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Q4335480 Matemática
Um número é formado dor dois algarismos cujo produto é 32. Trocando a posição dos algarismos, o valor obtido é 36 unidades maior que o número anterior. Qual é a soma desse dois algarismos
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Q4335479 Matemática
Ao comparar sua sombra com a de um edifício Gustavo notou que sua sombra media 0,3 metros, enquanto a sobra do edifício media 4 metros. Sabendo que sua altura é de 1,8m e está no mesmo plano horizontal, qual a altura do edifício:
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Q4335478 Matemática
Uma empresa produz certo tipo de peça metálica e seu lucro é representado pela lei da função L (x) = 30x - 6000. Qual o valor mínimo de peças que essa empresa precisa produzir para obter lucro.
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Q4335477 Matemática Financeira
Gustavo fez um investimento de R$ 48.000,00 em um fundo de aplicação que lhe rende 2,5% ao mês na modalidade de juro composto. Se ele deixar aplicado por um período de 3 meses qual será o montante a ser resgatado?
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Q4335476 Matemática

Uma fábrica tem 4 máquinas idênticas que produzem em 6 horas diárias 4272 peças. Esta fabrica pretende produzir 9968 peças numa jornada de 8 horas diárias. Quantas máquinas idênticas precisam ser adquiridas? 

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Q4335475 Matemática

Um barracão foi construído em um terreno retangular de 90m por 60m. Esse barracão ocupa uma área de 1296m². O barracão foi construído de modo que há um espaço de metros entre o limite do terreno e o barracão. Qual é a medida desse recuo? 



Imagem associada para resolução da questão

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Q4335474 Matemática
Qual o valor numérico da expressão (4 -4 + 16 -2) -1: 
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Q4335473 Matemática
Em uma revenda de automóveis, há 25 carros brancos, 40 carros pratas e 105 carros pretos. O proprietário gostaria de organizar os carros em grupos, de modo que cada grupo possuísse o mesmo número de carros e que cada cor está igualmente distribuída nos grupos. Qual o número máximo de grupos que podem ser formados com as quantidades iguais de cada cor?
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Q4335472 Matemática
Um terreno retangular apresenta uma área de 972m². Qual o perímetro deste terreno sabendo qual o comprimento é igual ao triplo da largura?
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Q4335471 Matemática
Uma escola funciona em três turnos, no 1º turno tem 396 estudantes no 2º turno 372 estudantes e no 3º turno 256 estudantes. Qual porcentagem de estudantes que apresenta no 3º turno em relação aos três turnos? 
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Q4335470 Português
Devido ao uso do artigo as palavras abaixo possuem significados diferentes. Aponte a alternativa cujo vocábulo não permite o uso de dois artigos definidos:  
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Q4335469 Português
" O homem era muito pobre. "O superlativo absoluto sintético do vocábulo sublinhado é:
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Q4335468 Português
Em quais das sequências a seguir o plural de todos os substantivos compostos está de acordo com a norma padrão da língua:
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Q4335467 Português

Dadas as frases



1- Ela é vaidosa, só fala de sim mesma.


2- A diretora trouxe as provas consigo.


3- Ela saiu conosco.



Em relação ao emprego dos pronomes oblíquos:

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Q4335466 Português
" A mãe do aluno reclamou que a mochila pesava uma tonelada. " A expressão sublinhada retrata qual figura de linguagem: 
Alternativas
Q4335465 Português
Observe a predicação dos verbos apontados entre os parênteses. Marque a alternativa que apresenta uma informação incorreta:
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Q4335464 Português

O fragmento da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, servirá como base para responder a questão:



    [...]

    Defronte da porta de Rita tinham vindo postar-se diversos moradores do cortiço, jornaleiros de baixo salário, pobre gente miserável, que mal podia matar a fome com o que ganhava. Ainda assim não havia entre eles um só triste. A mulata convidou-os logo a comer um bocado e beber um trago. A proposta foi aceita alegremente.

    E a casa dela nunca se esvaziava.

    Anoitecia lá.

    O velho Libório, que ninguém sabia ao certo onde almoçava ou jantava, surgiu do seu buraco, que nem jabuti quando vê chuva.

    Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão.

    Rita fê-lo entrar e deu-lhe de comer e de beber; mas sob a condição de que o esfomeado não se socasse demais, para não rebentar ali mesmo.

    Se queria estourar, fosse estourar para longe!

    Ele pôs-se logo a devorar, sofregamente, olhando inquieto para os lados, como se temesse que alguém lhe roubasse a comida da boca. Engolia sem mastigar, empurrando os bocados com o dedo, agarrando-se ao prato e escondendo nas algibeiras o que não podia de uma só vez meter para dentro do corpo.

    Causava terror aquela sua implacável mandíbula, assanhada e devoradora; aquele enorme queixo, ávido, ossudo e sem um dente, que parecia ir engolir tudo, tudo, principiando pela própria cara, desde a imensa batata vermelha e grelhada que ameaçava já entrar-lhe na boca, até as duas bochechinhas engelhadas, os olhos, as orelhas, a cabeça inteira, inclusive a sua grande calva, lisa como um queijo e guarnecida em redor por uns pelos puídos e ralos como farripas de coco.

    Firmo propôs embebedá-lo, só para ver a sorte que ele daria. O Alexandre e a mulher opuseram-se, mas rindo muito; nem se podia deixar de rir, apesar do espanto, vendo aquele resto de gente, aquele esqueleto velho, coberto por uma pele seca, a devorar, a devorar sem tréguas, como se quisesse fazer provisão para uma outra vida.

    De repente, um pedaço de carne, grande demais para ser ingerido de uma vez, engasgou-o seriamente. Libório começou a tossir, aflito, com os olhos sumidos, a cara tingida de uma vermelhidão apoplética. A Leocádia, que era quem lhe ficava mais perto, soltou-lhe um murro nas costas.

    O glutão arremessou sobre a toalha da mesa o bocado de carne já meio triturado. Foi um nojo geral.

    — Porco! gritou Rita, arredando-se.

    — Pois se o bruto quer socar tudo ao mesmo tempo! disse Porfiro. Parece que nunca viu comida, este animal!

    E notando que ele continuava ainda mais sôfrego por ter perdido um instante: — Espere um pouco, lobo! Que diabo! A comida não foge! Há muito aí com que te fartares por uma vez! Com efeito!



Disponível em: www.pt.wikisource.org Acesso:21/02/2020. 01

...mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele,..." Em relação ao uso do acento indicador de crase, está correta apenas a assertiva: 
Alternativas
Q4335463 Português

O fragmento da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, servirá como base para responder a questão:



    [...]

    Defronte da porta de Rita tinham vindo postar-se diversos moradores do cortiço, jornaleiros de baixo salário, pobre gente miserável, que mal podia matar a fome com o que ganhava. Ainda assim não havia entre eles um só triste. A mulata convidou-os logo a comer um bocado e beber um trago. A proposta foi aceita alegremente.

    E a casa dela nunca se esvaziava.

    Anoitecia lá.

    O velho Libório, que ninguém sabia ao certo onde almoçava ou jantava, surgiu do seu buraco, que nem jabuti quando vê chuva.

    Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão.

    Rita fê-lo entrar e deu-lhe de comer e de beber; mas sob a condição de que o esfomeado não se socasse demais, para não rebentar ali mesmo.

    Se queria estourar, fosse estourar para longe!

    Ele pôs-se logo a devorar, sofregamente, olhando inquieto para os lados, como se temesse que alguém lhe roubasse a comida da boca. Engolia sem mastigar, empurrando os bocados com o dedo, agarrando-se ao prato e escondendo nas algibeiras o que não podia de uma só vez meter para dentro do corpo.

    Causava terror aquela sua implacável mandíbula, assanhada e devoradora; aquele enorme queixo, ávido, ossudo e sem um dente, que parecia ir engolir tudo, tudo, principiando pela própria cara, desde a imensa batata vermelha e grelhada que ameaçava já entrar-lhe na boca, até as duas bochechinhas engelhadas, os olhos, as orelhas, a cabeça inteira, inclusive a sua grande calva, lisa como um queijo e guarnecida em redor por uns pelos puídos e ralos como farripas de coco.

