Questões de Concurso Para prefeitura de lucas do rio verde - mt

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Q4280962 Não definido
O jovem município de Lucas do Rio Verde, localizado na região Centro-Norte do estado do Mato Grosso, foi oficialmente criado em 04 de julho de 1988. Reconhecido pelos excelentes níveis de desenvolvimento econômico, recebeu esse nome em função de um dos seus mais importantes recursos naturais, o belíssimo curso d'água que corta a cidade e em homenagem a um dos primeiros desbravadores, que contribuiu para o desenvolvimento da região. Trata-se do seringalista: 
Alternativas
Q4280961 Não definido
Para manter o ambiente da cozinha limpo, acordou-se limpar as geladeiras sempre de 6 em 6 dias e os armários sempre de 8 em 8 dias. Hoje, tanto as geladeiras quanto os armários foram limpos. O número mínimo de dias necessários, a partir de hoje, para que os armários e as geladeiras voltem a serem limpos simultaneamente é de: 
Alternativas
Q4280960 Não definido
Em um certo dia, as cozinheiras de uma escola serviram 240 refeições. Deste total, três quintos foram para os alunos do préescolar. A quantidade de refeições servidas para estes alunos é um valor compreendido entre: 
Alternativas
Q4280959 Não definido
Um operador de máquinas precisará retirar trinta metros cúbicos de terra de um terreno e colocá-la em um caminhão para depois ser transportada. Para isso, utilizará uma escavadeira cuja capacidade máxima da caçamba é de dois metros cúbicos. A menor quantidade de viagens que este operador deverá fazer para transportar toda esta quantidade de terra para o caminhão é:
Alternativas
Q4280958 Não definido
Um operador de máquinas recebeu a tarefa de asfaltar um terreno retangular de 300 metros de perímetro. Se a largura desse terreno mede 50 metros, a medida, em metros, do comprimento é: 
Alternativas
Q4280957 Não definido
Para preparar uma receita, uma pessoa precisará encher uma panela com água. Para isso, utilizará 6 vezes um copo medidor completamente cheio, de 500 mililitros de capacidade. A quantidade de água colocada dentro desta panela, em litros, corresponde ao seguinte valor: 
Alternativas
Q4280956 Não definido
Para higienizar as folhas de alface, Joana colocou-as de molho às 9 horas e 55 minutos e as deixou dentro de uma solução de hipoclorito de sódio por exatos dezoito minutos, quando as retirou. Ela retirou as folhas de alface às: 
Alternativas
Q4280955 Não definido
Uma escola recebeu 60 pacotes de arroz que deverão ser armazenados em prateleiras. Por questões de segurança, cada prateleira deverá conter exatamente uma dúzia desses pacotes. Aquantidade de prateleiras utilizadas é:  
Alternativas
Q4280954 Não definido

Em uma horta escolar, plantou-se uma certa quantidade de mudas de alface. A figura a seguir mostra a disposição de todas elas nesta horta, onde cada “folha de alface” corresponde a uma muda. 


Imagem associada para resolução da questão


A quantidade de mudas plantadas é um valor compreendido entre:

Alternativas
Q4280953 Não definido
Utilize o texto a seguir para responder à questão.

Em máquinas agrícolas, um horímetro é um instrumento que indica a quantidade de horas acumuladas de funcionamento de uma máquina ou veículo. No início e ao fim de um certo mês, um operador de máquinas observou que o horímetro de um trator marcava, nesta ordem, os valores de 7815 e 8411. 
Pode-se concluir que, naquele mês, a quantidade de horas trabalhadas por aquele trator é um valor compreendido entre: 
Alternativas
Q4280952 Não definido
Utilize o texto a seguir para responder à questão.

Em máquinas agrícolas, um horímetro é um instrumento que indica a quantidade de horas acumuladas de funcionamento de uma máquina ou veículo. No início e ao fim de um certo mês, um operador de máquinas observou que o horímetro de um trator marcava, nesta ordem, os valores de 7815 e 8411. 
O algarismo das centenas que apareceu no horímetro deste trator ao final do mês tem o seguinte valor: 
Alternativas
Q4280951 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
O quinto parágrafo inicia com informações sobre o local onde o protagonista morava, expressando, com o parágrafo anterior, uma relação de: 
Alternativas
Q4280950 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
O trecho “Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos” (5º parágrafo) apresenta uma relação de:  
Alternativas
Q4280949 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
Uma expressão que reflete o estado emocional do protagonista no momento da mudança é: 
Alternativas
Q4280948 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
Em relação aos fatos expostos na narrativa, um trecho que remete a um tempo passado é o: 
Alternativas
Q4280947 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
De acordo com o narrador, morar em Vila Teresa apresentava algumas vantagens, como a de: 
Alternativas
Q4280946 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
Sobre a caracterização das personagens, a irmã do protagonista é apresentada como uma pessoa que: 
Alternativas
Q4280945 Não definido
TEXTO III

Minha vida

    Agora tem um ano que mudamos para a nossa casa no Paraíso. Ela não está pronta ainda. Falta emboçar as paredes de fora e pintar as de dentro, mas, orgulhoso, meu pai fala que pelo menos não precisamos mais ter medo de ficar sem dinheiro no fim do mês para pagar o aluguel.
    Nosso bairro ainda não tem luz. A água tiramos de uma cisterna de vinte metros de fundura, com uma bomba Marumby. Todos nós revezamos para garantir o banho e para minha mãe cozinhar e lavar roupa para fora. Hoje são dez trouxas, mas já foram umas quinze por semana.
   Eu sinto falta da Vila Teresa. Quando no ano passado o caminhão encostou para levar a mudança, corri para o quintalzinho, onde vivia em camaradagem com lesmas, grilos, paquinhas, minhocas e até um sapo-boi, na estação das águas, e abri o berreiro. Ali passei os melhores anos da minha vida, brincando de bola no campinho, de pique, indo à escola…
    Está sendo difícil adaptar aqui, porque antes a gente vivia num cortiço, mas com água encanada e luz elétrica, e a rua, calçada de paralelepípedo, era perto do Centro. Atravessávamos a ponte nova e já estávamos na praça Rui Barbosa, onde meu irmão e minha irmã rodavam no sábado à noite. Lá estão os dois cinemas da cidade, a padaria mais bonita, a maior lanchonete, os bancos e, para tristeza do meu pai, coitado, o melhor ponto para vender pipoca.
    Mas na Vila Teresa também havia inconvenientes. O correio de casas, muito perto do rio Pomba, ficava coberto pelas águas quando vinha a enchente. Aminha irmã detesta o Paraíso, porque é longe e feio. Na hora de trabalhar, ela tem que ir a pé até o Beira-Rio para pegar um ônibus. Ela acorda antes do sol e desce a morraria xingando e lamentando o dia em que nasceu. Ela reclama da poeirama, na estiagem, e do barro, na época das chuvas. E vive ameaçando que um dia casa com alguém só para ir embora. Aí minha mãe fica brava, porque ela fala que quis sair da Vila Teresa para dar uma vida mais digna para os filhos, mas principalmente para minha irmã, onde já se viu criar uma menina no meio de marginais e mulheres-da-vida? Meu irmão entra na discussão e acusa minha irmã de ser metida, que ela tem um rei na barriga e que, em vez de louvar a família, cospe no prato que come. E meu pai, que não gosta de confusão, começa a assobiar, a cantar, sai de fininho, e só volta quando colocaram uma pedra sobre o assunto.

Adaptado de Ruffato, Luiz. Minha vida. In: Acidade dorme: contos. 1a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (p. 11-4)
A história é contada a partir do olhar de um narrador: 
Alternativas
Q4280944 Não definido

TEXTO II 


Fonte: https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/photos/ a.563

Para compreender o quadrinho, é necessário que o leitor observe, além das palavras, alguns elementos não verbais. Esses elementos se expressam por meio de: 
Alternativas
Q4280943 Não definido

TEXTO II 


Fonte: https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/photos/ a.563

No quadrinho de Guilherme Bandeira, após espirrar, o calendário perde muitas folhas, o que sugere que: 
Alternativas
Respostas
2321: A
2322: C
2323: C
2324: B
2325: A
2326: D
2327: C
2328: A
2329: D
2330: B
2331: A
2332: D
2333: A
2334: C
2335: B
2336: C
2337: A
2338: B
2339: C
2340: B