Questões de Concurso Para prefeitura de lucas do rio verde - mt

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Q3103323 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

 No texto anterior, predomina a função da linguagem:
Alternativas
Q3103322 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

No texto, lê-se o seguinte trecho: “Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens” (5º parágrafo). A citação de Dickens constitui uma referência:
Alternativas
Q3103321 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

O texto “Protesto tímido” é um exemplo de:
Alternativas
Q3103320 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

O título “Protesto tímido” pode ser explicado:
Alternativas
Q3103319 Português
Leia o texto a seguir:


Protesto tímido


Fernando Sabino


        Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

       Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abandonado.

      Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém tomava conhecimento da existência do menino.

      Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?   


(....)


     Vinte e cinco milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado. Não temos disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte.


      Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

O texto anterior tece uma crítica contundente:
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Q3103318 Geografia
Desde o fatídico dia 7 de outubro de 2023, quando ocorreram os trágicos atentados terroristas promovidos pelo Hamas em território israelense, resultando na morte de 1.200 pessoas e no seqüestro de, aproximadamente, 250 pessoas, que a Questão Palestina voltou às manchetes dos jornais e de todas as mídias sociais no mundo. Passado mais de um ano do ocorrido, as forças armadas israelenses tem promovido um verdadeiro genocídio sobre a população palestina residente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, condenado por todos os organismos mundiais, que já resultou na morte de dezenas de milhares de civis, na sua maioria constituída por mulheres e crianças.

Deve-se considerar e apreender para uma melhor interpretação sobre os acontecimentos históricos que culminaram nesses conflitos mais recente na Palestina e Cisjordânia o fato de:
Alternativas
Q3103317 Geografia
“Com o agronegócio em franca expansão e o impulso dado para a verticalização da economia, Lucas do Rio Verde abre caminho para se tornar muito mais que um produtor primário altamente tecnificado e modelo de vida comunitária.”

(Acesso em 05/11/2024: https://www.lucasdorioverde.mt.gov.br/site/economia)



Imagem associada para resolução da questão


(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi. Acesso em 05/11/2024: https://www.lucasdorioverde.mt.gov.br/site/noticias/11943)



Considerando-se os aspectos sociais e econômicos, caracteriza essa conjuntura que marca a atual realidade da cidade de Lucas do Rio Verde o fato de:
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Q3103316 Geografia
O geógrafo brasileiro Roberto Lobato Corrêa, professor e pesquisador do Departamento de Geografia da UFRJ, tendo atuado no Conselho Nacional de Geografia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta a divisão do Brasil em três grandes Complexos Regionais, levando em consideração não apenas a localização dos estados, mas seus aspectos naturais e socioeconômicos, conforme o mapa a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Brasil: Divisão em Complexos Regionais

http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe. php?foto=1552&evento=5

Dentre as características predominantes nesses Complexos Regionais transcorridas essas últimas décadas, e para uma melhor interpretação acerca da utilização desse conceito, deve-se considerar e apreender o fato de:
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Q3103315 História
Texto I: “Se virmos que a Alemanha está ganhando, devemos ajudar a Rússia, e se a Rússia estiver ganhando, devemos ajudar a Alemanha, e, desse modo, deixá-los matar o maior número possível de pessoas.”

(TRUMAN, Harry. “Discurso no Senado dos EUA, realizado no dia 5 de junho de 1941”.)

Texto II: “Ninguém sabe o que a Rússia Soviética e sua organização internacional comunista pretendem fazer no futuro imediato, ou quais são os limites, se é que os há, para as suas tendências expansionistas. (...) Acautelai-vos, eu digo, porque o tempo pode ser curto”.

(Fala do ex-chanceler britânico Winston Churchil realizada nos EUA, em 5 de março de 1946. IN: BARROS, Edgard Luiz de. A Guerra Fria. Atual Editora. 3º edição. pp. 9. SP. 1988.)

O mundo, seja durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), seja durante a maior parte da segunda metade do século XX, nunca mais foi o mesmo. Ocorreram inúmeras tragédias em várias partes do Globo, responsáveis pela morte de milhões de pessoas.

Pode-se afirmar como características e acontecimentos que marcaram os contextos históricos apresentados acima:
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Q3103314 História
“Por que ninguém tentou parar Hitler? (...).

O governo nazista explorou com habilidade o anseio de paz dos Aliados, alternando discursos violentos com promessas de paz. Em março de 1936, por exemplo, Hitler defendeu um acordo de paz de 25 anos com a França. Duas horas depois, enquanto os governos aliados ainda ruminavam a proposta, o Exército alemão marchava sobre a Renânia.”

(BRENER, Jayme. A Segunda Guerra Mundial. O Planeta em Chamas. Editora Ática. São Paulo. 1997.pp. 16.)

A Segunda Guerra Mundial, transcorrida entre 1939 e 1945, que matou dezenas de milhões de pessoas, pode ser vista como uma continuação da Primeira. Se tivermos esse entendimento, podemos concluir que o mundo ocidental, entre 1918 e 1939, nada mais fez do que preparar-se para um novo conflito e, segundo o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que dirigia seu país rumo à vitória na Segunda Guerra, dizia que: “nunca houve uma guerra mais fácil de impedir do que essa”.

