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Uma mulher de 50 anos vem à consulta com queixa de aumento de mama direita com presença de implantes mamários realizados há dez anos por preferência estética. Ela desenvolveu edema e dor na mama direita, cuja ressonância magnética revelou cápsula fibrosa com efusão ao redor do implante. A paciente foi vista posteriormente pelo cirurgião plástico e submetida à remoção e capsulectomia do implante. Não foram observadas massas na ressonância magnética ou no momento da cirurgia. A revisão patológica revelou um linfoma CD30 (+) confinado à cápsula.
Qual é o diagnóstico provável?
Um homem de 72 anos com fibrilação atrial tem recebido dabigatrana 75 mg duas vezes ao dia, nos últimos seis meses. Ele não teve complicações trombóticas ou hemorrágicas desde o início do uso da medicação. Tem histórico de pólipos colônicos, e precisa ser submetido a uma colonoscopia com possível polipectomia. Além de pulsos irregulares, seus achados no exame físico são normais. O hemograma e os testes de função renal e hepática são normais. A depuração de creatinina é de 38 mL/min.
Quanto tempo antes da colonoscopia, o uso de dabigatrana deverá ser descontinuado?
Paciente procurou o dermatologista com queixa de queda de cabelo há seis meses. Já em uso de medicação à base de vitaminas e biotina, porém sem resposta. Negava outros sintomas e se apresentava ao exame clínico completamente normal, com FC: 68 BPM, PA: 110/70 mmHG. Tireoide: normopalpável, sem bócio. Temperatura e umidade da pele normais. Sem tremores de extremidades. Avaliação laboratorial: TSH de 0,2 mUI/L (VR: 0,3-5,0) e T4 livre:1,9 ng/dL (VR: 0,7- 1,8). Ultrassonografia cervical: tireoide homogênea, sem nódulos, com volume total de 12 cm³.
Nesse caso, qual é a conduta indicada?
Uma paciente de 43 anos, do sexo feminino, é admitida no pronto-socorro com quadro de taquiarritmia. Medicação em uso: enalapril-20mg/dia, fórmula manipulada para perda de peso. No exame físico, tireoide normopalpável. Eletrocardiograma: fibrilação atrial de alta resposta. Função tireoidiana: TSH: 0,01 mUI/L (VR: 0,3-5,0), T4 livre: 2,9 ng/dL (VR:0,7-1,8) e T3 total: 1,7ng/mL (VR: 0,6 a 1,71). Uma das hipóteses diagnósticas foi tireotoxicose factícia.
Qual exame definiria o diagnóstico?
Paciente de 23 anos, IMC: 27 k/m2, com aumento de pelos, principalmente em face e região mentoniana (escore de Ferriman e Gallwey de 11), associada a irregularidade menstrual (sete ciclos/ano). Ultrassonografia pélvica transvaginal normal. Avaliação laboratorial: glicemia de jejum: 103 mg/ dl (VR: 70 a 99), testosterona: 87 ng/dL (VR: 12 a 60), androstenediona: 5,1 ng/mL (VR: 0,3 a 3,7), 17-alfa hidroxiprogesterona: 70 ng/dL (VR: fase folicular: até 80, fase lútea: 60 a 230), cortisol livre na urina de 24 horas: 103 mcg/24h (VR: 9,5 a 136,2). TSH: 2,3 mUI/L (VR: 0,3-5,0) e prolactina: 17 ng/mL (VR: 2,8 a 29,2).
Qual é o diagnóstico mais provável para essa paciente?
Paciente com quadro de irregularidade menstrual (espaniomenorreia) procurou serviço de reprodução humana com queixa de infertilidade. Apresentava, como antecedente, refluxo gastroesofágico, já em acompanhamento com gastroenterologista há vários anos, em uso de pantoprazol 40 mg/dia e domperidona 30 mg/dia. Na investigação laboratorial, observado nível elevado de prolactina (92 ng/mL) e normal de TSH (2,7 mUI/L).
Qual é a conduta indicada, nesse caso?
