Questões de Concurso Para prefeitura de montes claros - mg

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Q3060123 Medicina
Na gravidez múltipla, a gestação gemelar monocoriônica (MC) e a dicoriônica (DC) representam entidades completamente diferentes que compartilham alguns riscos maternos e obstétricos, mas o tipo e a gravidade da patologia fetal associada são marcadamente independentes. Consequentemente, os protocolos de controle clínico devem ser adequados a cada gravidez, de acordo com a corionicidade. Em relação à gravidez múltipla e ao cuidado no pré-natal, analise as assertivas a seguir:
I- As gestações dizigóticas são sempre DC/DA, com cada feto possuindo sua própria placenta e cavidade amniótica. Em contraste, a corionicidade das gestações monozigotia é determinada pelo tempo em que ocorre a divisão do óvulo fertilizado.
II- A corionicidade é melhor diagnosticada no ultrassom do 1º trimestre (entre 11 e 14 semanas), sendo que a presença do sinal do T é indicativo de gestação dicoriônica.
III- A medida do comprimento do colo uterino, no ultrassom de 2º Trimestre, para diagnóstico de colo curto e chance aumentada de parto pré-termo, é dispensada na gestação múltipla.
IV- Na gravidez monocoriônica, o controle com US-Doppler deve ser quinzenal, entre 16 e 26 semanas, para diagnóstico precoce da STFF e sequência de anemia-policitemia (TAPS).
V- A avaliação do crescimento fetal devido a risco aumentado de restrição de crescimento intrauterino (RCIU) deve ser mais frequente nas gravidezes gemelares.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3060122 Medicina
Gestante de 33 semanas é encaminhada ao pré-natal de alto risco, porque segundo a enfermeira que faz o seu pré-natal na Unidade de Saúde do seu bairro, o bebê está pequeno. Traz um ultrassom obstétrico, mostrando peso fetal no percentil 8 para a idade gestacional, pela curva de Hadlock. Ao exame: A altura uterina (AU) é de 28 cm e o batimento cardiofetal (BCF) é de 128 bpm. Sem outras alterações. O próximo exame a ser solicitado para confirmação diagnóstica é:  
Alternativas
Q3060121 Medicina
O rastreio de anomalias estruturais ou malformações e das anomalias cromossômicas, notadamente da síndrome de Down, é um dos focos da assistência pré-natal e faz parte das recomendações de boas práticas em muitos países. Um ultrassom obstétrico morfológico com avaliação dos marcadores cromossômicos solicitado entre 11 e 13.6 semanas é utilizado para o rastreio as síndromes cromossômicas no feto. Em relação a esses marcadores, é CORRETO afirmar: 
Alternativas
Q3059645 Português

Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda à questão.


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O adjetivo “mió”, em relação ao adjetivo “bão”, quanto ao grau, estabelece uma relação de 
Alternativas
Q3059625 Fonoaudiologia
O fonoaudiólogo é um profissional envolvido na saúde dos trabalhadores e que contribui para a melhoria da qualidade de vida no trabalho. Isso quando identifica os problemas nos ambientes de trabalho e na sua organização e sugere melhorias. Quando atua com o trabalhador, busca a garantia de seu direito à integridade física e mental, tornando-o sujeito ativo nesse processo, e quando promove a saúde pela garantia de uma comunicação efetiva, fator de integração social.
O fonoaudiólogo na Saúde do Trabalhador se afirma como profissional capaz de promover a saúde e prevenir os problemas fonoaudiológicos que atingem os trabalhadores, mas ainda há um caminho importante a ser percorrido, que exige formação contínua e maior engajamento nas políticas públicas.

Marque a alternativa que indica ação do fonoaudiólogo na saúde do trabalhador: 
Alternativas
Q3059624 Fonoaudiologia

O transtorno específico da aprendizagem com prejuízo na matemática, também denominado Discalculia, refere-se a um distúrbio de aprendizagem que compromete competências relacionadas a cálculos matemáticos, enquanto demais áreas encontram-se como o esperado. Dessa forma, trata-se de uma desordem neurológica que afeta as habilidades de compreender e manipular números.
Após avaliação fonoaudiológica das habilidades aritméticas, encontraram-se os seguintes achados clínicos: prejuízo da realização de sequência numérica nas formas arábicas, fonológicas e ortográficas, bem como dificuldade na seriação de objetos por tamanho, noções de igualdade e diferença e noção de espaço para formação de conjunto; alteração no processo da transcodificação dos números para ortográfico e fonológico e vice-versa, prejuízo na compreensão, nomeação e escrita de sinais aritméticos (+, - , ÷, ×).

