Questões de Concurso Para prefeitura de nova palmeira - pb

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Q3583209 Português
Texto I - Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda


Jornal o Globo


   Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

   Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

   A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

   O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

   Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

   Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

   “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

    A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

   A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

   Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

   A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

   Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

   Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.


Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.








Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJMRsMnRDux/?igsh=ZnVqbGtyYWQ0ems0. Acesso em: 12 maio 2025. 



Texto IV– Infográfico






Fonte: Disponível em: https://iclnoticias.com.br/atg/dependencia-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.
Todo texto apresenta características relativas ao seu gênero e ao seu tipo textual predominante. Sobre o Texto I, analise as assertivas a seguir.

I- É predominantemente injuntivo, dispondo de instruções sobre como o uso de telas deve ser regulado pelos pais. II- É extremamente subjetivo, pois se desenvolve a partir de impressões pessoais do veículo de informação. III- Utiliza-se de fatos científicos para subsidiar as informações sobre o assunto. IV- Possui informações de especialistas que tornam o texto subjetivo e inoperante. V- Possui informações de especialistas e dados científicos, o que dá mais credibilidade ao texto.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583207 Português
Texto I - Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda


Jornal o Globo


   Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

   Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

   A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

   O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

   Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

   Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

   “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

    A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

   A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

   Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

   A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

   Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

   Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.


Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.








Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJMRsMnRDux/?igsh=ZnVqbGtyYWQ0ems0. Acesso em: 12 maio 2025. 



