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Q4414134 Não definido

Sobre conceitos de intranet e internet, julgue os itens a seguir:



I- O WWW (World Wide Web) é o sistema de documentos de hipertexto que se encontram ligados entre si e que são acessíveis através da Internet pelos browsers.


II- Intranet é uma rede de computadores que disponibiliza um conjunto de serviços análogos à Internet, porém, seu acesso é restrito a redes privadas.


III- Microsoft Edge, Mozilla Firefox, Safari são exemplos de browsers.



Marque a alternativa correta:

Alternativas
Q4414133 Não definido
Teclas de atalhos são importantes para agilizarem alguns processos, utilizando o explorador de arquivos, no trabalho do dia a dia. Sobre estas teclas referentes ao Windows 10 BR, analise os itens a seguir:

I- Ctrl + N irá fechar uma nova janela.
II- Ctrl + W irá abrir uma nova janela.
III- Ctrl + E irá selecionar a caixa de pesquisa.
IV- Ctrl + Shift + N irá criar uma nova pasta.

Marque a alternativa correta.
Alternativas
Q4414132 Não definido
Com base na planilha representada a seguir, que utiliza MS Excel 2007, em sua configuração padrão, marque a alternativa que apresenta o resultado da fórmula =MEDIA(A1:C3)+ POTÊNCIA(A3;A2), digitada na célula D4:
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q4414131 Não definido
No MS-Excel 2010 (configuração padrão), um usuário pretende por filtro em algumas células para facilitar a busca de algumas informações na planilha, de acordo com a figura seguinte:
Imagem associada para resolução da questão
Para que ele consiga adicionar o filtro, ele terá que clicar na guia:
Alternativas
Q4414130 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Assinale a frase que remonta a uma declaração de Steve Job e Bill Gates sobre as tecnologias:
Alternativas
Q4414129 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Não há sinonímia em:
Alternativas
Q4414128 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Não há relação correta entre referente e referido em:
Alternativas
Q4414127 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Sobre: "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", é incorreto afirmar.
Alternativas
Q4414126 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Observe na estrutura o uso do acento grave: "(...) que ela não poderia ir à balada de adultos (...)", é possível afirmar sobre o excerto e a aplicação do acento:
Alternativas
Q4414125 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
"Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não (...)", só há falha na análise do excerto em:
Alternativas
Q4414124 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
O artigo termina com a frase: "Resposta sincera? Apesar de vocês.", o que pode ser entendida como:
Alternativas
Q4414123 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Sobre: "Mas os riscos também o são (...)" (p. 8), é inadequado afirmar que:
Alternativas
Q4414122 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Sobre os travessões, no quarto parágrafo, pode-se afirmar:
Alternativas
Q4414121 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


Pais, façam o favor de serem chatos: pais siderados ou inibidos diante da tarefa de educar são um perigo



Um ginecologista conversa com sua paciente enquanto a examina. Seria uma cena corriqueira, se não víssemos seu rosto emergir dentre as pernas da mulher com um cigarro na boca.

São os anos 1960 e a cena da série "Mad Men" (2007-2015, disponível na Netflix) ilustra a onipresença do cigarro no mundo àquela época.

Enquanto a propaganda do Marlboro associava cigarro à masculinidade, saúde e natureza, as pesquisas médicas denunciavam que a terra "onde os homens se encontram" estava mais para "fazenda branca" do que para paraíso dos machões.
Pesquisar os efeitos, admiti-los publicamente, lutar contra os interesses financeiros dos gigantes do tabaco - indústria e propaganda -, implementar medidas de saúde pública para mudança de hábito e diminuição de danos, lutar contra o próprio vício, enfim, tratou-se e trata-se de um longo e interminável processo.

Será que esse exemplo pode nos ajudar a pensar sobre o atual vício nas redes virtuais? Pesquisas e experiências clínicas se acumulam mostrando os efeitos alarmantes do mergulho no mundo virtual sem mediação e sem restrições: depressão, dificuldades nas relações sociais, sexuais, escolares, distúrbios psíquicos, somáticos, adição, empobrecimento simbólico, violência.

