Questões de Concurso Para prefeitura de são gonçalo do rio abaixo - mg

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Q1109534 Atualidades
“Mais de 216 mil estudantes estão inscritos para fazer o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) neste domingo (20/11/16), de acordo com o Ministério da Educação (MEC). As provas serão aplicadas a partir das 13h, no horário de Brasília. Serão dez questões de conhecimentos gerais, sendo duas discursivas e oito de múltipla escolha. Já as provas específicas terão 30 questões, três discursivas e 27 de múltipla escolha. Este ano, o Enade avaliará bacharelandos de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia, entre outros. (Disponível em: http://cidadeverde.com/noticias/234827/mais-de-216-mil-estudantes-farao-o-enade-neste-domingo.)
Sobre o Enade é correto afirmar que:
Alternativas
Q1109533 Atualidades
“Em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, água é uma raridade. Diariamente, famílias lutam para obter o mínimo para que possam viver com dignidade. Na área rural, o Rio Ipojuca é só uma lembrança e o açude municipal também secou. Mas onde só devia haver aridez, existe um oásis que tingiu a terra seca. Esse terreno, onde nada brota ao redor, é irrigado por uma fonte inesperada. A água que coloriu este pedaço da terra seca não vem da chuva, mas do esgoto doméstico.” (Disponível em: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2016/10/agua-de-esgoto-e-reutilizada-para-irrigacao-no-sertao-de-pernambuco.html.) Tendo em vista a reutilização da água de esgotos, analise as afirmativas a seguir.
I. A água de reúso, em termos globais, por enquanto, só serve para a irrigação de plantações de milho, sorgo e capim para alimentação animal. Não pode ser utilizada para fins humanos.
II. O tratamento e reúso do esgoto para fins potáveis já é uma realidade em alguns países, mas no Brasil ainda há uma resistência da população quanto ao assunto.
III. No Brasil, esse tipo de água não é própria para o consumo humano, mas tem qualidade suficiente para ser usada na indústria e na lavagem de ruas, praças, calçadas, automóveis, entre outros.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q1109532 Atualidades

“A Organização Mundial da Saúde declarou que o surto da Zika já não é mais uma emergência de saúde internacional. A entidade garantiu, entretanto, que vai manter um ‘programa robusto’ contra o vírus e as complicações neurológicas relacionadas a ele. Apesar do anúncio, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, já tinha dito que a situação de emergência vai ser mantida no Brasil por tempo indeterminado. Ele também anunciou novos critérios e exames na rede de saúde para gestantes e bebês com suspeita de Zika.

(Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2016/11/18/giro-uol-traz-os-destaques-da-noite-desta-sexta-1811-paravoce-ouca.htm.)

A doença provocada pelo Zika vírus pode, entre outros fatores, provocar danos permanentes nas pessoas infectadas.

Dentre os danos permanentes, possíveis de ocorrer, podemos identificar:


Alternativas
Q1109531 Atualidades
“Uma recém-descoberta carta de John Lennon e Yoko Ono para o casal Paul e Linda McCartney, que vai a leilão nesta quinta-feira, (17/11/16), mostra como o clima entre a dupla de compositores mais famosa do mundo estava tenso mesmo após a separação do grupo que lhes projetou para a fama. Sem data, a carta datilografada – com trechos escritos à mão pelo próprio John – deve ter sido escrita no início de 1971, à época em que o casal, John e Yoko, mudou-se de Londres para Nova York e é uma resposta pesada à outra correspondência, não especificada, de Paul para John, que Lennon rebate mirando em quem ele acredita ser a autora de parte das acusações: Linda McCartney.”
(Disponível em: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2016/11/16/carta-pesada-de-lennon-para-mccartney-apos-o-fim-do-grupo.)
O grupo emblemático ao qual pertenciam os dois cantores era:
Alternativas
Q1109530 Atualidades

“Um arco gigante de aço, construído para impedir vazamento de material radioativo, começou a ser colocado nesta segunda-feira (14/11) sobre o reator de Chernobyl, na Ucrânia. A instalação da proteção, chamada de sarcófago, deve ser concluída no fim deste mês. A estrutura de 275 metros de largura, 165 metros de comprimento e 108 metros de altura, que pesa mais de 36 mil toneladas, está sendo posicionada sobre o reator da antiga usina nuclear com ajuda de um sistema hidráulico. (Disponível em: http://www.dw.com/pt-br/reator-de-chernobyl-recebe-nova-cobertura/a-36394172.)

