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Q4410250 Não definido
Um técnico de informática digitou os seguintes números em uma planilha de Excel 2007, versão português em sua instalação padrão:

Imagem associada para resolução da questão

De acordo com as fórmulas: =POTÊNCIA(B1;B5) - SOMA(A1:A2), =MÉDIA(B1:B6) e =A2-A1/B1, marque os resultados obtidos através dessas fórmulas, respectivamente:
Alternativas
Q4410249 Não definido
Considerando o editor de planilha eletrônica Microsoft Excel 2010, versão português em sua instalação padrão, a planilha seguinte mostra valores digitados por uma secretária:

Imagem associada para resolução da questão

Os resultados das fórmulas: =SE(A2^2=B2;B2;A1) е =RAIZ(C2)+RAIZ(C1)+POTÊNCIA(A2;2) são, respectivamente:
Alternativas
Q4410248 Não definido
Calcule a mediana da sequência 8, m, 32 sabendo que seus termos formam nessa ordem uma Progressão Geométrica crescente.
Alternativas
Q4410247 Não definido
Em um Concurso composto por 4 provas, o número de pontos de cada candidato foi calculado através de média aritmética ponderada. A tabela a seguir fornece o desempenho do candidato que se classificou em 1° lugar.

Imagem associada para resolução da questão

Quantos pontos o candidato obteve?
Alternativas
Q4410246 Não definido
Trabalhando durante 4 dias, 8 tratores aterraram 4000m² de terreno. Quantos metros quadrados de terreno seriam aterrados por 10 tratores iguais aos primeiros durante 6 dias?
Alternativas
Q4410245 Não definido
A tabela a seguir indica o movimento de vacinação de crianças atendidas na primeira semana de outubro em um posto de saúde.

Imagem associada para resolução da questão

Quantas crianças foram atendidas?
Alternativas
Q4410244 Não definido
Um auditório com a forma de trapézio isósceles Imagem associada para resolução da questão tem 10 poltronas na 1ª fila, 12 poltronas na 2°fila, 14 na 3° fila e assim na mesma sequência aritmética (PA), até a 18 fila que é a última. Com as informações dadas calcule a capacidade desse auditório.
Alternativas
Q4410243 Não definido
Por quanto devo vender um terreno que comprei R$ 15.000,00, a fim de obter lucro de 12%?
Alternativas
Q4410242 Não definido
Aplicando R$ 30.000,00 a juros compostos de 2,3% ao mês, qual será o meu montante ao final de 1° mês?
Alternativas
Q4410241 Não definido
Num determinado setor da Prefeitura de São Miguel do Guamá trabalham 2 engenheiros e 8 técnicos. Quantas equipes distintas, podem ser formadas por 1 engenheiro e 4 técnicos?
Alternativas
Q4410240 Não definido
Entre 1450 doadores de sangue registrados no "Hemopа", 840 têm fator RH positivo. Se um desses doadores for selecionado aleatoriamente, a probabilidade de seu sangue ter fator RH negativo é de aproximadamente.
Alternativas
Q4410239 Não definido
Uma prova, com índice de dificuldade avaliado em 15, teve média 7 em uma classe. Qual seria a média da mesma classe, se o índice de dificuldade fosse elevado para 20?
Alternativas
Q4410238 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "(...) ele não é tudo isso (...)", pode-se detectar:
Alternativas
Q4410237 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
As vírgulas foram empregadas em: "A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos.":
Alternativas
Q4410236 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "(...) é bastante desagradável (...)", o termo "bastante" classifica-se morfologicamente como:
Alternativas
Q4410235 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Houve falha na substituição do termo pelo pronome em:
Alternativas
Q4410234 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir.", o par de palavras antônimas está em:
Alternativas
Q4410233 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)

Excerto para a questão.



"A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria (...)".



A análise da frase está incorreta em: 

Alternativas
Q4410232 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)

Excerto para a questão.



"A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria (...)".



"E mesmo nas vezes em que a gente não consegue...", a troca de "a gente" por nós exigiria a mudança da forma verbal para:

Alternativas
Q4410231 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)

Excerto para a questão.



"A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria (...)".



A autora optou pela norma coloquial no aspecto de(da):

Alternativas
Respostas
441: C
442: A
443: B
444: B
445: A
446: C
447: C
448: D
449: B
450: A
451: D
452: C
453: A
454: D
455: B
456: C
457: D
458: B
459: B
460: A