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Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;
Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do Sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros.
Serenai verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?
Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano?
Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora;
Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.
A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:
— Iracema!...
O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio.
Nesse momento o lábio arranca d'alma um agro sorriso.
Que deixara ele na terra do exílio?
Uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a Lua passeava no céu argenteando os campos, e a brisa rugitava nos palmares.
Refresca o vento.
O rulo das vagas precipita. O barco salta sobre as ondas; desaparece no horizonte. Abre-se a imensidade dos mares; e a borrasca enverga, como o condor, as foscas asas sobre o abismo.
Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras; e para ti jaspeie a bonança mares de leite.
Enquanto vogas assim à discrição do vento, airoso barco, volva às brancas areias a saudade, que te acompanha, mas não se parte da terra onde revoa.
Fonte: ALENCAR, José de. Iracema. 24. ed. São Paulo: Ática, 1991. (Bom Livro).
Disponível em: . Acesso em 05/01/2023.
Em boa parte do texto I, há traços da natureza brasileira muito bem retratados pelo romancista. Portanto, pode-se considerar que o capítulo 1 de Iracema é predominantemente:
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;
Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do Sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros.
Serenai verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?
Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano?
Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora;
Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.
A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:
— Iracema!...
O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio.
Nesse momento o lábio arranca d'alma um agro sorriso.
Que deixara ele na terra do exílio?
Uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a Lua passeava no céu argenteando os campos, e a brisa rugitava nos palmares.
Refresca o vento.
O rulo das vagas precipita. O barco salta sobre as ondas; desaparece no horizonte. Abre-se a imensidade dos mares; e a borrasca enverga, como o condor, as foscas asas sobre o abismo.
Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras; e para ti jaspeie a bonança mares de leite.
Enquanto vogas assim à discrição do vento, airoso barco, volva às brancas areias a saudade, que te acompanha, mas não se parte da terra onde revoa.
Fonte: ALENCAR, José de. Iracema. 24. ed. São Paulo: Ática, 1991. (Bom Livro). Disponível em: . Acesso em 05/01/2023.
De acordo com o texto I, o guerreiro, a criança e o cachorro estavam em uma:
“Pois bem, se as coisas são assim no âmbito mundial, mesmo ressalvando as diferenças, talvez seja esse o destino de qualquer instituição humana. E também da democracia liberal. (...) O que observo é que cada vez menos gente acredita nessa forma de democracia, a democracia liberal, ao mesmo tempo que a grande maioria continua defendendo o ideal democrático.”
CASTELLS, Manuel. Ruptura: A crise da democracia liberal. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.

Esse desencanto, segundo Castells, tem contribuído para o surgimento de novos comportamentos sociais e políticos que transformaram as instituições e as práticas de governança em toda parte, destacando-se os EUA, a Inglaterra e o Brasil. Contribuiu diretamente para a escalada dessa “nova ira”:
“Se o Planalto e o PDS estavam estilhaçados e sem comando, o PMDB unira-se. Graças à coreografia da rivalidade de Ulysses com Tancredo, o partido entrara na campanha pelas diretas com lideranças intercambiáveis. Ulysses acreditava que conseguiria aprovar a emenda Dante de Oliveira e, nesse caso, seria o candidato do partido à Presidência. Tancredo duvidava do futuro da emenda.” GASPARI, Elio. A Ditadura Acabada. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2016. p. 266.
Tendo por base o fragmento do texto, o contexto histórico brasileiro e seu respectivo desdobramento estão relacionados ao:
“O delegado Lafaiete Stockler, da Delegacia de Costumes e diversões, disse a O Globo que o policiamento durante o carnaval será intensificado e que não será permitido, de forma alguma, o uso de fantasias consideradas amorais, indecorosas, tais como biquínis e estilizações deturpadoras. O uso de lança-perfume e bebidas alcoólicas não será permitido em bailes infantis. 'Nos bailes para adultos, o lança-perfume foi permitido. No entanto, aqueles que o utilizarem para fins indevidos, serão rigorosamente punidos', esclareceu.”
Considerado como um dos mais controversos presidentes que o Brasil já teve, o estilo de governar de Jânio Quadros, segundo alguns historiadores, pode ser definido como:
“Ninguém sabe o que a Rússia Soviética e sua organização internacional comunista pretendem fazer no futuro imediato, ou quais são os limites, se é que os há, para as suas tendências expansionistas. (...) Quaisquer conclusões que possam ser tiradas desses fatos – e fatos eles são – esta não é certamente a Europa libertada que lutamos para construir.”
Fonte: BARROS, Edgard Luiz de. A Guerra Fria. 3ª edição. São Paulo: Atual Editora,1988.
Destaca-se como um dos acontecimentos da Guerra Fria o fato de:
Observe a imagem e leia o texto a seguir:

