Questões de Concurso Para dnocs

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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32566 Administração Geral
A Cia. Beta, fabricante de caixas, produziu 20.000 unidades
no mês de início de suas atividades. Durante o período, foram
vendidas 16.000 unidades ao preço de R$ 30,00 cada uma.
Os custos e despesas da companhia, no referido mês, foram:

Custos e despesas variáveis, por unidade:
Imagem 052.jpg

Custos e despesas fixos totais do mês:
Imagem 053.jpg
A companhia estima que os custos fixos não se alterem
até o nível máximo de produção de 50.000 unidades.
Uma das práticas recomendadas pela Governança corporativa é
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32565 Contabilidade de Custos
A Cia. Beta, fabricante de caixas, produziu 20.000 unidades
no mês de início de suas atividades. Durante o período, foram
vendidas 16.000 unidades ao preço de R$ 30,00 cada uma.
Os custos e despesas da companhia, no referido mês, foram:

Custos e despesas variáveis, por unidade:
Imagem 052.jpg

Custos e despesas fixos totais do mês:
Imagem 053.jpg
A companhia estima que os custos fixos não se alterem
até o nível máximo de produção de 50.000 unidades.
Assumindo o custeio variável, o ponto de equilíbrio da companhia, em unidades, corresponde a
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32564 Contabilidade de Custos
A Cia. Beta, fabricante de caixas, produziu 20.000 unidades
no mês de início de suas atividades. Durante o período, foram
vendidas 16.000 unidades ao preço de R$ 30,00 cada uma.
Os custos e despesas da companhia, no referido mês, foram:

Custos e despesas variáveis, por unidade:
Imagem 052.jpg

Custos e despesas fixos totais do mês:
Imagem 053.jpg
A companhia estima que os custos fixos não se alterem
até o nível máximo de produção de 50.000 unidades.
A margem de contribuição unitária, no sistema de custeio variável, em R$, é igual a
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32563 Contabilidade de Custos
A Cia. Beta, fabricante de caixas, produziu 20.000 unidades
no mês de início de suas atividades. Durante o período, foram
vendidas 16.000 unidades ao preço de R$ 30,00 cada uma.
Os custos e despesas da companhia, no referido mês, foram:

Custos e despesas variáveis, por unidade:
Imagem 052.jpg

Custos e despesas fixos totais do mês:
Imagem 053.jpg
A companhia estima que os custos fixos não se alterem
até o nível máximo de produção de 50.000 unidades.
O lucro líquido do exercício, pelos sistemas de custeio por absorção e de custeio variável, respectivamente, em R$, equivale a
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32562 Contabilidade Geral
A seguinte nota fiscal de entrada foi registrada na contabilidade da Cia. Alfa, que produz bens sujeitos à incidência do ICMS e do IPI e que está sujeita à incidência do PIS e da COFINS na sistemática cumulativa:

Imagem 051.jpg

A companhia pagou frete para transporte da matéria-prima até seu estabelecimento no valor de R$ 2.000,00, no qual estava incluso ICMS de R$ 360,00 (desconsidere a substituição tributária).

Na ficha de estoque, referente à essa matéria-prima, o custo unitário do quilo dessa aquisição deve ser registrado, em R$, no valor de
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32561 Contabilidade Geral
Dados extraídos da escrituração contábil da Cia. XYZ, relativos ao mês de agosto de 2009:
Imagem 050.jpg

Sabendo-se que o arrendamento mercantil foi contratado pela companhia com uma pessoa jurídica, o valor da COFINS devido, no regime de incidência não cumulativa, corresponde, em R$, a
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32560 Contabilidade Geral
Dados extraídos da escrituração contábil da Cia. ABC, relativos ao mês de julho de 2009:
Imagem 049.jpg
O valor do PIS devido pela companhia, no regime de incidência cumulativa, corresponde, em R$, a
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32559 Contabilidade Geral
Dados extraídos da escrituração contábil e da Demonstração de Resultado da Cia. Alvorecer, relativas ao exercício findo em 31/12/2008, em R$:

