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Q2270258 Português

Leia o Texto abaixo para responder à questão:



TEXTO 5






Fonte: https://cafelivrosecrivos.wordpress.com

A partir das noções sobre o fenômeno da variação linguística, é CORRETO afirmar que a expressão “nata da sociedade” se configura como um/uma: 
Alternativas
Q2270253 Português

Leia o Texto publicitário a seguir para responder à questão



TEXTO 4 







Fonte: https://jornal.usp.br/universidade/

No texto central do anúncio é visivel a sigla SOS, formada por meio de um acróstico, em destaque com tonalidade distinta do resto da oração. Esse recurso imagético reforça: 
Alternativas
Q2270247 Português

Após a leitura do texto narrativo abaixo, responda à questão.



TEXTO 2

 

Ovo de óleo

 

O que havia de errado com a receita das rosquinhas de coco, que não ficavam iguais às de Bernadete? A menina de 10 anos, tomada de frustração, tentava decifrar o enigma. Durante suas férias no campo, ela observara atentamente, do degrau entre a cozinha e a sala, a mulher que preparava as rosquinhas mais macias e gostosas que ela já provara. De volta a sua casa, tentava reproduzir o feito. Sem sucesso.

Seria a falta do “ovo caipira”? As marcas de farinha disponíveis em Campinas seriam diferentes das de lá? Seria, talvez, a falta da mão confiante e experiente de Bernadete? Ou teria a mulher passado a mágica receita erradamente? Não, ela era atenciosa e bondosa demais para fazer algo do tipo.

É, talvez fosse mesmo a falta daquele ingrediente que ela não conseguia entender... “Cinco meias cascas de ovo de óleo.” O que seria um “ovo de óleo”? Na dúvida, pegava apenas cinco ovos “normais” e, um a um, ia acrescentando à massa somente o que cabia na metade da casca de cada um. E a massa ficava sempre ressecada, rígida, que droga!

Depois de duas tentativas fracassadas, a pequena, finalmente, venceu a vergonha de sua possível ignorância e perguntou à mãe o que seria o “ovo de óleo”. A mãe, ocupada e sem dar muita atenção à estranheza da questão — “coisas de crianças...” —, apenas disse que não existia animal algum chamado “óleo”, portanto, não teria como existir tal ovo.

Ao longo daquele ano, a menina tentou acertar a receita duas, três, cinco vezes. Desistiu. Resolveu que, nas próximas férias, pediria a Bernadete que preparasse novamente as rosquinhas, explicando-lhe detalhadamente o processo. Aí, sim, essa receita danada não mais lhe escaparia às mãos!

Passaram-se os meses e, depois de ela controlar, com muito custo, a enorme ansiedade, enfim, as férias! Foi então que veio a grande decepção: chegando à fazenda, a pequena aspirante a mestre-cuca perguntou pela “professora” e recebeu a trágica notícia de que ela havia deixado o emprego para trabalhar em outra cidade. Que tristeza, quanta falta de sorte... Parecia que aquelas rosquinhas queriam pertencer apenas a sua mestra criadora, e a mais ninguém!

Tal frustração fez com que a menina decidisse encerrar suas atividades culinárias. E “para sempre”! Era quase um sentimento de humilhação aquilo que a invadia, ao fim de tantas tentativas fracassadas. Não queria mais sentir aquilo. Mesmo sabendo da existência de outras milhares de receitas possíveis de serem executadas, o medo de não acertar e, então, sentir algo parecido a paralisava.

Anos se passaram e a pequena deixou de ser pequena. No alto de seus 17 anos, ela concluía, agora, o último ano de colégio. Pensando nas férias que se aproximavam, lembrou-se daquele sonho de menina interrompido por si diante da primeira dificuldade. Que bobagem! Resolveu, então, remexer um pouco nesse passado. Comprou um livro de receitas!

No ônibus escolar, na volta para casa, a jovem abriu o livro, folheou, folheou, folheou, escolheu encarar uma receita de bolo de coco. Na terceira linha de descrição dos ingredientes, ela leu “meia xícara (de chá) de açúcar”... E, depois, “uma colher (de sopa) de fermento”... E sorriu.

 


LEAH, Sandy. Ovo de óleo. Disponível em <https://issuu.com/revista-minerva/docs/edi__o_1_revista_minerva>. Acesso em 19 de junho de 2023.

Em uma narrativa, a atividade verbal é essencial para situar o leitor do tempo e modo em que acontece o relato. Considerando a utilização dos verbos no Texto 2, o tempo verbal que predomina é: 
Alternativas
Q2270246 Português

Após a leitura do texto narrativo abaixo, responda à questão.



TEXTO 2

 

Ovo de óleo

 

O que havia de errado com a receita das rosquinhas de coco, que não ficavam iguais às de Bernadete? A menina de 10 anos, tomada de frustração, tentava decifrar o enigma. Durante suas férias no campo, ela observara atentamente, do degrau entre a cozinha e a sala, a mulher que preparava as rosquinhas mais macias e gostosas que ela já provara. De volta a sua casa, tentava reproduzir o feito. Sem sucesso.

Seria a falta do “ovo caipira”? As marcas de farinha disponíveis em Campinas seriam diferentes das de lá? Seria, talvez, a falta da mão confiante e experiente de Bernadete? Ou teria a mulher passado a mágica receita erradamente? Não, ela era atenciosa e bondosa demais para fazer algo do tipo.

É, talvez fosse mesmo a falta daquele ingrediente que ela não conseguia entender... “Cinco meias cascas de ovo de óleo.” O que seria um “ovo de óleo”? Na dúvida, pegava apenas cinco ovos “normais” e, um a um, ia acrescentando à massa somente o que cabia na metade da casca de cada um. E a massa ficava sempre ressecada, rígida, que droga!

Depois de duas tentativas fracassadas, a pequena, finalmente, venceu a vergonha de sua possível ignorância e perguntou à mãe o que seria o “ovo de óleo”. A mãe, ocupada e sem dar muita atenção à estranheza da questão — “coisas de crianças...” —, apenas disse que não existia animal algum chamado “óleo”, portanto, não teria como existir tal ovo.

Ao longo daquele ano, a menina tentou acertar a receita duas, três, cinco vezes. Desistiu. Resolveu que, nas próximas férias, pediria a Bernadete que preparasse novamente as rosquinhas, explicando-lhe detalhadamente o processo. Aí, sim, essa receita danada não mais lhe escaparia às mãos!

Passaram-se os meses e, depois de ela controlar, com muito custo, a enorme ansiedade, enfim, as férias! Foi então que veio a grande decepção: chegando à fazenda, a pequena aspirante a mestre-cuca perguntou pela “professora” e recebeu a trágica notícia de que ela havia deixado o emprego para trabalhar em outra cidade. Que tristeza, quanta falta de sorte... Parecia que aquelas rosquinhas queriam pertencer apenas a sua mestra criadora, e a mais ninguém!

Tal frustração fez com que a menina decidisse encerrar suas atividades culinárias. E “para sempre”! Era quase um sentimento de humilhação aquilo que a invadia, ao fim de tantas tentativas fracassadas. Não queria mais sentir aquilo. Mesmo sabendo da existência de outras milhares de receitas possíveis de serem executadas, o medo de não acertar e, então, sentir algo parecido a paralisava.

Anos se passaram e a pequena deixou de ser pequena. No alto de seus 17 anos, ela concluía, agora, o último ano de colégio. Pensando nas férias que se aproximavam, lembrou-se daquele sonho de menina interrompido por si diante da primeira dificuldade. Que bobagem! Resolveu, então, remexer um pouco nesse passado. Comprou um livro de receitas!

No ônibus escolar, na volta para casa, a jovem abriu o livro, folheou, folheou, folheou, escolheu encarar uma receita de bolo de coco. Na terceira linha de descrição dos ingredientes, ela leu “meia xícara (de chá) de açúcar”... E, depois, “uma colher (de sopa) de fermento”... E sorriu.

 


LEAH, Sandy. Ovo de óleo. Disponível em <https://issuu.com/revista-minerva/docs/edi__o_1_revista_minerva>. Acesso em 19 de junho de 2023.