No dia 26 de abril de 1986, um teste malfeito na usina nuclear de Chernobyl desencadeou uma explosão que resultou num incêndio, numa série de explosões adicionais e num derretimento nuclear. As nuvens expelidas de material radioativo forçaram milhares de pessoas a abandonarem suas casas. O material radioativo expelido era formado basicamente de:

Alternativas
Q1109529 Atualidades
“O que antes era apenas uma necessidade, agora é realidade. A busca por conexões mais rápidas está tendo grandes avanços, principalmente no Brasil. Isso significa, sim, que estamos perto de ter liberdade com a IoT (Internet das Coisas) e veículos autônomos etc. Graças a um chip desenvolvido pela empresa brasileira BR Photonics, com parcerias com o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) e a empresa norte-americana GigOptix. A tecnologia é sim de origem brasileira, o chip fotônico tem um tamanho muito menor e, além de ser muito barato e rápido, o chip tem chamado a atenção de outros mercados, cuja demanda também tem crescido, como Israel e Alemanha.”
(Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/meta.php?meta=Fot%F4nica.)
A novidade vem para auxiliar no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, que produzam mais com menor gasto, isso porque o chip fotônico:
Alternativas
Q1109528 Atualidades

“No último dia 4 de novembro, entrou formalmente em vigor o Acordo de Paris, aprovado na 21ª Conferência da ONU sobre o Clima, há cerca de um ano. O texto, ratificado pelo Brasil em 12 de setembro, estabelece como uma de suas bases a métrica ‘carbono’ como unidade de medida para a economia internacional.”

(Disponível em: http://infoamazonia.blogosfera.uol.com.br/2016/11/11/especialista-ve-com-preocupacao-insercao-do-brasil-no-mercado-de-carbono.)

Essa “métrica carbono” se refere:

Alternativas
Q1109527 Saúde Pública

São diretrizes prioritárias em relação à Política Nacional de Medicamentos no Brasil:

I. Regulamentação sanitária de medicamentos.

II. Promoção do uso racional de medicamentos.

III. Reorientação da assistência farmacêutica.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q1109526 Saúde Pública
“Em uma cidade com 200 mil habitantes, no ano de 2014, foram notificados 30 casos de hanseníase. Havia outros 10 casos em tratamento e, nesse período, houve também duas curas.” De acordo com esses dados:
Alternativas
Q1109525 Saúde Pública
“Um certo estudo entre portadores do vírus do HIV verificou que entre 100 casos associados à tuberculose, cerca de 20 foram a óbito em dois anos.” De acordo com esses dados, calcula-se:
Alternativas
Q1109524 Saúde Pública
“Para minimizar os problemas associados à hepatite B, ao município são propostas algumas medidas de prevenção primária (proteção específica) em relação a essa doença”, sendo considerada como medida correta:
Alternativas
Q1109523 Saúde Pública
Muitas epidemias têm como base de controle e redução de incidência a eliminação de seus vetores. “Em determinado município está ocorrendo casos de toxoplasmose e dengue.” Para essas doenças, é correto afirmar que o controle dos vetores biológicos
Alternativas
Q1109522 Saúde Pública
O Brasil vive um quadro de reemergência da sífilis, a qual deve ser notificada junto aos serviços de vigilância epidemiológica:
Alternativas
Q1109521 Saúde Pública
“No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), existe a garantia de acesso a qualquer pessoa em igualdade de condições.” A afirmativa refere-se a qual princípio doutrinário do SUS?
Alternativas
Q1109520 Enfermagem
“Criado pelo Ministério da Saúde, em 2008, com o objetivo de apoiar a consolidação da Atenção Básica no Brasil, ampliando as ofertas de saúde na rede de serviços, assim como a resolutividade, a abrangência e o alvo das ações. Configuram-se como equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada com as Equipes de Saúde da Família.” A afirmativa anterior trata-se de:
Alternativas
Q1109519 Saúde Pública