    Firmo propôs embebedá-lo, só para ver a sorte que ele daria. O Alexandre e a mulher opuseram-se, mas rindo muito; nem se podia deixar de rir, apesar do espanto, vendo aquele resto de gente, aquele esqueleto velho, coberto por uma pele seca, a devorar, a devorar sem tréguas, como se quisesse fazer provisão para uma outra vida.

    De repente, um pedaço de carne, grande demais para ser ingerido de uma vez, engasgou-o seriamente. Libório começou a tossir, aflito, com os olhos sumidos, a cara tingida de uma vermelhidão apoplética. A Leocádia, que era quem lhe ficava mais perto, soltou-lhe um murro nas costas.

    O glutão arremessou sobre a toalha da mesa o bocado de carne já meio triturado. Foi um nojo geral.

    — Porco! gritou Rita, arredando-se.

    — Pois se o bruto quer socar tudo ao mesmo tempo! disse Porfiro. Parece que nunca viu comida, este animal!

    E notando que ele continuava ainda mais sôfrego por ter perdido um instante: — Espere um pouco, lobo! Que diabo! A comida não foge! Há muito aí com que te fartares por uma vez! Com efeito!



Disponível em: www.pt.wikisource.org Acesso:21/02/2020. 01

“...andava sempre a fariscar os sobejos alheios..." O termo sublinhado tem como sinônimo:
Alternativas
Q4335462 Português

O fragmento da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, servirá como base para responder a questão:



    [...]

    Defronte da porta de Rita tinham vindo postar-se diversos moradores do cortiço, jornaleiros de baixo salário, pobre gente miserável, que mal podia matar a fome com o que ganhava. Ainda assim não havia entre eles um só triste. A mulata convidou-os logo a comer um bocado e beber um trago. A proposta foi aceita alegremente.

    E a casa dela nunca se esvaziava.

    Anoitecia lá.

    O velho Libório, que ninguém sabia ao certo onde almoçava ou jantava, surgiu do seu buraco, que nem jabuti quando vê chuva.

    Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão.

    Rita fê-lo entrar e deu-lhe de comer e de beber; mas sob a condição de que o esfomeado não se socasse demais, para não rebentar ali mesmo.

    Se queria estourar, fosse estourar para longe!

    Ele pôs-se logo a devorar, sofregamente, olhando inquieto para os lados, como se temesse que alguém lhe roubasse a comida da boca. Engolia sem mastigar, empurrando os bocados com o dedo, agarrando-se ao prato e escondendo nas algibeiras o que não podia de uma só vez meter para dentro do corpo.

    Causava terror aquela sua implacável mandíbula, assanhada e devoradora; aquele enorme queixo, ávido, ossudo e sem um dente, que parecia ir engolir tudo, tudo, principiando pela própria cara, desde a imensa batata vermelha e grelhada que ameaçava já entrar-lhe na boca, até as duas bochechinhas engelhadas, os olhos, as orelhas, a cabeça inteira, inclusive a sua grande calva, lisa como um queijo e guarnecida em redor por uns pelos puídos e ralos como farripas de coco.

    Firmo propôs embebedá-lo, só para ver a sorte que ele daria. O Alexandre e a mulher opuseram-se, mas rindo muito; nem se podia deixar de rir, apesar do espanto, vendo aquele resto de gente, aquele esqueleto velho, coberto por uma pele seca, a devorar, a devorar sem tréguas, como se quisesse fazer provisão para uma outra vida.

    De repente, um pedaço de carne, grande demais para ser ingerido de uma vez, engasgou-o seriamente. Libório começou a tossir, aflito, com os olhos sumidos, a cara tingida de uma vermelhidão apoplética. A Leocádia, que era quem lhe ficava mais perto, soltou-lhe um murro nas costas.

    O glutão arremessou sobre a toalha da mesa o bocado de carne já meio triturado. Foi um nojo geral.

    — Porco! gritou Rita, arredando-se.

    — Pois se o bruto quer socar tudo ao mesmo tempo! disse Porfiro. Parece que nunca viu comida, este animal!

    E notando que ele continuava ainda mais sôfrego por ter perdido um instante: — Espere um pouco, lobo! Que diabo! A comida não foge! Há muito aí com que te fartares por uma vez! Com efeito!



