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I - Os principais factores de risco englobam: idade, parceiros sexuais, uso ou não de preservativo, inclusão em grupos de risco e antecedentes de DST. Os principais modos de transmissão são: sexual, sanguínea, vertical e outros.
II - As DST podem ser curáveis - Sífilis, Cancro mole, Granuloma inguinal, Linfogranuloma venéreo, vaginose bacteriana, Candidíase, Gonorreia, Chlamydia, Trichomonas – e não curáveis – HSV2, HPV, HBV, HIV 1/2.
III - A assistência ao doente infectado deve ser imediata, em ambiente de privacidade, sem pressas, evitando discriminações e/ou faltas de confidencialidade com o propósito de identificar os portadores assintomáticos, interrompendo a cadeia de disseminação da doença e as suas complicações. A consulta inclui diagnóstico, tratamento, aconselhamento e estudo analítico.
IV - Na ausência de imunidade deve ser feita vacinação para hepatites A e B e HPV. O adiamento da consulta pode levar ao desaparecimento dos sintomas, desmotivando a busca de tratamento e favorecendo a evolução para formas crónicas. Assim, a chave estratégica da prevenção das DST envolve o rastreio, o diagnóstico e o tratamento do paciente.
I - Complicações obstétricas e neonatais podem ocorrer em decorrência delas, acarretando aumento da morbimortalidade materno-infantil.
II - As DSTs devem ser enfrentadas com extrema atenção e conscientização por parte dos profissionais de saúde, principalmente, no tocante ao diagnóstico, que deve ser o mais precoce possível, e ao tratamento, que apresenta limitações na terapêutica durante a gestação, pela toxicidade de muitos dos medicamentos comumente empregados. A prevenção e o tratamento do parceiro são importantes para que as ações sejam efetivas.
III - O diagnóstico e o tratamento dessas infecções vão depender do tipo de infecção, do período de incubação, da apresentação clínica da doença, da disponibilidade de testes diagnósticos acurados e rápidos e de tratamento específico. Nas gestantes, os riscos do procedimento diagnóstico e terapêutico devem ser considerados. Sorologia para HIV, sífilis e HBV são, normalmente, realizadas durante as visitas de pré-natal, enquanto que, para clamídia e gonorreia, são usualmente negligenciadas. Além disso, não raramente, mesmo quando realizados estes testes sorológicos, muitas gestantes não chegam a ser informadas do resultado, quer seja por desorganização do sistema de saúde como um todo.
I - Fatores que aumentam este risco incluem outros carcinomas genitais, doenças inflamatórias crônicas vulvares, fumo, história de verrugas genitais e carcinomas vulvares incipientes, atualmente denominados neoplasias intra-epiteliais vulvares.
II - O papilomavírus humano tem sido proposto como agente etiológico para um grande espectro de doenças do trato genital, entre elas a neoplasia escamosa vulvar (4, 16). Como no carcinoma cervical (59, 75), o HPV é fortemente associado com um subgrupo de carcinoma vulvar e presumidamente atua por meio do desenvolvimento de uma lesão precursora, a NIV.
III - A primeira categoria de carcinomas escamosos vulvares relaciona-se a doença sexualmente transmissível, oncogênica, causada pelo HPV. Devido ao agente etiológico viral comum, esta classe de tumores vulvares está freqüentemente associada a carcinomas escamosos genitais de outros sítios, principalmente o cervical. Estes tumores são prevalentes em mulheres com idade inferior a 65 anos.
I - Às mulheres para as quais serão prescritos contraceptivos só de progestagênios, deve-se orientar quanto ao fato de que são comuns as mudanças no padrão de sangramento menstrual, bem como informá-las sobre as possíveis alterações decorrentes de cada método.
II- Para métodos anticoncepcionais de longa duração, um cuidadoso aconselhamento pode resultar em maiores aderências ao método, taxas de continuação e satisfação das pacientes, principalmente em usuárias do sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG), devido às mudanças nos padrões de sangramento, inclusive com aconselhamento contínuo pósinserção, sobre efeitos adversos, padrão de sangramento, eficácia e benefícios do método, para que as pacientes se sintam encorajadas a perseverar na sua utilização e usufruir dos benefícios não-contraceptivos de longo prazo.
III - É importante também esclarecer sobre a possibilidade da ocorrência de amenorreia e de ser esse um efeito local e reversível, para que não se sintam inseguras por medo de uma gravidez e não seja esse o motivo de descontinuação do método.
I - Duas condições fisiológicas, gravidez e menopausa, estão frequentemente associadas à resolução da dor provocada pela endometriose. Os análogos farmacológicos destas condições são os progestágenos e contraceptivos orais combinados, que levam a condições hormonais semelhantes à vista durante a gravidez, e os androgênios e GnRHa, que promovem supressão do estrogênio endógeno.
II - Gestrinona, um progestagênio com atividade androgênica, também tem sido utilizada no tratamento de endometriose e quando comparada com o GnRHa parece ter efeito semelhante no controle da dor e na satisfação das pacientes.
III - O danazol é um androgênio que suprime as gonadotrofinas e age inibindo a ovulação.
IV - Agonistas do GnRH são considerados hoje o tratamento padrão contra dor associada a endometriose, devido ao estado de hipoestrogenismo que acarretam.