A leishmaniose é uma doença parasitária, endêmica em boa parte do Brasil. De acordo com os critérios de notificação compulsória, em relação a essa doença, analise as afirmativas a seguir.

I. Notifica-se somente a forma tegumentar da doença.

II. Notifica-se somente a forma visceral da doença.

III. As formas tegumentar e visceral devem ser notificadas obrigatoriamente.

IV. Essa doença é isenta de notificação, com exceção das causadas pela espécie braziliensis causadora de formas tegumentares.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q1109518 Saúde Pública
A participação popular junto ao SUS é parte de seus propósitos organizacionais. Caberá, assim, à população o controle social exercido via:
Alternativas
Q1109517 Português

O que é, mesmo, respeito?

      Um processo judicial chamou a atenção do país, provocando boa dose de polêmica. Um juiz de Niterói, Rio de Janeiro, descontente com a forma pela qual era tratado pelos empregados do seu condomínio, entrou na Justiça com uma ação em que exigia ser chamado de “senhor” ou “doutor”. E, de fato, obteve uma liminar que reconhecia sua queixa como procedente.

      Não se trata de caso único. Muitas pessoas têm queixas similares: não gostam do “você” ou do “meu bem”, formas de tratamento de uso cada vez mais disseminado no Brasil. O que, aliás, corresponde a uma mudança cultural. Num país que, durante a maior parte de sua história, admitiu a escravidão como fato normal e considerou indígenas criaturas inferiores (no período colonial discutia-se se os índios tinham alma), o servilismo era a regra. Escravos, empregados e até os filhos tinham de se dirigir aos donos da casa chamando-os de “senhor” ou “de senhora”. Aliás, e como a gente vê nas novelas de época, era este também o tratamento entre marido e mulher. “Doutor” era um título honorífico, sobretudo porque poucos concluíam a universidade: o analfabetismo era a regra. Até mesmo o coloquial “você” tem origem reverente: é a forma simplificada de vossa mercê – e quando se diz que uma pessoa está à mercê de alguém, estamos, inevitavelmente, falando de submissão. Quanto ao “tu”, só podia ser usado em relações íntimas; “tutear”, tratar alguém por tu, sempre foi sinônimo de grosseria. Notem que o inglês simplifica tudo isso com o “you”, que pode ser usado para qualquer um, desde o amigo até o presidente.

     As formas de tratamento mudaram no Brasil. E mudaram por razões práticas, mudaram porque se alterou a conjuntura social e cultural: doutores não nos faltam, e aqueles que têm doutorado já começam a questionar o uso do título por simples graduados em universidades. Mas as coisas mudaram, sobretudo, porque o país ficou mais democrático, mais igualitário. O juiz de Niterói tem direito a um tratamento respeitoso; aliás, qualquer pessoa tem direito a isso. A pergunta é se “doutor”, por exemplo, significa respeito. Talvez respeito seja uma coisa mais profunda, um tipo de relacionamento em que os direitos do outro, não importando a posição social desse outro, sejam reconhecidos. A melhor forma de respeito não é aquela imposta de cima para baixo, de dentro para fora, aquela que implica uma postura reverente, servil; a melhor forma de respeito é aquela que nasce de uma convicção interna, de uma forma madura de consciência: respeitamos o conhecimento, a competência, a dedicação, o valor pessoal de alguém. Quando essa motivação não existe, o tratamento pode ser até reverente, mas ocultará revolta ou deboche. “Sim, senhor” pode traduzir humildade, mas pode também ser a expressão de uma latente hostilidade.