Imagem 048.jpg

A Companhia Alvorecer optou pelo Regime Tributário de Transição instituído pela MP 449/2008, que foi convertida na Lei nº 11.941/2009, a qual convalidou os efeitos da referida MP. Na parte B do Livro de Apuração do Lucro Real da companhia estavam registrados prejuízos fiscais da ordem de R$ 235.000,00, referentes a períodos de apuração anteriores. O lucro real anual da companhia, depois de efetuada a compensação dos prejuízos fiscais pelo seu valor máximo, equivaleu, em R$, a
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32558 Contabilidade Geral
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32557 Contabilidade Geral
Antes de qualquer destinação, uma sociedade por ações deve aplicar 5% (cinco por cento) do lucro líquido do exercício na constituição da reserva
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32556 Contabilidade Geral
A partir da vigência da MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, a qual convalidou os efeitos da referida medida provisória, são avaliados pela equivalência patrimonial, de acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei no 6.404/1976),
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32555 Contabilidade Geral
A controladora Cia. Horizontes Eternos adquiriu R$ 1.000.000,00 de mercadorias de sua controlada, a qual auferiu um lucro de 25% sobre o preço de venda da operação. No final do ano, restava 40% do referido estoque de mercadorias em poder da controladora que não foi vendido a terceiros. Considerando que os lucros acumulados não distribuídos foram destinados a reservas de lucros nas duas companhias, o lançamento de ajuste a ser efetuado no processo de consolidação do balanço patrimonial da controladora e de suas controladas deverá ser correspondente, em R$, a:
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32554 Contabilidade Geral
Dados da Cia. Miramar, referentes ao exercício encerrado em 31/12/2008, em R$:
Imagem 047.jpg

Com estas informações, o Valor Adicionado a Distribuir da companhia nesse exercício correspondeu, em R$, a
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32553 Contabilidade Geral
As informações abaixo foram extraídas do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício da Cia. Horto Florestal, relativas ao exercício encerrado em 31/12/2008 (em R$):

Imagem 046.jpg
Utilizando apenas as informações fornecidas acima, é correto afirmar que o fluxo de caixa derivado das atividades operacionais da companhia, nesse exercício, correspondeu a uma entrada líquida de recursos de, em R$,
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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Contador |
Q32552 Direito Financeiro
Segundo a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei da Responsabilidade Fiscal), é correto afirmar:
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Q32550 Raciocínio Lógico
Segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), os nomes dos múltiplos e submúltiplos de uma unidade são formados mediante os seguintes prefixos:
Imagem 040.jpg Assim, por exemplo, se a unidade de medida é o metro (m), temos: 30 nm (nanômetros) = 30 × 10-9 m (metros).
Com base nessas informações, se a unidade de medida é o litro (Imagem 041.jpg), então a expressão Imagem 042.jpgé equivalente a
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Q32549 Português
Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis
-, a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.
(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)
(...) as pessoas dirigem mensagens a quem não conhecem, a propósito de assuntos que não dizem respeito ao infeliz destinatário.

Dando nova redação à frase acima, e iniciando-a com O infeliz destinatário recebe mensagens, a complementação que se mantém clara, correta e coerente com o sentido original é
Alternativas
Q32547 Português
Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis
-, a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.
(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)
Está adequada a correlação entre os tempos e modos verbais na frase:
Alternativas
Q32545 Português
Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis
-, a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.
(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)
A lembrança da imagem de Janus Bifronte ocorre por conta de uma específica duplicidade, representada pelos segmentos:
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Q32543 Português
Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de
comunicação parece ter abolido, em vários momentos e
lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à
função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos
programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a
aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o
território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado
mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e
falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do
trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que
poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;
eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa
aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os
explora sob a categoria de reportagem popularesca e de
turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por
dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para
consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no
artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar
com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos
industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é
explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o
capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para
manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola
de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são
exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que
supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a
cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda
capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas
seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz
quase organicamente em microescalas, no interior da rede
familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,
do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi. Dialética da colonização. S. Paulo: Companhia
das Letras, 1992, pp. 328-29)
Quanto à concordância verbal, está inteiramente correta a frase:
Alternativas
Respostas
61: D
62: D
63: A
64: D
65: A
66: E
67: A
68: C
69: E
70: D
71: B
72: D
73: C
74: B
75: E
76: D
77: D
78: E
79: C
80: B