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Eda Fernandes, conforme ROCHA, C. S. e FRITSCH, R., Qualidade de vida no trabalho e ergonomia, Serviço Social & Sociedade. S. Paulo: Cortez, ano XXIII, no 69, março de 2002, p. 59.
Tendo o texto acima como referência, analise as seguintes proposições, relativas à qualidade de vida no trabalho como resultante de:
I - ações de caráter preventivo, promocional e educativo;
II - múltiplos fatores que operam independentemente uns dos outros;
III - ações interdisciplinares desenvolvidas no interior da organização;
IV - preocupações com o desenvolvimento individual e da organização.
De acordo com a conceituação, são pertinentes APENAS as proposições
I - A concepção de Medicina do Trabalho, tal como implementada no Brasil, desde a criação do Ministério do Trabalho, está superada.
II - O conceito de Saúde Ocupacional, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho e pela Organização Mundial de Saúde em 1960, revela-se insuficiente.
III - A saúde do trabalhador, concebida como o completo bem-estar físico, psíquico e social, converteu-se numa formulação abstrata e pouco operativa.
IV - A saúde do trabalhador deve ser relacionada às condições materiais e sociopolíticas presentes no processo de trabalho e de vida do trabalhador
Está correto o que se afirma em
CESAR, M. J., in MOTA, A. E., org.: A nova fábrica de consensos. S. Paulo: Cortez, 1998, p. 138.
Tendo o texto como referência, analise as afirmativas a seguir.
I - A organização e o controle do trabalho mencionados no texto são típicas do pós-fordismo.
II - A gestão da força de trabalho, empregada nas condições explicitadas no texto, implica a consideração da subjetividade do trabalhador.
III - A cultura empresarial adequada a esse modo de gestão da força de trabalho foi antecipada pela administração taylorista.
Está correto o que se afirma em
FONSECA, T. M. A., in BRAVO, M. I. S. e MATTOS, M. C., orgs., Assessoria, consultoria & Serviço Social. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006, p. 68
Dessa concepção de assessoria, NÃO se pode inferir que
"é necessário que os assessores tomem muito cuidado com as demandas que inicialmente são solicitadas. Não que estas estejam erradas, mas quase sempre são apenas expressões, partes fenomênicas, da demanda real da assessoria".
MATTOS, M. C., "Assessoria, consultoria, auditoria, supervisão técnica"
in CFESS/ABEPSS, Serviço Social: direitos sociais e competências
profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009, p. 523.
Para apreender a demanda real em sua essencialidade, os assessores devem
- A multidisciplinaridade supõe profissionais diferentes atuando sobre a mesma questão, trocando informações e coordenados por via essencialmente administrativa, que propicia o acompanhamento das ações e a sua avaliação.
- A interdisciplinaridade implica a interação entre profissionais diversos que, a partir de uma questão, identificam uma problemática comum sobre a qual intervirão, havendo entre eles reciprocidade e relações horizontalizadas.
- A transdisciplinaridade é uma radicalização da interdisciplinaridade, conduzindo à criação de um campo teórico, operacional ou disciplinar de tipo novo e mais amplo.
Com base nessas definições, o assistente social deve
I - Plano, programa e projeto são meios pelos quais o planejamento se expressa
II - O planejamento tradicional, normativo, vem sendo substituído pelo planejamento estratégico
III - O planejamento estratégico opera com a análise da correlação de forças e do cenário em que desenvolverá suas ações e tendências.
Está correto o que se afirma em
MIOTO, R. C. T., Família e Serviço Social. Contribuições ao debate, in
Serviço Social & Sociedade. S. Paulo: Cortez, ano XVII, no 55, novembro
de 1997.
O texto acima, redigido há mais de uma década, apresenta uma tese que
"Um campo que merece destaque é o da gestão social pública ou gerência pública. A gestão de políticas sociais públicas abre-se a um conjunto de especializações profissionais como assistentes sociais, sociólogos, cientistas políticos, educadores etc., indicando a tendência de se sobrepor a qualificação ao diploma. Em outros termos, tende a ser a qualificação demonstrada em um mercado competitivo o que indica o melhor profissional para o exercício de funções requeridas e não o mero diploma".
IAMAMOTO, M. V., O Serviço Social na contemporaneidade.
S. Paulo: Cortez, 1998, p. 125.
A partir desta verificação, é legítimo concluir que