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Q3761607 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
Sobre a oração “Algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca.” presente no 1º parágrafo, acerca do sujeito, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3761606 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
Leia a oração “Tudo vira conteúdo.”, presente no 10º parágrafo do texto, e analise as afirmativas a seguir sobre os aspectos morfológicos e sintáticos.

I. Na oração em análise, temos um sujeito simples em que o núcleo, morfologicamente, é um pronome indefinido.
II. Quanto ao predicado, temos um predicado verbal.
III. Na oração em análise, o verbo, quanto à transitividade, classifica-se como verbo transitivo direto.
IV. O verbo copulativo “vira” liga o sujeito ao predicativo do sujeito.

Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q3761605 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
É possível observar que no período “Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.”, presente no último parágrafo do texto, o acento grave (representativo da crase), foi utilizado por motivo de regência nominal. Identifique a alternativa em que o acento grave foi usado pelo mesmo motivo.
Alternativas
Q3761604 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
Sobre o uso da vírgula no seguinte trecho: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”, presente no 5º parágrafo do texto, identifique a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3761603 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
No tocante à acentuação da palavra destacada no período “[...] o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers”, retirado do texto acima, identifique a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3761602 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
As palavras destacadas no período “Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar”, presente no 9º parágrafo, classificam-se, quanto ao aspecto morfológico, respectivamente em:
Alternativas
Q3761601 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
Ao lermos o texto de Francisco Escorsim, entendemos que, segundo o autor:
Alternativas
Q3761600 Geografia
Observe a imagem abaixo:

Q50.png (348×270)
Fonte: Tipos e aspectos do Brasil (excertos da Revista Brasileira de Geografia). Ilustrações de Percy Lau. Rio de Janeiro: IBGE/Conselho Nacional de Geografia, 1956.

A imagem apresenta a vegetação típica do município de Boqueirão, que é:
Alternativas
Q3761597 Geografia
O Cariri Paraibano é uma região na qual as chuvas são irregulares ao longo do ano. Por isso, reservatórios como o Açude Epitácio Pessoa e a construção de cisternas são fundamentais para armazenar água e garantir a sobrevivência da população durante os períodos de estiagem.

O tipo climático que prevalece na região de Boqueirão é:
Alternativas
Q3761594 História
“A família Oliveira Lêdo era a responsável pelas expedições para ocupação territorial do interior, tornando-se conhecida como entradistas; as expedições eram lideradas pelo patriarca do grupo [...]. Seguindo o rio Paraíba, [...] deparou-se com a Serra do Carnoió”. Marque a alternativa que corresponde ao nome do patriarca da família Oliveira Lêdo.
Alternativas
Q3761593 Administração Pública
O Açude Epitácio Pessoa, localizado na cidade de Boqueirão, é considerado a principal fonte de água potável de cerca de 22 municípios incluindo Campina Grande. Sua construção ocorreu entre os anos de 1951 e 1956, representando uma importante obra de infraestrutura hídrica para a região. Marque a alternativa que corresponde ao órgão federal responsável pela construção e administração do açude.
Alternativas
Q3761573 Matemática
O valor de Q23.png (169×69) é:
Alternativas
Q3761570 Português
Considerando as regras de separação silábica, assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam separação silábica INCORRETA.
Alternativas
Q3761569 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente 
Alternativas
Q3761568 Português

Leia o texto e responda a questão a seguir.




Mafalda (Foto: Reprodução/Quino)

Nas palavras PRECONCEITO, SAÚDE e MINHA são identificados, respectivamente. 
Alternativas
Q3761565 Português
Na frase “... pelo manejo inadequado dos solos e pelo uso intensivo e não sustentável dos recursos naturais.” As palavras em negrito são classificadas respectivamente, como:
Alternativas
Q3761562 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão..


Principais problemas ambientais


    Os principais problemas ambientais que existem no Brasil e no mundo são ocasionados pela intensificação das atividades humanas, como a produção industrial e a urbanização, pelo manejo inadequado dos solos e pelo uso intensivo e não sustentável dos recursos naturais. Os principais problemas ambientais são os seguintes: poluição atmosférica; aquecimento global; poluição hídrica e dos solos; desmatamento e queimadas; desertificação; perda de biodiversidade; descarte irregular de lixo. [..]

     [...]. É urgente a adoção de medidas capazes de conter o avanço dos principais problemas ambientais, de modo que seus impactos, que já são significativos, sejam reduzidos em médio e longo prazo. Isso garante uma melhor qualidade de vida para a população e proporciona a manutenção da fauna e da flora do nosso planeta.


Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/ geografia/principais-problemas-ambientais.htm.
Após a leitura do texto, considerando as afirmativas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3761561 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão..


Principais problemas ambientais


    Os principais problemas ambientais que existem no Brasil e no mundo são ocasionados pela intensificação das atividades humanas, como a produção industrial e a urbanização, pelo manejo inadequado dos solos e pelo uso intensivo e não sustentável dos recursos naturais. Os principais problemas ambientais são os seguintes: poluição atmosférica; aquecimento global; poluição hídrica e dos solos; desmatamento e queimadas; desertificação; perda de biodiversidade; descarte irregular de lixo. [..]

     [...]. É urgente a adoção de medidas capazes de conter o avanço dos principais problemas ambientais, de modo que seus impactos, que já são significativos, sejam reduzidos em médio e longo prazo. Isso garante uma melhor qualidade de vida para a população e proporciona a manutenção da fauna e da flora do nosso planeta.


Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/ geografia/principais-problemas-ambientais.htm.
De acordo com o texto podemos afirmar que:
Alternativas
Q3761560 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Q8_10.png (717×460)

Disponível em: https://www.instagram.com/p/DPEZk3lkUZl/?img_index=6. Acesso em: 30 de setembro de 2025. 08)



O diálogo entre o pai e o filho, ilustrado nos quadrinhos apresentados, utiliza uma linguagem de registro:
Alternativas
Q3761559 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Q8_10.png (717×460)

Disponível em: https://www.instagram.com/p/DPEZk3lkUZl/?img_index=6. Acesso em: 30 de setembro de 2025. 08)



Na oração “Eu pedi pra você me ajudar” (4º quadrinho), o sujeito e o predicado classificam-se, respectivamente como: 
Alternativas
Respostas
161: C
162: B
163: B
164: D
165: A
166: E
167: A
168: B
169: A
170: C
171: E
172: D
173: A
174: B
175: E
176: C
177: A
178: B
179: D
180: D