Questões de Concurso Para prefeitura de sorocaba - sp

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Q3756256 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a colocação do pronome destacado está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa nos trechos reelaborados.
Alternativas
Q3756255 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Considere a passagem a seguir:

“A escola é o locus de formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança.” (1o parágrafo)

Os termos em destaque apresentam, correta e respectivamente, sentido de
Alternativas
Q3756254 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Considere a passagem a seguir: “O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente.” (5o parágrafo)

Mantendo-se o sentido original, os trechos em destaque podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3756253 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
De acordo com o primeiro parágrafo do texto, uma tragédia silenciosa e inconcebível é
Alternativas
Q3756252 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta segundo o texto.
Alternativas
Q3756251 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.




(Bill Watterson, O melhor de Calvin, O Estado de S.Paulo. Adaptado)

No segundo quadro, as reticências foram empregadas para indicar
Alternativas
Q3756250 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.




(Bill Watterson, O melhor de Calvin, O Estado de S.Paulo. Adaptado)

O vocábulo “adversidade”, presente no último quadro, apresenta como sinônimo a palavra
Alternativas
Q3756249 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.




(Bill Watterson, O melhor de Calvin, O Estado de S.Paulo. Adaptado)

É correto afirmar que Calvin, a criança que conversa com a mãe na tirinha,
Alternativas
Q3756039 Medicina
Mulher assintomática apresenta em exames laboratoriais níveis de TSH elevados e de T4 livre normais.

Em qual situação está indicado o tratamento com levotiroxina?
Alternativas
Q3756038 Medicina
Mulher, 39 anos de idade, com transtorno depressivo maior, está em tratamento com terapia cognitivo- -comportamental e escitalopram 20 mg/dia. Após 6 meses de tratamento, a paciente apresenta resposta parcial ao tratamento. Não há ideação suicida ou agitação psicomotora.

Qual é a melhor abordagem atual?
Alternativas
Q3756037 Medicina
Ao exame físico de mulher de 40 anos de idade com queixa de dispneia, nota-se sopro sistólico regurgitativo e holossistólico. O sopro aumenta em decúbito lateral esquerdo e diminui com inspiração. A B1 é hipofonética.

Esses achados sugerem
Alternativas
Q3756036 Medicina
Mulher, 66 anos de idade, diabética, hipertensa, com doença renal crônica (clearance de creatinina de 20 mL/min) e com placa aterosclerótica < 50% em carótida interna direita, apresenta fibrilação atrial permanente.

Em relação à anticoagulação, deve-se optar por
Alternativas
Q3756035 Medicina
Paciente com cirrose hepática apresenta ascite refratária ao tratamento clínico. Considera-se a realização de anastomose intra-hepática portossistêmica transjugular (TIPS).

Deve-se orientar paciente e familiares sobre a possibilidade de maior risco de
Alternativas
Q3756034 Medicina
Homem, 76 anos de idade, apresenta dor abdominal, além de estar sem evacuar há 6 dias. Ao exame físico, nota-se dor à palpação e superficial difusa, além de descompressão brusca positiva. Realiza-se a radiografia de abdômen a seguir:


Imagem associada para resolução da questão

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

A hipótese diagnóstica é
Alternativas
Q3756033 Medicina
Assinale a alternativa correta em relação ao tratamento da osteoporose.
Alternativas
Q3756032 Medicina
Mulher, 60 anos de idade, hipertensa estágio 1, apresenta LDL-colesterol de 110 mg/dL e colesterol não-HDL de 160 mg/dL. Doppler de carótidas mostra placa aterosclerótica menor que 50% em artéria carótida comum esquerda.

Assinale a alternativa correta sobre o manejo farmacológico do colesterol.
Alternativas
Q3756031 Medicina
Mulher, 35 anos de idade, apresenta miocardiopatia hipertrófica septal.

Assinale a alternativa que contém um fator de risco para morte súbita.
Alternativas
Q3756030 Medicina
Homem, 26 anos de idade, procura atendimento por lesão indolor em pênis há 4 semanas. A lesão é ulcerosa, única, com base endurecida e fundo limpo. Em exame físico, notam-se ainda linfonodos aumentando em região inguinal.

A hipótese diagnóstica é
Alternativas
Q3756029 Medicina
Homem, 40 anos de idade, assintomático, fez exames laboratoriais para avaliação da saúde. Apresenta sorologia para HIV positiva, confirmada por mais de um método.

Assinale a alternativa correta sobre a terapia antirretroviral para esse paciente.
Alternativas
Q3756028 Medicina
Homem, 26 anos de idade, inicia tratamento de tuberculose com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Após duas semanas, o paciente desenvolve icterícia, acompanhada de dor epigástrica, náuseas e aumento de enzimas hepáticas.

Assinale a alternativa correta sobre o manejo.
Alternativas
Respostas
401: A
402: E
403: C
404: D
405: B
406: D
407: A
408: C
409: E
410: D
411: C
412: C
413: B
414: C
415: D
416: D
417: E
418: A
419: E
420: E