Adolescente de 15 anos, do sexo masculino, com quadro súbito de cefaleia intensa associada a ptose palpebral e desvio da rima labial, ambos à esquerda. Ao exame, pressão arterial de 250x160 mmHg. A tomografia computadorizada de crânio mostra hemorragia intraparenquimatosa e periventricular à esquerda, sem efeito de massa nas estruturas adjacentes. Na história pregressa, o pai relata que, aos três anos de idade, a paciente apresentou ginecomastia, acompanhada de pubarca e axilarca precoces. Aos seis anos, acne exuberante em tronco, persistente até os dias atuais. Durante investigação para hipertensão secundária, apresentou os seguintes exames laboratoriais: ACTH 498 pg/ml (VR: < 60), cortisol 8 h: 3,5 (4,3 a 25 mg/dl), 17-oh-progesterona: 109 ng/dl (VR: 50 a 300), 11-deoxicortisol: 41 ng/ml (VR: 0 a 0,8 ng/ml), SDHEA: 421 mg/dl (VR: 4 a 68), androstenediona: 28 ng/ml (VR: 0,4 a 2), testosterona total: 789 ng/dl (VR: 241 a 827).
Nesse caso, qual é o diagnóstico?
Em um paciente de 19 anos, durante investigação de taquicardia associada a bócio difuso, são observadas as seguintes alterações laboratoriais: T4 livre: 2,53 ng/dL (VR:0,7-1,8), T3 total: 231 ng/dL (VR:72-214), TSH: 12,7 mUI/L (VR: 0,3-5,0), anticorpos antiperoxidase e antitireoglobulinas negativos. Ressonância magnética de sela túrcica normal.
Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Uma paciente de 62 anos, hipertensa e dislipidêmica, vai ao pronto-socorro referindo episódio de dor precordial em aperto de forte intensidade, uma hora atrás. A dor durou 20 minutos, foi desencadeada por um stress no trânsito e esteve associada a leve náusea. Mesmo estando sem queixas, no momento, a paciente quis ser avaliada por um médico. Ao exame apresentava ritmo regular, FC = 65 BPM, PA = 120x80 mmHg e sem nenhuma outra anormalidade. O ECG, o raio X de tórax e a dosagem de Troponina realizados no PS foram normais. A paciente recebeu alta e, seis horas depois, teve uma parada cardíaca súbita em casa.
Nessa situação clínica,
Um paciente de 60 anos, em fase de recuperação de IAM, apresentou quadro súbito de dispneia. Ao exame, foram observadas congestão pulmonar e PA 80x50 mmHg. O eco revelou insuficiência mitral aguda por rotura de cordoalha. O paciente foi encaminhado para a UTI e chamada a equipe cirúrgica.
Para estabilização do paciente, foi implantado balão intraaórtico de contrapulsação e iniciada terapia medicamentosa constituída de:
Um paciente com ICFEr crônica e FEVE = 35% vai ao ambulatório em consulta de rotina e NYHA III. Ao exame, observam-se ritmo de fibrilação atrial, FC = 88 BPM, PA = 95x65 mmHg e perfil quente e seco. Está em uso de bisoprolol 10 mg ao dia, sacubitril / valsartana 97/103 mg duas vezes ao dia, espironolactona 25 mg ao dia e Rivaroxabana 20 mg ao dia.
A conduta, nesse caso, seria:
Paciente de 38 anos, do sexo masculino, há dez anos abstêmio, após término de relacionamento, reinicia uso abusivo de álcool por vários dias. Foi levado ao pronto atendimento por estar confuso, incapaz de ficar de pé ou andar sozinho, queixando-se de dificuldade para enxergar, com presença de nistagmo multidirecional, discurso confuso, com perda de memória recente. Ressonância magnética de crânio evidencia lesões hiperintensas bitalâmicas.
Qual é o tratamento mais urgente, visando reverter sintomas e prevenir sequelas?
Paciente apresenta-se ao pronto atendimento com suspeita de acidente vascular cerebral isquêmico em território de artéria cerebral média. A tomografia de crânio à admissão estava sem alterações neurovasculares agudas, e foi iniciada trombólise endovenosa, uma vez que apresentava janela de tratamento de três horas após início dos sintomas. Evolui com rebaixamento do nível de consciência e piora da escala NIHSS durante a realização de trombólise endovenosa.
Quais são o provável causador de piora clínica e a conduta mais adequados?
Paciente, de 38 anos, com relato de crises convulsivas tônico-clônico generalizadas após acidente automobilístico, é trazido ao pronto-socorro para avaliação. Ao exame neurológico, manifesta abertura ocular ao estímulo doloroso, sons incompreensíveis, retirada inespecífica a estímulo doloroso; pupilas fotorreagentes, anisocóricas.
Quais são o diagnóstico e a conduta adequados neste caso?