Questões de Concurso
Para prefeitura de canoas - rs
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Considerando as regras de acentuação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A palavra “herói” é acentuada, mas a palavra “heroico” não recebe acento.
( ) A terceira pessoa do plural dos verbos “ter”, “ver” e “crer” é acentuada com acento circunflexo (têm, vêem e crêem).
( ) O plural de “raiz”, assim como a forma singular, não recebe acento (“raizes”).
Considerando as regras de crase, analisar os itens.
I. Levei um pedaço de bolo à minha vizinha.
II. Ontem almocei bife à milanesa.
III. Dirigiu-se àquele lugar com veemência.
IV. Vou à Roma nas férias.
Está CORRETO o que se afirma:
Considerando as regras de regência verbal, analisar os itens.
I. É importante aliar a alimentação saudável com o exercício físico.
II. O amigo de João implicou comigo.
III. Meu colega desobedeceu os pais e foi à festa.
IV. Ela aspira o cargo de gerente da empresa.
Está CORRETO o que se afirma:
Considerando o uso da pontuação, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Dois-pontos.
(2) Reticências.
(3) Vírgula.
( ) A receita pede vários ingredientes, como ovos, farinha, açúcar, manteiga ___
( ) Este é o segredo para o sucesso ___ dedicação constante.
( ) Maria ___ minha melhor amiga ___ veio me visitar ontem.
Considerando a concordância nominal, analisar os itens.
I. Água é bom para hidratar a pele.
II. Minha amiga é meia tímida.
III. A água que bebemos é boa.
IV. É proibido entrada de estranhos.
Está CORRETO o que se afirma:
Sobre o emprego dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
As livrarias ______ eu passei estavam todas abertas, mas não quis entrar ______ sei que ficaria horas por lá e, quando eu finalmente voltasse para casa, minha mãe perguntaria o ______ da demora.
Observando-se a ortografia oficial da língua portuguesa, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Após retornarem do campo de batalha, muitos soldados sofriam de desinteria.
( ) Os Raios-X comprovaram a doença responsável pelas dores toráxicas de Paulo.
( ) Aqueles bêbedos do bar estavam perturbando o sono alheio.
( ) O aluno não sabia marcar X nos parêntesis.
Atentando-se à concordância verbal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Assistem-se a vídeos terríveis na internet.
( ) Devem chover reclamações gigantescas.
( ) Cinco surras serão pouco para ele aprender.
( ) Viva os vencedores da gincana!
Atentando-se aos contextos, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
_____ proporção que a professora falou foi o suficiente para que Paulo se referisse ____ sua escola como a melhor de todas. ____ vezes, ele prefere escola ____ fazenda onde mora.
Analisar os itens.
I. Muitos cientistas viajam à Oceania para estudar os ornitorrincos.
II. Os ornitorrincos são mamíferos ovíparos moradores na Austrália.
III. A experiência dos cientistas remonta há décadas.
Assinalar a alternativa em que se há um período construído a partir da união das orações, mantendo-se a coesão, a coerência e a correção.
Na língua Shanenawa, para designar a cor branca, os falantes utilizam o monolexema ushe; já para a cor preta, usam o monolexema txeshe, também utilizado para referirse a “escuro”, como no exemplo jame hin txeshe, cuja glosa é “a noite é escura”. Ainda sobre os termos ushe, para branco, e txeshe, para preto, algumas curiosidades chamam a atenção. Ao contrário de muitas línguas africanas e indígenas brasileiras, ushe não ocorre na expressão referente a “homem branco”. Para isso, os falantes utilizam a palavra nawajan, cuja segmentação morfológica nos permite depreender apenas o significado da forma nawa-, ou seja, “homem estrangeiro”. Em contrapartida, a palavra txeshujan é usada em referência ao homem cuja pele é negra.
Para o vermelho, os Shanenawa usam o termo uxin. Para o amarelo, paxin, embora, a exemplo do preto, também exista um outro termo, txaxna, usado com o mesmo significado. Já as cores verde e azul são nomeadas por um mesmo e único monolexema: shena. É preciso ressaltar, entretanto, que os falantes também usam, respectivamente, as palavras shu, cujo significado é “fruta verde”, para designar o verde, e shane, que é a cor de um pássaro de plumagem azul (do qual, aliás, possivelmente se origina o nome da língua e da etnia Shanenawa), para nomear o azul.
Quanto à cor marrom, os Shanenawa reservam para denominá-la a palavra etakI. Trata-se também de um monolexema que, às vezes, costuma ser usado para denominar uma outra cor: o violeta mais avermelhado.
Para o rosa, a língua utiliza o termo uximafa. Esse, porém, não é um monolexema, pois é constituído das formas uxin, referente a “vermelho”, e mafa, que significa “claro”. Assim, o nome que expressa rosa, nessa língua, é um termo de cor secundário. O mesmo acontece com as cores alaranjada e violeta. O alaranjado é chamado de shushara, sendo a forma shu referente ao significado “fruta verde”, enquanto shara significa “escuro”. Isso, aliás, leva-nos a concluir que os Shanenawa têm predileção por cores de menor saturação, haja vista que a palavra shara também pode significar “bonito” ou “bom” em sua língua materna.
É interessante observar que, na língua Shanenawa, não existe uma palavra que expresse a ideia de cor. Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é “parecido com o urucum” ou “da cor do urucum”.
Fonte: Ciências & Cognição (Artigo Científico) - Adaptado
“[...] Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é ‘parecido com o urucum’ ou ‘da cor do urucum’” (5º parágrafo).
Compreender um texto significa reconhecer significados de segmentos presentes na superfície textual, de modo a se assimilar certas inferências. No segmento acima, temos um raciocínio. Esse raciocínio permite-nos depreender que:
Na língua Shanenawa, para designar a cor branca, os falantes utilizam o monolexema ushe; já para a cor preta, usam o monolexema txeshe, também utilizado para referirse a “escuro”, como no exemplo jame hin txeshe, cuja glosa é “a noite é escura”. Ainda sobre os termos ushe, para branco, e txeshe, para preto, algumas curiosidades chamam a atenção. Ao contrário de muitas línguas africanas e indígenas brasileiras, ushe não ocorre na expressão referente a “homem branco”. Para isso, os falantes utilizam a palavra nawajan, cuja segmentação morfológica nos permite depreender apenas o significado da forma nawa-, ou seja, “homem estrangeiro”. Em contrapartida, a palavra txeshujan é usada em referência ao homem cuja pele é negra.
Para o vermelho, os Shanenawa usam o termo uxin. Para o amarelo, paxin, embora, a exemplo do preto, também exista um outro termo, txaxna, usado com o mesmo significado. Já as cores verde e azul são nomeadas por um mesmo e único monolexema: shena. É preciso ressaltar, entretanto, que os falantes também usam, respectivamente, as palavras shu, cujo significado é “fruta verde”, para designar o verde, e shane, que é a cor de um pássaro de plumagem azul (do qual, aliás, possivelmente se origina o nome da língua e da etnia Shanenawa), para nomear o azul.
Quanto à cor marrom, os Shanenawa reservam para denominá-la a palavra etakI. Trata-se também de um monolexema que, às vezes, costuma ser usado para denominar uma outra cor: o violeta mais avermelhado.
Para o rosa, a língua utiliza o termo uximafa. Esse, porém, não é um monolexema, pois é constituído das formas uxin, referente a “vermelho”, e mafa, que significa “claro”. Assim, o nome que expressa rosa, nessa língua, é um termo de cor secundário. O mesmo acontece com as cores alaranjada e violeta. O alaranjado é chamado de shushara, sendo a forma shu referente ao significado “fruta verde”, enquanto shara significa “escuro”. Isso, aliás, leva-nos a concluir que os Shanenawa têm predileção por cores de menor saturação, haja vista que a palavra shara também pode significar “bonito” ou “bom” em sua língua materna.
É interessante observar que, na língua Shanenawa, não existe uma palavra que expresse a ideia de cor. Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é “parecido com o urucum” ou “da cor do urucum”.
Fonte: Ciências & Cognição (Artigo Científico) - Adaptado
Na língua Shanenawa, para designar a cor branca, os falantes utilizam o monolexema ushe; já para a cor preta, usam o monolexema txeshe, também utilizado para referirse a “escuro”, como no exemplo jame hin txeshe, cuja glosa é “a noite é escura”. Ainda sobre os termos ushe, para branco, e txeshe, para preto, algumas curiosidades chamam a atenção. Ao contrário de muitas línguas africanas e indígenas brasileiras, ushe não ocorre na expressão referente a “homem branco”. Para isso, os falantes utilizam a palavra nawajan, cuja segmentação morfológica nos permite depreender apenas o significado da forma nawa-, ou seja, “homem estrangeiro”. Em contrapartida, a palavra txeshujan é usada em referência ao homem cuja pele é negra.
Para o vermelho, os Shanenawa usam o termo uxin. Para o amarelo, paxin, embora, a exemplo do preto, também exista um outro termo, txaxna, usado com o mesmo significado. Já as cores verde e azul são nomeadas por um mesmo e único monolexema: shena. É preciso ressaltar, entretanto, que os falantes também usam, respectivamente, as palavras shu, cujo significado é “fruta verde”, para designar o verde, e shane, que é a cor de um pássaro de plumagem azul (do qual, aliás, possivelmente se origina o nome da língua e da etnia Shanenawa), para nomear o azul.
Quanto à cor marrom, os Shanenawa reservam para denominá-la a palavra etakI. Trata-se também de um monolexema que, às vezes, costuma ser usado para denominar uma outra cor: o violeta mais avermelhado.
Para o rosa, a língua utiliza o termo uximafa. Esse, porém, não é um monolexema, pois é constituído das formas uxin, referente a “vermelho”, e mafa, que significa “claro”. Assim, o nome que expressa rosa, nessa língua, é um termo de cor secundário. O mesmo acontece com as cores alaranjada e violeta. O alaranjado é chamado de shushara, sendo a forma shu referente ao significado “fruta verde”, enquanto shara significa “escuro”. Isso, aliás, leva-nos a concluir que os Shanenawa têm predileção por cores de menor saturação, haja vista que a palavra shara também pode significar “bonito” ou “bom” em sua língua materna.
É interessante observar que, na língua Shanenawa, não existe uma palavra que expresse a ideia de cor. Quando um falante deseja dizer que uma cor é a de um determinado objeto, por exemplo um que tenha a cor do urucum, ele usa o próprio objeto como referência e emprega a expressão paxinti kuskara, cuja glosa é “parecido com o urucum” ou “da cor do urucum”.
Fonte: Ciências & Cognição (Artigo Científico) - Adaptado
Considerando os aspectos gerais e específicos do texto, analisar os itens.
I. Um termo de cor é considerado primário se, para designar uma cor, tiver a forma de um único lexema.
II. Na língua dos Shanenawa, o termo para designar a cor branca não é empregado para referir-se a seres humanos.
III. Uma cor é considerada secundária se a ela for atribuído um lexema composto por duas ou mais formas.
IV. A ausência de uma palavra para designar a ideia de cor não atrapalha o ato linguístico de dar nomes a objetos coloridos.
Está CORRETO o que se afirma:
I. Uma atitude mais intervencionista e menos observadora da produção discursiva oral de seus alunos, utilizando-se de instrumentos avaliativos mais gerais e de momento de produção discursiva.
II. Uma metodologia de apresentação de conteúdos que de fato permita a emergência de questionamentos e comentários por parte dos alunos sobre os conteúdos apresentados.
III. Estratégias didáticas que levem os alunos a refletir sobre suas práticas de linguagem e sobre suas atitudes em relação às práticas de linguagem dos outros.
Está(ão) CORRETO(S):
I. O nível silábico-alfabético representa que o estudante se apropriou do princípio alfabético, sendo capaz de fonetizar a escrita.
II. A consciência lexical é um dos níveis de consciência fonológica e é necessária para que o estudante desenvolva o princípio alfabético.
III. A consciência semântica, um dos níveis da consciência fonológica, avança à medida que a professora atua nas zonas de desenvolvimento proximal, resultando, portanto, na relação do conteúdo com o contexto e na apropriação do princípio alfabético.
IV. As escritas espontâneas devem ser propostas a partir do momento em que o estudante já adquiriu o nível de conceitualização de escrita adequado para a atuação em sua zona de desenvolvimento proximal (silábico-alfabético).
Está(ão) CORRETO(S):
( ) É necessário pôr à disposição dos estudantes materiais escritos variados, assim como ler para eles muitos e bons textos, para que tenham a oportunidade de conhecer diversos gêneros.
( ) É preciso prática e orientação adequadas para desenvolver uma postura de leitor crítico.
( ) As habilidades de leitura e produção de textos envolvem o conhecimento de elementos que compõem os textos escritos, seus estilos e a identificação do autor, da finalidade e do contexto de circulação do texto.
( ) No primeiro ciclo da escolarização, deve-se apresentar exclusivamente textos de determinados gêneros (mais acessíveis à leitura) e reservar outros para o segundo ciclo.