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I. A resolução cooperativa dos problemas é fator de aprendizagem e de coesão organizacional.
II. O desenvolvimento humano, individual e coletivo é a “pedra de toque” para o desenvolvimento organizacional.
III. A linguagem como expressão do pensamento crítico e fator de conscientização aumenta o nível de empenho.
IV. A liderança estratégica é baseada em um pensamento linear, focando nas tomadas de decisões e desconsiderando fatores que podem influenciar direta ou indiretamente nas escolhas.
V. A escola é constituída por pessoas, profissionais, também em desenvolvimento pessoal e profissional; cada uma deve trabalhar a partir de seu próprio desejo, buscando sempre o conhecimento como dado absoluto.
Está correto o que se afirma apenas em
I. Crianças com paralisia cerebral frequentemente apresentam aumento do tempo de preparo e de trânsito oral, ocasionando maior gasto energético durante a ingestão oral, prejudicando a manutenção e o ganho de peso na criança. Diante da alta incidência em paciente com paralisia cerebral, o tempo de preparo e de trânsito oral não pode ser um indicador da gravidade da disfagia, apesar de estar mais aumentado naquelas com maior comprometimento motor.
II. O maior conhecimento frente às correlações dos achados de deglutição com as demais alterações motoras em pacientes com paralisia cerebral pode facilitar as condutas da equipe. A incidência de disfagia em todos os níveis de comprometimento motor global demonstra a necessidade de rastrear a deglutição em todos os pacientes com paralisia cerebral, independentemente da presença de queixas alimentares e/ou de quadros motores mais graves.
III. A distribuição da gravidade da deglutição em relação ao nível motor evidencia tendência de piora da disfagia de acordo com a piora nos níveis de comprometimento motor global. Espera-se maior incidência de disfagia grave para líquidos em crianças com maior comprometimento motor.
Está correto o que se afirma apenas em
( ) O paciente neurológico pode apresentar diversas alterações de sensibilidade, em sua maioria, restritas à região intraoral. A sensibilidade é um aspecto importante a ser considerado durante a terapia do paciente com disfagia, pois se a mobilidade do sistema estomatognático é eficaz para preparar o bolo alimentar, a aferência dos estímulos não influencia no tempo de trânsito oral ou mesmo no desencadeamento da deglutição.
( ) No momento da deglutição, há movimentação das paredes laterais e posterior de faringe, pela contração de seus músculos constritores, promovendo o alongamento da faringe e a medialização de suas paredes. Este mecanismo, além de aumentar a pressão na câmara faríngea, empurra dinamicamente o bolo alimentar em direção ao esôfago. Por se tratar de movimentos presentes em uma fase involuntária da deglutição, não há exercícios que auxiliem nesta movimentação e favoreçam uma movimentação mais adequada e ágil do paciente ao engolir, cabendo ao profissional direcionar suas ações apenas para a fase oral da deglutição.
( ) A conjunção de movimentos de elevação e anteriorização do complexo hiolaríngeo é um dos mecanismos que garantem a proteção das vias aéreas. É possível, de certa forma, trabalhar a movimentação laríngea por meio de exercícios que utilizam a fonação, tais como: curvas melódicas e agudos com protrusão exagerada de língua.
( ) O fechamento glótico adequado, fisiologicamente determinado pela ação dos músculos adutores da laringe – tireoaritenoideos, cricoaritenoideos laterais e ariaritenoideos, é também um importante mecanismo de defesa de vias aéreas. Assim, exercícios vocais para adução glótica podem contribuir para o processo de reabilitação das disfagias, se realizados de forma criteriosa e com enfoque funcional e dinâmico.
A sequência está correta em
( ) Além das disfluências comuns, a fala pode ser interrompida pelas disfluências atípicas ou gagas, que são comportamentos característicos de indivíduos com gagueira. A gagueira é um distúrbio da fluência caracterizada por interrupções no fluxo da fala do indivíduo, impossibilitando, em alguns momentos, a produção da fala contínua, suave e sem esforço.
( ) A gagueira é uma desordem de aspecto multidimensional, na qual inúmeros fatores podem interferir no desenvolvimento da fluência infantil, como o histórico pré-peri-pós-natal, o histórico familial, o fator ambiental, assim como as capacidades linguísticas e cognitivas da criança. Assim, fatores biológicos, psicológicos e sociais interagem de uma forma complexa nesta desordem.
( ) Quanto à evolução clínica, a gagueira infantil mais frequentemente tem um desenvolvimento abrupto. Nos estágios iniciais, podem ocorrer períodos de remissão parcial, conferindo à gagueira infantil um caráter permanente. Embora possa haver uma recuperação espontânea (na minoria dos casos), quando isso não acontece, há a possibilidade de ocorrer o agravamento do quadro tanto de disfluências gagas quanto comuns. A criança pré-escolar com gagueira pode apresentar tensões faciais e/ou corporais. Movimentos corporais associados podem surgir e se intensificar com a evolução da gagueira, o que não é observado nas disfluências comuns.
A sequência está correta em
I. Estudos evidenciaram a associação da perda auditiva com anemia por deficiência de ferro, sendo 55% maior a chance de desenvolver perda auditiva sensorioneural em indivíduos que possuem anemia do que naqueles que não apresentam. A hipótese seria de que a anemia ferropriva comprometeria o fornecimento de oxigênio aos tecidos, provocando um processo de isquemia na cóclea. Outra hipótese está relacionada ao sistema nervoso, em que a deficiência de ferro prejudicaria o metabolismo de neurotransmissores, a mielinização e a síntese de DNA, danificando a mielina do nervo auditivo e causando prejuízos na condução nervosa.
