Questões de Concurso
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I - A glomerulonefrite (GN) é a causa mais frequente do uso de doses elevadas de corticosteroides (CE) e imunossupressores, a condição que mais requer internação hospitalar e o principal fator relacionado ao aumento da mortalidade. A progressão para insuficiência renal crônica terminal ou, mais modernamente, doença renal crônica estabelecida (DRCe), definida por taxa de filtração glomerular (TFG) ≤15 mL/minuto, com necessidade de terapia renal substitutiva, ocorre em 10% a 30% dos pacientes, principalmente nos que apresentam glomerulonefrite proliferativa (GNP).
II - O envolvimento renal no LES (lúpus eritematoso sistêmico) ocorre clinicamente em cerca de 60% dos pacientes e pode determinar alterações tubulares, intersticiais, vasculares e glomerulares. No entanto, é o envolvimento desse último compartimento que determina a maior parte dos sinais e sintomas da nefrite lúpica (NL).
III - A semelhança das manifestações em outros sistemas, a NL também apresenta graus distintos de gravidade, com períodos de atividade e remissão, que determinam a escolha dos agentes terapêuticos a serem empregados (B). Na prática clínica, nem sempre é possível fazer a biópsia renal, embora esse seja um procedimento relativamente simples quando feito por profissionais experientes.
IV - A biópsia permite o reconhecimento de marcadores diagnósticos e prognósticos que podem influenciar a escolha terapêutica. Para os pacientes não submetidos à biópsia renal, e para todos ao longo da evolução, usam-se marcadores clínicos e laboratoriais que auxiliam a caracterizar a gravidade e atividade da GN (B) e orientam o uso dos agentes imunomoduladores e/ou imunossupressores.
I - Doença ligada ao X ocorre em mulheres heterozigotas que, como têm um cromossomo X normal, geralmente têm sintomas menos graves e de progressão mais lenta do que os homens.
II - Em pacientes com a síndrome de Alport ligada ao X, a perda auditiva neurossensorial geralmente se manifesta na infância, enquanto a doença renal muitas vezes só se manifesta mais tarde na idade adulta.
III - O tratamento só é indicado quando ocorre uremia; é igual ao da insuficiência renal crônica de outras causas. Alguns relatos com poucos casos sugerem que o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina II podem diminuir a progressão da doença renal. Transplante foi bem sucedido, mas a doença de anticorpos da membrana basal glomerular pode ocorrer, geralmente somente em homens, no rim transplantado. Indica-se aconselhamento genético.
Sobre Hemorragia digestiva baixa (HDB), leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I - O marco anatômico para definir se é alta ou baixa é o ligamento de Treitz (região anatômica que determina o fim do duodeno e início do jejuno). A hemorragia digestiva baixa, portanto, corresponde aos sangramentos que ocorrem a partir do ligamento de Treitz.
II - A colonoscopia é o método diagnóstico e tratamento inicial das HDB, nos pacientes estáveis, deve ser realizada após o preparo do colón e até as primeiras 24h. Após afastar HDA, a presença de sangue não coagulado no íleo terminal ou depois da válvula ileocecal, indica hemorragia no intestino delgado.
III - A endoscopia digestiva alta (EDA) possui alta sensibilidade, especificidade e baixa morbidade associada. O ideal é que seja realizada dentro das primeiras 24h quando o paciente estiver estável
I - Anormalidades metabólicas, incluindo insuficiência renal, hipotireoidismo e hipertireoidismo; Perturbações eletrolíticas, que podem alterar a função autonômica.
II - Causas obstétricas, geralmente associadas com cirurgia de cesariana, devido a alteração da inervação autonômica; Doença inflamatória intestinal, incluindo colite ulcerosa e doença de Crohn.
III - Infecções, incluindo vírus (herpes zoster, varicela zoster, citomegalovírus e dengue grave), Clostridium difficile (colite pseudomembranosa), Trypanosoma cruzi (doença de Chagas) e Entamoeba histolytica (disenteria amebiana).
I - Se uma obstrução interromper o fornecimento de sangue para intestino, a condição é conhecida como estrangulamento. O estrangulamento ocorre em aproximadamente 25% das pessoas com obstrução do intestino delgado. Geralmente, o estrangulamento ocorre quando parte do intestino fica presa em uma abertura anormal (hérnia estrangulada), vólvulo ou intussuscepção. Pode ocorrer gangrena em cerca de seis horas. Com a gangrena, a parede intestinal gangrena, normalmente provocando uma ruptura que leva à peritonite, choque e, se não for tratada, morte.
II - Tratamento da obstrução intestinal: Sucção via sonda nasogástrica; líquidos administrados por via intravenosa; cirurgia para estrangulamento e algumas vezes uma colostomia.
