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O professor de atendimento educacional especializado é responsável por estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade, além de estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
O profissional intérprete de LIBRAS não deve se responsabilizar pela manutenção do respeito ao público surdo, tendo em vista que isso faz parte do cunho social e não comunicativo.
Para Vygotsky, as crianças com deficiência são consideradas crianças com defeitos, por não estarem dentro dos "padrões" de normalidade impostos pela sociedade. Para ele, a surdez é um obstáculo penoso.
A educação bilíngue para surdos procura não interferir na desconstrução de representações estigmatizadas das pessoas surdas, pois isso não compete às instituições de ensino nas quais os estudantes estão inseridos.
A escola deve facilitar a inserção do aluno surdo em seu meio, pois isso é previsto pelo Plano Nacional de Educação. Essa inclusão, porém, ainda enfrenta muitos problemas, dentre eles a necessidade de formação continuada de professores. Com a formação continuada na perspectiva da inclusão, há urgência em preparar os docentes para essa experiência com os alunos surdos, pois essas dificuldades representam a complexidade da inclusão escolar.
De acordo com Vygotsky, o aprendizado está subordinado ao desenvolvimento das estruturas intelectuais da criança, e um se alimenta do outro, provocando saltos de nível de conhecimento. Dessa forma, o ensino acompanha o aluno na relação entre aprendizado e desenvolvimento.
A Educação Bilingue de Surdos teve início no Brasil com a chegada do educador francês Charles L’Épée, que, convidado pelo imperdor D. Pedro I, veio para trabalhar na educação de surdos durante o reinado e cirar o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos.
Assim como a avalição somativa, que geralmente é aplicada ao final do bimestre/trimestre, valendo nota, a avaliação formativa é aplicada ao longo do bimestre/trimestre, também valendo nota, e tem o objetivo de informar o desempenho do aluno e dar condições ao professor de avaliar seu próprio trabalho.
A prática de ensino é um desafio significativo para os professores nas escolas, especialmente devido à falta de infraestrutura adequada. É notável a quantidade de escolas que ainda não estão adaptadas para acessibilidade. Além disso, há uma escassez de recursos e equipamentos técnicos disponíveis para auxiliar os professores em sua prática pedagógica.
O professor intérprete de LIBRAS precisa saber que o objetivo principal da didática é contribuir para a construção do conhecimento do aluno, bem como ajudar no processo de desenvolvimento interpretativo e organizacional do aluno.
O Congresso de Milão, ocorrido em 1980, reuniu pessoas ouvintes que votaram contra o direito dos surdos de se comunicarem por meio das linguagens de sinais, gerando um atraso no estudo e desenvolvimento dessa língua.
As crianças surdas não adquirem a língua de sinais com mais facilidade com que as crianças ouvintes adquirem a língua oral, mesmo sendo de modos diferentes.
No ano de 2000, a legislação tornou oficial a Língua Brasileira de Sinais como segunda língua do país.
As normas estabelecidas visam à inclusão do aluno surdo, dispondo sobre a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular, a formação e certificação de professores, instrutores e intérpretes de LIBRAS. Além disso, preveem o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular.
A avaliação da aprendizagem é um instrumento utilizado para medir o desempenho dos alunos mediante a aplicação de testes com notas.
Eventos como a Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em 1990, e a Declaração de Salamanca, em 1994, são grandes marcos para a criação de leis importantes para a comunidade surda brasileira.
A concepção de currículo pode ser agrupada em duas grandes vertentes: a primeira delas, centrada no conhecimento; e a segunda, centrada no aluno. Sendo a primeira, a mais antiga, remonta aos tempos em que o conhecimento não se separava da crença religiosa. Já a segunda, entende que o currículo deve ser construído com base no conhecimento vindo das referências culturais do aluno.
Para que seja estruturada gramaticalmente, a Libras é organizada em cinco grandes parâmetros, sendo o principal deles a configuração das mãos.
No processo de aquisição da LIBRAS pela criança surda, a mesma passa por vários estágios, sendo que no estágio das primeiras combinações, que se inicia por volta dos dois anos de idade, ela já começa a utilizar palavras nas ordens gramaticais: sujeito-verbo, verbo-objeto e sujeito-verbo-objeto.
A construção da identidade da pessoa surda é influenciada por vários fatores. De acordo com pesquisas, existem três tipos de identidade manifestos por pessoas surdas: identidade surda; identidade híbrida e identidade de transição.