Diante dos achados clínicos, marque a alternativa que contenha um objetivo terapêutico correspondente. 
Alternativas
Q3059623 Fonoaudiologia
A Dislexia do desenvolvimento é considerado um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizado por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas.
Encaminhado pela escola, M.B.S, de 14 anos, chegou ao consultório Fonoaudiológico para avaliação, com suspeita de transtorno de aprendizagem escolar, com baixo rendimento no desempenho de leitura. Após avaliação, foi evidenciado os principais achados clínicos:

I- Dificuldade nas habilidades linguístico-cognitivas relacionadas com a leitura.
II- Alterações quanto à decodificação, apresentando baixo desempenho em provas de leitura.
III- Alteração quanto às habilidades de consciência fonológica, dificuldade em acessar e recuperar informações fonológicas.
IV- Alterações em memória de trabalho fonológica, velocidade de acesso ao léxico, nomeação rápida e em velocidade de processamento.
V- Baixo rendimento em leitura, fluência de leitura e compreensão leitora de textos.

Marque a alternativa que apresenta os possíveis achados clínicos correspondentes à Dislexia. 
Alternativas
Q3059622 Fonoaudiologia
A classe de professores é uma das mais prejudicadas, profissionalmente, quanto a alguns problemas de saúde, principalmente no que diz respeito à voz. A rotina diária de trabalho, de seis a oito horas falando sem parar, pode causar problemas que precisam ser levados em consideração, como calos nas cordas vocais, perda da intensidade da voz, rouquidão, ensurdecimento, cansaço e fadiga, etc.
Leia atentamente o caso clínico a seguir: J.T.M, 56 anos, professora há 33 anos, atualmente tem jornada de trabalho 36h semanais, para séries iniciais (1º ao 5º ano), fumante passiva, relata rouquidão, fadiga vocal, perda da eficiência vocal, diminuição da resistência vocal, pigarro e esforço ao falar.

Diante dos sintomas apresentados, marque a alternativa que melhor atenda às necessidades desta professora. 
Alternativas
Q3059621 Fonoaudiologia
É um transtorno neurológico dos sons da fala na infância, no qual a precisão e consistência dos movimentos necessários à fala estão alterados, na ausência de déficits neuromusculares (por exemplo, reflexos anormais, tônus alterado). Alteração nos parâmetros de planejamento e/ou programação espaço-temporal das sequências de movimentos e que resultam em erros na produção da fala e na prosódia.
O comitê Ad-HOC em Apraxia de Fala da Infância constituído pela ASHA (2007) descreve três características diagnósticas “consistentes com um déficit no planejamento e na programação dos movimentos de fala”. A seguir estão algumas características mais especificas de Apraxia de Fala na Infância:

I- Erros inconsistentes em consoantes e vogais em produções repetidas de sílabas e palavras.
II- Dificuldades na coordenação motora grossa, fina e movimentos orais não verbais.
III- Transições coarticulatórias entre sons e sílabas mais longas e interrompidas.
IV- Prosódia inadequada, especialmente na produção de estresse lexical ou frasal.
V- Alterações em velocidade de fala (tipicamente menor velocidade de fala, mas a velocidade pode ser rápida ou flutuante).

Marque a alternativa que apresenta as três características diagnósticas de Apraxia de Fala na Infância. 
Alternativas
Q3059620 Fonoaudiologia
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível podem levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral.
Leia atentamente o caso clínico:
A.J.R.A, 5 anos, com Transtorno do Espectro do Autismo, não verbal, comunicação e contato visual restrito, pouca interação e dificuldade com o uso funcional da linguagem, com inflexibilidade e rigidez cognitiva, dificuldade em atividades de colaboração e em compartilhar o foco de atenção.
Diante do exposto, analise as asserções a seguir:

I. Algumas estratégias podem auxiliar estes pacientes, como: aceitar qualquer meio comunicativo ou forma de manifestação como expressão de intencionalidade; realizar atividades que proporcionam o uso de dois meios comunicativos ao mesmo tempo; bem como substituir funções comunicativas gestuais por verbais, mesmo que rudimentares, ou por gestos convencionais.
PORQUE
II. Diante do quadro clínico apresentado, precisa adequar os meios comunicativos às funções comunicativas expressas, ampliando as funções de comunicação e sua possibilidade de utilização em diferentes situações.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA
Alternativas
Q3059619 Fonoaudiologia
A Saúde Escolar, como parte da saúde em geral, deve envolver a criança em idade escolar, dentro ou fora da escola, sendo responsabilidade de todos, tanto dos órgãos governamentais como comunitários. A sua importância está na colaboração efetiva para a formação do homem e do cidadão. Ela está ligada a um compromisso de vida melhor e mais saudável para todos.
Um Programa de Atenção à Saúde Escolar apresentou como objetivo geral: promover a saúde integral da comunidade escolar e integrar a saúde escolar às demais ações da área da saúde. Como objetivos Específicos apresentaram:

I- Contribuir para universalizar o acesso ao Sistema Educacional e promover a reflexão sobre as concepções, posturas e ações vivenciadas no contexto escolar.
II- Compartilhar com os educadores diferentes práticas que colaborem para a otimização do desempenho escolar.
III- Valorizar a participação da família, no processo de aprendizagem, viabilizando a discussão de propostas da área de saúde, dirigidas aos escolares.
IV- Valorizar a participação dos funcionários, no ambiente escolar em geral, viabilizando discussões sobre suas dificuldades.
V- Identificar, precocemente, as situações que possam interferir no processo ensino-aprendizagem; e também identificar fatores de risco relacionados à comunicação humana, para elaborar projetos de promoção e prevenção; e propor medidas para solucionar os problemas encontrados.

Marque a alternativa que apresenta os objetivos específicos CORRETOS
Alternativas
Q3059618 Fonoaudiologia
O transtorno fonológico é definido como uma alteração encontrada no sistema fonológico de um indivíduo e pode ser caracterizado por: substituições, omissões e ou distorções dos sons da fala. Essas alterações podem estar relacionadas às dificuldades com a organização das regras fonológicas da língua, o que caracterizaria uma dificuldade cognitivolinguística, com a percepção auditiva dos sons e/ou com a produção dos mesmos.
O transtorno fonológico no DSM-V foi chamado de Transtorno dos Sons da Fala. Por definição, envolve tanto os distúrbios fonológicos quanto o de produção ou articulação dos sons da fala. Pessoas com manifestações de transtorno fonológico apresentam alterações que comprometem a inteligibilidade da fala. Diante da variabilidade, faz-se necessário um diagnóstico diferencial.
Diante do exposto, analise as asserções a seguir:

I. Crianças que apresentam processos fonológicos típicos de crianças mais novas, cujos processos permanecem além do período esperado, estes são chamados de atraso fonológico, enquanto os que apresentam erros sistemáticos, mas típicos, são chamados de erros fonológicos consistentes.
PORQUE
II. Crianças que apresentam erros que não são comuns ao desenvolvimento e inconsistentes, são identificados como distúrbio fonológico inconsistente, enquanto as crianças que apresentam alterações apenas articulatórias relativas à falta de precisão na produção dos sons da fala, são chamadas de distúrbios articulatórios.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA
Alternativas
Q3059617 Fonoaudiologia
Para diagnosticar uma alteração miofuncional orofacial é preciso examinar os constituintes do sistema estomatognático e as funções orofaciais, identificando as alterações morfológicas e funcionais, bem como a relação de causa e efeito entre elas. Além do exame presencial junto ao paciente, análises mais refinadas ou detalhadas podem ser realizadas por meio de fotos, no que diz respeito às estruturas estáticas, como também por meio de filmagens, para os aspectos dinâmicos.

