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A DEVH pode surgir após o transplante de medula óssea, a transferência materno fetal de linfócitos, a transfusão de sangue e o transplante de órgão sólido, principalmente de fígado.
A baixa frequência da doença enxerto versus hospedeiro, a facilidade de encontrar doadores devido à disponibilidade de placentas e a possibilidade de se empregar células com um ou mais antígenos não compatíveis estão entre as vantagens do uso de células de cordão umbilical.
O avanço das técnicas de criobiologia tornou possível o congelamento de células tronco por décadas, mantendo suas propriedades estruturais e funcionais.
Durante o período de pancitopenia intensa — fase de ablação medular — são preconizados: isolamento reverso, uso de cateter central semi ou totalmente implantável e rastreamento sistemático de infecções, sendo contraindicado o uso de antibioticoterapia profilática, pelo risco de seleção de cepas resistentes.
As células progenitoras a serem transplantadas podem ser obtidas por aspirações múltiplas nos ossos ilíacos, por aférese no sangue periférico após uso de fatores de crescimento medular, ou no sangue do cordão umbilical. Esta última técnica, em geral, só é utilizada em crianças, devido à pequena quantidade de células-tronco em cada cordão.
O TMO autólogo pode ser indicado para tumores sólidos como o neuroblatoma, sarcoma de Ewing e tumores de células germinativas.
A imunossupressão permite a proliferação de vírus oncogênicos, como o HPV-5, já isolado de verrugas e carcinomas de transplantados renais.
Na patogenia dos tumores cutâneos, a imunossupressão atua ao permitir a não destruição das células neoplásicas que eventualmente surjam.
A maioria dos tumores aparece após os 10 anos de transplante.
Há relação entre o tempo de imunossupressão e o aparecimento de tumores, demonstrando o efeito cumulativo da imunossupressão.
A ocorrência de tumores cutâneos não melanoma é cerca de vinte vezes maior em imunossuprimidos do que na população geral.
Pacientes neutropênicos apresentam maior risco de infecções fúngicas, sendo especialmente temível a aspergilose sistêmica, que é potencialmente fatal.
Deficiências na imunidade celular (linfócitos T) estão relacionadas a maior risco de infecções bacterianas.
Deve-se isolar os pacientes com leucopenia severa, pois essa é uma situação em que há maior suscetibilidade à aquisição de infecções de outros pacientes.
Antes e depois do contato com pacientes imunossuprimidos, após a lavagem das mãos com sabão comum, os profissionais de saúde devem utilizar solução antisséptica, álcool ou solução degermante.
As infecções bacterianas cutâneas são mais comumente causadas por estafilococos e estreptococos, embora germes Gram-negativos, como Pseudomonas, também produzam infecções importantes nesses pacientes.
O tratamento de verrugas por HPV em pacientes imunossuprimidos deve ser mais rigoroso, pois há maior tendência de transformação maligna nesses indivíduos.
Quando da criptococose disseminada, a maioria desses pacientes apresenta lesões cutâneas, sendo raro o acometimento do sistema nervoso central.
Nesses pacientes, as infecções fúngicas mais frequentes são as candidoses, que podem ter manifestações cutâneas variadas, como máculas, pústulas, lesões nodulares ou nódulo- pustulosas.
Antígenos homólogos ou alogênicos são aqueles que distinguem indivíduos de uma mesma espécie, como os antígenos de histocompatibilidade HLA.