Texto IV– Infográfico






Fonte: Disponível em: https://iclnoticias.com.br/atg/dependencia-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.
Observe o trecho do Texto I: “Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa”. Sobre ele, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3581805 Fonoaudiologia
Em um município da região sudeste, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2023 (PNAD Contínua 2023) indicam que 12,7% das crianças entre 6 e 14 anos apresentam dificuldades severas de aprendizagem, com histórico de atrasos escolares associados a fatores linguísticos, cognitivos e ambientais. A Secretaria Municipal de Educação e Saúde, em ação intersetorial, implantou um programa piloto de atuação fonoaudiológica nas escolas públicas, com enfoque na promoção da saúde e apoio às equipes pedagógicas, especialmente nos processos de alfabetização e inclusão.
Considerando as diretrizes e possibilidades de atuação do fonoaudiólogo na interface entre Saúde e Educação, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581804 Fonoaudiologia
No Brasil, o aleitamento materno (AM) é reconhecido como a prática alimentar mais adequada para os bebês, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de forma exclusiva até os seis meses e complementar até os dois anos ou mais. Apesar das políticas públicas como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), a taxa de AM ainda não alcança os parâmetros esperados. A atuação do fonoaudiólogo em ambientes hospitalares, especialmente com recém-nascidos de risco, é parte fundamental da promoção e sustentação do AM.
Com base nesse contexto e no conhecimento técnico-científico sobre aleitamento materno e Fonoaudiologia, analise as afirmativas a seguir.
I- A atuação do fonoaudiólogo em AM limita-se às situações de risco clínico grave em UTIs neonatais, sendo pouco relevante no atendimento a bebês saudáveis ou em ambiente domiciliar.
II- O aleitamento materno é o melhor alimento para o bebê, uma prática que oferece os nutrientes necessários e também protege contra doenças. Enquanto a má nutrição nos estágios iniciais da vida pode levar a danos significativos ao crescimento físico e desenvolvimento cerebral.
III- A prática fonoaudiológica no AM é essencial para o trabalho em equipe multiprofissional e inclui tanto aspectos fisiológicos quanto culturais da amamentação.
IV- O aleitamento materno é uma prática puramente biológica, determinada exclusivamente por fatores anatômicos e reflexos do bebê, sendo pouco influenciada por elementos socioculturais.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581803 Fonoaudiologia
Em um hospital de referência em doenças infectocontagiosas no estado de Alagoas, a equipe de Terapia Intensiva recebe um paciente de 43 anos, diagnosticado com tuberculose em estado avançado. O paciente encontra-se traqueostomizado e com sinais clínicos de disfagia. A equipe multiprofissional, seguindo diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), conta com atuação ativa do fonoaudiólogo e, de acordo com Silva et al (2016), no Brasil, embora a presença da fonoaudiologia em UTIs seja relativamente recente, essa atuação tem se mostrado essencial, sobretudo em casos de desordens neurológicas, infecciosas e após intubação prolongada.
FONTE: SILVA, Diêgo Lucas Ramos e; LIRA, Fabrício Osman Quixadá; OLIVEIRA, Julio Cesar Cavalcanti de; CANUTO, Marisa Siqueira Brandão. Atuação da fonoaudiologia em unidade de terapia intensiva de um hospital de doenças infecciosas de Alagoas. CEFAC, São Paulo, v. 18, n. 1, p. 174-183, jan./fev. 2016. DOI: 10.1590/1982-021620161811201.
Com base na atuação fonoaudiológica hospitalar, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581801 Fonoaudiologia
Um estudo realizado por Avilla et al (2022) a respeito das alterações de fluência na fala caracterizada por repetições, prolongamentos e bloqueios serviu de base para analisar o cenário apresentado em um município do interior com cerca de 80 mil habitantes. ASecretaria de Saúde deste local identificou que aproximadamente 5% das crianças em idade pré-escolar apresentam sinais de alterações na fluência da fala, embora apenas uma pequena parte tenha recebido avaliação fonoaudiológica formal. Considerando-se as evidências científicas mais atuais sobre a Gagueira Crônica do Desenvolvimento (GCD), assinale a alternativa CORRETA sobre os aspectos clínicos, etiológicos, diagnósticos e terapêuticos da GCD na infância.
FONTE: ÁVILA, Nathalia dos Santos Fernandes de; JUSTE, Fabiola; COSTA, Julia Biancalana; ANDRADE, Claudia Regina Furquim de. Ensaio clínico de tratamento – em três modalidades – para crianças com distúrbios da fluência e gagueira. CoDAS, São Paulo, v. 34, n. 2, e20200264, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20212020264.
Alternativas
Q3581800 Fonoaudiologia
Um paciente de 68 anos, com histórico de tontura e episódios frequentes de instabilidade, foi encaminhado ao serviço de fonoaudiologia para avaliação otoneurológica. Durante a anamnese, o paciente relata quedas ocasionais, principalmente ao caminhar em superfícies irregulares. Ele também se queixa de uma sensação de desequilíbrio, que piora quando realiza movimentos bruscos com a cabeça. O fonoaudiólogo, levando em consideração os critérios fundamentados pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020), solicitou diversos testes otoneurológicos para avaliar a função vestibular e o risco de quedas deste idoso.
Com base no contexto clínico apresentado, assinale a alternativa CORRETA sobre os testes e escalas utilizados na avaliação otoneurológica.
Alternativas
Q3581799 Fonoaudiologia
Em um município do interior do Brasil, a equipe de saúde auditiva da rede municipal está em processo de atualização dos protocolos clínicos para avaliação audiológica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020). Afim de alinhar os procedimentos às diretrizes científicas e normativas mais recentes, nesta campanha, um paciente de 45 anos, trabalhador da construção civil, relatou dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Ao realizar a avaliação audiológica completa foram identificados: condutos auditivos livres de obliterações; limiares auditivos de via aérea maiores que 25 dB NA; via óssea com limiares maiores que 15 dB NA; com gap aéreo-ósseo de até 10 dB; configuração audiométrica descendente acentuada; média tonal de 500 Hz, 1 kHz e 2 kHz em 65 dB NAem ambas as orelhas; e IPRF de 64%.