     O verdadeiro respeito nasce da democracia, nasce da igualdade. No verdadeiro respeito o clássico “Você sabe com quem está falando?” deixa de existir, como deixa de existir o carteiraço. Quando chegamos a um clima de verdadeiro respeito, a questão das formas de tratamento torna-se secundária e tão antiga como a expressão vossa mercê.

(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.)

Considere o trecho: “Quando chegamos a um clima de verdadeiro respeito, a questão das formas de tratamento torna-se secundária e tão antiga como a expressão vossa mercê.” (4º§). É correto o que se afirma acerca da palavra “se” em:
Alternativas
Q1109516 Português

O que é, mesmo, respeito?

      Um processo judicial chamou a atenção do país, provocando boa dose de polêmica. Um juiz de Niterói, Rio de Janeiro, descontente com a forma pela qual era tratado pelos empregados do seu condomínio, entrou na Justiça com uma ação em que exigia ser chamado de “senhor” ou “doutor”. E, de fato, obteve uma liminar que reconhecia sua queixa como procedente.

      Não se trata de caso único. Muitas pessoas têm queixas similares: não gostam do “você” ou do “meu bem”, formas de tratamento de uso cada vez mais disseminado no Brasil. O que, aliás, corresponde a uma mudança cultural. Num país que, durante a maior parte de sua história, admitiu a escravidão como fato normal e considerou indígenas criaturas inferiores (no período colonial discutia-se se os índios tinham alma), o servilismo era a regra. Escravos, empregados e até os filhos tinham de se dirigir aos donos da casa chamando-os de “senhor” ou “de senhora”. Aliás, e como a gente vê nas novelas de época, era este também o tratamento entre marido e mulher. “Doutor” era um título honorífico, sobretudo porque poucos concluíam a universidade: o analfabetismo era a regra. Até mesmo o coloquial “você” tem origem reverente: é a forma simplificada de vossa mercê – e quando se diz que uma pessoa está à mercê de alguém, estamos, inevitavelmente, falando de submissão. Quanto ao “tu”, só podia ser usado em relações íntimas; “tutear”, tratar alguém por tu, sempre foi sinônimo de grosseria. Notem que o inglês simplifica tudo isso com o “you”, que pode ser usado para qualquer um, desde o amigo até o presidente.

     As formas de tratamento mudaram no Brasil. E mudaram por razões práticas, mudaram porque se alterou a conjuntura social e cultural: doutores não nos faltam, e aqueles que têm doutorado já começam a questionar o uso do título por simples graduados em universidades. Mas as coisas mudaram, sobretudo, porque o país ficou mais democrático, mais igualitário. O juiz de Niterói tem direito a um tratamento respeitoso; aliás, qualquer pessoa tem direito a isso. A pergunta é se “doutor”, por exemplo, significa respeito. Talvez respeito seja uma coisa mais profunda, um tipo de relacionamento em que os direitos do outro, não importando a posição social desse outro, sejam reconhecidos. A melhor forma de respeito não é aquela imposta de cima para baixo, de dentro para fora, aquela que implica uma postura reverente, servil; a melhor forma de respeito é aquela que nasce de uma convicção interna, de uma forma madura de consciência: respeitamos o conhecimento, a competência, a dedicação, o valor pessoal de alguém. Quando essa motivação não existe, o tratamento pode ser até reverente, mas ocultará revolta ou deboche. “Sim, senhor” pode traduzir humildade, mas pode também ser a expressão de uma latente hostilidade.

     O verdadeiro respeito nasce da democracia, nasce da igualdade. No verdadeiro respeito o clássico “Você sabe com quem está falando?” deixa de existir, como deixa de existir o carteiraço. Quando chegamos a um clima de verdadeiro respeito, a questão das formas de tratamento torna-se secundária e tão antiga como a expressão vossa mercê.

(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.)

De acordo com a construção de sentido estabelecida no contexto apresentado, é possível identificar como INCORRETO o significado atribuído ao termo destacado em:
Alternativas
Q1109514 Português

O que é, mesmo, respeito?

      Um processo judicial chamou a atenção do país, provocando boa dose de polêmica. Um juiz de Niterói, Rio de Janeiro, descontente com a forma pela qual era tratado pelos empregados do seu condomínio, entrou na Justiça com uma ação em que exigia ser chamado de “senhor” ou “doutor”. E, de fato, obteve uma liminar que reconhecia sua queixa como procedente.

      Não se trata de caso único. Muitas pessoas têm queixas similares: não gostam do “você” ou do “meu bem”, formas de tratamento de uso cada vez mais disseminado no Brasil. O que, aliás, corresponde a uma mudança cultural. Num país que, durante a maior parte de sua história, admitiu a escravidão como fato normal e considerou indígenas criaturas inferiores (no período colonial discutia-se se os índios tinham alma), o servilismo era a regra. Escravos, empregados e até os filhos tinham de se dirigir aos donos da casa chamando-os de “senhor” ou “de senhora”. Aliás, e como a gente vê nas novelas de época, era este também o tratamento entre marido e mulher. “Doutor” era um título honorífico, sobretudo porque poucos concluíam a universidade: o analfabetismo era a regra. Até mesmo o coloquial “você” tem origem reverente: é a forma simplificada de vossa mercê – e quando se diz que uma pessoa está à mercê de alguém, estamos, inevitavelmente, falando de submissão. Quanto ao “tu”, só podia ser usado em relações íntimas; “tutear”, tratar alguém por tu, sempre foi sinônimo de grosseria. Notem que o inglês simplifica tudo isso com o “you”, que pode ser usado para qualquer um, desde o amigo até o presidente.

     As formas de tratamento mudaram no Brasil. E mudaram por razões práticas, mudaram porque se alterou a conjuntura social e cultural: doutores não nos faltam, e aqueles que têm doutorado já começam a questionar o uso do título por simples graduados em universidades. Mas as coisas mudaram, sobretudo, porque o país ficou mais democrático, mais igualitário. O juiz de Niterói tem direito a um tratamento respeitoso; aliás, qualquer pessoa tem direito a isso. A pergunta é se “doutor”, por exemplo, significa respeito. Talvez respeito seja uma coisa mais profunda, um tipo de relacionamento em que os direitos do outro, não importando a posição social desse outro, sejam reconhecidos. A melhor forma de respeito não é aquela imposta de cima para baixo, de dentro para fora, aquela que implica uma postura reverente, servil; a melhor forma de respeito é aquela que nasce de uma convicção interna, de uma forma madura de consciência: respeitamos o conhecimento, a competência, a dedicação, o valor pessoal de alguém. Quando essa motivação não existe, o tratamento pode ser até reverente, mas ocultará revolta ou deboche. “Sim, senhor” pode traduzir humildade, mas pode também ser a expressão de uma latente hostilidade.

     O verdadeiro respeito nasce da democracia, nasce da igualdade. No verdadeiro respeito o clássico “Você sabe com quem está falando?” deixa de existir, como deixa de existir o carteiraço. Quando chegamos a um clima de verdadeiro respeito, a questão das formas de tratamento torna-se secundária e tão antiga como a expressão vossa mercê.

(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.)

Analise as afirmativas a seguir.

I. A constatação de que o juiz de Niterói não é o único a questionar formas de tratamento funciona como justificativa para o posicionamento assumido pelo autor em relação ao assunto abordado.

II. Questões sociais e culturais são vistas como fator determinante de transformação em relação à prática abordada no texto como assunto principal.

III. A posição social está diretamente atrelada ao tratamento devido a cada indivíduo assim como os direitos do mesmo são dela provenientes.

Está(ão) de acordo com o texto a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Respostas
261: A
262: A
263: A
264: C
265: C
266: C
267: D
268: A
269: D
270: B
271: D
272: D
273: B
274: A
275: C
276: C
277: C
278: D
279: B
280: B