Leia atentamente o caso clínico:
Identificação e queixa: V.A.B.F.C., 17 anos, encaminhado para a Clínica de Fonoaudiologia pelo ortodontista ao final do tratamento ortodôntico, utilizando a placa Hawley com recordatório, pois apresentava interposição lingual durante a fonação e deglutição. Dados da avaliação: na avaliação, por meio do Exame Miofuncional Orofacial MBGR, foi observado que o paciente apresentava importante alteração de postura corporal, com cabeça inclinada à esquerda e anteriorizada, ombros com rotação anterior, além de tipo facial longo com terço inferior aumentado, padrão facial II (convexo) e ângulo nasolabial obtuso. No exame extraoral, observaram-se lábios ora entreabertos ora selados com tensão no repouso e com a mucosa externa ressecada, lábio superior em “asa de gaivota” e curto, lábio inferior com eversão discreta. A língua apresentava largura aumentada e marcas dentárias, sendo que, durante o repouso, o paciente mantinha a postura de língua no assoalho da boca. O palato duro possuía profundidade aumentada e largura adequada. Quanto aos dentes, o paciente apresenta dentadura permanente, boa relação entre os arcos dentários, relação molar Classe I de Angle, sem falhas dentárias e com uso da contenção fixa. O tônus de lábios, língua e bochechas estavam diminuídos e de mento aumentado, não tendo sido observada alteração de mobilidade e sensibilidade orofacial. Quanto às funções, o paciente apresentou respiração modo nasal diurno, apesar de ser ruidosa, e oronasal noturno (segundo informação do paciente). Também foi observada mastigação bilateral alternada, deglutição atípica com interposição de língua e contração excessiva dos músculos orbicular da boca e mentual, além de discreta interposição de língua durante a produção de fones linguodentais.

Diante do exposto, marque a alternativa que melhor se apresenta como uma hipótese diagnóstica: 
Alternativas
Q3059616 Fonoaudiologia
Disfonia (rouquidão) é um distúrbio de comunicação caracterizado pela dificuldade na emissão vocal, apresentando um impedimento na produção natural da voz. Esse impedimento pode estar relacionado com a altura, a intensidade e a qualidade da voz.
As disfonias funcionais podem ser classificadas em três grandes categorias: primárias (disparadas pelo uso incorreto da voz), secundárias (favorecidas por inadaptações vocais) e psicogênicas (instaladas por fatores relacionados ao simbolismo vocal).

Marque a alternativa que apresenta um tipo de Disfonia Funcional Secundária:
Alternativas
Q3059615 Fonoaudiologia
Quase 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo ─ ou uma a cada quatro pessoas ─ viverão com algum grau de perda auditiva até 2050, adverte o primeiro Relatório Mundial sobre Audição da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2021. Pelo menos 700 milhões dessas pessoas precisarão de acesso a cuidados auditivos e outros serviços de reabilitação, a menos que sejam tomadas medidas. Segundo dados de diferentes estudos epidemiológicos, a prevalência da deficiência auditiva varia de um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos, e de um a quatro para cada cem recémnascidos provenientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).
A Atenção Integral à Saúde Auditiva na Infância integra diferentes unidades e níveis de atenção da saúde auditiva. Um fluxograma deve ser seguido, com as ações desenvolvidas de acordo o nível e o local de atendimento na rede, e principalmente levando em consideração se o recém-nascido ou lactente apresenta ou não indicador de risco de deficiência auditiva (IRDA). Leia atentamente as afirmativas sobre esse tema:

I- Realização de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE), antes da alta hospitalar.
II- Caso não se obtenha resposta satisfatória, repetir o registro das EOAE.
III- O registro das EOAE não deve ser realizado mais do que duas vezes (EOAE-1 e EOAE-2).
IV- Na persistência da falha, realizar o Peate-Automático (Peate-A) ou em modo triagem, em 35 dBnNA, antes da alta hospitalar (teste).
V- Caso a resposta não seja satisfatória, o neonato deverá retornar (reteste) no período de 30 dias para nova avaliação com Peate-A em 35 dBnNA.
VI- As crianças que falharem no registro das EOAE, porém com resultados satisfatórios no registro do Peate-A, em 35 dBnNA devem ser monitoradas até os três meses de idade, pois há maior possibilidade de surgirem alterações de orelha média, ou perdas leves de audição.