Ainda sobre o Texto 2, infere-se que:
I- as ações narradas estão na memória do narrador. II- os fatos são narrados em uma sequência linear. III- narrador recorre a constantes flashbacks para exemplificar os fatos narrados. IV- narrador não obedece a uma cronologia para apresentar os fatos narrados. V- narrador se preocupa na descrição minuciosa do ambiente e do espaço para atiçar a imaginação do leitor.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2270244 Português

Leia o Texto exposto abaixo para responder à questão:



TEXTO 1






Fonte: https://twitter.com/folha/status/1668017774109638656?t=ZCa0sEgy2ic1rrr0hozTZA&s=19

As orações presentes nos dois balões de fala do primeiro plano do texto podem ser, respectivamente, classificadas como:
Alternativas
Q2270243 Português

Leia o Texto exposto abaixo para responder à questão:



TEXTO 1






Fonte: https://twitter.com/folha/status/1668017774109638656?t=ZCa0sEgy2ic1rrr0hozTZA&s=19

Na oração “É o cartão de Dia dos Namorados mais romântico do mundo!!”, a classificação mórfica do termo em destaque é:
Alternativas
Q2270242 Português

Leia o Texto exposto abaixo para responder à questão:



TEXTO 1






Fonte: https://twitter.com/folha/status/1668017774109638656?t=ZCa0sEgy2ic1rrr0hozTZA&s=19

Na oração “É o cartão de Dia dos Namorados mais romântico do mundo!!”, o termo em destaque estabelece uma relação semântica de: 
Alternativas
Q2269720 Enfermagem
De acordo com Carmagnani (2017), os curativos se classificam em: curativo em ferida aberta; curativo em ferida operatória e curativo em inserção de cateter venoso central. Neste sentido, avalie as proposições a seguir:
I- O curativo em ferida operatória tem o objetivo de promover ambiente adequado para a reparação tecidual, sem complicações. II- As trocas de curativos em inserção de cateter venoso central dos pacientes pediátricos devem ser evitadas, em razão da possibilidade de deslocamento do cateter. Elas devem ser efetuadas quando os curativos estiverem com sua integridade comprometida, sujos, úmidos ou de acordo com o quadro clínico do paciente. III- Sobre o curativo em ferida aberta, descarte o curativo anterior e todo o material utilizado durante o procedimento em saco plástico. Despreze o saco plástico com resíduos na lixeira para lixo infectante, o material perfurocortante na caixa apropriada e acondicione o material permanente em local apropriado até o encaminhamento à Central de Desinfecção e Esterilização.
Após análise das proposições apresentadas, é CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2269719 Enfermagem
O preparo e a administração de medicamentos são atividades da rotina dos profissionais de enfermagem. Tomando-se como referência a execução destas atividades, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2269718 Enfermagem
No que se refere aos procedimentos para a administração de vacinas, soros e imunoglobulinas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2269713 Enfermagem
De acordo com Carmagnani (2017), a verificação da pressão arterial do paciente é um procedimento que deve ser aplicado aos pacientes internados, ambulatoriais e de pronto-atendimento com prescrição médica e/ou de enfermagem, cuja execução cabe aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Para tal, faz-se necessário os seguintes materiais: bandeja, esfigmomanômetro e estetoscópio previamente higienizados, algodão, álcool a 70%, caneta e papel. Para garantir que a verificação deste sinal vital seja fidedigna, faz-se necessário obedecer a uma sequência de passos e algumas recomendações a serem cumpridas pelo profissional responsável.
Considerando as recomendações para verificação da pressão arterial, avalie as proposições a seguir:
I- Deve-se fazer assepsia com algodão embebido em álcool a 70% nas olivas, no diafragma e no manguito com álcool a 70%. II- É fundamental a adequação do tamanho dos manguitos em crianças e obesos: a largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% do braço e seu comprimento deve envolver 80 a 100% do braço (para adultos e crianças). III- É recomendado o uso de aparelho de pressão com coluna de mercúrio.
No tocante às recomendações supramencionadas, é CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2269710 Enfermagem
A Política Nacional de Humanização (PNH) foi lançada em 2003 e busca pôr em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar. Neste sentido, ela estimula a comunicação entre os atores envolvidos, para construir processos coletivos de enfrentamento de relações de poder, trabalho e afeto que, muitas vezes, produzem atitudes e práticas desumanizadoras que inibem a autonomia e a corresponsabilidade dos profissionais de saúde em seu trabalho e dos usuários no cuidado de si.
Considerando o texto acima, avalie as proposições a seguir:
I- O HumanizaSUS, como também é conhecida a PNH, aposta na inclusão de trabalhadores, usuários e gestores na produção e gestão do cuidado e dos processos de trabalho. II- Humanizar se traduz, então, como inclusão das diferenças nos processos de gestão e de cuidado. Tais mudanças são construídas não por uma pessoa ou grupo isolado, mas de forma coletiva e compartilhada. III- Incluir os trabalhadores na gestão é fundamental para que eles, no dia a dia, reinventem seus processos de trabalho e sejam agentes ativos das mudanças no serviço de saúde. Porém, não é recomendado incluir usuários e suas redes sociofamiliares nos processos de cuidado, tendo em vista o seu desconhecimento científico.
Com base no exposto, é CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2269708 Noções de Informática
Dentre as estratégias listadas abaixo, assinale a que é adequada para um usuário da plataforma de pesquisa Google encontrar uma música com base em um refrão cujas palavras ele conhece parcialmente. 
Alternativas
Q2269706 Noções de Informática
Qual das seguintes afirmações sobre redes de computadores está CORRETA?
Alternativas
Q2269705 Noções de Informática
Avalie a veracidade das afirmações a respeito do tópico “sistemas de arquivos”
I- Tipos de arquivo referem-se aos formatos e extensões que são usados para identificar e distinguir diferentes tipos de dados armazenados em um computador. II- Cada tipo de arquivo tem uma estrutura específica e é associado a um programa ou aplicativo que pode interpretar e manipular esses dados de maneira adequada. III- Ao renomear o arquivo “texto.doc” para “texto.pdf”, é feita uma conversão de formato. IV- Os documentos PDF podem conter links e botões, campos de formulário, áudio e vídeo.
São CORRETAS apenas as afirmações:
Alternativas
Q2269699 Português
Considere o texto abaixo e analise as asserções I e II que seguem e a relação entre elas. 

