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Q3419481 Matemática
A partir de um dos vértices de um paralelepípedo reto-retângulo oco foi feito um corte na forma de um cubo de 1 cm3 de volume, de maneira que as reentrâncias no paralelepípedo medem, todas, 1 cm, conforme mostra a figura a seguir.

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Esse paralelepípedo pode ser apoiado em uma superfície plana e horizontal sobre qualquer uma de suas faces e, após o corte, a capacidade máxima de água possível de se armazenar em seu interior passou a ser de

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Q3419480 Matemática
Um quadrado ABCD de lado 10 cm tem o lado CD em  comum com o paralelogramo CDEF, de área 40 cm2. O lado EF do paralelogramo intersecta o lado BC do quadrado no ponto H, conforme mostra a figura a seguir.

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Considerando o exposto, afirma-se com correção que a área do polígono ABHED é
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Q3419479 Matemática
Uma cooperativa de costureiras recebeu uniformes de futebol para personalizar. Os uniformes são de três times diferentes, sendo 252 do time X, 420 do time Y e 588 do time Z. Para essa tarefa, a cooperativa vai chamar o menor número possível de costureiras, de maneira que cada costureira personalize uniformes de um mesmo time e que o número de uniformes distribuídos para cada costureira seja o mesmo. Nessas condições, o número de costureiras que participarão dessa tarefa é
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Q3419478 Matemática
Um clube de certo jogo é formado por 55 integrantes, sendo que os integrantes que já participaram de mais de 40 missões no jogo são considerados experientes, caso contrário são chamados de iniciantes. No começo de 2023, antes de qualquer missão, 21 pessoas eram experientes e a média dos números de missões que cada uma tinha participado era 45 enquanto, entre os iniciantes, a média dos números de missões que cada um tinha participado era 23,5. Ao longo do ano cada jogador participou de exatamente 10 missões, de maneira que N iniciantes passaram a ser experientes. No fim do ano, a média dos números de missões por pessoa entre os experientes passou a ser 53 e a média dos números de missões por pessoa entre os iniciantes passou a ser 30. O valor de N é 
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Q3419477 Raciocínio Lógico
Um grupo formado por 38 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, está hospedado em um mesmo hotel para um curso intensivo de idiomas. Durante o curso, cada brasileiro escreveu uma carta, em inglês, para cada outra pessoa do grupo e cada estrangeiro escreveu uma carta, em português, para cada brasileiro do grupo. Sabendo que o número de cartas escritas em inglês excedeu o número de cartas escritas em português em 650, o número de brasileiros excedeu o número de estrangeiros em 
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Q3419476 Matemática
Uma prova será aplicada para 1 405 pessoas em dois prédios de uma faculdade. No prédio A serão utilizadas 20 salas de aula, cada sala recebendo um mesmo número de pessoas e, no prédio B, serão utilizadas 25 salas de aula, cada sala recebendo um mesmo número de pessoas. Se uma sala qualquer do prédio A receberá 5 pessoas a mais do que uma sala qualquer do prédio B, o número de pessoas que farão prova no prédio A está compreendido entre 
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Q3419475 Matemática
Em 2020, um hotel dispunha de 112 acomodações padrão e 40 acomodações de luxo. Após uma expansão, o hotel passou a contar com 65 novas acomodações, entre padrão e de luxo. Se após essa expansão a razão entre o número de acomodações de luxo e o número de acomodações padrão passou a ser 2/5, o número de novas acomodações padrão oferecidas foi  
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Q3419474 Matemática
Um grupo de 800 voluntários participou de uma pesquisa, ao longo de 3 anos, cujo objetivo era identificar a eficácia de certa vacina. Ao longo da pesquisa alguns voluntários contraíram gripe 1 única vez, alguns contraíram 2 vezes e os demais não adoeceram. Após um ano do início da pesquisa, parte desses voluntários havia contraído gripe uma única vez. No fim do segundo ano, 20% dos voluntários que não adoeceram após 1 ano contraíram gripe uma única vez e 20% dos que haviam contraído gripe contraíram mais uma vez. No fim do terceiro ano, 15% dos voluntários que não adoeceram nos dois primeiros anos contraíram gripe uma única vez. Se a soma do número de vezes que esses voluntários contraíram gripe foi 278, o número de voluntários que contraíram gripe ao menos uma vez foi
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Q3419473 Matemática
Considere que 8 máquinas idênticas, trabalhando em conjunto por 12 horas, produzam 2688 peças de certo tipo. De acordo com essa produtividade, 15 máquinas como essas produzem 4935 peças do mesmo tipo em
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Q3419472 Raciocínio Lógico

