Questões de Concurso Para prefeitura de cachoeiras de macacu - rj

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Q3743800 Artes Visuais
“O valor exato da cor dependerá do conjunto em que é vista”. A afirmação da gravadora Fayga Ostrower pode ser traduzida em:
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Q3743799 Artes Visuais
Conforme Fusari & Ferraz, os elementos de visualidade que possuem suas próprias possibilidades expressivas e de significados, tanto em si mesmo como em relação aos demais, são: 
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Q3743798 Artes Visuais
Com o objetivo de ampliar o olhar dos estudantes, por meio de trajetórias de artistas, poéticas e linguagens inspiradoras na fotografia e na pintura, como possibilidade da representação e da autorrepresentação das identidades negras afrodiaspóricas, os seguintes artistas nos ajudam a tratar dos conteúdos acerca do trânsito no Atlântico Negro, da Diáspora Negra no Brasil e das Histórias Afro-Atlânticas:
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Q3743797 Educação Artística
Na BNCC, cada uma das quatro linguagens do componente curricular Arte – Artes Visuais, Dança, Música e Teatro – constitui uma unidade temática que reúne objetos de conhecimento e habilidades. Além dessas, uma última unidade temática explora as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Essa unidade temática denomina-se:
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Q3743796 Educação Artística
No PCN, os conteúdos da área de Arte estão organizados de tal maneira que possam atender aprendizagens cada vez mais complexas no domínio do conhecimento artístico e estético, seja no exercício do próprio processo criador, pelo fazer, seja no contato com obras de arte e com outras manifestações presentes nas culturas ou na natureza. Nesse sentido, o conjunto de conteúdos se articula em três eixos norteadores. São eles:
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Q3743795 Artes Cênicas
“Com a polivalência, as linguagens artísticas deixaram de atender às suas especificidades, constituindo-se em fragmentos de programas curriculares ou compondo uma outra área. É de notar o que vem ocorrendo com a Dança. Embora em muitos países ela já faça parte do currículo escolar obrigatório há pelo menos dez anos, no Brasil, a sua presença oficial (curricular) nas escolas, na maioria dos Estados, apresenta-se como parte dos conteúdos de Educação Física (prioritariamente) e/ou de Educação Artística (quase sempre sob o título de Artes Cênicas, juntamente com Teatro). No entanto, a Dança é ainda predominantemente conteúdo extracurricular, estabelecendo-se de formas diversas: grupos de dança, festivais, campeonatos, centros comunitários de arte.” (PCN Arte, 1997). Sobre a Lei nº 13.278/2016, no que se refere à obrigatoriedade do ensino de dança atualmente nas escolas, é correta a seguinte afirmativa:
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Q3743794 Pedagogia
As questões sociais abordadas pelos PCNs, incorporadas como temas transversais, além da ética e da pluralidade cultural, são:
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Q3743793 Pedagogia
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), publicados em 1997, são um conjunto de diretrizes e referências organizadas pelo governo federal brasileiro para orientar a elaboração dos currículos escolares em todo o país. Sobre os PCNs, é correto afirmar que: 
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Q3743792 Artes Visuais
Em 1970, no Brasil, após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) imposto durante a Ditadura Civil-Militar como forma de reprimir a liberdade de expressão, o artista Antonio Manuel inscreveu seu próprio corpo para o XIX Salão Nacional de Arte Moderna no MAM/RJ, assinalando seu peso e altura como medidas oficiais da obra. A proposta – “O Corpo é a Obra” – foi recusada pelo júri. Mesmo assim, na noite de abertura da exposição, o artista despiu-se e apresentou ao público seu corpo nu, fazendo poses, como se fosse uma escultura. O trabalho se insere no seguinte movimento artístico:  
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Q3743791 Artes Visuais
Na performance “The Artist is Present”, a artista permaneceu imóvel por oito horas durante vários dias no átrio central de um museu, enquanto o público se revezava para sentar-se à sua frente e olhar silenciosamente em seus olhos. Para a artista, a performance é um laboratório de experimentação social, uma ferramenta com a qual ela testa as regras da arte e da vida até o seu colapso. Os resultados podem ser inesperadamente comoventes — ou profundamente angustiantes, como em [Rhythm 0] (/collection/works/126441). Em 1974, em Nápoles, Itália, a artista reuniu 72 objetos “para o prazer e para a dor” (entre eles batom, uma faca e uma arma carregada) e convidou o público a usá-los em seu corpo inerte. “Eu sou o objeto”, declarou. O texto se refere à:
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Q3743790 Educação Artística
