Questões de Concurso Para trt - 20ª região (se)

Foram encontradas 1.766 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3737490 Contabilidade Pública
Atenção: Para responder a questão, considere as transações descritas nos itens a seguir que foram extraídas do sistema de contabilidade de uma entidade pública e se referem ao exercício financeiro de 2023.  

texto.jpg (818×499)
De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, o impacto das transações descritas no resultado financeiro referente ao ano de 2023, apurado por meio do Balanço Financeiro, foi positivo, em reais, de
Alternativas
Q3737489 Contabilidade Pública
Atenção: Para responder a questão, considere as transações descritas nos itens a seguir que foram extraídas do sistema de contabilidade de uma entidade pública e se referem ao exercício financeiro de 2023.  

texto.jpg (818×499)
De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, o impacto das transações descritas no resultado patrimonial referente ao exercício financeiro de 2023 foi positivo, em reais, de 
Alternativas
Q3737488 Contabilidade Geral
Os Balanços Patrimoniais em 31 /12/2021 e 31 /12/2022 e a Demonstração do Resultado do ano de 2022 da Empresa de Segurança Maduro S.A. são apresentados a seguir:  
30.jpg (779×352)
30.1.jpg (690×608)
Durante o ano de 2022, a empresa não liquidou qualquer empréstimo nem pagou as despesas financeiras. Não ocorreu, também, qualquer venda de investimentos ou equipamentos e os imóveis não são depreciados.
Os valores correspondentes ao Caixa das atividades operacionais e ao Caixa das atividades de financiamentos foram, respectivamente, em 2022 e em reais:  
Alternativas
Q3737487 Contabilidade Geral
O Balanço Patrimonial de 31/12/2022 da empresa Só Inventores S.A. apresentava, no subgrupo Intangíveis do Ativo não Circulante, um ativo intangível com vida útil indefinida registrado pelo valor líquido de R$ 3.000.000, cuja composição era a seguinte:
- Custo de aquisição: R$ 3.800.000.
- Perda por desvalorização (impairment): R$ 800.000.
Para realizar o teste de recuperabilidade (impairment) em 31 /12/2023, a empresa identificou para esse ativo intangível as seguintes informações:
- Valor em uso: R$ 4.000.000.
- Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 2.800.000.
Sabendo-se que o ativo intangível não corresponde a ágio por expectativa de resultados futuros, a Só Inventores S.A. 
Alternativas
Q3737486 Contabilidade Geral
Em 01/09/2023 a empresa Vendemos-de-Tudo S.A. não possuía estoque de mercadorias para revenda. Em 15/09/2023 efetuou a compra de um lote de mercadorias de um fornecedor no exterior, pelo valor de R$ 6.000.000, que foram pagos à vista. A empresa incorreu, adicionalmente, nos seguintes encargos para dispor das mercadorias em condições de venda:
- R$ 600.000 de transporte aéreo internacional para trazer a mercadoria até o Brasil.
- R$ 300.000 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso das mercadorias no Brasil, incluindo o imposto de importação.
- R$ 90.000 de impostos locais que são compensados com os impostos incidentes quando ocorrer a venda das mercadorias. - R$ 100.000 para transportar a mercadoria do aeroporto até a sede da empresa.
Em novembro de 2023, a empresa Vendemos-de-Tudo S.A. vendeu noventa por cento (90%) do estoque pelo valor bruto de R$ 8.500.000 e os impostos incidentes na venda totalizaram R$ 1.275.000. O Resultado Bruto com Mercadorias apurado exclusivamente em relação às mercadorias importadas e vendidas foi, em reais: 
Alternativas
Q3737485 Contabilidade Geral
As seguintes vendas de mercadorias foram realizadas pela empresa Vela Cheirosa S.A.:
- Vendas à vista: R$ 1.500.000
- Vendas a prazo: R$ 1.980.000
As vendas ocorreram no dia 01/12/2021, sendo que as vendas a prazo vencerão integralmente em 01/12/2023. A taxa de juros praticada pela empresa para as vendas a prazo era 0,398% ao mês (equivalente a 4,88% ao ano e a 10% em dois (2) anos).
Na Demonstração do Resultado do ano de 2021 , a empresa Vela Cheirosa S.A. reconheceu, exclusivamente em relação às vendas efetuadas em 01/12/2021, receita de vendas no valor de  
Alternativas
Q3737484 Contabilidade Geral