A previsibilidade da segunda Guerra Mundial pode ser explicada, entre outros fatores:
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Q3103313 História
Eric Hobsbawm pode ser considerado o pensador contemporâneo que mais teria contribuído para a compreensão dos conceitos de Nação, de Nacionalidade e de Nacionalismo. Ele alerta para os riscos que se comete quando se reduz demais os critérios que se deve levar em consideração ao se tratar do tema, como atesta nesse fragmento Hobsbawm (1998: 14 e 15):

As tentativas de se estabelecerem critérios objetivos sobre a existência de nacionalidade, ou de explicar por que certos grupos se tornaram ‘nações’ e outros não, frequentemente foram feitas com base em critérios simples como a língua ou a etnia ou em uma combinação de critérios como a língua, o território comum, a história comum, os traços culturais comuns e outros mais. (...) Todas as definições objetivas falharam pela óbvia razão de que (...) sempre é possível descobrir exceções. (...) os critérios usados para esse objetivo são em si mesmos ambíguos, mutáveis, opacos (...)”.

(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo desde 1780. Paz e Terra. São Paulo. 1998.)

Pode-se concluir acerca dos estudos de Hobsbawm sobre o tema, pegando o caso da formação do Estado Nacional italiano, que:
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Q3103312 História
“A Revolução Francesa, portanto, foi vista como um processo complexo e de maneira nenhuma linear, o qual, não obstante, trouxe como clímax a longa ascensão da classe média e substituiu a antiga sociedade por uma nova.”

(HOBSBAWM, Eric. Ecos da Marselhesa. Cia das Letras. São Paulo. 1996. pp. 30.)

Pode-se considerar como característica do longo processo revolucionário francês o seguinte aspecto histórico:
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Q3103311 História
Acerca do empreendimento colonial português na América, Gilberto Freire apresentou essa consideração:

“Para os portugueses o ideal teria sido não uma colônia de plantação, mas outra Índia (...). As circunstâncias americanas é que fizeram do povo colonizador de tendências menos rurais ou, pelo menos, com o sentido agrário mais pervertido pelo mercantilismo, o mais rural de todos: do povo que a Índia transformara no mais parasitário, o mais criador. Entre aquelas circunstâncias avultam imperiosas: as qualidades e as condições físicas da terra; as condições morais e materiais da vida e cultura de seus habitantes.”

(FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. SP, Global, 2006. p. 43.)

Pegando como referência esse fragmento presente no clássico “Casa Grande e Senzala”, pode-se considerar como um aspecto da conjuntura que assinalou o início da colonização lusa na América o fato:
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Q3103310 História
A escravidão nativa predominou, em tempos variados, dependendo da maior ou menor oferta de braços. No litoral nordestino, pelo menos até o fim do século XVI, o trabalho cativo dos nativos predominou; na região centro-sul (atual sudeste), o cativo indígena predominou, pelo menos, até o início do século XVII, enquanto na região norte, onde a oferta de braços nativos era maior, teria predominado até, pelo menos, o século XVIII.

Para uma melhor compreensão acerca do sistema escravista colonial português nos trópicos, deve-se considerar o fato da:
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Q3103309 História
Leia o fragmento de texto.

Maquiavel é um homem todo da sua época; e a sua ciência política representa a filosofia do tempo, que tende para a organização das monarquias nacionais absolutas, a forma política que permite e facilita um ulterior desenvolvimento das forças produtivas burguesas. Em Maquiavel pode descobrir-se in nuce (de forma concisa) a separação dos poderes e o parlamentarismo (o regime representativo): a sua “ferocia” dirige-se contra os resíduos do mundo feudal, e não contra as classes progressistas. O Príncipe deve pôr termo à anarquia feudal (...).

(GRAMSCI, António S. F. Obras Escolhidas. Editorial Estampa. Lisboa, 1974. Pp. 273-274.)

António Gramsci aprofundou seus estudos sobre “A Política como Ciência Autônoma”, retornando à Maquiavel, quando esse delineou os princípios fundamentais para a constituição dos Estados Modernos, e chamou a atenção para uma série de considerações que devem ser feitas acerca do momento em que Maquiavel elaborava seus estudos, que se apresentava “estreitamente ligado às condições e às exigências de seu tempo”, tais como:
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Q3103308 História
O Imperialismo europeu na África conseguiu impor e consolidar a economia (neo)colonial, mas este quadro se estabeleceu como uma segunda fase, de modo geral, após a: 
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Q3103307 História
  Leia o trecho: “Sistema autoritário de dominação que é caracterizado: pela monopolização da representação política por parte de um partido único de massa, hierarquicamente organizado; por uma ideologia fundada no culto do chefe, na exaltação da coletividade nacional, no desprezo dos valores do individualismo liberal e no ideal da colaboração de classes, em oposição frontal ao socialismo e ao comunismo, dentro de um sistema de tipo corporativo”.

BOBBIO. Norberto. Dicionário de Política. Brasília: Editora da UnB, 1998. p.466.

O texto acima caracteriza o conceito de:
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Q3103306 Pedagogia
Leia o fragmento: “O incentivo à cultura, em todos os seus matizes e definições, é um caminho importante que deve estar paralelo à promoção da cidadania em qualquer projeto educacional”.

PINSKY, Carla Bassanezi. Novos temas nas aulas de história. São Paulo, 2010. p.74.

A contemplação de questões culturais no ensino de História contribui para a(o):
Alternativas
Q3103305 História e Geografia de Estados e Municípios
O governo da província do Ceará, em 1884, foi o primeiro a abolir a escravidão no Brasil. Esta medida foi resultado de uma grande mobilização iniciada ainda em 1881, na qual os:
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Q3103304 História
Em 1945, “após a queda de Getúlio, os militares e a oposição liberal, com a concordância dos dois candidatos à presidência da República, decidiram entregar o poder transitoriamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares. Ficou mantido o calendário que previa eleições em 2 de dezembro”.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2012. p. 339.

Nas referidas eleições, Getúlio Vargas: 
Alternativas
Respostas
881: D
882: B
883: B
884: C
885: A
886: A
887: C
888: B
889: A
890: D
891: D
892: C
893: D
894: A
895: B
896: B
897: A
898: C
899: A
900: C