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Leia o texto para responder à questão.
A humanidade se divide em dois grupos. Um com bilhões de pessoas, que sabem que o futuro da espécie está fadado a ocorrer aqui na superfície da Terra. O outro grupo, minúsculo, acredita que nosso futuro está em outros planetas, talvez Marte, onde deveríamos estabelecer colônias.
Construir o foguete e pousar em Marte é factível com a tecnologia atual. Mas será que o ser humano aguenta a viagem de meses? Se não aguentar, o plano vai por água abaixo, pois não existe no horizonte engenharia capaz de criar um ser humano adaptado à vida no foguete ou em Marte. A novidade é um estudo que demonstrou que nosso coração já começa a deteriorar com menos de um mês funcionando sem gravidade.
Para esse estudo foram construídos pequenos corações humanos capazes de funcionar fora do corpo. São feitos de tecido cardíaco vivo, ligados a dois pontos de fixação dentro de um aparelho que tem um reservatório de alimentos.
Como o tecido muscular cardíaco está ligado a sensores presentes nos pontos de fixação, a frequência e a força de cada batimento cardíaco podem ser medidas. Tudo em tempo real. O resultado é uma caixa lacrada contendo um pequeno coração vivo.
Os cientistas enviaram para a estação espacial uma dessas caixas e mantiveram outra idêntica na Terra. A única diferença entre as duas é que uma operava na ausência de gravidade e a outra, com gravidade normal. A que foi para o espaço ficou 30 dias sem gravidade e retornou à Terra. Durante esses 30 dias, o funcionamento desses dois pequenos corações pôde ser comparado.
A conclusão é que o coração humano deteriora e envelhece rapidamente na ausência de gravidade. Isso, é claro, se torna um grande risco para viagens que duram meses, como a que pretende levar seres humanos até Marte. Problemas semelhantes ocorrem nos rins dos astronautas e no sistema imune, mas ainda não foram bem estudados. Me parece que resolver esses problemas antes de enviar pessoas a Marte é um desafio mais complicado do que construir os foguetes. E pode atrasar muito, ou mesmo tornar impossível, longas viagens espaciais.
(Fernando Reinach. www.estadao.com.br, 28.10.2024. Adaptado)
• ... dentro de um aparelho que tem um reservatório de alimentos. (3o parágrafo)
• ... um grande risco para viagens que duram meses... (6o parágrafo)
Os vocábulos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Leia o texto para responder à questão.
A humanidade se divide em dois grupos. Um com bilhões de pessoas, que sabem que o futuro da espécie está fadado a ocorrer aqui na superfície da Terra. O outro grupo, minúsculo, acredita que nosso futuro está em outros planetas, talvez Marte, onde deveríamos estabelecer colônias.
Construir o foguete e pousar em Marte é factível com a tecnologia atual. Mas será que o ser humano aguenta a viagem de meses? Se não aguentar, o plano vai por água abaixo, pois não existe no horizonte engenharia capaz de criar um ser humano adaptado à vida no foguete ou em Marte. A novidade é um estudo que demonstrou que nosso coração já começa a deteriorar com menos de um mês funcionando sem gravidade.
Para esse estudo foram construídos pequenos corações humanos capazes de funcionar fora do corpo. São feitos de tecido cardíaco vivo, ligados a dois pontos de fixação dentro de um aparelho que tem um reservatório de alimentos.
Como o tecido muscular cardíaco está ligado a sensores presentes nos pontos de fixação, a frequência e a força de cada batimento cardíaco podem ser medidas. Tudo em tempo real. O resultado é uma caixa lacrada contendo um pequeno coração vivo.
Os cientistas enviaram para a estação espacial uma dessas caixas e mantiveram outra idêntica na Terra. A única diferença entre as duas é que uma operava na ausência de gravidade e a outra, com gravidade normal. A que foi para o espaço ficou 30 dias sem gravidade e retornou à Terra. Durante esses 30 dias, o funcionamento desses dois pequenos corações pôde ser comparado.
A conclusão é que o coração humano deteriora e envelhece rapidamente na ausência de gravidade. Isso, é claro, se torna um grande risco para viagens que duram meses, como a que pretende levar seres humanos até Marte. Problemas semelhantes ocorrem nos rins dos astronautas e no sistema imune, mas ainda não foram bem estudados. Me parece que resolver esses problemas antes de enviar pessoas a Marte é um desafio mais complicado do que construir os foguetes. E pode atrasar muito, ou mesmo tornar impossível, longas viagens espaciais.
(Fernando Reinach. www.estadao.com.br, 28.10.2024. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Existem várias formas de preconceito. Uma primeira distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições, as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda, ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos preconceitos coletivos.
Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio. Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem das características do grupo rival.
Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos (ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são chamadas de “estereótipos”.
(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado)
Considere os trechos a seguir.
• ... não estou interessado nos preconceitos individuais... (1o parágrafo)
• ... que podem até mesmo degenerar na violência... (2o parágrafo)
A reescrita das passagens destacadas está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal em:
Leia o texto para responder à questão.
Existem várias formas de preconceito. Uma primeira distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições, as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda, ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos preconceitos coletivos.
Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio. Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem das características do grupo rival.
Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos (ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são chamadas de “estereótipos”.
(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado)
No planeta, ocorrem diversos fenômenos decorrentes de transformações ambientais químicas e físicas.
Podem ser considerados exemplos desses fenômenos, respectivamente,
O hematócrito (Ht) é um parâmetro laboratorial, que se refere ao percentual de hemácias no volume total de sangue. Para realização dessa técnica, o sangue é colocado em um tubo capilar, com uma de suas extremidades fechadas, e levado a uma microcentrífuga. Ao final, é medido o volume de hemácias para determinação do valor.
Esse método é possível de ser feito, porque o sangue é uma __________, assim como __________.
Assinale alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
Alguns elementos químicos apresentam a propriedade de formar uma ou mais substâncias simples diferentes. Isso pode ocorrer pela quantidade de átomos na molécula, como é o caso do oxigênio e do ozônio, ou pelo diferente arranjo geométrico dos átomos na molécula, como é o caso do carbono, que pode originar o diamante ou o grafite.
As substâncias descritas no texto são consideradas
As funções químicas representam um conjunto de substâncias com características semelhantes e que são identificadas tanto pela fórmula química quanto pelas suas propriedades.
Assim, a fórmula química, a função e uma propriedade estão corretamente descritas em:
Reação química é processo em que uma ou mais substâncias se transformam em outra ou outras diferentes e é representada graficamente por uma equação química, que deve estar balanceada. Considere uma reação química, na qual os reagentes são os seguintes:
Na2 SO4 + BaCl2
Os produtos formados, considerando a proporção e o balanceamento da reação, são:
Em uma tabela periódica, cada elemento químico é indicado dentro de um quadrado, com o seu símbolo, número atômico, massa atômica e a distribuição eletrônica. Considere o elemento químico representado na ilustração a seguir.