No ano de 2023, Carlos e Luiz leram um mesmo livro, tendo começado essa leitura em dias diferentes, cada um lendo cada página do livro uma única vez. Carlos leu diariamente do dia 10 de janeiro em diante, de maneira que nos 23 primeiros dias ele leu 15 páginas por dia e nos demais dias leu 16 páginas por dia, terminando a leitura no dia 8 de abril. Enquanto Luiz leu diariamente do dia 20 de fevereiro em diante, e, com exceção do último dia de leitura, leu 25 páginas a cada dia. Sendo assim, Luiz leu 1 única página em seu último dia de leitura, que foi dia
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Q3419471 Português
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância e de emprego do acento indicativo de crase.
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Q3419470 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Feições geológicas no subsolo do centro de São Paulo indicam que houve um terremoto de grande magnitude há pelo menos 2,5 milhões de anos – bem pouco tempo do ponto de vista geológico. Um trabalho recente, publicado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), é o primeiro a documentar registros de abalos sísmicos de magnitude tão alta na região.

     O estudo revela que pelo menos um grande terremoto ocorreu na região, alcançando magnitude de no mínimo 6 graus na escala Richter – o que seria suficiente para destruir boa parte do centro da cidade se ocorresse nos dias de hoje. Os pesquisadores não sabem exatamente o que pode ter causado terremoto tão intenso na capital paulista, mas uma das principais suspeitas é de que tenha sido provocado pela queda de um meteorito.

    Os bairros de Colônia e Vargem Grande foram erguidos na região onde o meteorito teria caído. Apenas na década de 1960, imagens aéreas e de satélite revelaram a cratera. Pela análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer que ele foi causado pela queda de um meteorito.

    A outra hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o terremoto tenha sido causado por atividade tectônica. Contudo, os abalos sísmicos são raros por aqui, pois o Brasil está localizado bem no centro da placa Sul-Americana. Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram justamente porque há o risco de choque entre elas. É o caso de países como o Chile ou o Japão.

    Entretanto, os cientistas alertam para a possibilidade de tremores também em outras áreas pela simples movimentação das placas. Se foi essa movimentação que provocou os abalos sísmicos, existe um risco, ainda que remoto, de ela acontecer novamente na região.


(Roberta Jansen. O que cientistas descobriram sobre grande terremoto que atingiu área da cidade de São Paulo? www.estadao.com.br, 11.02.2024. Adaptado)
No trecho “Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram…” (6o parágrafo), o vocábulo muito pertence à mesma classe de palavras que o destacado em: 
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Q3419469 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Feições geológicas no subsolo do centro de São Paulo indicam que houve um terremoto de grande magnitude há pelo menos 2,5 milhões de anos – bem pouco tempo do ponto de vista geológico. Um trabalho recente, publicado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), é o primeiro a documentar registros de abalos sísmicos de magnitude tão alta na região.

     O estudo revela que pelo menos um grande terremoto ocorreu na região, alcançando magnitude de no mínimo 6 graus na escala Richter – o que seria suficiente para destruir boa parte do centro da cidade se ocorresse nos dias de hoje. Os pesquisadores não sabem exatamente o que pode ter causado terremoto tão intenso na capital paulista, mas uma das principais suspeitas é de que tenha sido provocado pela queda de um meteorito.

    Os bairros de Colônia e Vargem Grande foram erguidos na região onde o meteorito teria caído. Apenas na década de 1960, imagens aéreas e de satélite revelaram a cratera. Pela análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer que ele foi causado pela queda de um meteorito.