Com base nos achados audiológicos e nos critérios técnicos reconhecidos, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3581798 Fonoaudiologia
De acordo com Altmann (2019), a afasia é uma disfunção da linguagem que pode comprometer a comunicação verbal ou escrita, esta clareza é importante para analisar o caso de Maria, de 58 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico há 6 meses e foi diagnosticada com afasia de Broca. Ela apresenta dificuldades significativas em expressar-se verbalmente, mas a sua compreensão de linguagem está preservada. Após uma avaliação fonoaudiológica detalhada, foi iniciado um tratamento terapêutico voltado para a recuperação das suas habilidades linguísticas. O fonoaudiólogo que acompanha Maria optou por uma abordagem que visa a estimulação intensiva da linguagem por meio de exercícios de nomeação, linguagem automática e uso de pistas facilitadoras.
Com base no quadro clínico apresentado e o contexto da afasia de Broca, assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos e abordagens no tratamento fonoaudiológico.
Alternativas
Q3581797 Fonoaudiologia
No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2024) indicam que a população idosa crescerá 10 vezes mais que a de jovens até 2050. O envelhecimento populacional traz desafios à saúde pública, especialmente em relação aos distúrbios do sono e às alterações funcionais do sistema estomatognático. Um homem de 75 anos, com diagnóstico de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) moderada, IMC de 28,3 kg/m², hipertenso e em uso de medicação, relatava sonolência excessiva diurna, roncos intensos (confirmados pela esposa), dificuldade de concentração e fadiga ao acordar. Sem sucesso na adaptação ao CPAP, iniciou tratamento fonoaudiológico com foco miofuncional orofacial.
FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Em 2070, número de brasileiros com 60 anos ou mais deve mais que dobrar. Rio de Janeiro: SBGG, 2024. Disponível em: https://sbgg.org.br/em-2070-numero-de-brasileiros-com-60-anos-ou-mais-deve-mais-que-dobrar/ . Acesso em: 20 abr. 2025.
Considerando a atuação fonoaudiológica dentro no processo de envelhecimento e nas disfunções associadas à AOS, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3581796 Fonoaudiologia
Em um hospital municipal, a equipe multiprofissional realiza atendimento a Antônio de 72 anos, admitido na emergência com sinais clínicos compatíveis com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCi). A tomografia confirmou o diagnóstico e o paciente recebeu tratamento trombolítico intravenoso com alteplase dentro da janela terapêutica de 4,5 horas. No entanto, 48 horas após a admissão, o paciente permanece restrito à dieta zero por apresentar sinais clínicos compatíveis com disfagia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o AVC é a principal causa de morte no país, sendo o AVCi responsável por cerca de 85% dos casos.
Diante do caso descrito e do conhecimento científico atual sobre a disfagia no contexto do AVCi e da trombólise, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581795 Fonoaudiologia
Carlos, 48 anos, professor de história em escola pública municipal, foi diagnosticado com Paralisia Unilateral de Prega Vocal (PUPV) após cirurgia para retirada de um tumor na tireoide. Após queixas de voz soprosa, cansaço ao falar e episódios frequentes de tosse ao ingerir líquidos, foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica. De acordo com dados de Barcelos et al (2017), a taxa de abandono da reabilitação vocal em pacientes com PUPV é de aproximadamente 23,5%, o que representa um desafio na adesão aos modelos tradicionais de terapia.
FONTE: BARCELOS, Camila Barbosa. Terapia vocal breve e intensiva para paralisia unilateral de prega vocal. São Paulo, 2018. 77 p. Tese (Doutorado) — Fundação Antônio Prudente, Curso de Pós-Graduação em Ciências – Área de concentração: Oncologia. Orientadora: Elisabete Carrara-de Angelis. Considerando a situação clínica apresentada e os conhecimentos atuais sobre a PUPV e sua reabilitação vocal, analise as afirmativas a seguir.
I- Aterapia vocal tradicional apresenta evidências de melhora vocal em pacientes com PUPV, porém está frequentemente associada a dificuldades de adesão, como ausências e abandono do tratamento.
II- A posição da prega vocal paralisada não exerce influência significativa nos sintomas clínicos, sendo os quadros de disfonia ou disfagia determinados apenas pela etiologia da paralisia.
III- A terapia vocal breve e intensiva é baseada principalmente em métodos empíricos sem fundamentação neurofisiológica, sendo considerada uma abordagem de eficácia inferior à terapia tradicional.
IV- Embora cirurgias como a tireoplastia tipo I promovam melhorias, o acompanhamento fonoaudiológico antes e depois da intervenção é considerado essencial para a eficácia do tratamento.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581794 Fonoaudiologia
O estudo de Silva et al(2021) correlaciona a oferta do trabalho do fonoaudiólogo no Sistema Único de Saúde (SUS) com a melhora dos indicadores socais nas últimas décadas. A reflexão desse cenário foi levantada a partir do caso de Maria, uma criança de 06 anos, residente em um município do Norte do Brasil, que apresenta dificuldades persistentes de articulação da fala e atraso no desenvolvimento da linguagem. Após avaliação na Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) indica a necessidade de acompanhamento fonoaudiológico. No entanto, a UBS informa que não há fonoaudiólogo disponível no território, sendo necessário encaminhamento para outro município, distante 120 km. Esse cenário se repete em outras localidades da região, afetando o acesso de crianças, idosos e adultos com diferentes necessidades de reabilitação fonoaudiológica.