A Escolinha de Arte do Brasil alterou o panorama do ensino artístico de sua época, multiplicando as experiências na área de arte e educação em diversas regiões do país. Sua criação está na base do Movimento Escolinhas de Arte – MEA, que congrega diversas escolinhas de arte, nos anos 1950, 1960 e 1970: a do Rio de Janeiro, a da Bahia e a do Recife, por exemplo. Conforme Ana Mae Barbosa, três mulheres fizeram das Escolinhas a grande escola modernista do ensino da arte no Brasil. São elas: 
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Q3743789 Educação Artística
Em 1929, Nereo Sampaio, professor de desenho da Escola Normal do Rio de Janeiro, defendeu sua tese de cátedra, intitulada “Desenho espontâneo das crianças: considerações sobre sua metodologia”, onde enunciava o chamado método espontâneo-reflexivo para o ensino da arte. O método consistia em deixar a criança se expressar livremente, desenhando de memória, e depois fazê-la analisar visualmente o objeto desenhado para, em seguida, executar um segundo desenho integrando, neste último, elementos observados do objeto real. O autor apresenta em sua tese o referido método, tendo como pressuposto teórico as ideias de: 
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Q3743788 Educação Artística
Os cursos de licenciatura em Educação Artística com duração de dois anos (licenciatura curta) foram instituídos com o objetivo de formação de professores “polivalentes”. Após este curso, o professor mantinha seus estudos em direção à licenciatura plena, com habilitação específica em Artes Plásticas, Desenho, Artes Cênicas ou Música. Estes cursos de licenciatura curta foram instituídos a partir de: 
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Q3743787 Educação Artística
O ensino da arte concebido como ensino do desenho geométrico como preparação para o design, ou seja, com aplicação na indústria, foi defendido e colocado em prática no Brasil:
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Q3743786 Artes Plásticas
São considerados artistas modernistas brasileiros:
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Q3743785 Artes Visuais
Uma geração de artistas conceitualistas se empenhou na criação de obras experimentalistas e altamente críticas à situação sociopolítica vivenciada pelo Brasil à época, imerso na Ditadura Civil-Empresarial-Militar (1964-1985), em seu momento mais sangrento (vigência do Ato Institucional nº 5, 1968-1978), quando institucionalizou a tortura aos presos políticos no Brasil, entre outras medidas repressivas. Para se referir a um conjunto de obras desses artistas, o crítico de arte Frederico Morais, tomando de empréstimo uma expressão do poeta e ensaísta Décio Pignatari, cunhou o seguinte conceito: 
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Q3743784 Artes Plásticas
Nos anos de 1970, considerando a função social da arte e objetivando uma consciência maior do público em relação ao seu tempo e sociedade, demonstrando que a força da indústria, ao contrário, se baseia no maior coeficiente possível de alienação, um artista desenvolveu o projeto “Inserções em circuitos ideológicos – Projeto Coca-Cola” que consistia em gravar nas garrafas do refrigerante (embalagens de retorno) informações e opiniões críticas e, posteriormente, devolvê-las à circulação. O nome desse artista está apresentado na seguinte alternativa:
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Q3743783 Artes Visuais
“Há um autorretrato (...), datado de 1949, que pode ser tomado como uma metáfora visual da situação em que se encontrava a então chamada fotografia artística nas passagens das décadas de 1940-1950 no Brasil. A imagem nos apresenta o busto de um homem mergulhado na penumbra com uma tarja de luz projetada sobre os olhos, (...).” (Helouise Costa, A fotografia no Brasil nas décadas de 1940-1950: a reinvenção das vanguardas).

O texto se refere ao fotógrafo:
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Q3743538 História
O início da ocupação da região onde se situa hoje o Município de Cachoeiras de Macacu ocorreu na segunda parte do século:
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Q3743524 Português

Texto: Escrever para quê?


Itamar Vieira Jr.



    Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

    Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.

    Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

    Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

    Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco.

    A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

    Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

    Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

    Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los.

    A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

    Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?

    Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.



Adaptada de:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam

ar-vieira-junior/2024/02/escrever-paraque.shtml

Conforme a leitura global do texto, os que sempre tiveram voz (2º parágrafo) refere-se:
Alternativas
Respostas
201: A
202: D
203: D
204: A
205: A
206: D
207: C
208: B
209: C
210: D
211: A
212: C
213: D
214: A
215: B
216: B
217: C
218: D
219: B
220: B