Com relação às crianças sem IRDA (baixo risco), é CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3059614 Fonoaudiologia
Logoaudiometria é um teste que avalia a habilidade do indivíduo para detectar e reconhecer a fala. Por meio da logoaudiometria, é possível avaliar o Limiar de Detecção de Voz (LDV), o Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF) e o Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF).
Durante o exame audiométrico, o fonoaudiólogo encontra o seguinte resultado na orelha direita: perda auditiva sensorioneural de grau moderadamente severo, cujo os tonais limiares de via aérea foram: 500Hz – 50dB; 1000Hz – 55dB; 2000Hz – 60dB; 4000Hz – 65dB. Diante do exposto, analise as asserções a seguir:

I. O paciente possivelmente apresenta dificuldade em participar de uma conversa especialmente em locais ruidosos. Mas pode ouvir se falarem com a voz mais alta sem dificuldade.
PORQUE
II. O valor obtido na pesquisa do Limiar de Reconhecimento de Fala deve ser compatível com a audiometria tonal liminar. Espera-se que o valor obtido seja igual ou até 10dBNA acima da média dos limiares tonais

A respeito dessas asserções, com referência ao IPRF, assinale a opção CORRETA
Alternativas
Q3059613 Fonoaudiologia
A avaliação audiológica tem como objetivo principal determinar a integridade do sistema auditivo, além de identificar tipo, grau e configuração da perda auditiva em cada orelha.

Leia atentamente o caso clínico:
J.B.L. 57 anos, embora relatava anteriormente dificuldade de ouvir, ao sentir um incomodo muito forte na orelha esquerda, procurou o serviço de saúde da empresa onde trabalhava e lhe foi solicitado a realização de uma audiometria. Após exame, o fonoaudiólogo encontrou os seguintes resultados: orelha direita sem gap aéreo-ósseo: 500Hz – 35dB; 1000Hz – 35dB; 2000Hz – 45dB; 4000Hz – 65dB; enquanto na orelha esquerda via aérea: 500Hz – 70dB; 1000Hz – 80dB; 2000Hz – 85dB; 4000Hz – 80dB e via óssea mascarada: 500Hz – 50dB; 1000Hz – 55dB; 2000Hz – 65dB; 4000Hz – 60dB.

Marque a alternativa que classifica o tipo e grau de perda auditiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (2020). 
Alternativas
Q3059612 Fonoaudiologia
A afasia caracteriza-se pela alteração de processos linguísticos de significação de origem articulatória e discursiva (nesta incluídos aspectos gramaticais) produzida por lesão focal adquirida no sistema nervoso central, em zonas responsáveis pela linguagem, podendo ou não se associarem a alterações de outros processos cognitivos.
É um tipo de afasia não fluente cuja principal característica é a redução de fala. O paciente apresenta uma linguagem espontânea extremamente reduzida, e sua expressão é marcadamente lenta e breve. A repetição é boa e, especificamente neste caso, é muito melhor do que a emissão oral observada durante a fala espontânea. A compreensão geralmente está preservada. Na escrita, pode-se observar a mesma falta de iniciativa/inércia observada na fala, e a leitura está normal ou pouco comprometida.

Diante do exposto, marque a alternativa que apresenta a classificação CORRETA do tipo de Afasia deste paciente: 
Alternativas
Q3059611 Fonoaudiologia
Ao realizar uma avaliação de mastigação e deglutição no leito, utilizando a técnica dos 4 dedos junto à ausculta cervical com estetoscópio, o fonoaudiólogo consegue observar, de forma subjetiva, o timing da deglutição orofaríngea (presença e o grau de excursão laríngea) e detectar presença de tosse ou pigarro, o momento da penetração e/ou aspiração laríngea, promovendo, assim, uma reflexão/raciocínio clínico de indicação de manobras, dependendo do momento de sua ocorrência. Em relação à presença de tosse, relacione a segunda coluna com a primeira:

1. Presença de tosse antes do início da excursão laríngea, sinais de alteração controle sensório-motor oral.
2. Presença de tosse durante a deglutição (movimentação laríngea), déficits na elevação e/ou fechamento da laringe.
3. Presença de tosse após o retorno da laringe para sua posição de repouso, sinais de estase e posterior entrada de alimento na laringe.

( ) São indicadas manobras de limpeza faríngea.
( ) Podem ser introduzidas manobras de proteção de vias aéreas inferiores.
( ) Sendo indicado manobras de cabeça para a frente durante a deglutição.
( ) Troca para consistência mais espessa.

A associação CORRETA, considerando-a de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3059598 Português
Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda à questão.


Qual a altura do céu?