FONTE: SILVA, Raul Philipe Marcos; NASCIMENTO, Cynthia Maria Barboza do; MIRANDA, Gabriella Morais Duarte; SILVA, Vanessa Lima da; LIMA, Maria Luiza Lopes Timóteo de; VILELA, Mirella Bezerra Rodrigues. Evolução da oferta de fonoaudiólogos no SUS: um estudo sobre a correlação com os indicadores sociais no Brasil na última década. CoDAS, São Paulo, v. 33, n. 2, e20190243, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20202019243. Acesso em: 9 de mar. 2025.
Considerando a situação descrita e os princípios organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3581793 Fonoaudiologia
Em um município do interior do Brasil, o setor de atenção à saúde da pessoa idosa observou um aumento de 35% nos atendimentos fonoaudiológicos nos últimos dois anos, especialmente voltados às funções orofaciais. O aumento foi atribuído à prevalência de disfagia, dificuldades de mastigação, alterações de fala e padrões respiratórios inadequados em pacientes com condições neurológicas e uso prolongado de próteses mal adaptadas (Pereira et. al, 2024).
FONTE: PEREIRA, Asenate Soares de Matos; GATTI, Marina; RIBEIRO, Vanessa Veis; TAVEIRA, Karinna Veríssimo Meira; BERRETIN-FELIX, Giédre. Intervenções da Fonoaudiologia nas áreas de respiração, mastigação, deglutição e fala: uma revisão de escopo. CoDAS, São Paulo, v. 36, n. 2, e20220339, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20232022339pt. Acesso em: 7 mar. 2025.
Considerando a atuação do fonoaudiólogo nas funções orofaciais e com base em evidências científicas, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581792 Fonoaudiologia
João é um menino de 5 anos encaminhado para avaliação fonoaudiológica pela sua professora da Educação Infantil e pelos seus pais. Eles relatam preocupações com o desenvolvimento da sua linguagem oral desde os primeiros anos, pois João demorou a começar a falar as primeiras palavras (por volta dos 2 anos e meio) e, mesmo agora, seu vocabulário é considerado limitado para a idade. Ele frequentemente usa gestos para se comunicar e tem dificuldade em construir frases mais complexas. Na avaliação fonoaudiológica, a discrepância entre o desenvolvimento da linguagem e outras áreas (como a inteligência não verbal) e a ausência de outras condições que justifiquem o quadro apontaram para a hipótese diagnóstica inicial de Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL), o qual, de acordo com Cáceres-Assenço et al (2020) é caracterizado por dificuldades significativas e persistentes de comunicação em crianças.
FONTE: CÁCERES-ASSENÇO, A. M.; GIUSTI, E.; GÂNDARA, J. P.; PUGLISI, M. L.; TAKIUCHI, N. Por que devemos falar sobre transtorno do desenvolvimento da linguagem = Why we need to talk about developmental language disorder. Audiology - Communication Research, v. 25, e2342, 2020.
Considerando a evolução do conhecimento científico e as discussões recentes na área sobre o TDL, com base nas assertivas a seguir, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581791 Fonoaudiologia
Um estudo de Fattore et al(2002) investigou detalhadamente a aquisição da linguagem em crianças brasileiras no segundo ano de vida, com o objetivo de desenvolver e validar instrumentos para a identificação precoce de possíveis desvios no desenvolvimento comunicativo. Considerando a relevância da compreensão desse processo de desenvolvimento, analise as proposições a seguir sobre os sinais enunciativos para crianças entre 13 e 24 meses e assinale a alternativa CORRETA.
FONTE: Fattore, I. de M., Moraes, A. B. de, Crestani, A. H., Souza, A. M., & Souza, A. P. R. de. (2022). Validação de conteúdo e de construto de sinais enunciativos de aquisição da linguagem no segundo ano de vida. CoDAS, 34(2), e20200252. Acesso em: 10 mar. 2025.
Alternativas
Q3581490 Saúde Pública
No que se refere à Reforma Sanitária brasileira, analise as assertivas a seguir:
I- Deve ser compreendida apenas como uma reforma de caráter setorial.
II- Os princípios e diretrizes da Reforma Sanitária não conseguiram lograr êxito devido a terem sido elaborados na época da ditadura militar, o que dificultou a participação dos indivíduos no movimento.
III- A busca pela viabilidade da Reforma Sanitária envolveu um conjunto de práticas ideológicas, políticas e culturais, um fato histórico conhecido como movimento pela democratização da saúde ou “movimento sanitário”.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3581489 Fisioterapia
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é caracterizado pela obstrução aguda da circulação arterial pulmonar, decorrente da instalação de coágulos sanguíneos que impactam dentro de um ou mais ramos da artéria pulmonar, resultando na redução ou na cessação do fluxo sanguíneo para a área afetada. Trata-se de uma doença que aparece não apenas no consultório do cardiologista ou em salas de emergência, mas que surge como uma condição primária ou como uma complicação em qualquer área da medicina. Diante do exposto, analise as afirmativas abaixo sobre a intervenção fisioterapêutica:
I- A realização de exercícios promovida pela mobilização articular de membros inferiores ativa a bomba muscular do tríceps sural.
II- A elevação dos membros inferiores é um método profilático simples e de baixo custo.
III- As bandagens e meias elásticas atuam como compressão externa sobre os músculos e, consequentemente, sobre os vasos, auxiliando a dinâmica do fluxo de forma centrífuga.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3581488 Fisioterapia
Com base na Resolução COFFITO nº 610/2025, que dispõe sobre a Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF-1), sobre as categorias principais da CBDF-1, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3581487 Fisioterapia
Com base na Resolução COFFITO nº  607/2025, que disciplina a habilitação de fisioterapeutas para a prescrição e aplicação de agregados leucoplaquetários autólogos (PRP, PRF e suas variantes/frações), sobre os requisitos para exercer essa prática, marque a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
321: B
322: D
323: E
324: B
325: B
326: E
327: D
328: A
329: A
330: C
331: A
332: C
333: D
334: E
335: B
336: C
337: E
338: A
339: C
340: D