A pesquisa internacional TIC Kids On-line estuda, desde 2012, riscos e oportunidades que o uso da internet oferece a crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

Vale ressaltar que as mídias, diferentemente de outros vícios, são ferramentas fantásticas para a aquisição de conhecimento, para a realização de tarefas cotidianas e para certo tipo de interação social.

Tanto pior, pois fica ainda mais difícil discriminar joio e trigo, quando as vantagens são evidentes e inegáveis. Mas os riscos também o são e, se perdermos mais tempo desbundados ou inibidos diante da revolução virtual é porque nos omitimos da nossa responsabilidade de apresentar paulatinamente o mundo às crianças.

Uso restrito e mediado durante toda a infância, controle de conteúdo, compartilhamento de experiências com os pais, regras de uso mantidas mesmo sob protesto das crianças e aquisição de liberdade gradual são dicas apontadas por especialistas, mas que pais, mães e educadores mais investidos não teriam dificuldade de deduzir sozinhos.

Pais se mostram inibidos por não dominarem as ferramentas e, ao mesmo tempo, por se encontrarem tão ou mais abduzidos pelas novidades virtuais quanto os filhos.

É muito difícil segurar a onda de uma criança quando ela vê que à sua volta "todos os outros pais deixam" ou está "todo mundo usando". Sinal de que falta uma ação coletiva para enfrentar os riscos comprovados da virtualidade precoce e desassistida.

Já sabemos que as redes virtuais fazem muito mal, que seus inventores não deixam os próprios filhos usarem, que as pesquisas apontam a necessidade de mediar e restringir o uso.

Se cada pai/mãe fizesse o servicinho sujo que lhe cabe, de aguentar dizer não — e a cara feia decorrente —, provavelmente sobrariam menos perrengues para quem assume a árdua tarefa de educador. 

Depois de uma batalha campal para sustentar perante a filha menor de idade que ela não poderia ir à balada de adultos, que "todas-as-minhas-amigas-vão-papai!", meu marido recebe um telefonema.

Pais que deixaram os filhos irem — e se arrependeram diante dos riscos envolvidos — ligam para perguntar como ele conseguiu aguentar a tromba da filha.

Resposta sincera? Apesar de vocês.


Vera Iaconelli Diretora do Instituto Gerar, autora de "O Mal-estar na Maternidade" e "Como Criar Filhos no Século XXI". É doutora em psicologia pela USP. Fonte: Folha (22/10/2019).
Sobre o conteúdo e a estrutura textual, não se pode afirmar:
Alternativas
Q4413872 Não definido
Sobre o cinema contemporâneo, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4413871 Não definido
A partir daquela famosa frase "Não entendeu? Quer que eu desenhe?" percebemos a importância de um desenho que transforma o visual e torna compreensivo o que não conseguimos entender. Sobre desenho, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q4413870 Não definido
Assinale a alternativa correta sobre as cores secundárias:
Alternativas
Q4413869 Não definido
Sobre cinema, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4413868 Não definido
A pintura é das manifestações visuais a primeira que surge em nossas mentes quando falamos em imagem. Sobre seus tipos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4413867 Não definido

A cor é apreciável por si mesma, seja qual for, não se pode afirmar que uma cor é feia, mesmo que uma nos atraia mais que outra; necessário se faz existência de todas. É muito normal relacionarmos às cores significações de acordo com nossos pensamentos e, sobre isso, há vários estudos. Dentro do senso comum, concluiu-se uma série de significados a elas atribuídos. Em relação a este conteúdo, relacione as colunas seguintes:



Imagem associada para resolução da questão



Marque a alternativa que demonstra a associação correta das colunas:

Alternativas
Respostas
861: A
862: D
863: C
864: D
865: A
866: D
867: C
868: D
869: C
870: B
871: C
872: D
873: A
874: B
875: A
876: D
877: B
878: A
879: C
880: D