A empresa Saneamento Social S.A. apresentou a seguinte Demonstração do Resultado do ano de 2022, com os valores expressos em reais: 


26.jpg (426×329)


O valor dos tributos recuperáveis referentes ao estoque dos produtos que foram vendidos em 2022 foi R$ 27.000. O valor adicionado a ser distribuído pela empresa no ano de 2022 foi, em reais, 

Alternativas
Q3737483 Contabilidade Geral
A empresa Recursos Sobrando S.A. realizou, em 01/12/2021, três aplicações financeiras cujas características são apresentadas na tabela a seguir: 
25.jpg (724×142)
Considerando as três aplicações financeiras em conjunto, o 
Alternativas
Q3737482 Contabilidade Geral
O Balanço Patrimonial da empresa Sandálias S.A., em determinada data, evidenciava o valor de R$ 50.000.000 no Patrimônio Líquido, composto apenas por ações ordinárias. A empresa Calçados S.A. adquiriu, nessa data, o controle da empresa Sandálias S.A. ao adquirir 80% das ações com direito a voto. O valor pago na aquisição foi R$ 60.000.000 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Sandálias S.A. era, nessa mesma data, R$ 56.250.000.
Na data da aquisição, o valor total registrado pela empresa Calçados S.A. no grupo Investimentos do seu Balanço Patrimonial individual foi, em reais: 
Alternativas
Q3737481 Contabilidade Geral
Em 31 /12/2019, a empresa Necessitada S.A. captou recursos por meio da emissão de debêntures no valor de R$ 20.000.000, com as seguintes características:
- Taxa de juros: 10% ao ano (juros compostos)
- Prazo total: 15 anos
- Forma de pagamento: parcelas anuais constantes no valor de R$ 2.629.475,54, com vencimento em 31/12 de cada ano.
Os custos de transação incorridos para a emissão e colocação das debêntures no mercado totalizaram R$ 208.000. A expectativa de queda nas taxas de juros para os próximos anos gerou uma grande demanda pelas debêntures emitidas e a empresa conseguiu obter um valor superior ao desejado, vendendo-as por R$ 21.400.000. Como consequência, a taxa de custo efetivo da operação foi 9% ao ano (juros compostos).
O impacto no resultado de 2020 da empresa Necessitada S.A. decorrente exclusivamente das debêntures emitidas foi, em reais:  
Alternativas
Q3737480 Contabilidade Geral
As seguintes informações, com valores expressos em reais, são referentes ao exercício de 2021 e foram obtidas dos controles internos de uma empresa:
- Lucro líquido do exercício ....................................................... ...................... 700.000
- Distribuição de dividendos ............ .. .. .. .. . ...... .. . ... . .. . . .. ....... .... ......... 210.000
- Ajuste positivo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (líquido de tributos) .................................................... 80.000
- Aumento do Capital social .............................................................................. 1.000.000
- Perdas na conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior .......................................................................................................................... 100.000
- Ganho na alienação de ativos imobilizados ... .. . ..... .... .. .. ... . . . .... .... ..... 50.000
O valor do resultado abrangente apurado na demonstração do resultado abrangente no exercício de 2021 foi, em reais:
Alternativas
Q3737479 Contabilidade Geral
A empresa Maquinaria S.A. adquiriu, em 01/01/2020, um equipamento industrial pelo valor de R$10.200.000, tendo efetuado o pagamento à vista. A vida útil definida pela empresa para o equipamento foi 20 anos e o valor residual estimado para venda no final do prazo de utilização foi R$ 600.000. No final do ano de 2020, a empresa revisou a condição de uso do equipamento, redefiniu a vida útil remanescente em 15 anos e revisou o valor residual estimado no final deste novo prazo em R$ 720.000. Sabendo que a empresa Maquinaria S.A. adota o método das cotas constantes para cálculo da despesa de depreciação, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2022 foi, em reais, 
Alternativas
Q3737474 Raciocínio Lógico