    A outra hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o terremoto tenha sido causado por atividade tectônica. Contudo, os abalos sísmicos são raros por aqui, pois o Brasil está localizado bem no centro da placa Sul-Americana. Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram justamente porque há o risco de choque entre elas. É o caso de países como o Chile ou o Japão.

    Entretanto, os cientistas alertam para a possibilidade de tremores também em outras áreas pela simples movimentação das placas. Se foi essa movimentação que provocou os abalos sísmicos, existe um risco, ainda que remoto, de ela acontecer novamente na região.


(Roberta Jansen. O que cientistas descobriram sobre grande terremoto que atingiu área da cidade de São Paulo? www.estadao.com.br, 11.02.2024. Adaptado)
No trecho “Por meio da análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer…”, a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, por: 
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Q3419468 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Feições geológicas no subsolo do centro de São Paulo indicam que houve um terremoto de grande magnitude há pelo menos 2,5 milhões de anos – bem pouco tempo do ponto de vista geológico. Um trabalho recente, publicado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), é o primeiro a documentar registros de abalos sísmicos de magnitude tão alta na região.

     O estudo revela que pelo menos um grande terremoto ocorreu na região, alcançando magnitude de no mínimo 6 graus na escala Richter – o que seria suficiente para destruir boa parte do centro da cidade se ocorresse nos dias de hoje. Os pesquisadores não sabem exatamente o que pode ter causado terremoto tão intenso na capital paulista, mas uma das principais suspeitas é de que tenha sido provocado pela queda de um meteorito.

    Os bairros de Colônia e Vargem Grande foram erguidos na região onde o meteorito teria caído. Apenas na década de 1960, imagens aéreas e de satélite revelaram a cratera. Pela análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer que ele foi causado pela queda de um meteorito.

    A outra hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o terremoto tenha sido causado por atividade tectônica. Contudo, os abalos sísmicos são raros por aqui, pois o Brasil está localizado bem no centro da placa Sul-Americana. Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram justamente porque há o risco de choque entre elas. É o caso de países como o Chile ou o Japão.

    Entretanto, os cientistas alertam para a possibilidade de tremores também em outras áreas pela simples movimentação das placas. Se foi essa movimentação que provocou os abalos sísmicos, existe um risco, ainda que remoto, de ela acontecer novamente na região.


(Roberta Jansen. O que cientistas descobriram sobre grande terremoto que atingiu área da cidade de São Paulo? www.estadao.com.br, 11.02.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa que contém afirmação correta quanto ao que foi tratado no texto. 
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Q3419467 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Por vezes assalta-me a sensação de que estou me esquecendo da realidade com a mesma rapidez com que me esqueço dos sonhos. Começa a ser difícil saber se estou me esquecendo de um sonho ou da realidade.

       Acontece-me, por exemplo, assistir a um filme e, no meio, descobrir que já o vi antes. Com os livros de ficção, isso nunca me aconteceu, o que me leva a supor que a leitura implique uma mobilização mais profunda de certas áreas do cérebro. Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo, imaginando o rosto dos personagens, e uma larga parte dos cenários e das situações. Cada leitor rescreve o romance que está lendo.

     O problema é que aquilo que me acontece com os filmes também ocorre com as pessoas. Encontro com alguém num casamento, começamos a conversar, e só quando a festa se aproxima do fim é que o reconheço.

     Pode ser que o problema não seja meu, e sim do cinema que se faz hoje – e da atual humanidade. Talvez eu julgue estar revendo um filme, e seja um outro; no entanto, os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho.

       Para funcionar, da forma mais eficiente possível, um exército começa por uniformizar os seus soldados; ou seja, por lhes retirar a individualidade. As nossas sociedades tecnológicas estão fazendo o mesmo a um nível mais íntimo e profundo. Acho isso assustador.

      Fico feliz quando encontro um filme (ou uma pessoa) capaz de me surpreender, como “Dias perfeitos”, de Wim Wenders, que acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade, Hirayama, responsável pela limpeza de banheiros públicos em Tóquio. Hirayama cumpre a sua tarefa com extraordinário zelo e dedicação.

        Na sua aparente simplicidade, Hirayama distingue-se de quem o rodeia. Não é uniformizável. O faxineiro erudito de Wim Wenders é um colecionador de pequenos espantos, de fulgores e de momentos únicos. É um colecionador de vida. Pessoas e personagens assim são inconfundíveis e inesquecíveis. Precisamos deles para travar a uniformização do mundo e ressuscitar a alegria e o espanto.


(José Eduardo Agualusa. A vida ambiciona o espanto. https://oglobo.globo. com, 03.02.2024. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que a expressão destacada substitui, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, o que está entre colchetes.
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Q3419466 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Por vezes assalta-me a sensação de que estou me esquecendo da realidade com a mesma rapidez com que me esqueço dos sonhos. Começa a ser difícil saber se estou me esquecendo de um sonho ou da realidade.

       Acontece-me, por exemplo, assistir a um filme e, no meio, descobrir que já o vi antes. Com os livros de ficção, isso nunca me aconteceu, o que me leva a supor que a leitura implique uma mobilização mais profunda de certas áreas do cérebro. Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo, imaginando o rosto dos personagens, e uma larga parte dos cenários e das situações. Cada leitor rescreve o romance que está lendo.

     O problema é que aquilo que me acontece com os filmes também ocorre com as pessoas. Encontro com alguém num casamento, começamos a conversar, e só quando a festa se aproxima do fim é que o reconheço.

     Pode ser que o problema não seja meu, e sim do cinema que se faz hoje – e da atual humanidade. Talvez eu julgue estar revendo um filme, e seja um outro; no entanto, os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho.

       Para funcionar, da forma mais eficiente possível, um exército começa por uniformizar os seus soldados; ou seja, por lhes retirar a individualidade. As nossas sociedades tecnológicas estão fazendo o mesmo a um nível mais íntimo e profundo. Acho isso assustador.

      Fico feliz quando encontro um filme (ou uma pessoa) capaz de me surpreender, como “Dias perfeitos”, de Wim Wenders, que acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade, Hirayama, responsável pela limpeza de banheiros públicos em Tóquio. Hirayama cumpre a sua tarefa com extraordinário zelo e dedicação.

        Na sua aparente simplicidade, Hirayama distingue-se de quem o rodeia. Não é uniformizável. O faxineiro erudito de Wim Wenders é um colecionador de pequenos espantos, de fulgores e de momentos únicos. É um colecionador de vida. Pessoas e personagens assim são inconfundíveis e inesquecíveis. Precisamos deles para travar a uniformização do mundo e ressuscitar a alegria e o espanto.


(José Eduardo Agualusa. A vida ambiciona o espanto. https://oglobo.globo. com, 03.02.2024. Adaptado) 
No trecho “Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo…” (2o parágrafo), a expressão destacada estabelece relação de sentido de
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Q3419465 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Por vezes assalta-me a sensação de que estou me esquecendo da realidade com a mesma rapidez com que me esqueço dos sonhos. Começa a ser difícil saber se estou me esquecendo de um sonho ou da realidade.

       Acontece-me, por exemplo, assistir a um filme e, no meio, descobrir que já o vi antes. Com os livros de ficção, isso nunca me aconteceu, o que me leva a supor que a leitura implique uma mobilização mais profunda de certas áreas do cérebro. Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo, imaginando o rosto dos personagens, e uma larga parte dos cenários e das situações. Cada leitor rescreve o romance que está lendo.

     O problema é que aquilo que me acontece com os filmes também ocorre com as pessoas. Encontro com alguém num casamento, começamos a conversar, e só quando a festa se aproxima do fim é que o reconheço.

     Pode ser que o problema não seja meu, e sim do cinema que se faz hoje – e da atual humanidade. Talvez eu julgue estar revendo um filme, e seja um outro; no entanto, os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho.

       Para funcionar, da forma mais eficiente possível, um exército começa por uniformizar os seus soldados; ou seja, por lhes retirar a individualidade. As nossas sociedades tecnológicas estão fazendo o mesmo a um nível mais íntimo e profundo. Acho isso assustador.

      Fico feliz quando encontro um filme (ou uma pessoa) capaz de me surpreender, como “Dias perfeitos”, de Wim Wenders, que acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade, Hirayama, responsável pela limpeza de banheiros públicos em Tóquio. Hirayama cumpre a sua tarefa com extraordinário zelo e dedicação.

        Na sua aparente simplicidade, Hirayama distingue-se de quem o rodeia. Não é uniformizável. O faxineiro erudito de Wim Wenders é um colecionador de pequenos espantos, de fulgores e de momentos únicos. É um colecionador de vida. Pessoas e personagens assim são inconfundíveis e inesquecíveis. Precisamos deles para travar a uniformização do mundo e ressuscitar a alegria e o espanto.


(José Eduardo Agualusa. A vida ambiciona o espanto. https://oglobo.globo. com, 03.02.2024. Adaptado) 
As vírgulas em “… os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho” (4o parágrafo) foram empregadas pelo mesmo motivo que no trecho:
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Q3419464 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Por vezes assalta-me a sensação de que estou me esquecendo da realidade com a mesma rapidez com que me esqueço dos sonhos. Começa a ser difícil saber se estou me esquecendo de um sonho ou da realidade.

       Acontece-me, por exemplo, assistir a um filme e, no meio, descobrir que já o vi antes. Com os livros de ficção, isso nunca me aconteceu, o que me leva a supor que a leitura implique uma mobilização mais profunda de certas áreas do cérebro. Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo, imaginando o rosto dos personagens, e uma larga parte dos cenários e das situações. Cada leitor rescreve o romance que está lendo.

     O problema é que aquilo que me acontece com os filmes também ocorre com as pessoas. Encontro com alguém num casamento, começamos a conversar, e só quando a festa se aproxima do fim é que o reconheço.

     Pode ser que o problema não seja meu, e sim do cinema que se faz hoje – e da atual humanidade. Talvez eu julgue estar revendo um filme, e seja um outro; no entanto, os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho.

       Para funcionar, da forma mais eficiente possível, um exército começa por uniformizar os seus soldados; ou seja, por lhes retirar a individualidade. As nossas sociedades tecnológicas estão fazendo o mesmo a um nível mais íntimo e profundo. Acho isso assustador.

      Fico feliz quando encontro um filme (ou uma pessoa) capaz de me surpreender, como “Dias perfeitos”, de Wim Wenders, que acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade, Hirayama, responsável pela limpeza de banheiros públicos em Tóquio. Hirayama cumpre a sua tarefa com extraordinário zelo e dedicação.

        Na sua aparente simplicidade, Hirayama distingue-se de quem o rodeia. Não é uniformizável. O faxineiro erudito de Wim Wenders é um colecionador de pequenos espantos, de fulgores e de momentos únicos. É um colecionador de vida. Pessoas e personagens assim são inconfundíveis e inesquecíveis. Precisamos deles para travar a uniformização do mundo e ressuscitar a alegria e o espanto.


(José Eduardo Agualusa. A vida ambiciona o espanto. https://oglobo.globo. com, 03.02.2024. Adaptado) 
No trecho “Precisamos deles para travar a uniformização do mundo…” (7o parágrafo), o vocábulo destacado pode ser substituído, sem prejuízo do sentido, por: 
Alternativas
Q3419463 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Por vezes assalta-me a sensação de que estou me esquecendo da realidade com a mesma rapidez com que me esqueço dos sonhos. Começa a ser difícil saber se estou me esquecendo de um sonho ou da realidade.

       Acontece-me, por exemplo, assistir a um filme e, no meio, descobrir que já o vi antes. Com os livros de ficção, isso nunca me aconteceu, o que me leva a supor que a leitura implique uma mobilização mais profunda de certas áreas do cérebro. Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo, imaginando o rosto dos personagens, e uma larga parte dos cenários e das situações. Cada leitor rescreve o romance que está lendo.

     O problema é que aquilo que me acontece com os filmes também ocorre com as pessoas. Encontro com alguém num casamento, começamos a conversar, e só quando a festa se aproxima do fim é que o reconheço.

     Pode ser que o problema não seja meu, e sim do cinema que se faz hoje – e da atual humanidade. Talvez eu julgue estar revendo um filme, e seja um outro; no entanto, os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho.

       Para funcionar, da forma mais eficiente possível, um exército começa por uniformizar os seus soldados; ou seja, por lhes retirar a individualidade. As nossas sociedades tecnológicas estão fazendo o mesmo a um nível mais íntimo e profundo. Acho isso assustador.

      Fico feliz quando encontro um filme (ou uma pessoa) capaz de me surpreender, como “Dias perfeitos”, de Wim Wenders, que acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade, Hirayama, responsável pela limpeza de banheiros públicos em Tóquio. Hirayama cumpre a sua tarefa com extraordinário zelo e dedicação.

        Na sua aparente simplicidade, Hirayama distingue-se de quem o rodeia. Não é uniformizável. O faxineiro erudito de Wim Wenders é um colecionador de pequenos espantos, de fulgores e de momentos únicos. É um colecionador de vida. Pessoas e personagens assim são inconfundíveis e inesquecíveis. Precisamos deles para travar a uniformização do mundo e ressuscitar a alegria e o espanto.


(José Eduardo Agualusa. A vida ambiciona o espanto. https://oglobo.globo. com, 03.02.2024. Adaptado) 
Ao tratar do filme de Wim Wenders, é correto afirmar que o autor emprega
Alternativas
Q3419462 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Por vezes assalta-me a sensação de que estou me esquecendo da realidade com a mesma rapidez com que me esqueço dos sonhos. Começa a ser difícil saber se estou me esquecendo de um sonho ou da realidade.

       Acontece-me, por exemplo, assistir a um filme e, no meio, descobrir que já o vi antes. Com os livros de ficção, isso nunca me aconteceu, o que me leva a supor que a leitura implique uma mobilização mais profunda de certas áreas do cérebro. Faz sentido, na medida em que ao lermos um romance somos convidados a recriá-lo, imaginando o rosto dos personagens, e uma larga parte dos cenários e das situações. Cada leitor rescreve o romance que está lendo.

     O problema é que aquilo que me acontece com os filmes também ocorre com as pessoas. Encontro com alguém num casamento, começamos a conversar, e só quando a festa se aproxima do fim é que o reconheço.

     Pode ser que o problema não seja meu, e sim do cinema que se faz hoje – e da atual humanidade. Talvez eu julgue estar revendo um filme, e seja um outro; no entanto, os enredos, o estilo, os cenários, é tudo tão parecido que muito antes do final eu já conheço o desfecho.

       Para funcionar, da forma mais eficiente possível, um exército começa por uniformizar os seus soldados; ou seja, por lhes retirar a individualidade. As nossas sociedades tecnológicas estão fazendo o mesmo a um nível mais íntimo e profundo. Acho isso assustador.

      Fico feliz quando encontro um filme (ou uma pessoa) capaz de me surpreender, como “Dias perfeitos”, de Wim Wenders, que acompanha o cotidiano de um homem de meia-idade, Hirayama, responsável pela limpeza de banheiros públicos em Tóquio. Hirayama cumpre a sua tarefa com extraordinário zelo e dedicação.

        Na sua aparente simplicidade, Hirayama distingue-se de quem o rodeia. Não é uniformizável. O faxineiro erudito de Wim Wenders é um colecionador de pequenos espantos, de fulgores e de momentos únicos. É um colecionador de vida. Pessoas e personagens assim são inconfundíveis e inesquecíveis. Precisamos deles para travar a uniformização do mundo e ressuscitar a alegria e o espanto.


(José Eduardo Agualusa. A vida ambiciona o espanto. https://oglobo.globo. com, 03.02.2024. Adaptado) 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que seu autor considera que 
Alternativas
Respostas
81: C
82: D
83: A
84: B
85: C
86: E
87: D
88: E
89: B
90: B
91: C
92: A
93: A
94: C
95: D
96: B
97: E
98: C
99: D
100: B