Imagem associada para resolução da questão


ChatGPT e o futuro da Programação: O que realmente você deve se questionar?. Acesso: 29/06/2023.

I- A relação semântica de significação linguística avanço/retrocesso; e entre artificial/natural  tece a peça comunicativa  construída
PORQUE
II- As relações antônimas em destaque tecem relações incompatíveis, que integram críticas ao contexto de uso do ChatGPT.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q2269692 Português

Com base no Texto a seguir, publicado no Jornal da USP, em 07/03/2023, responda à questão.



Na educação, o ChatGPT não estimula o pensamento crítico


Rogério de Almeida diz que a ferramenta é capaz de organizar os dados de forma coerente, mas é incapaz de um pensamento

crítico

 


[...]

 O professor brinca e pergunta para o chatbot como ele vê a questão da principal preocupação dos acadêmicos com o chat. O próprio ChatGPT pontua cinco questões: a primeira seria a existência de um viés, mediado pelos algoritmos, que pode reproduzir preconceitos; a segunda, ética, do ponto de vista de como o chat seria utilizado; a terceira, sobre a privacidade, já que ele funciona com o uso de diversos dados; a quarta, seria a do controle, pois ele é imprevisível e se deve prezar pelo bem-estar das pessoas; quinto, a transparência de como essa ferramenta funciona.

Porém, o especialista não segue a linha de raciocínio dessa inteligência artificial: “Eu vou por outro caminho. O que eu acho que ele nos coloca é uma questão muito interessante daquilo que nós consideramos humano. Porque, de certa forma, a inteligência artificial aprende conosco, ela é treinada com os textos que nós produzimos. Isso nos coloca em xeque em relação à criatividade e ao pensamento crítico”.

[...]

“Quando a gente pede uma redação, um trabalho escrito, o que o professor espera do aluno: que ele reflita, pense e crie ou meramente se adapte a um certo modelo?”, questiona Almeida. Na área pedagógica, a construção e o investimento no pensamento crítico, que, diferentemente das máquinas, são característicos do ser humano, devem ser priorizados.

O professor ainda acrescenta que o banco de dados dos chatbots é baseado nos conteúdos on-line, ou seja, é constantemente alimentado por criações humanas. Assim, a criticidade também é importante para evitar a disseminação de informações errôneas, que podem influenciar, além de tudo, na educação: “Aquilo que a gente criar de novo vai reabilitá-la, de modo que ela vai devolver isso para nós. A tendência é que esses robôs que estimulam a linguagem humana fiquem cada vez mais aperfeiçoados. Mas, se nós, humanos, produzimos notícias falsas intencionalmente, a gente não tem como saber o que o chat vai fazer. Ele não tem uma vontade própria e ele aprende com essas informações”, diz o professor.

 


(Adaptado).

A classificação CORRETA quanto à transitividade do verbo ACRESCENTAR em: “O professor ainda que o banco de acrescentadados dos chatbots é baseado nos conteúdos on-line” é: 
Alternativas
Q2269690 Português

Com base no Texto a seguir, publicado no Jornal da USP, em 07/03/2023, responda à questão.



Na educação, o ChatGPT não estimula o pensamento crítico


Rogério de Almeida diz que a ferramenta é capaz de organizar os dados de forma coerente, mas é incapaz de um pensamento

crítico

 


[...]

 O professor brinca e pergunta para o chatbot como ele vê a questão da principal preocupação dos acadêmicos com o chat. O próprio ChatGPT pontua cinco questões: a primeira seria a existência de um viés, mediado pelos algoritmos, que pode reproduzir preconceitos; a segunda, ética, do ponto de vista de como o chat seria utilizado; a terceira, sobre a privacidade, já que ele funciona com o uso de diversos dados; a quarta, seria a do controle, pois ele é imprevisível e se deve prezar pelo bem-estar das pessoas; quinto, a transparência de como essa ferramenta funciona.

Porém, o especialista não segue a linha de raciocínio dessa inteligência artificial: “Eu vou por outro caminho. O que eu acho que ele nos coloca é uma questão muito interessante daquilo que nós consideramos humano. Porque, de certa forma, a inteligência artificial aprende conosco, ela é treinada com os textos que nós produzimos. Isso nos coloca em xeque em relação à criatividade e ao pensamento crítico”.

[...]

“Quando a gente pede uma redação, um trabalho escrito, o que o professor espera do aluno: que ele reflita, pense e crie ou meramente se adapte a um certo modelo?”, questiona Almeida. Na área pedagógica, a construção e o investimento no pensamento crítico, que, diferentemente das máquinas, são característicos do ser humano, devem ser priorizados.

O professor ainda acrescenta que o banco de dados dos chatbots é baseado nos conteúdos on-line, ou seja, é constantemente alimentado por criações humanas. Assim, a criticidade também é importante para evitar a disseminação de informações errôneas, que podem influenciar, além de tudo, na educação: “Aquilo que a gente criar de novo vai reabilitá-la, de modo que ela vai devolver isso para nós. A tendência é que esses robôs que estimulam a linguagem humana fiquem cada vez mais aperfeiçoados. Mas, se nós, humanos, produzimos notícias falsas intencionalmente, a gente não tem como saber o que o chat vai fazer. Ele não tem uma vontade própria e ele aprende com essas informações”, diz o professor.

 


(Adaptado).

Analise o processo de formação das palavras: “incapaz" , "reproduzir" , "criatividade" e "diferentemente" presente no texto e indique a  alternativa que apresenta a CORRETA classificação para cada uma destas palavras, respectivamente
Alternativas
Q2269688 Português

Após a leitura do Texto abaixo, publicado na revista Superinteressante, responda à questão.



Texto 1



A neurociência do Flow



Esquecer do mundo externo, perder a noção de tempo e ficar totalmente imerso naquilo que está fazendo. Se você reconhece essa sensação, provavelmente já experienciou o “estado de fluxo”. Conheça o estado mental responsável pelo sucesso de atletas e artistas – e saiba como ajudar sua mente a atingi-lo.



Por Maria Clara Rossini 15 jun 2023, 18h05



Fiz todas as recomendações que encontrei em livros e pela internet: desliguei as notificações do celular, tentei focar ao máximo no que estou fazendo e minimizei qualquer possibilidade de distração que me tirasse do momento presente. Para escrever este texto, me propus a entrar em um estado mental de intensa concentração, conhecido pela psicologia como flow, ou estado de fluxo.

Essa é a situação que combina a alta performance em determinada tarefa com o baixo esforço para realizá-la. Quando o cérebro assume esse modus operandi, o indivíduo não vê mais o tempo passar, fica imerso na atividade, não se preocupa com autocríticas nem pensa em qualquer outra coisa. Atarefa que desencadeia o flow se torna recompensadora e prazerosa por si só.