Os números pares foram escritos sequencialmente na tabela com seis colunas. 


16.jpg (204×160)


A figura que pode fazer parte da tabela acima é:  

Alternativas
Q3737472 Português

Atenção: Leia o texto para responder a questão.


A Rua Diferente


Na minha rua estão cortando árvores

botando trilhos

construindo casas.


Minha rua acordou mudada.

Os vizinhos não se conformam.

Eles não sabem que a vida tem dessas exigências brutas.


Só minha filha goza o espetáculo

e se diverte com os andaimes,

a luz da solda autógena

e o cimento escorrendo nas fôrmas.


        (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, edição digital) 

Ocorre "personificação", figura que consiste na atribuição de comportamento humano a seres inanimados, em:  
Alternativas
Q3737471 Português

Atenção: Leia o texto para responder a questão.


A Rua Diferente


Na minha rua estão cortando árvores

botando trilhos

construindo casas.


Minha rua acordou mudada.

Os vizinhos não se conformam.

Eles não sabem que a vida tem dessas exigências brutas.


Só minha filha goza o espetáculo

e se diverte com os andaimes,

a luz da solda autógena

e o cimento escorrendo nas fôrmas.


        (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, edição digital) 

No poema, o processo de transformação da paisagem é descrito como 
Alternativas
Q3737469 Português
Atenção: Leia o texto para responder a questão.

        A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idflio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

        Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

        Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado "aos nossos clientes". Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insípido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, três ou quatro dias mais tarde.

         (MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem. Trad. José Marcos Macedo. Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) 
Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos. (2° parágrafo)
No contexto em que se encontra, o termo sublinhado 
Alternativas
Q3737468 Português
Atenção: Leia o texto para responder a questão.

        A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idflio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

        Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

        Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado "aos nossos clientes". Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insípido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, três ou quatro dias mais tarde.

         (MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem. Trad. José Marcos Macedo. Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) 
O mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. (1° parágrafo)
e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. (3° parágrafo)
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a: 
Alternativas
Q3737467 Português
Atenção: Leia o texto para responder a questão.

        A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idflio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

        Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

        Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado "aos nossos clientes". Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insípido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, três ou quatro dias mais tarde.

         (MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem. Trad. José Marcos Macedo. Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) 
ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente (1º parágrafo)
Sem prejuízo para a correção e o sentido, o trecho sublinhado acima pode ser substituído por:  
Alternativas
Q3737466 Português
Atenção: Leia o texto para responder a questão.

        A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idflio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

        Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

        Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado "aos nossos clientes". Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insípido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, três ou quatro dias mais tarde.

         (MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem. Trad. José Marcos Macedo. Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) 
O narrador relata que 
Alternativas
Q3737465 Português
Atenção: Leia o texto para responder a questão.

        A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idflio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

        Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

        Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado "aos nossos clientes". Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insípido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, três ou quatro dias mais tarde.

         (MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem. Trad. José Marcos Macedo. Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) 
O termo sublinhado no trecho própria do esquema hoteleiro insípido (3º parágrafo) pode ser substituído, sem prejuízo para as relações de sentido estabelecidas no contexto, por: 
Alternativas
Respostas
81: C
82: A
83: B
84: E
85: C
86: B
87: E
88: E
89: D
90: D
91: A
92: B
93: A
94: C
95: B
96: C
97: B
98: C
99: E
100: D