O elemento químico, o seu número atômico, a massa atômica e o valor de X são, respectivamente,
Um trem, com 130 m de comprimento e velocidade 18 km/h, demorou 1 minuto para atravessar totalmente uma ponte, considerando desde o momento que ele entra na ponte até o momento em que o último vagão saia dela. Com base nessas informações um observador realizou os cálculos para determinar o tamanho da ponte.
Esse valor, em metros, é igual a
As máquinas à vapor começaram a ser utilizadas no século XVII e até hoje os princípios de sua utilização continuam atuais. Seu funcionamento se baseia na queima de um combustível em uma fornalha para aquecer a água de uma caldeira. Ao entrar em ebulição a água origina vapor que, em alta pressão é conduzido a um cilindro contendo um pistão, que faz girar uma roda. Após passar pelo cilindro, o vapor é resfriado no condensador e retorna à caldeira para iniciar um novo ciclo. A ilustração a seguir representa o funcionamento de uma máquina térmica a vapor.

(https://www.coladaweb.com/fisica/mecanica/maquina-a-vapor/Adaptado)
Nesse ciclo de máquina térmica, transformação de energia e mudança de estado físico são observados, respectivamente, em
O comportamento de duas ondas sonoras, P e Q, é mostrado no gráfico a seguir.

(https://aminoapps.com/c/astronomo/page/blog/ondassonoras/rgKX_ggceumlRPpZvBdEKg5712aKane7bm/Adaptado)
Comparando as duas ondas, é possível afirmar que a
Dois corpos, um maior com a massa de 5 kg e outro menor de massa igual a 3 kg, constituídos por um mesmo material e que apresentam temperaturas diferentes, são colocados em contato em um calorímetro. Após as trocas de calor entre eles, verificou-se que os corpos entraram em equilíbrio térmico.
Considerando essa situação, após atingido o equilíbrio térmico, verifica-se que
A Central/CIEVS – Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de São Paulo atua de forma direta na resposta rápida às emergências de saúde pública e tem como objetivo detectar, avaliar, monitorar e dar resposta em tempo oportuno aos eventos que possam se constituir em Emergências de Saúde Pública de Importância Estadual.
(https://portal.saude.sp.gov.br/
cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica-prof.-
alexandre-vranjac/areas-de-vigilancia/)
Dentre as doenças virais monitoradas por esse órgão, aquelas que apresentam transmissão hídrica e alimentar, transmissão respiratória e transmissão por vetores são, respectivamente,
A fotossíntese é o principal processo autotrófico energético realizado pelos seres vivos clorofilados. Graças à clorofila, a energia solar é absorvida, transformada e armazenada em uma molécula orgânica. Nos eucariotos, a fotossíntese ocorre no cloroplasto e em seu interior são realizadas diversas etapas. De uma forma resumida, essas etapas são apresentadas na ilustração a seguir.

(https://slideplayer.com.br/slide/1773610/Adaptado)
Nessa ilustração, os números 1, 2, 3 e 4 representam, respectivamente, as substâncias
A floração de várias espécies de plantas está relacionada à variação do tempo de exposição de luz solar nos ambientes em que elas se encontram. Assim, cada planta tem seu período típico de floração.
Esse comportamento das plantas é denominado fotoperiodismo e está relacionado à presença de uma substância, na planta, que é sensível à luz, denominada
A história da evolução humana teve início na África e passou por diversas etapas de migrações e especiações. Embora existam muitas dúvidas e discussões sobre esse processo evolutivo humano, algumas delas convergem para uma representação simplificada dessa evolução, demonstrada no cladograma a seguir.

A observação desse cladograma permite afirmar que
Sabe-se, atualmente, que existem dois genes envolvidos na determinação da cor dos olhos, denominados genes GEY e BEY. O gene GEY tem dois alelos, um dominante (GV), que condiciona a cor verde, e outro recessivo (GA), que condiciona a cor azul. Igualmente, o gene BEY tem dois alelos, um dominante (BM) que condiciona olhos castanhos, e outro recessivo, que condiciona a cor azul (BA). Sabe-se, também, que o gene BAY (BM), que condiciona olhos castanhos é epistático dominante sobre o gene GEY (GV e GA).
Assim, uma pessoa com olhos verdes e outra pessoa com olhos azuis apresentam, respectivamente, os seguintes genótipos