Questões de Concurso
Para polícia federal
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Durante o exame pericial de genética forense, o processamento de uma amostra questionada deve seguir as seguintes etapas: avaliação/amostragem do vestígio, extração do DNA, validação, amplificação e eletroforese.
Na eletroforese, os produtos de amplificação de microssatélites (STR) marcados com corantes fluorescentes são separados e detectados, e as informações de pico resultantes (tamanho e quantidade de DNA) compõem o genótipo STR
Durante o processamento de vestígios biológicos em um laboratório de DNA, deve ser evitado o fluxo de materiais e pessoas das áreas destinadas à amplificação e à genotipagem para as áreas onde são realizadas atividades prévias à amplificação.
Se, durante a inspeção de uma faca descartada em um arbusto localizado nas redondezas de determinado local de crime, forem encontradas impressões digitais obscurecidas por uma mancha de sangue, então, nesse caso, deve-se dar preferência ao exame papiloscópico em detrimento do exame de DNA, pois as impressões papiloscópicas serão do autor do crime e o sangue, da vítima.
Antes de serem descartados, os vestígios de material biológico devem ser mantidos armazenados em condições adequadas pelo prazo de 10 anos, conforme legislação vigente; e seu descarte deve ser feito em lixo apropriado, com a utilização de equipamentos de proteção individual específicos.
Apesar da grande miscigenação, ainda há no Brasil subpopulações isoladas (em comunidades indígenas, por exemplo), nas quais os indivíduos são mais suscetíveis a acasalar com um parente relacionado que nas grandes populações; assim, ocorrem cruzamentos consanguíneos, que aumentam a frequência de heterozigotos em uma população e podem resultar em maior ocorrência de distúrbios genéticos recessivos.
No equilíbrio de Hardy-Weinberg ideal, as forças evolutivas de mutação, seleção e deriva genética podem-se opor umas às outras e criar um equilíbrio dinâmico no qual não há modificação real das frequências alélicas.
A mistura genética mencionada no texto, que ocorre quando os indivíduos têm ascendência de mais de uma subpopulação, é uma consequência do fluxo gênico, que pode levar à introdução de novos alelos em uma população, aumentando a variabilidade genética.
Ao analisar a probabilidade de coincidência de perfis genéticos nas populações, os cálculos devem ser ajustados com base na estrutura populacional, incorporando nas fórmulas o coeficiente de Wright, um ajuste feito para corrigir a endogamia dentro de uma população.
Considere que, em uma população de 500 indivíduos, tenha sido estudado um marcador genético específico que exibe dois alelos, B e N, sendo observados 150 indivíduos com genótipo BB, 200 indivíduos com genótipo BN e 150 indivíduos com genótipo NN. Nessa situação hipotética, a população em apreço encontra-se de acordo com o princípio de Hardy-Weinberg.
Perfil genético é um conjunto de genótipos obtido a partir da análise de um conjunto de marcadores genéticos selecionados, ou seja, um perfil genético útil para a identificação individual pode não ser útil para a inferência de traços físicos e ancestralidade biogeográfica.
O genoma humano, assim como o de outros primatas, distingue-se do genoma de outros organismos, como, por exemplo, fungos, plantas e peixes, por apresentar um número significativamente maior de genes codificadores de proteínas.
Para a inferência de hábitos de vida, como o consumo de álcool e tabaco, a partir de uma amostra localizada em cena de crime, uma estratégia é avaliar o epigenoma, pois hábitos de vida como os citados provocam modificações no padrão de metilação, o que pode ter impacto no funcionamento de genes.
Os marcadores do tipo STR estão deixando de ser usados na prática forense por serem tradicionalmente analisados com base no sequenciamento de um número limitado de segmentos do DNA.
Para a obtenção de ácidos nucleicos na busca de identificação de espécies em produtos derivados de animais, como marfim, couro e embutidos (como presuntos), é necessário o rompimento da parede celular, que, devido a sua composição proteica, pode ser aberta com o uso de enzimas de atividade exonuclease.
Cada proteína de um dado organismo eucarioto é codificada por um dado gene, seja nuclear, seja extranuclear, cujo produto da transcrição é um RNA mensageiro.
A identificação de aminoácidos essenciais, como histidina, isoleucina e leucina, na cena de um crime revela a presença de espécies vegetais, o que pode auxiliar no entendimento da dinâmica do crime.
A alteração de um único aminoácido na composição de uma enzima tem o potencial de alterar a atividade enzimática, principalmente quando essa alteração estiver no sítio ativo da enzima.
A principal diferença entre as proteínas está na sequência de beta-aminoácidos, cuja variabilidade na natureza é de 20 tipos, que se combinam a depender da sequência de trifosfatos de desoxinucleotídeos dos genes que as codificam.
Em investigações forenses, a estimativa da idade de um possível autor de crime pode ser uma ferramenta valiosa para a redução do número de suspeitos. Embora as pesquisas nessa área tenham se concentrado majoritariamente em modificações epigenéticas, há evidências de que os padrões de expressão de RNA (transcriptoma) também variam com o avanço da idade, o que constitui uma alternativa promissora para a predição etária com base molecular.
As moléculas analisadas para a obtenção dos padrões de expressão (transcriptoma) são do tipo ácido ribonucleico com uma base modificada, a 7-metilguanosina, na extremidade 3’, formando o CAP.