Questões de Concurso
Para câmara de itabirinha - mg
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Leia o fragmento a seguir.
Ao final do expediente, o prédio parecia enfim adormecer. As portas já não interrompiam o silêncio, os corredores haviam perdido a pressa e, sobre as mesas vazias, permaneciam documentos que aguardariam pacientemente a manhã seguinte. Lá fora, porém, a cidade continuava acesa, indiferente ao cansaço de quem acabara de deixá-la.
Considerando os recursos expressivos empregados no fragmento e os efeitos de sentido produzidos por eles, assinale a alternativa correta.
Período original:
Embora os responsáveis não tenham apresentado os esclarecimentos solicitados, a comissão informou aos candidatos que procederia à revisão dos documentos assim que lhe fossem encaminhadas as informações complementares.
Os processos de formação de palavras permitem a criação de novas unidades lexicais por diferentes mecanismos morfológicos. Relacione as palavras apresentadas na Coluna I aos respectivos processos de formação indicados na Coluna II.
COLUNA I
1. infeliz
2. anoitecer
3. passatempo
4. planalto
COLUNA II
( ) Composição por aglutinação, em que ocorre alteração fonológica na associação dos elementos formadores.
( ) Derivação parassintética, em que prefixo e sufixo participam conjuntamente da formação da palavra a partir da base.
( ) Derivação prefixal, caracterizada pelo acréscimo de prefixo a uma base já existente.
( ) Composição por justaposição, em que os elementos formadores mantêm, de modo geral, sua integridade fonológica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Considere os períodos a seguir.
I. Os servidores que participaram da capacitação receberam novas orientações sobre o procedimento.
II. Os servidores, que participaram da capacitação, receberam novas orientações sobre o procedimento.
A respeito dos efeitos sintáticos e semânticos produzidos pelo emprego das vírgulas, assinale a alternativa correta.
Considerando aspectos fonológicos e as regras de acentuação gráfica vigentes na língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir e assinale V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.
(_) As palavras saída e baú recebem acento gráfico pela mesma regra geral: em ambas, i ou u é vogal tônica de hiato e ocorre nas condições previstas para a acentuação gráfica dessas vogais.
(_) Com o Acordo Ortográfico, palavras paroxítonas como ideia e heroico deixaram de receber acento nos ditongos respectivamente, abertos tônicos enquanto éi esses e ói, ditongos permanecem acentuados em palavras oxítonas, como anéis e herói.
(_) Em saúde e saudade, a sequência formada pelas vogais a e u constitui hiato, pois, nas duas palavras, essas vogais pertencem a sílabas distintas.
(_) Em formas como mantê-lo e compô-la, a ligação dos pronomes -lo e -la às formas verbais terminadas originalmente em -r provoca a supressão dessa consoante, e as formas resultantes recebem acento gráfico de acordo com as regras de acentuação aplicáveis.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Considerando as regras de concordância e regência e o emprego do acento indicativo de crase segundo a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A presença, em um texto oral, de hesitações, repetições, reformulações e marcas de interação não permite, isoladamente, classificá-lo como inadequado do ponto de vista linguístico.
PORQUE
II. A avaliação dos usos da língua deve considerar as condições de produção e circulação do discurso, uma vez que recursos linguísticos podem desempenhar funções distintas conforme a modalidade, o gênero textual e a situação comunicativa.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta.
As palavras “que” e “se” podem desempenhar diferentes funções morfológicas e sintáticas, determinadas pelas relações que estabelecem no contexto em que são empregadas.
Relacione as ocorrências destacadas na Coluna I às respectivas classificações apresentadas na Coluna II.
COLUNA I
1. A instituição contratou profissionais que compreendem as novas exigências do setor.
2. Os pesquisadores verificaram que os resultados divergiam daqueles obtidos anteriormente.
3. Embora se tenham identificado algumas inconsistências, o relatório foi considerado válido.
4. Os candidatos se cumprimentaram antes do início da entrevista.
COLUNA II
( ) Conjunção integrante, responsável por introduzir oração subordinada substantiva.
( ) Pronome relativo que retoma um antecedente e exerce função sintática na oração que introduz.
( ) Pronome apassivador, associado a verbo transitivo direto e à constituição da voz passiva sintética.
( ) Pronome reflexivo com valor recíproco, indicando que a ação é praticada mutuamente pelos integrantes do sujeito.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
No trecho “Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas...”, analise as afirmativas a seguir.
I - Em “fazê-lo”, o pronome átono retoma a ideia anteriormente expressa de ler o próprio texto também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu.
II - Na formação de “fazê-lo”, a ligação do pronome -lo ao infinitivo fazer provoca a supressão do -r final e a correspondente adequação gráfica da forma verbal.
III - A expressão “Ainda assim” introduz uma relação conclusiva, indicando que a percepção de lacunas constitui consequência necessária da impossibilidade de o autor assumir plenamente a perspectiva do leitor.
IV - Em “que talvez não tenham sido suficientemente marcadas”, o advérbio “talvez” contribui para a construção de um sentido de possibilidade, evitando que a ausência de marcação das relações seja apresentada como fato categórico.
Está correto o que se afirma em:
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
I. Observada a sequência estabelecida pela Lei, a fase de julgamento sucede a fase de apresentação de propostas e lances e antecede a fase de habilitação.
II. Mediante ato motivado com explicitação dos benefícios decorrentes e previsão expressa no edital, a fase de habilitação poderá anteceder as fases de apresentação de propostas e lances e de julgamento.
III. O pregão deve ser adotado sempre que o objeto possuir padrões de desempenho e qualidade que possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais de mercado.
Está correto o que se afirma em:
Considerando a distinção entre receitas orçamentárias e ingressos extraorçamentários adotada pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), analise os seguintes ingressos:
I. Arrecadação de impostos.
II. Recebimento de depósito em caução.
III. Operação de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO).
IV. Recursos provenientes de operação de crédito que constitua receita orçamentária.
São classificados como ingressos extraorçamentários: