Questões de Concurso
Para prefeitura de presidente prudente - sp
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Após a realização de entrevistas iniciais com um jovem em busca de acompanhamento psicológico, um psicólogo identifica que o paciente apresenta grave fragilidade de ego, e necessita que o seu futuro terapeuta assuma o papel de um ego auxiliar que o ajude a testar a realidade de um modo mais preciso, bem como a prever as consequências de suas ações, melhorando a qualidade de seus julgamentos.
A conduta mais apropriada diante dessa avaliação é a indicação de
O gráfico a seguir apresenta dados de notificação de violência interpessoal e autoprovocada, sexo feminino, meses de janeiro a junho, estado de São Paulo, anos de 2019 e 2020.

(Núcleo VIVA-SES-SP- SINAN Net
Dados preliminares de 2019 e 2020 (até junho);
atualizado em 05/07/2020; último acesso em julho/2020)
Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
Uma das tendências fortes para a gestão pública no Brasil, no lastro da Constituição Federal de 1988, é a descentralização.
É correto afirmar que
O Programa Previne Brasil estabeleceu um novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do SUS.
Assinale a alternativa correta.
A construção do Pacto pela Saúde em 2006 foi estruturada na definição de prioridades articuladas e integradas em três componentes: Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão do SUS.
Dentre outras, são prioridades do Pacto pela Vida
No Brasil, vem-se observando um declínio na taxa de mortalidade infantil, com uma diminuição de 5,5% ao ano nas décadas de 1980 e 1990, e 4,4% ao ano desde 2002.
É correto afirmar que
Atividade de vigilância em saúde, executada rotineiramente em área urbana com a finalidade de levantar os índices larvários, visando monitorar a introdução do Aedes, detectar seus focos e debelá-los precocemente.
Trata-se de uma atividade denominada vigilância
O fumo é importante causa de perda de saúde, estando associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e neoplasias. Um estudo entrevistou 1800 indivíduos, com idade entre 18 e 88 anos, dos quais 1045 eram mulheres e 846 tinham de 6 a 11 anos de escolaridade. As bebidas alcoólicas eram consumidas por 1285 dos indivíduos e 600 referiram consumo de tabaco.
Nesse estudo, a prevalência de tabagismo é de
Malandro, preguiçoso, astuto e dado a ser fanfarrão: eis a figura do Arlequim. Sedutor, ele tenta roubar a namorada do Pierrot, a Colombina.
Ele seduz porque é esperto (mais do que inteligente), ressentido (como quase todos nós), cheio de alegria (como desejamos) e repleto de uma vivacidade que aprendemos a admirar na ficção, ainda que um pouco cansativa na vida real. Como em todas as festas, admiramos o palhaço e, nem por isso, desejamos tê-lo sempre em casa.
Toda escola tem arlequim entre alunos e professores. Todo escritório tem o grande “clown”. Há, ao menos, um tio arlequinal por família. Pense: virá a sua cabeça aquele homem ou mulher sempre divertido, apto a explorar as contradições do sistema a seu favor e, por fim, repleto de piadas maliciosas e ligeiramente canalhas. São sempre ricos em gestos de mímica, grandes contadores de causos e, a rigor, personagens permanentes. Importante: o divertido encenador de pantomimas necessita do palco compartilhado com algum Pierrot. Sem a figura triste do último, inexiste a alegria do primeiro. Em toda cena doméstica, ocorrem diálogos de personagens polarizadas, isso faz parte da dinâmica da peça mais clássica que você vive toda semana: “almoço em família”.
O Arlequim é engraçado porque tem a liberdade que o mal confere a quem não sofre com as algemas do decoro. Aqui vem uma maldade extra: ele nos perdoa dos nossos males por ser, publicamente, pior do que todos nós. Na prática, ele nos autoriza a pensar mal, ironizar, fofocar e a vestir todas as carapuças passivo-agressivas porque o faz sem culpa. O Arlequim é um lugar quentinho para aninhar os ódios e dores que eu carrego, envergonhado. Funciona como uma transferência de culpa que absolve meus pecadilhos por ser um réu confesso da arte de humilhar.
Você aprendeu na infância que é feio rir dos outros quando caem e que devemos evitar falar dos defeitos alheios. A boa educação dialogou de forma complexa com nossa sedução pela dor alheia. O que explicaria o trânsito lento para contemplar um acidente, o consumo de notícias de escândalos de famosos e os risos com “videocassetadas”? Nossos pequenos monstrinhos interiores, reprimidos duramente pelos bons costumes da aparência social, podem receber ligeira alforria em casos de desgraça alheia e da presença de um “arlequim”. Os seres do mal saem, riem, alegram-se com a dor alheia, acompanham a piada e a humilhação que não seria permitida a eles pelo hospedeiro e, tranquilos, voltam a dormir na alma de cada um até a próxima chamada externa.
Olhar a perversidade do Arlequim é um desafio. A mirada frontal e direta tem um pouco do poder paralisante de uma Medusa. Ali está quem eu abomino e, ali, estou eu, meu inimigo e meu clone, o que eu temo e aquilo que atrai meu desejo. Ser alguém “do bem” é conseguir lidar com nossos próprios demônios como única chance de mantê-los sob controle. Quando não consigo, há uma chance de eu apoiar todo Arlequim externo para diminuir o peso dos meus.
O autoconhecimento esvazia o humor agressivo dos outros. Esta é minha esperança.
(Leandro Karnal, A sedução do Arlequim. O Estado de S.Paulo, 26.12.2021. Adaptado)