III - O médico examina o abdômen para tentar encontrar zonas sensíveis, inchaço ou massas. Quando uma obstrução ocorre, o abdômen fica quase sempre inchado. Os sons normais provocados pelo funcionamento do intestino (ruídos intestinais), audíveis com a ajuda de um estetoscópio, podem aumentar muito de volume e ficar mais agudos ou podem não estar presentes. Normalmente, o abdômen não fica muito sensível quando o médico o pressiona, a menos que a ruptura tenha causado peritonite. Os médicos também costumam fazer exames de imagem do abdômen como, por exemplo, radiografia ou tomografia computadorizada.
I - A antibioticoterapia empírica deve ser dirigida contra bactérias gram-negativas e anaeróbias. Há evidência de que a monoterapia sistêmica seja igualmente eficaz às associações de antibióticos. A antibioticoterapia é usualmente mantida por sete a 10 dias. Melhora sintomática é esperada entre dois e três dias após a introdução do tratamento, após esse período a dieta pode ser progredida.
II - O risco de uma nova crise de diverticulite está estimado entre 26% e 30%21. Há evidência de que o emprego do antibiótico de largo espectro por via oral rifaximina, na dose de 800 mg, pelo período de uma semana a cada mês, seja superior à suplementação de fibras isoladamente na prevenção de uma nova crise de diverticulite aguda (RR = 2,4; p < 0,05).
III - Pacientes imunossuprimidos (transplantados, com insuficiência renal e com a síndrome da imunodeficiência adquirida) e aqueles com afecções do tecido conjuntivo são mais susceptíveis a infecção, têm deficiência do processo de cicatrização e maior incidência de complicações da diverticulite aguda. Para esses pacientes, o tratamento cirúrgico eletivo está indicado após o diagnóstico de uma crise de diverticulite aguda.
I - Pacientes com sintomas leves de dor abdominal, sem sinais sistêmicos (febre e queda do estado geral), com trânsito normal, e capazes de assumir dieta oral e com cognição razoável para entender as explicações sobre as indicações de sofrer reavaliação, podem ser tratados sem hospitalização.
II - A TC de multidetectores (MDCT) é um avanço tecnológico com utilização crescente nas condições de abdome agudo, tendo como principais vantagens a rapidez do exame e a possibilidade de reconstruções multiplanares de excelente resolução.
III - Devido ao risco de desbloqueio de um divertículo já perfurado ou mesmo de nova perfuração resultante da insuflação de ar ou progressão do aparelho, a endoscopia do sigmóide está historicamente contraindicada na suspeita de diverticulite aguda. No entanto, a sigmoidoscopia cuidadosa é útil para excluir a presença de câncer, colite inespecífica ou isquêmica.
I - A CI pode ocorrer em qualquer parte do colo, incluindo o reto, mas, por razões desconhecidas, ocorre mais frequentemente (80%) no segmento colônico esquerdo. A isquemia isolada do colo direito sem outros segmentos envolvidos ocorre em apenas 10 a 25% dos casos e tem um desfecho pior do que a CI, afetando qualquer outra região do colo.
II - Pacientes com CI envolvendo colo direito com maior frequência apresentam fibrilação atrial, doença renal crônica e doença arterial coronariana. Como a artéria mesentérica superior (AMS) supre o lado direito do colo, assim como o intestino delgado, acredita-se que a CI envolvendo colo direito seja um achado premonitório de uma oclusão aguda de AMS.
III - Não existem marcadores bioquímicos sensíveis ou específicos para o diagnóstico de CI, embora anormalidades como níveis elevados de lactato sérico, creatinoquinase, amilase e fosfatase alcalina possam estar presentes, uma vez que danos irreversíveis tenham ocorrido. Um hemograma completo para excluir e procurar uma leucocitose sugestiva de perfuração é recomendado; caso o hemograma demonstre níveis baixos de hemoglobina, pode ter ocorrido perda sanguínea. A presença de acidose metabólica e níveis de albumina <2,8g/dL são associados a pior prognóstico.
I - Abertura cirúrgica da cavidade abdominal.
II- Exploração da cavidade abdominal para avaliar a extensão da patologia e para identificar outras possíveis patologias não diagnosticadas previamente.
III - Realização da cirurgia propriamente dita.
IV - Inventário ou revisão da cavidade abdominal para que se tenha certeza de que a cirurgia está completa e bem feita e para verificar se não foram esquecidos corpos estranhos na cavidade (compressas, gazes, agulhas, etc).
V - Fechamento da cavidade.
I - Deliberaram por recomendar a manutenção da saúde coletiva ao status de especialidade.
II - Os Conselheiros consideraram, em sua decisão, que a especialização na área é uma estratégia importante para o desenvolvimento do conhecimento e da inserção dos profissionais nas políticas públicas do Estado.
III - Os conselheiros expressam sua preocupação com os riscos envolvidos com o fim das especialidades em saúde coletiva, uma vez que isso “implicaria em riscos para as profissões, principalmente num momento em que Governo Federal e Ministério da Saúde implementam o programa Mais Saúde.
IV - A não-manutenção das especialidades em questão fragilizaria as profissões”.