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Q4364506 Não definido

A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder a questão



CAPÍTULO XVI


- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa. 


Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.


- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...


Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.


- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.



CAPÍTULO XVII


A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.



CAPÍTULO XVIII


 - Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.


- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?


 - Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?


- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.


Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.


- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?


- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...


Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?


- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...


- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.


Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.


- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.


 - Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.


ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova  Aguilar, 2008.p.773-774.v.1.(Fragmento) 

Considerando o texto, analise as proposições abaixo, levando em conta as características da obra do autor e o período em que foi escrito.



I. Em pleno vigor da estética Realista, Joaquim Maria Machado de Assis utilizou, dentre outros temas, e por mais de uma vez, o da loucura, valendo-se da ironia, da análise tragicômica e psicológica das personagens.



II. Machado de Assis criticou vários valores burgueses por meio de ironias e metalinguagens. Precedendo não só o próprio realismo, instaurou o realismo psicológico, claramente visto em seus romances por fazer diálogos diretos com o leitor e também por conta de pensamentos pontuais que surgem ao longo da narrativa.



III. Na obra de Machado de Assis, os personagens envolvidos na trama apresentam complexidade psicológica, são personagens esféricos e o narrador dialoga com o leitor, permitindo a este fazer reflexões sobre a obra.



IV. Na maioria dos textos machadianos, o narrador torna-se o centro do eixo narrativo e, portanto, a linearidade do enredo dissolve-se.



É ou são verdadeira(s). 

Alternativas
Q4364505 Não definido

A narrativa a seguir faz parte do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, leia com atenção para responder a questão



CAPÍTULO XVI


- Quincas Borba! Quincas Borba! eh! Quincas Borba! bradou ele entrando em casa. 


Nada de Quincas Borba. Só então é que ele se lembrou de havê-lo mandado dar à comadre Angélica. Correu à casa da comadre, que era longe da cidade. De caminho acudiram-lhe todas as ideias feias à cabeça, algumas extraordinárias. Uma ideia feia, é que o cão tivesse fugido. Outra extraordinária é que algum inimigo, sabedor da cláusula e do presente, fosse ter com a comadre, e roubasse o cachorro, e o escondesse ou matasse. Neste caso a herança... Passou-lhe uma nuvem pelos olhos; depois começou a ver mais claro.


- Não conheço negócios de justiça, pensava ele, mas parece que não tenho nada com isso. A cláusula supõe o cão vivo ou em casa; mas se ele fugiu ou morreu... Não se há de inventar um cão; logo a intenção principal... Mas são capazes de fazer chicana... os meus inimigos... Não cumprida a cláusula...


Aqui a testa e as costas das mãos do nosso homem ficaram em água. Outra nuvem... E o coração batendo-lhe rápido, rápido... A cláusula começava a parecer-lhe extravagante... Pois agora um cachorro? Desse o defunto todo seu dinheiro a quem quisesse, mais obrigar a gente a cousas esquisitas... Era isso; era o caiporismo; quando o mal parecia extinto, lá vinha a ponta do rabo do diabo. Rubião pedia a Deus, prometia missas, dez missas... Mas lá estava a casa da comadre.... Rubião picou o passo, viu a própria comadre... Era ela? era, era ela, encostada à porta e rindo.


- Que figura que o senhor vem fazendo, meu compadre, disse ela ainda de longe. Meio tonto, jogando com os braços.



CAPÍTULO XVII


A comadre era muito feia. Peço desculpa de ser tão feia a primeira mulher que aqui aparece; mas as bonitas hão de vir. Creio até que já estão nos bastidores, impacientes de entrar em cena. Sossegai, muchachas! Não me façais cair a peça. Aqui vireis todas, em tempo idôneo... Deixai a comadre que é feia, muito feia.



CAPÍTULO XVIII


 - Sinhá comadre, o cachorro? perguntou Rubião com indiferença, mas pálido.


- Entre, e sente-se, respondeu ela oferecendo-lhe um banco. Que cachorro?