Bruna Lauer

      Uma mulher que, no auge dos seus 30 e poucos, carrega em seu currículo uma página no Instagram de sucesso, um podcast de sucesso, um livro de sucesso, inspira milhares de pessoas e, ainda, confessa querer mais. Dizem que o céu é o limite e fico me perguntando qual seria a altura do céu de cada um. O dela me parece ser bem alto e, inclusive, faz sentido.

      Com tanta vida pela frente, é preciso haver espaço para crescimento e conquistas que a motivem a ir além. Mas escutando uma entrevista com a empreendedora, ela confessa ter vivido uma recente crise de pânico devido à sobrecarga de sua agenda de trabalho, além de lidar com uma gastrite crônica. E fico imaginando se não deveria ser o corpo esse tal limite.

      Será que é a hora de discutirmos até onde vai este céu? Estamos cercados de histórias de pessoas que “deram certo”, muitas vezes assistindo a seus voos acrobáticos, desconhecendo as horas de treino e, o pior, o que de mais acontece em terra firme. Como escritora e comunicadora, via naquela carreira cheia de conquistas uma inspiração.

      Queria que a minha voz também chegasse assim, tão longe. Mas, ao ter acesso aos bastidores, após eu mesma ter passado por uma crise de ansiedade, uma infecção hospitalar e um câncer de mama, não senti vontade de experimentar suas asas.

      Acreditamos que sucesso seja este voo alto e bonito que olhamos com os dois pés no chão, apenas imaginando como seria estar ali. Mas hoje, ao pensar nesse tema, quem me vem à mente é meu amigo Carlinhos. Você provavelmente nunca ouviu falar dele, um morador da zona rural de Monteiro Lobato, que trabalha na roça e vive com sua esposa e filho no local em que nasceu.

      Nunca saiu do chão e, mesmo assim, é nele que penso. Me sinto inspirada por sua forma íntegra de agir e viver em harmonia com a natureza, por sua sabedoria aprendida com os mais velhos e sua generosidade em nos ensinar. Carlinhos diz não precisar de mais nada, pois sabe que já tem o bem mais caro: liberdade. Claro que sua vida também não é perfeita, inclusive porque apenas vidas imperfeitas podem ser reais e possíveis de serem sustentadas por anos.

      Ainda assim, se precisasse escolher, preferiria seu par de asas quebrado. Quantos exemplos de uma vida equilibrada e, em certa medida, feliz, estão caminhando anonimamente pelas ruas do seu bairro e você nunca os notou? Pessoas que poderiam nos inspirar, não pela altura de suas conquistas, mas pelo resultado de todos os anos vividos. Histórias desconhecidas que, exatamente pela falta de algo para exibir, sejam plenas na mesma medida em que pareçam desinteressantes para os nossos olhos que se viciaram em olhar para o alto, buscando voos ornamentais sem parar.

      Me lembro de uma citação de Clarice Lispector, de Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres (Rocco), que diz “De algum modo já aprendera que cada dia nunca era comum, era sempre extraordinário. E que a ela cabia sofrer o dia ou ter prazer nele. Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário”. Refletindo sobre isso, o céu do Carlinhos pode parecer baixo para muitos. Fico me perguntando se este céu bem baixinho não seja exatamente a melhor forma de estar mais perto do que é divino.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/. Acesso em: 22 maio 2024. 
Analise as passagens do texto a seguir, tendo em vista o uso da linguagem metafórica como recurso de expressão.

I - “Acreditamos que sucesso seja este voo alto e bonito que olhamos com os dois pés no chão [...].”
II - “Ainda assim, se precisasse escolher, preferiria seu par de asas quebrado.”
III - “Refletindo sobre isso, o céu do Carlinhos pode parecer baixo para muitos.”
IV - “[...] assistindo a seus voos acrobáticos, desconhecendo as horas de treino e, o pior, o que de mais acontece em terra firme.”
V - “[...] um morador da zona rural de Monteiro Lobato, que trabalha na roça e vive com sua esposa e filho no local em que nasceu.”

Estão CORRETAS as passagens 
Alternativas
Respostas
521: C
522: D
523: D
524: B
525: B
526: D
527: C
528: A
529: C
530: C
531: E
532: B
533: D
534: A
535: E
536: A
537: B
538: D
539: E
540: A