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Q3524955 Literatura

Enchente


Chama o Alexandre!

Chama!

Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...

Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva...

olha a rua como se enche!

Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!

Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!

Chama o Alexandre!

Chama!



(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.

Em: Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

De acordo com Angela Kleiman, muitas práticas com o texto em sala de aula banalizam-no. Porém, uma atividade significativa para engajar os alunos no trabalho com o poema de Cecília Meireles seria 
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Q3524954 Português
Ainda decorrente da opção teórica geral do documento, que considera a língua numa perspectiva enunciativo- -discursiva, cabe uma última palavra sobre a reflexão linguística-semiótica: além da continuidade do estudo da ortografia, pontuação e acentuação em suas regularidades e irregularidades, são aprofundados, progressivamente, os estudos que regem a língua dentro da norma padrão.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. 2019)
De acordo com o Currículo Paulista: ensino fundamental, a reflexão linguística-semiótica deve ser desenvolvida em sala de aula articulada
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Q3524953 Português

De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008), em sua análise sobre o continuum da relação fala-escrita, “um aspecto interessante é o que se dá no círculo intermediário que envolve alguns gêneros (intermodais?) que são de difícil localização em uma ou outra modalidade de maneira muito clara. Trata-se dos chamados gêneros mistos ou híbridos, sob o ponto de vista da modalidade.”


Os gêneros que exemplificam a explicação do autor são:

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Q3524952 Português

Conforme explica Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto. 2018), há os gêneros escolares 2, chamados por Rojo de “gêneros escolarizados, que são objeto de ensino/aprendizagem (gêneros secundários do discurso, transpostos para a sala de aula)”. Entre eles, está o que “seria o protótipo por excelência desse tipo de gêneros, visto que é feito para a escrita, para o ensino da escrita, para toda a escolaridade e não existe, evidentemente, fora da escola”. 


O gênero referido é a

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Q3524951 Português

De acordo com o Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), as obras da tradição literária “... proporcionam o contato com uma linguagem que amplia o repertório linguístico dos jovens e oportuniza novas potencialidades e experimentações de uso da língua, no contato com as ambiguidades da linguagem e seus múltiplos arranjos.”


Essas ambiguidades da linguagem e seus múltiplos arranjos decorrem

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Q3524950 Português
Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz (Gêneros orais e escritos na escola. 2004) consideram que a abordagem textual na escola se
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Q3524949 Português
... permite ao produtor do texto evitar perturbações previsíveis na comunicação ou sanar (on-line ou a posteriori) conflitos efetivamente ocorridos por meio da introdução, no texto, de sinais de articulação ou apoios textuais, e pela realização de atividades específicas de formulação ou construção textual. Trata-se do conhecimento sobre os vários tipos de ações linguísticas que, de certa forma, permitem ao locutor assegurar a compreensão do texto e conseguir a aceitação, pelo parceiro, dos objetivos com que é produzido, monitorando com elas o fluxo verbal. 
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch. Desvendando os segredos do texto. 2018)

As informações apresentadas pela autora no excerto dado referem-se ao conhecimento 
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Q3524948 Linguística
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008), um dos focos na visão da Linguística estrutural consiste na ideia de que 
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Q3524947 Literatura
De acordo com Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira. 2015), em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, “a linguagem do mito rompia as amarras espácio-temporais”. Isso se comprova com a passagem: 
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Q3524946 Português
Angela Kleiman (Oficina de leitura: teoria & prática. 2017), analisando os procedimentos de ensino de leitura, afirma que “A união de todos esses aspectos que fazem da atividade escolar uma paródia da leitura encontra-se numa concepção autoritária de leitura, que parte do pressuposto de que há apenas uma maneira de abordar o texto, e uma interpretação a ser alcançada.” Assim, de acordo com a autora, a leitura na escola deveria levar em conta
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Q3524945 Português

        10 DE MAIO Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na delegacia na primeira intimação. (...) O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util à patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.


        ...O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.


        Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.



(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)

Com base na competência – Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual. – do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), conclui-se que o texto de Carolina Maria de Jesus
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Q3524944 Português

        10 DE MAIO Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na delegacia na primeira intimação. (...) O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util à patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.


        ...O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.


        Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.



(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)

A interpretação da frase – A fome também é professora. – implica reconhecer a conotação presente no termo “professora”, que remete ao sentido de
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Q3524943 Português

        10 DE MAIO Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na delegacia na primeira intimação. (...) O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util à patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.


        ...O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.


        Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.



(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)

Não confundir erro de português (que, afinal, não existe) com simples erro de ortografia. A ortografia é artificial, ao contrário da língua, que é natural.


(Marcos Bagno. Preconceito linguístico. 2015)



Com base nas considerações do autor, que reconhece a visão normativista presente nas aulas de língua portuguesa, haveria nessa perspectiva de ensino um “erro de português” na passagem:

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Q3524942 Português

        10 DE MAIO Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na delegacia na primeira intimação. (...) O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util à patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.


        ...O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.


        Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.



(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)

De acordo com Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2011), a coerência é “entendida como princípio de interpretabilidade”. Com base nesse conceito, conclui-se corretamente que a interpretação das informações se altera com a reescrita de:
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Q3524941 Português
Roxane Helena Rodrigues Rojo e Eduardo de Moura Almeida (Letramentos, mídias, linguagens. 2019) empregam o termo “autor-criador”, com base em Bakhtin, para designar aquele que
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Q3524940 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 29.10.2024)

De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), dêiticos “são elementos da língua que têm por função localizar entidades no contexto espácio-temporal, social e discursivo”. Na tira, o termo que exemplifica a definição das autoras é: 
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Q3524939 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 29.10.2024)

Essas noções teóricas iniciais terão decisivo impacto em todo o trabalho proposto para Língua Portuguesa, pois, ao adotar essa perspectiva, toma a linguagem como prática social, o que coloca como necessidade considerar, em todos os eixos do componente (Leitura, Produção de textos, Oralidade, Análise linguística e semiótica), as práticas de linguagem que se dão em dado contexto entre os sujeitos sociais e historicamente situados em uma interação sempre responsiva; coloca ainda a necessidade de articular todos esses eixos na promoção de uma aprendizagem voltada à formação integral de sujeitos que dominem a leitura e a escrita [...] e que usem a reflexão linguística e semiótica a favor da produção de sentido, de um uso consciente da língua e seus recursos.
(Currículo Paulista: ensino fundamental, 2019)

A reflexão linguística e semiótica permite concluir que, na fala do personagem, as preposições “de” formam
Alternativas
Q3524938 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 29.10.2024)

De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), “Na e para a produção de sentido do texto, é preciso que o leitor ative conhecimentos previamente constituídos e armazenados na memória”. Considerando o propósito de humor da tira, esses conhecimentos dizem respeito a
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Q3524907 Linguística
Según Noam Chomsky (Scutti, apud Bruno, 2005), el concepto de competencia puede definirse como
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Q3524906 Espanhol
Una expresión o fórmula lingüística que le permite al hablante demostrar una absoluta falta de interés por un tema es:
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Respostas
3741: B
3742: B
3743: A
3744: E
3745: E
3746: B
3747: B
3748: D
3749: C
3750: A
3751: E
3752: A
3753: B
3754: E
3755: B
3756: D
3757: C
3758: A
3759: A
3760: E