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Q3647283 Matemática
Ramona está imprimindo seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Seguindo o exemplo de uma pequena parcela dos alunos, ela deixou para imprimir o trabalho na última hora e tem data e horário definidos para a entrega. O trabalho contém 600 páginas e, em 10 minutos, já foram impressas 333 páginas. Mantendo o ritmo e o número de impressoras, quantas páginas serão impressas em mais 8 minutos? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3647282 Matemática
Uma grande empresa especializada em cursos preparatórios para vestibulares solicitou um levantamento sobre um determinado edital, no qual candidatos se inscreveram para cursos diferentes. Um dos cursos teria prova no turno matutino, enquanto os demais seriam avaliados no turno vespertino. O levantamento apontou que 150 alunos farão a prova no turno matutino e 75 alunos no turno vespertino. A empresa concluiu que a razão entre o número de alunos que farão a prova de manhã para os que farão à tarde é de ______.
Assinale a alternativa que contém a resposta correta.
Alternativas
Q3647281 Matemática
Seu colega de trabalho ganhou um aumento que dobrou o salário dele. Antes do aumento, a razão entre o seu salário e o dele era de 1:2. Assinale a alternativa que indica qual é a proporção do salário atual dele para o seu: 
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Q3647280 Matemática
Eva tem um fusca velho e já aprendeu a lidar com a manutenção dele, já sabe quanto tempo duram as peças. Geralmente ela troca os discos de freio a cada 2 anos e o fluido de freio a cada 18 meses. Se ambos forem trocados neste mês, em quantos meses eles voltarão a ser trocados no mesmo dia?
Alternativas
Q3647279 Português
A sentença a seguir cujo sentido expresso não corresponde à figura de linguagem descrita entre parênteses é:
Alternativas
Q3647278 Português
Analise as sentenças a seguir em relação à regência verbal:
I. Ele se transformou após o nascimento da filha.
II. Seu peixinho de estimação morreu.
III. Gatos e cachorros são ótimos companheiros.
IV. Preciso de roupas novas.
Quanto às formas verbais empregadas nas sentenças dadas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3647277 Português
O vocábulo “a” ocorre apenas com a função de artigo na sentença:
Alternativas
Q3647276 Português
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que deveria receber acento gráfico.
Alternativas
Q3647275 Português
Analise as sentenças a seguir, considerando as palavras dadas entre parênteses, ao final de cada uma.
I. Ele está aguardando por sua …… no serviço. (dispensa/despensa)
II. Ela não sabia como …… na resolução do problema. (proceder/preceder)
III. O grupo de pessoas foi levado à delegacia por suspeita de …… de pessoas. (tráfego/ tráfico)
A alternativa que indica correta e respectivamente as palavras que preenchem as lacunas nas sentenças dadas é:
Alternativas
Q3647274 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

Analise os excertos a seguir, retirados do texto, quanto à colocação pronominal:
I. “[...] capaz de perdoar-nos de todos os pecados.”
II. “Ergui-me da cama resoluto como um rei [...]”
III. “Deitei-me na cama de novo [...]”
IV. “Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu [...]”
A próclise seria possível apenas em:
Alternativas
Q3647273 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

Em “E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.”, a oração em destaque funciona como: 
Alternativas
Q3647272 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

No contexto “aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava, o termo em destaque tem o mesmo sentido que:
Alternativas
Q3647271 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

O trecho a seguir, retirado do texto, que apresenta um advérbio de modo é:
Alternativas
Q3647270 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Uma aurora doida


        A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.


        Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.


        Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.


        Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais. 


        Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.


        Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.


        Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.


        Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.


CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca, 1959. Disponível em  .

No texto, por vezes, o narrador se utiliza da figura de linguagem de personificação. Um trecho que o exemplifica é:
Alternativas
Q3647074 Ciências
A BNCC para Ciências está estruturada em unidades temáticas que se repetem ao longo do Ensino Fundamental. Relacione a unidade temática com seu objeto de estudo tal como é descrito no documento.
1 - Matéria e Energia
2 - Vida e Evolução
3 - Terra e Universo
( ) Estudo das características do nosso planeta, do Sol, da Lua e de outros corpos celestes, abrangendo dimensões, composição, localização, movimentos e as forças que regem suas interações.
( ) Análise das questões relativas aos seres vivos, incluindo os seres humanos, considerando suas características e necessidades, a vida como fenômeno natural e social, os elementos indispensáveis à sua manutenção e a compreensão dos processos evolutivos responsáveis pela diversidade biológica no planeta.
( ) Estudo dos materiais e de suas transformações, bem como das fontes e modalidades de energia presentes no cotidiano, com ênfase na compreensão da natureza da matéria e nas diversas formas de utilização da energia.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3647073 Ciências
O local no interior da Terra onde ocorre a ruptura que origina o sismo recebe o nome de:
Alternativas
Q3647072 Biologia
Na seleção natural, quando o ambiente favorece indivíduos de características intermediárias, eliminando os extremos, trata-se de seleção:
Alternativas
Q3647071 Física
No estudo das transformações termodinâmicas, a relação entre pressão e volume em um processo isotérmico de gás ideal conduz a uma equação que fundamenta o comportamento inversamente proporcional dessas variáveis. Tal equação (P.V = k) é conhecida como:
Alternativas
Q3647070 Geografia
O território brasileiro apresenta grande diversidade climática, condicionada por fatores como extensão latitudinal, dinâmica atmosférica e características do relevo. Das alternativas a seguir, todos os tipos listados correspondem a climas presentes no Brasil, à exceção de um. Assinale-o.
Alternativas
Q3647069 Física
A Primeira Lei de Ohm estabelece a relação entre corrente elétrica, tensão e resistência em um condutor ôhmico. Essa relação pode ser expressa pela equação:
Alternativas
Respostas
1661: B
1662: C
1663: D
1664: B
1665: A
1666: C
1667: D
1668: C
1669: A
1670: A
1671: E
1672: E
1673: B
1674: E
1675: E
1676: D
1677: C
1678: D
1679: E
1680: A