É bem provável que você já tenha experimentado o flow em algum momento da vida – seja praticando um esporte, tocando um instrumento ou mesmo jogando videogame. O estado de fluxo aparece no filme Soul, da Pixar: ali, as “almas” das pessoas que entram em flow são transportadas para uma outra dimensão, onde ficam inteiramente absortas naquilo que estão fazendo. No mundo real, as pessoas costumam se referir a esse lugar mental como “a zona” (the zone, em inglês, o idioma original do termo).

Para entrar nessa zona invejável, o desafio da tarefa em questão não pode ser maior que a habilidade do indivíduo – isso só geraria ansiedade e frustração por não conseguir realizá-la. Mas também não pode ser menor, o que deixaria a pessoa entediada. O equilíbrio entre desafio e habilidade é o segredo para atingir o estado de fluxo.

Alguns autores já tentaram traduzir o fenômeno em palavras, bem antes de a psicologia catalogá-lo. O alemão Nietzsche apelidou a coisa de estado de Rausch – “intoxicação”. Na filosofia taoísta, a sensação está relacionada ao Wu Wei, o princípio da “ação sem esforço”. Já quem sistematizou as características do flow como as conhecemos foi o croata Mihaly Csikszentmihalyi, na década de 1970.

Esse psicólogo (cuja pronúncia do sobrenome é “cíkzen-mihalí”) identificou o estado de fluxo enquanto fazia pesquisas sobre criatividade. Após conversar com músicos, atletas, gestores e trabalhadores de fábrica, ele notou que muitos usavam a palavra “fluida” para descrever a sensação, como se agissem guiados por um fluxo. Daí o nome.

Já entrei em flow enquanto escrevia diversos textos: é como se as palavras fluíssem para a página, como foi descrito pelos entrevistados de Csikszentmihalyi. Mas, justamente neste texto sobre flow, pareço estar tendo alguma dificuldade. E não é à toa. Uma das “regras” do estado de fluxo é que ele não funciona sob demanda. Não surge quando você quer, mas espontaneamente – e, em geral, você só percebe o que aconteceu quando sai dele.

Foi a partir de entrevistas e questionários que Csikszentmihalyi descobriu a universalidade do flow. Agora, técnicas de neuroimagem começam a desvendar o que ocorre no cérebro durante esse estado.

 [...]

 Em suma, o estado de fluxo é maneira mais intensa de viver o presente. Lembre-se de que o futuro é só uma criação do seu córtex pré-frontal; e que o passado são páginas viradas. O único tempo que existe de fato é o aqui e o agora. Mergulhe nele, e deixe o fluxo te levar.

 


(Adaptado).

Considere o seguinte cenário:
Estudantes do Ensino Médio, ao lerem o trecho abaixo, questionam uma regra gramatical:
“Já entrei em flow enquanto escrevia diversos textos: é como se as palavras fluíssem para a página, como foi descrito pelos  entrevistados de Csikszentmihalyi. Mas , justamente neste texto sobre flow pareço estar tendo alguma dificuldade.”. (Sublinhado Mas flow, inserido).
“– Professora, se “mas” é uma conjunção adversativa, qual é o termo ou oração que essa conjunção está contrastando?”. A professora reconhece tamanha inquietação e explica o fenômeno linguístico.
Dado o contexto acima, analise as asserções I e II e a relação entre elas.
I- Ao se depararem com essa situação, os estudantes questionam uma norma da gramática tradicional de que conjunções adversativas opõem dois termos ou duas orações de funções sintáticas idênticas. Para entender o questionamento e a sua explicação, é necessário pensar para além de uma regra fixa e entender que os elementos têm comportamento diversos conforme o contexto de uso.
PORQUE
II-
Além de ligar termos ou orações, o conectivo pode ligar porções maiores de texto, expressando relação de contraste entre mas dois fatos e ideias ou uma quebra de expectativa em relação à proposição anterior. Dentre os valores possíveis, essa conjunção pode indicar ressalva, como faz Maria Clara Rossini para realçar a dificuldade no seu estado de fluxo
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q2269685 Português

Após a leitura do Texto abaixo, publicado na revista Superinteressante, responda à questão.



Texto 1



A neurociência do Flow



Esquecer do mundo externo, perder a noção de tempo e ficar totalmente imerso naquilo que está fazendo. Se você reconhece essa sensação, provavelmente já experienciou o “estado de fluxo”. Conheça o estado mental responsável pelo sucesso de atletas e artistas – e saiba como ajudar sua mente a atingi-lo.



Por Maria Clara Rossini 15 jun 2023, 18h05



Fiz todas as recomendações que encontrei em livros e pela internet: desliguei as notificações do celular, tentei focar ao máximo no que estou fazendo e minimizei qualquer possibilidade de distração que me tirasse do momento presente. Para escrever este texto, me propus a entrar em um estado mental de intensa concentração, conhecido pela psicologia como flow, ou estado de fluxo.

Essa é a situação que combina a alta performance em determinada tarefa com o baixo esforço para realizá-la. Quando o cérebro assume esse modus operandi, o indivíduo não vê mais o tempo passar, fica imerso na atividade, não se preocupa com autocríticas nem pensa em qualquer outra coisa. Atarefa que desencadeia o flow se torna recompensadora e prazerosa por si só.

É bem provável que você já tenha experimentado o flow em algum momento da vida – seja praticando um esporte, tocando um instrumento ou mesmo jogando videogame. O estado de fluxo aparece no filme Soul, da Pixar: ali, as “almas” das pessoas que entram em flow são transportadas para uma outra dimensão, onde ficam inteiramente absortas naquilo que estão fazendo. No mundo real, as pessoas costumam se referir a esse lugar mental como “a zona” (the zone, em inglês, o idioma original do termo).

Para entrar nessa zona invejável, o desafio da tarefa em questão não pode ser maior que a habilidade do indivíduo – isso só geraria ansiedade e frustração por não conseguir realizá-la. Mas também não pode ser menor, o que deixaria a pessoa entediada. O equilíbrio entre desafio e habilidade é o segredo para atingir o estado de fluxo.

Alguns autores já tentaram traduzir o fenômeno em palavras, bem antes de a psicologia catalogá-lo. O alemão Nietzsche apelidou a coisa de estado de Rausch – “intoxicação”. Na filosofia taoísta, a sensação está relacionada ao Wu Wei, o princípio da “ação sem esforço”. Já quem sistematizou as características do flow como as conhecemos foi o croata Mihaly Csikszentmihalyi, na década de 1970.

Esse psicólogo (cuja pronúncia do sobrenome é “cíkzen-mihalí”) identificou o estado de fluxo enquanto fazia pesquisas sobre criatividade. Após conversar com músicos, atletas, gestores e trabalhadores de fábrica, ele notou que muitos usavam a palavra “fluida” para descrever a sensação, como se agissem guiados por um fluxo. Daí o nome.

Já entrei em flow enquanto escrevia diversos textos: é como se as palavras fluíssem para a página, como foi descrito pelos entrevistados de Csikszentmihalyi. Mas, justamente neste texto sobre flow, pareço estar tendo alguma dificuldade. E não é à toa. Uma das “regras” do estado de fluxo é que ele não funciona sob demanda. Não surge quando você quer, mas espontaneamente – e, em geral, você só percebe o que aconteceu quando sai dele.

Foi a partir de entrevistas e questionários que Csikszentmihalyi descobriu a universalidade do flow. Agora, técnicas de neuroimagem começam a desvendar o que ocorre no cérebro durante esse estado.

 [...]

 Em suma, o estado de fluxo é maneira mais intensa de viver o presente. Lembre-se de que o futuro é só uma criação do seu córtex pré-frontal; e que o passado são páginas viradas. O único tempo que existe de fato é o aqui e o agora. Mergulhe nele, e deixe o fluxo te levar.

 


(Adaptado).

Avalie as proposições abaixo relacionadas acerca do aspectos da organização no texto.
I- A sequência “A neurociência do Flow” apresenta a relação de progressão textual entre título-texto. 
II- "Fiz" , "encontrei", "desliguei", "tentei", "estou", "minimizei" e "propus" integram uma estratégia textual argumentativa de Maria Clara Rossini.
III- "Foi" e "Agora", no penúltimo parágrafo, marcam uma relação temporal acerca dos estudos realizados sobre o estado de fluxo.
IV- “você”, “Mergulhe” e “deixe”, respectivamente, nos terceiro e último parágrafos, repelem a progressão textual dialógica estabelecida pela autora do texto.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
81: E
82: D
83: A
84: B
85: C
86: D
87: C
88: A
89: C
90: E
91: C
92: A
93: A
94: A
95: C
96: A
97: D
98: A
99: C
100: B