Disponível em: www.pt.wikisource.org Acesso:21/02/2020. 01

Sobre o texto:



1- Libório jurava que vivia em uma situação de opulência.


2- Libório é tratado pelos personagens com substantivos abstratos, o que reforça seu perfil voraz.


3- É possível inferir que a intenção de Firmo em embebedar Libório era para pilhar o velho glutão.

Alternativas
Q4335461 Português

O fragmento da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, servirá como base para responder a questão:



    [...]

    Defronte da porta de Rita tinham vindo postar-se diversos moradores do cortiço, jornaleiros de baixo salário, pobre gente miserável, que mal podia matar a fome com o que ganhava. Ainda assim não havia entre eles um só triste. A mulata convidou-os logo a comer um bocado e beber um trago. A proposta foi aceita alegremente.

    E a casa dela nunca se esvaziava.

    Anoitecia lá.

    O velho Libório, que ninguém sabia ao certo onde almoçava ou jantava, surgiu do seu buraco, que nem jabuti quando vê chuva.

    Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão.

    Rita fê-lo entrar e deu-lhe de comer e de beber; mas sob a condição de que o esfomeado não se socasse demais, para não rebentar ali mesmo.

    Se queria estourar, fosse estourar para longe!

    Ele pôs-se logo a devorar, sofregamente, olhando inquieto para os lados, como se temesse que alguém lhe roubasse a comida da boca. Engolia sem mastigar, empurrando os bocados com o dedo, agarrando-se ao prato e escondendo nas algibeiras o que não podia de uma só vez meter para dentro do corpo.

    Causava terror aquela sua implacável mandíbula, assanhada e devoradora; aquele enorme queixo, ávido, ossudo e sem um dente, que parecia ir engolir tudo, tudo, principiando pela própria cara, desde a imensa batata vermelha e grelhada que ameaçava já entrar-lhe na boca, até as duas bochechinhas engelhadas, os olhos, as orelhas, a cabeça inteira, inclusive a sua grande calva, lisa como um queijo e guarnecida em redor por uns pelos puídos e ralos como farripas de coco.

    Firmo propôs embebedá-lo, só para ver a sorte que ele daria. O Alexandre e a mulher opuseram-se, mas rindo muito; nem se podia deixar de rir, apesar do espanto, vendo aquele resto de gente, aquele esqueleto velho, coberto por uma pele seca, a devorar, a devorar sem tréguas, como se quisesse fazer provisão para uma outra vida.

    De repente, um pedaço de carne, grande demais para ser ingerido de uma vez, engasgou-o seriamente. Libório começou a tossir, aflito, com os olhos sumidos, a cara tingida de uma vermelhidão apoplética. A Leocádia, que era quem lhe ficava mais perto, soltou-lhe um murro nas costas.

    O glutão arremessou sobre a toalha da mesa o bocado de carne já meio triturado. Foi um nojo geral.

    — Porco! gritou Rita, arredando-se.

    — Pois se o bruto quer socar tudo ao mesmo tempo! disse Porfiro. Parece que nunca viu comida, este animal!

    E notando que ele continuava ainda mais sôfrego por ter perdido um instante: — Espere um pouco, lobo! Que diabo! A comida não foge! Há muito aí com que te fartares por uma vez! Com efeito!



Disponível em: www.pt.wikisource.org Acesso:21/02/2020. 01

Em relação ao texto acima use V - verdadeiro e F - falso:



( ) O texto aponta que os personagens principais são pessoas humildes da sociedade.


( ) A animalização de Libório pode ser observada pela descrição do modo como ele se alimenta.


( ) Os adjetivos usados no texto contribuem para descrever os traços físicos de Libório e seus gestos grotescos e caricaturescos.


( ) A avareza de Libório fez com que ele fosse convidado para se alimentar na casa da mulata Rita.



Respectivamente, a ordem correta é: 

Alternativas
Respostas
321: A
322: C
323: B
324: E
325: C
326: B
327: E
328: D
329: A
330: C
331: C
332: A
333: A
334: A
335: C
336: C
337: D
338: E
339: D
340: A