 - Que cachorro? tornou Rubião cada vez mais pálido. O que lhe mandei. Pois não se lembra que lhe mandei um cachorro para ficar aqui alguns dias, descansando a ver se... em suma, um animal de muita estimação... Não é meu... Veio para ... Mas não se lembra?


- Ah! não me fale nesse bicho! respondeu ela precipitando as palavras.


Era pequena, tremia por qualquer cousa, e quando se apaixonava, engrossavam-lhe as veias do pescoço. Repetiu que lhe não falasse do bicho.


- Mas que lhe fez ele, sinhá comadre?


- Que me fez? Que é que me faria o pobre animal? Não come nada, não bebe, chora que parece gente, e anda só com o olho para fora, a ver se foge...


Rubião respirou. Ela continuou a dizer as melancolias do bicho; falava com tais ternuras que (Deus me perdoe!) que até parecia bonita. Rubião, ansioso, queria ir vê-lo. Onde estava?


- Está lá no fundo, no cercado grande; está só para que os outros não bulam com ele. Mas o meu compadre vem buscá-lo? Não foi isso o que me disseram. Pareceu-me ouvir que era para mim, que era dado...


- Daria cinco ou seis, se pudesse, respondeu Rubião com ar contrito. Este não posso; sou apenas depositário. Mas deixe estar, prometo-lhe um filho. Há uma cadelinha que veio de Inglaterra... Creia que o recado veio torto.


Rubião ia mentindo e andando; e a comadre, em vez de o guiar, acompanhava-o. Lá estava o cão, dentro do cercado, deitado à distância de um alguidar de comida. Cães, gatos, saltavam de todos os lados, cá fora; a um lado havia um galinheiro, mais longe porcos, e ali perto um bonito pavão, que era o feitiço da comadre.


- Olhe o meu pavão! dizia ela ao compadre.


 - Rubião tinha os olhos no cercado. O cão ouvindo passos, deu um salto, e veio à cerca farejar; logo que o nosso homem lhe pôs a mão e falou, houve uma explosão de prazer, de delírio. Rubião entrou no cercado, e então é que foi uma cena de comover a feia Angélica. Ela, do lado de fora, olhava enternecida, tão enternecida que não podia falar. Quando eles saíram do cercado, ela ainda fez ao cachorro alguns carinhos; ele correspondeu-lhe, mas pouco, rápido, toda a sua felicidade estava agora no Rubião. Perdera um Deus, aqui estava outro Deus.


ASSIS,Machado de. Quincas Borba. Obras completaem quatro volumes. Rio de Janeiro: Nova  Aguilar, 2008.p.773-774.v.1.(Fragmento) 

Considerando o texto, analise as proposições abaixo, colocando ( V ) para o que for verdadeiro e ( F ) para o que for falso:



( ) Rubião era um homem interesseiro, materialista e frio, pouco apegado a sentimentos.


( ) Rubião se mostra aflito por não encontrar Quincas Borba de imediato e teme que algo lhe tenha acontecido.


( ) A palidez de Rubião enquanto dialoga com a comadre representa um enorme medo de que o cão não estivesse mais ali, motivo pelo qual perderia o direito à herança.


( ) Rubião demonstra sentimento de culpa por ter abandonado Quincas Borba.


( ) Quincas Borba se emociona com a volta de Rubião, depois do abandono, numa reação de verdadeiro delírio . Rubião, por sua vez, também demonstra alegria por encontrar o cão vivo, mas só porque esse fato garantiria sua herança.


( ) Há uma profunda ironia nas palavras do autor ao produzir o diálogo final entre a comadre e Rubião.



A sequência correta de cima para baixo é : 

Alternativas
Q4364504 Não definido

Leia o trecho final de um artigo sobre o tsunami de março de 2011 no Japão para responder a questão:



[...] Esta força que faz resistir, este pudor que controla estão concentrados no olhar do prefeito de Rikuzen Takata, Futoshi Toba. Ele responde com uma infinita a cada jornalista que passa pelo centro de distribuição de mantimentos, novo coração desta comunidade sem cidade. Só depois de várias perguntas mais pessoais, ele deixa escapar que sua própria esposa está entre os desaparecidos. Sem insistir. É porque o Japão é povoado por pessoas como este homem é que não se deve abandonar o país nem, sobretudo, dar-lhe as costas. 

Considerando o trecho acima analise as proposições a seguir:

I - A saliência da frase colocada em itálico é assegurada pelo fato de que se trata da última do texto, que condensa a tese defendida no artigo.
II - A frase colocada em itálico, no final do texto, é do tipo enunciado generalizante.
III - A frase colocada em itálico, no final do texto, é uma colocação em relevo com relação a um ambiente textual, ou seja uma sobreasseveração.

É verdade o que se afirma em: 
Alternativas
Q4364503 Não definido

Leia o texto “No meio do caminho de Carlos Drummond e o início do poema NEL MEZZO DEL CAMIN de Bilac para responder a questão



NO MEIO DO CAMINHO



No meio do caminho tinha uma pedra


tinha uma pedra no meio do caminho


tinha uma pedra


no meio do caminho tinha uma pedra.



Nunca me esquecerei desse acontecimento


na vida de minhas retinas tão fatigadas.


Nunca me esquecerei que no meio do caminho


tinha uma pedra


tinha uma pedra no meio do caminho


no meio do caminho tinha uma pedra

Analise as sentenças abaixo:

I – O poema “No meio do caminho”, de Drummond, retoma, para parodiá-lo, desconstruindo sua solenidade, o título e um dos elementos centrais da composição, o quiasmo, do poema “Nel mezzo del camin...”, de Bilac.
II - A discursivização opera pelos procedimentos de tematização, figurativização, actorialização, temporalização e espacialização. Já a textualização vale-se de outros procedimentos: a linearização e a elastização.
III - A linearização “consiste em organizar em contiguidades temporais ou espaciais as organizações hierárquicas, os segmentos substituíveis, as estruturas concomitantes, etc.
IV – Na linguagem verbal, para marcar a simultaneidade do que é linear, usam-se, por exemplo, locuções adverbiais, advérbios sequenciadores ou orações adverbiais indicando simultaneidade.

São verdadeiras: 
Alternativas
Q4364502 Não definido

Leia o texto “No meio do caminho de Carlos Drummond e o início do poema NEL MEZZO DEL CAMIN de Bilac para responder a questão



NO MEIO DO CAMINHO



No meio do caminho tinha uma pedra


tinha uma pedra no meio do caminho


tinha uma pedra


no meio do caminho tinha uma pedra.



Nunca me esquecerei desse acontecimento


na vida de minhas retinas tão fatigadas.


Nunca me esquecerei que no meio do caminho


tinha uma pedra


tinha uma pedra no meio do caminho


no meio do caminho tinha uma pedra

NEL MEZZO DEL CAMIN



Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada

E triste, e triste e fatigado eu vinha.

Tinhas a alma de sonhos povoada,

E alma de sonhos povoada eu tinha...



....


Publicado no livro Poesias, 1884/1887 (1888). Poema integrante da série Sarças de Fogo.



In: BILAC, Olavo. Poesias. Posfácio R. Magalhães Júnior. 




Considerando os textos e os conceitos ente texto e discurso analise as proposições abaixo: 



I - Tanto o texto quanto o discurso têm uma dimensão ilimitada, graças a propriedade da recursividade.


II – Não há diferenças entre texto e discurso, ambos são as mesmas coisas.


III – O discurso é o plano do conteúdo, enquanto o texto é do plano da expressão. Este é da ordem do sensível, enquanto aquele é do domínio do inteligível. 


IV – O texto é a manifestação de um discurso. Assim, o texto pressupõe logicamente o discurso, que é por implicação, anterior a ele.


V – Um mesmo discurso pode concretizar-se em textos muitos diversos.



São verdadeiras: 

Alternativas
Q4364501 Não definido

Leia o poema abaixo para responder a questão 



ROMPE O POETA COM A PRIMEIRA IMPACIÊNCIA QUERENDO DECLARAR-SE E TEMENDO PERDER POR OUSADO



Anjo no nome, Angélica na cara,


Isso é ser flor, e Anjo juntamente,


Se Angélica flor, e Anjo florente,


Em quem, senão em vós se uniformara?



Quem veria uma flor, que a não cortara


De verde pé, de rama florescente?


E quem um Anjo vira tão luzente,


Que por seu Deus, o não idolatrara? 



Se como Anjo dos meus altares,


Fôreis o meu custódio, e minha guarda,


Livrara eu de diabólicos azares.



Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,


Posto que os Anjos nunca dão pesares,


Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.



MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. Seleção, introdução e notas de José Miguel Wisnik.13 ed. São Paulo: Cultrix,1997.p.200 

Considerando o poema acima, analise as proposições abaixo como ( V) verdadeiras ou ( F ) falsa. 



( ) A figura feminina presente no soneto é vista pelo eu lírico como “anjo” e “flor” ao mesmo tempo.



( ) A metáfora anjo remete à perspectiva imaterial da figura feminina, ao passo que flor se associa à dimensão material. Anjo e flor representam alma e corpo, espiritualidade e sensualidade, respectivamente.



( ) No verso “Sois anjo, que me tenta, e não me guarda” há um paradoxo.



( ) O soneto transcrito revela muito do estilo cultista adotado por Gregório em suas composições. Desenvolve-se por meio do jogo de palavras e  imagens: “Ângela” = “Angélica” = “Anjo”, “flor” = “florente”. Gregório segue uma tradição explorada por Shakespeare e Camões ao comparar a beleza da mulher à natureza.



( ) O poeta trabalha com duas entidades – flor e anjo – que se irmanam pela beleza, mas que se distanciam pela duração. A flor significa brevidade, enquanto que o anjo é ser eterno. Essa duplicidade emerge do nome da mulher amada, cuja beleza indiscutível lança o poeta em tensão.



( ) A última estrofe começa com a conjunção adversativa ´´Mas`` dando prosseguimento ao raciocínio da estrofe anterior, deixando clara a contradição que há na condição de sua amada.



( ) O soneto que se inicia com a louvação de uma beleza angelical, encerra-se como advertência contra uma tentação demoníaca..



A sequência correta de cima para baixo é:

Alternativas
Q4364500 Não definido

Considerando o texto de Antônio Vieira, analise as proposições abaixo: 



I- “O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja”. Nesse trecho, Padre Antônio Vieira opõe pregação correta à pregação incorreta.



II- Na expressão “ladrilha ou azuleja” o autor faz uso de uma metáfora.



III- Na passagem do texto que se lê: “Pregam palavras de Deus, mas não pregam a palavra de Deus”, há uma aparente contradição. 



IV- Padre Antônio Vieira é um representante do Arcadismo. 



É ou são verdadeira(s): 

Alternativas
Q4364499 Não definido

Leia uma passagem de um sermão de Padre Antônio Vieira: “O Sermão da Sexagésima”:


    Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo tão afectado, um estilo tão encontrado a toda a arte e a toda a natureza? Boa razão é também esta. O estilo há-de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo comparou o pregar ao semear: Exiit, qui seminat, seminare. Compara Cristo o pregar ao semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte.


[...]


    Já que falo contra os estilos modernos, quero alegar por mim o estilo do mais antigo pregador que houve no Mundo. E qual foi ele? – O mais antigo pregador que houve no Mundo foi o céu. [...] Suposto que o céu é pregador, deve de ter sermões e deve de ter: palavras.[...] E quais são estes sermões e estas palavras do céu? ? – As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. [...] O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja.[...] Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte há de estar branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? [...]


    Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? – Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a palavra de Deus.



Observe o estilo utilizado pelo Padre Antônio Vieira no desenvolvimento de seu sermão e indique, das afirmações a seguir, as proposições incorretas. 



I – O tema abordado nesse trecho do sermão é a arte da composição, segundo a concepção de Antônio Vieira sobre o assunto.


II – O conceptismo, no trecho lido do sermão, só é perceptível nos momentos em que Vieira compara as palavras de um sermão às estrelas do céu.


III- No final do segundo parágrafo, é possível encontrar uma série de termos que estabelecem entre si um sentido de oposição.


IV – O uso das interrogações no trecho do sermão é um recurso utilizado para desviar a atenção do leitor/ouvinte dos pontos que merecem atenção para se compor um bom sermão.



São INCORRETAS as proposições: 

Alternativas
Q4364251 Não definido
Carlos é dono de um mercadinho no bairro onde mora. Uma determinada mercadoria é vendido por um preço P, devido ao grande estoque ele resolveu vender a mercadoria com um desconto de 15%, obtendo assim um preço P1. A promoção fez bastante sucesso e devido à baixa no estoque, ele resolveu reajustar o preço P1 da mercadoria em 7,5% assumindo assim o preço P2. A diferença entre o preço P2 e P1, representa um percentual X em relação a P, determine o valor aproximando de X. 
Alternativas
Q4364250 Não definido
As raízes da equação 2x2 - 5x - 12 = 0 representam o primeiro e o terceiro termos de uma progressão aritmética (P.A.) crescente. Se a razão desta P.A. é igual ao valor da razão de uma progressão geométrica (P.G.) cujo primeiro termo é igual a 12/11, determine o valor do quarto termo desta P.G.
Alternativas
Q4364249 Não definido
João Alberto deseja financiar o capital de giro de sua empresa que se encontra com dificuldades financeiras e para isto contratou um empréstimo no valor de R$ 60.0000,00 junto ao banco no qual ele é correntista. Sendo que a taxa de juros do contrato foi de 2,5% a.m. capitalizados mensalmente, o valor total que João Alberto pagará pelo empréstimo ao final de 3 anos é: (Se necessário, utilize 1,02512 = 1,3448).
Alternativas
Q4364248 Não definido
As temperaturas máximas (MAX.) e mínimas (MIN.) registradas na cidade de Aramari em uma determinada semana do mês de janeiro de 2021, em graus Celsius, estão apresentadas na tabela abaixo: 

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: https://www.climadobrasil.com.br/estado-da bahia/aramari  
Alternativas
Q4364247 Não definido
A proposição: “Lorena é psicóloga e Benjamim não é professor de matemática.”, tem como proposição equivalente: 
Alternativas
Q4364246 Não definido
Em uma caixa existem 20 bolas (5 azuis, 5 vermelhas e 10 brancas). Escolhendo ao acaso 3 bolas dessa caixa sem reposição qual a probabilidade de que as três bolas possuam a mesma cor? 
Alternativas
Q4364245 Não definido

Dado t² + w² = 90, determine o valor em módulo de (t + w) . √10 , sabendo que t.w = 35.

Alternativas
Q4364244 Não definido
De quantos modos distintos podemos responder o gabarito de uma prova que possui 120 questões com duas alternativas cada uma delas, sabendo que o candidato deve escolher apenas uma alternativa em cada questão? 
Alternativas
Q4364243 Não definido
Qual a quantidade de algarismos que possui o número 2565? (Use se necessário log10 4 = 0,6). 
Alternativas
Q4364242 Não definido
Num cilindro equilátero os valores numéricos da área total, da área lateral e do volume formam uma progressão geométrica nessa ordem, sendo assim qual o valor da medida do raio desse cilindro?
Alternativas
Q4364241 Não definido
Considerando todos os “ANAGRAMAS” da palavra “ARAMARI”, quantos começam com a letra “I” e terminam com a letra “M”?
Alternativas
Q4364240 Não definido

A seguir estão representados os números α, β e γ, respectivamente.


α = 1,9999..., β = 2,3333... e γ = 0,636363...


É correto afirmar que:

Alternativas
Respostas
281: D
282: B
283: E
284: E
285: C
286: A
287: C
288: A
289: A
290: E
291: C
292: A
293: B
294: C
295: D
296: E
297: D
298: B
299: B
300: D