Questões de Concurso
Para prefeitura de luiz alves - sc
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.
Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.
Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.
Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.
Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Considerando as orientações adequadas para o atendimento telefônico no serviço público, assinale a alternativa correta.
Considerando os conceitos relacionados aos atos administrativos, analise as assertivas a seguir:
I.A presunção de legitimidade e veracidade indica que os atos administrativos presumem-se praticados em conformidade com a lei e verdadeiros quanto aos fatos declarados, produzindo efeitos até eventual comprovação em contrário.
II.A autoexecutoriedade permite que a Administração Pública execute diretamente determinados atos administrativos, sem necessidade de autorização prévia do Poder Judiciário, quando houver previsão legal ou situação de urgência.
III.A tipicidade estabelece que o ato administrativo deve corresponder a uma forma ou categoria previamente prevista no ordenamento jurídico, relacionando-se à exigência de que os atos da Administração estejam definidos em lei.
Está correto o que se afirma em:
Considerando as boas práticas de atendimento ao público no setor público, analise as afirmativas a seguir:
I.O servidor que atua no atendimento ao público deve manter postura cordial, ouvir atentamente o cidadão e fornecer orientações claras sobre os procedimentos administrativos necessários para a demanda apresentada.
II.O assistente administrativo pode deixar de prestar esclarecimentos detalhados quando o cidadão demonstrar desconhecimento sobre os procedimentos administrativos do órgão.
III.O atendimento ao público deve observar o princípio da impessoalidade, garantindo tratamento igualitário a todos os cidadãos, sem privilégios ou discriminações.
Assinale a alternativa correta.
Diante dessa situação, o gestor determinou a abertura de procedimento administrativo para apurar os fatos e, caso confirmadas as irregularidades, aplicar a sanção cabível conforme as normas que regem o regime disciplinar dos servidores públicos.
Considerando os poderes administrativos exercidos pela Administração Pública nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
Durante o atendimento ao público em um órgão municipal, um cidadão solicitou orientação ao assistente administrativo sobre qual documento deveria utilizar para formalizar um pedido de revisão de uma taxa cobrada pela prefeitura. O servidor explicou que, na redação oficial, existem documentos específicos utilizados para diferentes tipos de comunicação administrativa. Na mesma semana, o setor também precisou enviar uma comunicação formal para um órgão estadual solicitando informações sobre um convênio em andamento.
Considerando as características dos documentos utilizados na redação oficial, assinale a alternativa que identifica corretamente os documentos adequados para cada situação.
Considerando as noções de redação oficial e os tipos de documentos administrativos, analise as alternativas e assinale a correta para a situação apresentada, em que a comunicação ocorre entre setores da mesma instituição.
Considerando as medidas aplicáveis aos atos administrativos nessas situações, assinale a alternativa correta
Considerando a classificação dos tipos de arquivo, analise as afirmativas a seguir:
I.O arquivo corrente é composto por documentos em uso frequente, consultados regularmente pelas unidades administrativas no desempenho de suas atividades.
II.O arquivo intermediário reúne documentos que já não são consultados com frequência, mas que ainda precisam ser preservados temporariamente por razões administrativas, legais ou fiscais.
III.O arquivo permanente é destinado à guarda definitiva de documentos que possuem valor histórico, probatório ou informativo para a instituição ou para a sociedade.
Está correto o que se afirma em:
Durante o primeiro dia de estágio em um órgão público municipal, um estagiário perguntou ao assistente administrativo sobre os poderes administrativos, utilizados pela Administração Pública para organizar suas atividades e garantir o cumprimento das normas. Para explicar de forma prática, o assistente comentou que a Administração possui diferentes poderes, como aquele que permite aplicar penalidades a servidores que cometem infrações funcionais; aquele que possibilita organizar a estrutura interna, estabelecendo relações de subordinação entre os setores; e aquele que autoriza o Estado a restringir ou condicionar determinadas atividades dos particulares em benefício do interesse coletivo, como ocorre nas fiscalizações sanitárias e de trânsito. Considerando os poderes administrativos, assinale a alternativa que identifica corretamente, respectivamente, os poderes mencionados pelo assistente administrativo.
I.O registro de documentos no setor de protocolo permite identificar informações como data de recebimento, origem, destinatário e número de controle, possibilitando o acompanhamento da tramitação do documento dentro da instituição.
PORTANTO,
II.A classificação dos documentos consiste na guarda definitiva dos documentos em arquivos permanentes, com o objetivo de preservar registros históricos da instituição.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.