Questões de Concurso
Para instituto rio branco
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Um dos pilares do processo de reforma da ONU visa conferir mais eficácia às ações de promoção de segurança das populações mais vulneráveis mediante a prestação de assistência humanitária, a construção e manutenção da paz, a promoção dos direitos humanos em áreas de conflito, bem como o apoio a governos em políticas de desenvolvimento e combate à pobreza.
Sob a perspectiva brasileira, a coordenação multilateral de esforços para o enfrentamento do narcotráfico e de delitos conexos nos planos interamericano e sul-americano tem como principais referentes, respectivamente, a Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD), pertencente à OEA, e o Conselho Sul-Americano sobre o Problema Mundial das Drogas, pertencente à UNASUL.
Como participante da cooperação para o enfrentamento do terrorismo internacional, o Brasil discorda da ênfase atribuída ao emprego de meios militares, característica das convenções multilaterais desde os atentados de setembro de 2001, e privilegia o recurso de canais bilaterais de ação diplomática.
O Brasil participa ativamente da formulação de agendas e tratativas internacionais acerca do desarmamento e da não proliferação de armas nucleares, além de ter assinado e ratificado integralmente todos os instrumentos e compromissos globais e regionais a respeito dessas matérias.
Os primeiros anos de redemocratização, após 1985, foram marcados, no campo econômico, pela estabilidade e pelo controle da inflação; na política, a instabilidade adveio da ação guerrilheira, que se recusava a depor armas.
Eleito pelo voto direto da população brasileira, Tancredo Neves assumiu a Presidência da República prometendo conduzir o país a um novo estágio de desenvolvimento, com a democracia e a plena cidadania; a morte, contudo, abreviou o fim de seu governo, completado pelo vice-presidente José Sarney.
Em dezembro de 1968, o regime militar aprofundou radicalmente seu caráter ditatorial: a edição do AI-5 suspendeu as garantias individuais, atacou a imunidade parlamentar, cerceou o Poder Judiciário e superdimensionou o poderio do Poder Executivo.
A coesão das forças militares, encabeçadas pelo Exército, explica a fácil vitória dos que se opunham ao reformismo de João Goulart, a despeito da falta de apoio de setores poderosos da sociedade civil, como o empresarial, o político e o religioso, aos protagonistas do golpe de 1964.
A renúncia de Jânio Quadros mergulhou o país em grave crise política, com risco real de guerra civil, situação contornada com a solução política materializada na adoção de um parlamentarismo de ocasião, o que possibilitou a posse de João Goulart na Presidência da República com poderes limitados.
Até meados do século XX, a população brasileira era majoritariamente rural. Foi a partir da Era Vargas, e sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, que o país efetivamente se industrializou e passou a experimentar rápido processo de urbanização.
A redemocratização que o Brasil conheceu após a queda da ditadura getulista incorporou rapidamente ao universo político as massas populares que, egressas do campo, aumentavam exponencialmente a população urbana; provas disso foram a universalização do acesso ao ensino primário e a extensão do direito de voto aos analfabetos.
Eleições fraudadas, voto a descoberto e reduzido número de eleitores, além do vasto domínio dos grupos oligárquicos em seus respectivos estados, de que o coronelismo foi símbolo, foram aspectos marcantes da primeira fase da experiência republicana brasileira, contra a qual se voltou a Revolução de 1930.
Sob o Estado Novo de Getúlio Vargas, os direitos civis e políticos praticamente desapareceram, subjugados pelo caráter ditatorial do regime; todavia, foi nesse contexto que os direitos sociais ganharam relevância, especialmente com o advento de ampla legislação trabalhista.
A extinção do trabalho escravo no Brasil, ao final do Império, deve ser entendida como autêntica revolução social: a um só tempo, ela impulsionou a economia de mercado mediante a expansão do trabalho assalariado e incorporou os milhares de antigos escravos à plena cidadania.
Mais que gesto meramente simbólico, o grito do Ipiranga, proclamado a sete de setembro de 1822, anunciou o nascimento do Estado nacional brasileiro, que rompeu com as estruturas básicas sobre as quais se assentaram mais de três séculos de colonização estruturada no latifúndio, na monocultura e na escravidão.
Diferentemente do ocorrido nas colônias espanholas da América, o processo de independência do Brasil passou ao largo da conjuntura histórica europeia de princípios do século XIX, tendo ficado adstrito às circunstâncias da política interna da colônia.
A colonização do Brasil teve início efetivo com a produção açucareira, que contava com abundante mercado consumidor na Europa e que exigia, para sua implementação, disponibilidade de terras, capital e mão de obra.
Entre os movimentos que lutaram pela emancipação da colônia, dois se destacaram por suas características distintas, ainda que irmanados pelo mesmo objetivo: a Conjuração Mineira (Inconfidência), essencialmente popular, e a Conjuração Baiana (Alfaiates), que uniu a elite local contra o domínio português.
A mineração, no século XVIII, conquanto centrada nos chamados sertões das Gerais, de Goiás e de Mato Grosso, consolidou o Nordeste como centro político-administrativo da colônia, com a capital mantida em Salvador para melhor controle do ouro exportado.
Public diplomacy can be regarded as a sign of change in the handling of international relations.