“Arbeit machr frei” ("O trabalho liberta", em português). Era essa a inscrição na entrada do maior campo de concentração nazista, erguido em 1940, nos subúrbios da cidade de Oswiecim, na Polônia (...).
Fonte:https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/galeria/historia-libertacaode-auschwitz.phtml. Acesso em: 20/01/2023
Os campos de concentração foram a expressão máxima dos horrores praticados pelo Nazismo. Kershaw (1993, p.3-4) afirma que isso culminou “no assassinato mecanizado em massa de milhões de judeus – de uma natureza e escala que desafiam a imaginação. Diante de Auschwitz, os poderes de explicação do historiador parecem deveras insignificantes.”
Pode(m) ser citado(as) como prática(s) do regime nazista:

Crianças alemãs brincando com dinheiro após a Primeira Guerra Mundial.
Fonte: https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=19951. Acesso em: 23/01/2023.
Fatores que contribuíram para o agravamento da crise econômica alemã e o resultado das mobilizações de setores significativos de sua sociedade, ainda na década de 1920, são respectivamente:
Leia o texto a seguir:
“Além das leis trabalhistas, o governo montou um sistema de saúde pública: construiu grandes hospitais e criou o Ministério da Educação e Saúde. (...).
Foi instituído ainda um sistema público de educação básica e foram criadas Escolas Normais para a formação de professores. (...)
Também foram criados, nessa época, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
O governo deu início ainda à fundação do sistema universitário federal brasileiro, cujo primeiro passo foi a transformação da Universidade do Rio de Janeiro na Universidade do Brasil, em 1937”.
VAINFAS, Ronaldo; CASTRO, Sheila de; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História (volume único). São Paulo: Editora Saraiva, 2010.
A Era Vargas compreendeu o período que se estendeu entre 1930 e 1945 e foi marcada por uma série de realizações dos governos de Getúlio Vargas.
Para uma melhor interpretação das ações políticas adotadas por
Getúlio Vargas durante esses 15 anos em que governou o país,
deve-se considerar:
Leia o texto a seguir:
“Hoje, todos os Estados do planeta, pelo menos oficialmente, são 'nações'; todos os movimentos de libertação tendem a ser movimentos de libertação 'nacional'. As agitações 'nacionais' produzem rupturas nos Estados-nações mais antigos da Europa – Espanha, França, Reino Unido e, até mesmo, de maneira mais modesta, a Suíça (...)”.
HOBSBAWM, Eric J. Nações e Nacionalismo desde 1780. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
O tema acima abordado, em diferentes períodos históricos, tem como característica:

Um dos fatores econômicos que mais teria contribuído para essa atração de imigrantes italianos para a região Norte do Brasil foi:
Destacam-se como princípios liberais defendidos pela burguesia francesa, presentes nesse documento histórico:
“Tivesse efeito não somente nas dez léguas do Recôncavo, mas em toda a parte onde chegasse a maré (...) houvesse a inovação do gado de criar e só lhes fosse lícito terem o de serviço, fazendo as pessoas que o tivessem pasto fechado, com cercas tão fortes que ele não pudesse sair a fazer prejuízos às roças e lavouras vizinhas”.
Alvará de 27 de fevereiro de 1701. Fonte: Pecuária, Alimentos e Sistemas Agrários no Brasil (Séculos XVII e XVIII) - Maria Yedda Leite Linhares - http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_livres. Acesso em: 23/01/2023.
Deve-se considerar, para uma melhor interpretação, que a pecuária praticada à época citada:
Leia o texto a seguir:
“Podemos concluir que o trabalho escravo foi utilizado largamente nas atividades econômicas e sociais enquanto perdurou a escravidão no Brasil. Ao que parece, salvo as exceções, os escravos, bem como os libertos, só não ocuparam funções entre os profissionais liberais (médicos, juristas e professores) e em altos escalões das administrações pública e militar e da Igreja Católica.”
Fonte: LIBBY, Douglas Cole; PAIVA, Eduardo França. A escravidão no Brasil: Relações sociais, acordos e conflitos. 2ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2005, p. 43.
Nas últimas décadas do século XX e início do XXI, uma série de novas pesquisas realizadas no Brasil sobre as dinâmicas na organização do trabalho escravo, tanto dos povos originários brasileiros, como dos africanos, ao longo dos períodos colonial e imperial, estão trazendo novas informações que contestam e atualizam antigas interpretações sobre o tema.
Tendo em vista as recentes pesquisas relacionadas ao trabalho escravo no Brasil Colonial e Imperial, destaca-se o fato de:
Pode-se afirmar acerca dos povos originários brasileiros à época citada que: