior se perdeu a velha noção de bucolismo e segurança.

      Em São Paulo, só para dar um exemplo, os arrastões são tão comuns que em alguns restaurantes o cliente é recebido por dois ou quatro seguranças fortemente armados, com colete à prova de bala, que o acompanham olhando para os lados - atentos como em séries criminais americanas. Quem, nessas condições, ainda se arrisca a esta coisa tão normal e divertida, comer fora?

     Pessoas inocentes são chacinadas: vemos protestos, manifestações e choro, mas nada compensará o desespero das famílias ou pessoas destroçadas, cujo número não para de crescer. Morar em casa é considerado loucura, a não ser em alguns condomínios, e mesmo nesses o crime controla o porteiro, entra, rouba, maltrata, mata. Recomenda-se que moremos em edifícios: “mais seguros”, seria a ideia. Mas mesmo nos edifícios, nem pensar, a não ser com boa portaria, com porteiros preparados e instruídos para proteger dentro do possível nossos lares agora precários.

     Somos uma geração assustada, confinada, gradeada - parece sonho que há não tanto tempo fosse natural morar em casa, a casa não ter cerca, a meninada brincar na calçada; e não morávamos em ilhas longínquas de continentes remotos, mas aqui mesmo, em bairros de cidades normais. Éramos gente “normal”. Continua valendo a inacreditável lei de responsabilidade criminal só depois dos 18 anos. Jovens monstros, assassinos frios, sem remorso, drogados ou simplesmente psicopatas saem para matar e depois vão beber no bar, jogar na lan house, curtir o Facebook, com cara de bons meninos. Estamos em incrível atraso em relação a países civilizados. No Canadá, Holanda e outros, a idade limite é de 12 anos. No Brasil, assassinos de 17 anos, 11 meses e 29 dias são considerados incapazes... Estamos indefesos e apavorados.

                                                                      (Lya Luft. Revista Veja, 24 de abril de 2013. Adaptado)

No contexto em que se insere a frase – ... para proteger dentro do possível nossos lares agora precários. – a palavra em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
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Q438154 Psicologia
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito de saúde mental
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Q438153 Psicologia
Um psicólogo é solicitado a dar sua opinião profissional sobre uma questão específica referente a um adolescente. Nesse caso, ele deverá elaborar
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Q438152 Psicologia
Considerando os objetivos gerais das medidas socioeducativas, tem-se observado maior eficiência de
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Q438151 Psicologia
No caso de ato infracional de adolescente, a privação da liberdade
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Q438150 Psicologia
Pode-se dizer que a matéria jurídica relacionada à apuração do ato infracional e à imposição de medida socioeducativa é um sistema
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Q438149 Psicologia
No caso de transgressão à lei por criança ou adolescente,
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Q438147 Psicologia
Para a Psicanálise, neurose de transferência é
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Q438146 Psicologia
Sob a perspectiva da abordagem comportamental, o sentimento de culpa
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Q438145 Psicologia
A psicoterapia de grupo tem como objetivo principal
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Q438144 Psicologia
Um psicólogo pretende usar o WISC-III para investigar as habilidades sociais de uma criança, particularmente se ela tem noção das regras sociais. Para isso, ele deve considerar particularmente o subteste
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Q438143 Psicologia
Para o êxito da entrevista psicológica – também conhecida como entrevista clínica ou de ajuda – é necessário que
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Q438142 Psicologia
A atitude de aceitação e compreensão por parte do entrevistador é um requisito básico da entrevista psicológica – também conhecida como entrevista clínica ou de ajuda. Essa atitude é revelada particularmente pelo esforço do entrevistador em
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Q438141 Psicologia
No Brasil, ao escolher técnicas de avaliação psicológica, o psicólogo deverá ter o cuidado de selecionar apenas instrumentos
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Q438140 Psicologia
Para muitos dos profissionais de orientação psicanalítica, o primeiro encontro entre o psicólogo e a criança se dá em uma sessão de ludodiagnóstico. O principal objetivo desse primeiro contato é
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Q438139 Psicologia
A abordagem sistêmica destaca-se por considerar a família como sistema. Sob essa perspectiva, identifique a alternativa coerente com o conceito de retroalimentação positiva.
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Q438138 Psicologia
Pode-se dizer que o período da adolescência
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Q438137 Psicologia
Para D. W. Winnicott, o tratamento fundamental para crianças que apresentam tendência antissocial é
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Respostas
981: B
982: D
983: C
984: E
985: D
986: B
987: A
988: D
989: B
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991: C
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993: C
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