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Texto II

O fato mesmo é que ninguém tem ideia do que esses jovens pensam, mas todo mundo acha que sabe o que eles deveriam pensar. E os sujeitos do rolezinho se tornaram categorias para defender posições no debate histérico que vem se desenhando para este ano eleitoral. E isso acontece, também, porque a periferia ainda é pouco conhecida nos bairros ricos – um Cazaquistão que fala português. (l. 11 a 17, texto II)
Os pronomes demonstrativos situam os seres em relação às três pessoas do discurso. Essa localização pode ser no tempo, no espaço ou, ainda, no discurso. No fragmento em questão,
Texto II

Texto II

I. “É o preconceito e a diferenciação dentro da mesma classe social.” (l. 58 e 59)
II. “Para complicar, em áreas muito violentas, todo mundo é uma ameaça.” (l. 22 e 23)
III. “Talvez os problemas com o rolezinho passem por outras chaves para abrir novas portas.” (l. 52 e 53)
IV. “Aqueles adolescentes eram uma versão mais numerosa dos meus amigos de Caieiras [...]” (l. 34 e 35)
V. “O fato mesmo é que ninguém tem ideia do que esses jovens pensam, mas todo mundo acha que sabe o que eles deveriam pensar.” (l. 11 a 13)
As assertivas do texto II de Beguoci que se relacionam com a tese do texto I, ilustrando uma forma de “identidade” (como malefício) que partiu de fora para dentro, são:
Texto II

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“O outro é sempre uma questão de hermenêutica. Para dizer quem é o outro, preciso relacionar-me a ele e tentar expressar, com o desconto de uma distância que jamais será apagada, algo sobre ele. Qualquer coisa que possa ser dita sobre o outro é sempre precária, motivada por aspectos socioculturais, como moral e religião, compreensão de classe e desejos nem sempre conhecidos.” (l. 1 a 7)
Embora as frases desse trecho não estejam ligadas por conjunções, divisamos entre elas, respectivamente, relações de