II. As anomalias de orelha acontecem na embriogênese e acometem apenas a orelha externa e média. De maneira geral, as alterações congênitas danificam o pavilhão auricular e o meato acústico externo, podendo acontecer modificações significativas, em geral, unilaterais.
III. As etiologias mais recorrentes da perda auditiva foram intituladas em seis grupos principais: no período neonatal; infecção neonatal congênita; genéticas sindrômicas e genéticas não sindrômicas; neuropatia auditiva; indeterminada (após exclusão das outras causas de perda auditiva); e, outras anomalias de orelha interna e etiologias centrais. Para que o diagnóstico etiológico seja realizado adequadamente e possa contribuir com o manejo prognóstico da deficiência, é necessário que a perda auditiva seja diagnosticada o mais precocemente possível.
IV. A literatura aponta uma associação etiológica entre surdez súbita e doenças microvasculares, com correlação significativa entre lesões da substância branca, identificada na ressonância magnética nuclear, e indivíduos diagnosticados com surdez súbita sensorioneural idiopática. Tal relação pode ser explicada pela presença de fatores de riscos vasculares como hipertensão arterial sistêmica; diabetes mellitus; e, dislipidemia.
Está correto o que se afirma apenas em
( ) A cartilagem cricoidea é uma cartilagem única, a segunda maior da laringe, com formato circular de anel completo. Observa-se uma variação importante entre os diâmetros ântero-posterior e lateral de acordo com o sexo, tendo um formato ovoide nos homens e circular nas mulheres.
( ) A cartilagem tireoidea é uma cartilagem única, a maior cartilagem da laringe; possui formato de escudo, sendo composta por duas lâminas laterais, de forma quadrangular e dois pares de cornos posteriores.
( ) A cartilagem aritenoidea é uma cartilagem única, com forma geométrica circular; considerada como a unidade funcional da laringe devido à sua importância nas funções fonatória, respiratória e digestória. Sabe-se que há relevante variabilidade entre os sexos, sendo maior nos homens, representando os elementos cartilaginosos de configuração mais instável da laringe.
( ) A cartilagem epiglótica é uma cartilagem única, formada principalmente por fibras elásticas, cuja função é proteger as vias aéreas inferiores por meio do abaixamento e fechamento do ádito laríngeo.
A sequência está correta em
I. Durante o desenvolvimento infantil, existe uma grande e estreita relação entre as áreas cognitiva, afetiva, social e comunicativa, que constituem a base para a emergência dos símbolos. Dessa forma, o desenvolvimento do simbolismo está diretamente relacionado ao da linguagem oral.
II. A função simbólica consiste na capacidade de representar o mundo experienciado e vivido. Envolve, além da linguagem e da brincadeira simbólica, a imitação diferida, a resolução de problemas por combinação mental de ações e imagens mentais, que constituem um sistema de significantes das funções simbólicas e cognitivas, possibilitando diversas formas de representação.
III. Vários estudos já consolidaram que a maturidade simbólica e as habilidades linguísticas têm seu desenvolvimento apoiado em habilidades distintas, uma vez que ambas envolvem a capacidade de representação; entretanto, utilizam elementos representativos distintos relacionados a objetos, pessoas, lugar ou ação de um outro elemento ou situação.
Está correto o que se afirma em
I. O hemiparético apresenta marcha com restrições angulares em tornozelo, joelho e quadril; porém, há uma restrição do movimento de flexão plantar que será ineficaz durante a fase de balanço e apoio, gerando, assim, a impossibilidade de o calcanhar contatar o chão na fase inicial da marcha. Estas alterações estão associadas com um padrão complexo de disfunções incluindo a espasticidade, a fraqueza muscular, o controle sensório-motor e as alterações mecânicas nos músculos e nas articulações.
II. Com a instabilidade do membro inferior parético durante a fase do apoio, altera-se o equilíbrio, ocasionando aumento da velocidade na fase de oscilação do membro não parético. As estratégias adotadas por um indivíduo ao realizar a marcha podem ser diferentes e, quanto maior a deficiência do membro inferior acometido, maior será o gasto energético.
III. Os principais fatores que influenciam o deficit na marcha são as atrofias musculares e suas mudanças fisiológicas no metabolismo e nas fibras musculares tipo I consequentes ao uso excessivo, alterações no suprimento sanguíneo do membro afetado.
IV. Alterações na marcha de indivíduos hemiparéticos são explicadas pela perda dos efeitos tróficos centrais; atrofia neurogênica; perda das unidades motoras; alterações na ordem de recrutamento e na condução dos nervos periféricos – dados que devem ser considerados no planejamento estratégico de uma sessão terapêutica de treino de marcha.
V. As unidades motoras do lado parético são mais fadigáveis, levando a um deficit de resistência decorrente da diminuição de recrutamento de unidades motoras e ativação de fibras glicolíticas tipo II, ao invés do recrutamento de fibra tipo I, durante a atividade dinâmica, reduzindo a capacidade oxidativa dos músculos paréticos com o aumento da produção de lactato na utilização de glicogênio muscular.
Está correto o que se afirma apenas em