Questões de Concurso
Para metrô-sp
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Nota:
* Inclui Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Extraído de: TORRES, Haroldo da Gama; MARQUES, Eduardo Cesar. (2004). Pobreza e distribuição espacial de grupos sociais na metrópole de São Paulo. Cadernos Adenauer. São Paulo.
Considerando o indicador sugerido, a análise da tabela permite concluir que:
I. Ciclo de mobilização grevista e campanhas salariais no setor metalúrgico do ABC paulista / Início da distorção política.
II. Ligas Camponesas e fundação da União dos lavradores e trabalhadores agrícolas do Brasil (ULTAB) / Aprovação do Estatuto do Trabalhador Rural.
III. Realização do 1o CONCLAT (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) / Fundação da Central Única dos Trabalhadores.
IV. Assembleia Constituinte / Abertura Econômica / Fundação da Força Sindical.
A cronologia correta está em
Apesar de a década de 80 ter sido conhecida como a década perdida, sobretudo em função dos elevados níveis de inflação e da estagnação da renda per capita, a ação sindical foi extremamente importante para impedir que o processo inflacionário diminuísse ainda mais o poder aquisitivo dos salários e agravasse a já injusta distribuição de renda no Brasil.
(POCHMANN, Marcio et alli. Ação sindical no Brasil: transformações e perspectivas. São Paulo em perspectiva, 12 (1), 1998, 10-23)
Entre os indicadores do crescimento da atividade sindical no período, destacam-se:
(Sérgio Miceli, Sociologia, Folha de São Paulo, MAIS!, 13/04/1997)
Preenche corretamente a lacuna do texto:
I. Permite distinguir entre o que o governo pretende fazer e o que, de fato, faz.
II. Envolve vários atores – participantes formais e informais – e níveis de decisão.
III. Limita-se a leis e regras, não sendo abrangente.
IV. Desprovido de caráter intencional em suas decisões.
V. Embora tenha impactos no curto prazo, seu horizonte é de longo prazo.
É correto o que consta APENAS em
I. Os recursos governamentais para um programa, órgão ou uma dada política pública não partem do zero e, sim, de decisões marginais que desconsideram mudanças políticas ou mudanças substantivas nos programas públicos.
II. A política pública parte, cumulativamente, de decisões periféricas e fortuitas.
III. Mais do que a identificação das etapas de um processo decisório, é necessário levar em consideração os diversos constrangimentos existentes que impedem mudanças substanciais nas políticas públicas de curto prazo e, também, o aprendizado em torno de uma política ao longo dos anos (policy change).
As proposições acima delineadas são características do modelo de análise de políticas públicas denominado
I. O caráter de fenômeno socioeconômico de um evento não é algo que lhe seja objetivamente inerente.
II. Devemos considerar os fenômenos sociais em si mesmos, desligados dos sujeitos conscientes que, eventualmente, possam ter as suas representações.
III. A condição de toda a objetividade é a existência de um ponto de referência, constante e idêntico, que permite eliminar tudo o que tiver de variável, logo, de subjetivo.
IV. Não existe qualquer análise científica puramente objetiva dos fenômenos sociais.
As proposições que podem ser consideradas como opostas ao objetivismo sociológico são as que constam SOMENTE em
(1) Definição do Problema; (2) Revisão da Literatura; (3) Formulação das Hipóteses; (4) Seleção de Plano de Pesquisa; (5) Execução; (6) Interpretação; (7) Relato.
É correto concluir que a fase na qual se estabelece previamente a relação existente entre as variáveis corresponde à fase
Termos Utilizados
I. Sínteses imediatas e confusas da sensação às análises pacientes e esclarecedoras da razão.
II. Sociologia Espontânea; Crítica Lógica.
III. Aparência; Essência.
IV. Axiológico; Empírico.
A correspondência correta entre autor e termos utilizados ocorre em:
I. A teoria do conhecimento de Durkheim é idealista, sendo que, no ato de conhecer, o sujeito apreende “passivamente” as características do objeto.
II. A teoria de Weber, em termos epistemológicos, é realista, a consciência sendo constitutiva do objeto do conhecimento.
III. O recurso metodológico weberiano, denominado tipo ideal, possui três características: a racionalidade, a unilateralidade e o caráter utópico.
É correto o que consta APENAS em
I. Conhecimento de natureza intencional da consciência.
II. Preocupação com referência de natureza histórica.
III. Práticas descritivas minuciosas em oposição a termos teóricos, construídos ou explicativos.
IV. Noção de totalidade como recurso heurístico.
É correto o que consta APENAS em
I. Incorporação de descobertas individuais num modelo da organização em estudo.
II. Problemas de apresentação de evidências e provas.
III. Seleção e definição de problemas, conceitos e índices.
IV. Controle sobre a frequência e a distribuição dos fenômenos.
A sequência lógica correta desses estágios ocorre em:
A linguagem nossa de cada dia pode ser altamente expressiva. Não sei até quando sobreviverão expressões, ditados, fórmulas proverbiais, modos de dizer que atravessaram o tempo falando as coisas de um jeito muito especial, gostoso, sugestivo. Acabarão por cair todas em desuso numa época como a nossa, cheia de pressa e sem nenhuma paciência, ou apenas se renovarão?
Algumas expressões são tão fortes que resistem aos séculos. Haverá alguma língua que não estabeleça formas de comparação entre vida e viagem, vida e caminho, vida e estrada? O grande Dante já começava a Divina Comédia com “No meio do caminho de nossa vida...”. Se a vida é uma viagem, a
grande viagem só pode ser... a morte, fim do nosso caminho. “Ela partiu", “Ele se foi”, dizemos. E assim vamos seguindo...
Quando menino, ouvia com estranheza a frase “Cuidado, tem boi na linha”. Como não havia linha de trem nem boi por perto, e as pessoas olhavam disfarçadamente para mim, comecei a desconfiar, mas sem compreender, que o boi era eu; mas como assim? Mais tarde vim a entender a tradução completa e prosaica: “suspendamos a conversa, porque há alguém que não deve ouvi-la”. Uma outra expressão pitoresca, que eu já entendia, era “calça de pular brejo” ou “calça de atravessar rio”, no caso de pernas crescidas ou calças encolhidas, tudo constatado antes de pegar algum caminho.
Já adulto, vim a dar com o termo “passagem”, no sentido fúnebre. “Passou desta para melhor”. Situação difícil: “estar numa encruzilhada”. Fim de vida penoso? “Também, já está subindo a ladeira dos oitenta...” São incontáveis os exemplos, é uma retórica inteira dedicada a imagens como essas. Obviamente, os poetas, especialistas em imagens, se encarregam de multiplicá-las. “Tinha uma pedra no meio do caminho”, queixou-se uma vez, e para sempre, o poeta Carlos Drummond de Andrade, fornecendo-nos um símbolo essencial para todo e qualquer obstáculo que um caminhante fatalmente enfrenta na estrada da vida, neste mundo velho sem porteira...
(Peregrino Solerte, inédito)
I. No 1o parágrafo, expressa-se a convicção de que os modos de dizer mais expressivos não sobreviverão nos tempos modernos, por serem avaliados como ineficazes nos processos de comunicação.
II.No 3o parágrafo, a impossibilidade de o menino compreender a frase ouvida aos adultos deveu-se ao fato de estar traduzida em linguagem prosaica.
III. No 4o parágrafo, reconhece-se nos poetas a capacidade de enriquecimento expressivo da linguagem, especialistas que são na criação de imagens.
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em