Questões de Concurso
Para prefeitura de flores de goiás - go
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A França é, das antigas potências coloniais europeias, a que mais intervém nos assuntos africanos. Desde o processo de descolonização até hoje, os franceses já promoveram mais de cinquenta intervenções militares em países africanos (SIRADAG, 2014, p.119), ajudando a depor ou sustentando governantes de acordo com os seus interesses. Trata-se, portanto, de um país que pratica uma ativa política intervencionista no continente africano, sobretudo nos Estados que outrora estiveram sob o julgo do colonialismo francês, e onde mantém ainda diversas bases militares.
PENNA FILHO, Pio; BADOU, Koffi Robert. A França na África: as intervenções militares e suas motivações – o caso da Costa do Marfim. Carta Internacional, Vol. 9, n. 2, jul.-dez. 2014, p. 156.
O processo de descolonização das áreas ocupadas pelos franceses na África não foi um processo rápido, principalmente diante da reação de Paris para com dois casos em particular, a saber,
Leia o texto a seguir.
Em diferentes momentos da história da disciplina escolar de História, vemos travados embates entre, por um lado, aquelas/es que defendiam (e defendem) a premência das discussões em torno dos objetivos formativos (por que e para que ensinar História) e, por outro, aquelas/es que desviavam o foco para a questão das maneiras de ensinar (o como ensinar História). Ao observarmos as propostas curriculares para a disciplina elaboradas entre o final da década de 1980 até o ano de 2018, percebemos a forte centralidade que o como ensinar adquiriu, subordinando as discussões em torno do porquê e para que a ponto de possibilitar seu total apagamento, como é possível notar na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2018) [...].
SANTOS, Maria Aparecida Lima dos. O ensino de História em perspectiva neotecnicista: sentidos de atitude historiadora nas políticas curriculares hodiernas. In: PINTO JUNIOR, Arnaldo; SILVA, Felipe Dias de Oliveira; CUNHA, André Victor Cavalcanti Seal da (Orgs). A BNCC de História: entre prescrições e práticas. Recife: EDUPE, 2022, p. 155.
A autora crítica a BNCC de História por privilegiar o ensino pautado
Observe as imagens e leia o excerto a seguir.


Nos últimos anos, estátuas e monumentos foram derrubados em diversas cidades da Europa e dos Estados Unidos por ativistas que participavam de manifestações. Em comum, todos esses alvos de protestos estavam associados
Não desconsiderando a importância de debates e as prováveis valorosas intenções de pessoas envolvidas na ECO-92, sua realização constituiu um evento no qual o governo brasileiro buscou vender uma imagem renovada e atrelada a ideais de preservação e sustentabilidade que não correspondiam à realidade brasileira. A imprensa reverberou o discurso em favor do meio ambiente e de novas formas de consumo e uso dos recursos naturais, ancorados em pressupostos de racionalidades eurocêntricas.
REGIANI, Álvaro Ribeiro; MEDEIROS, Kenia Gusmão. “Juruna quer vender uma pele de onça”: discursos sobre a sustentabilidade e a representação do indígena como naturalmente ecologista na Rio-92. Acervo, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, maio/ago. 2021, p. 22.
No contexto mencionado, um dos elementos eficientes na propaganda da sustentabilidade no Brasil foi a valorização da imagem dos indígenas como “naturalmente ecologistas”, cujas vidas estariam destinadas à preservação dos recursos naturais, alinhando-se ao projeto de
Observe o mapa a seguir.

O percurso representado no mapa corresponde à
[...] a docência em História, quando a relação com a comunidade se estreita, é informada pelos saberes orgânicos construídos e apreendidos na relação com as coletividades e com os movimentos sociais. Educadores em História aprendem saberes no território da comunidade, aprendem a conhecer realidades de lutas distintas que ampliam os seus horizontes de conhecimento e buscam a promoção do bem viver (Krenak, 2019).
MEINERZ, C. B.; SILVA, P. S. da. Educação Escolar Quilombola e Ensino de História nos caminhos abertos pela Lei nº 10.639/03. Revista História Hoje, 12(25), 2023, p. 101.
A concepção de ensino de História contida na citação corresponde a uma educação escolar alinhada à perspectiva
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A perspectiva do Mediterrâneo como palco para narrar uma história na longa duração remete, obviamente, à clássica obra de Fernand Braudel (1986), O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Felipe II, publicada originalmente em 1966. Nela, o mar e as terras ao redor formam um pano de fundo quase imóvel – a longuíssima duração – para a história mais movimentada das estruturas (em particular, daquelas ligadas à produção e às trocas) e para a história rápida dos acontecimentos.
GUARINELLO, N. L. A bacia do Mediterrâneo e a cidade antiga: unidade e diversidade. R. Museu Arq. Etn. 38, 2022, p. 4.
Fernand Braudel, citado pelo autor no excerto, considera que os traços mais marcantes que conferem unidade ao Mediterrâneo são
Leia o texto a seguir.
Além de ser o domínio propício para o exame epistemológico das condições de possibilidade de construção de conhecimento válido, a teoria da história auxilia na análise dos princípios que organizam as distintas constituições narrativas de sentido, no estabelecimento de uma correlação substantiva entre o mundo da vida e o conhecimento histórico.
MENDES, Breno; ARRAIS, Cristiano Alencar; BERBERT JÚNIOR, Carlos Oiti. O lugar da teoria da história na formação de historiadores e historiadoras no ensino superior. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 39, n. 79, e23108, jan./abr. 2023, p. 21.
O campo de reflexão ao qual os autores se referem e que propõe esse vínculo entre o pensamento histórico e a vida prática é a
Observe a imagem a seguir.

Moema (1866), obra de Victor Meirelles, apresenta a figura feminina da indígena morta à beira mar, evidenciado a nacionalidade e certo caráter heroico. A obra é um dos exemplares brasileiros que seguem os padrões do
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O jornalista Graham Hancock, apresentador escocês da série Revelações Pré-Históricas, passeia por sítios arqueológicos e formações naturais da América do Norte e Caribe, Mediterrâneo e Indonésia, tentando provar sua hipótese dita “revolucionária” para os livros de História – a de que as primeiras civilizações conhecidas (egípcios, persas, babilônicos etc.) são posteriores a outras civilizações ainda mais evoluídas em tecnologia que viveram na Terra entre 12 mil e 9,6 mil anos atrás. [...] Os arqueólogos simplesmente o desprezam – nenhum profissional de respeitado centro científico o leva a sério. Isso porque seu maior erro está na metodologia que utiliza. Ele diz a todo momento: “Ninguém pode afirmar com certeza absoluta que esta área não era um sítio astronômico”. Simplesmente porque ele assim deseja que seja.

De acordo com o texto, o desprezo pelo trabalho do jornalista Graham Hancock no meio científico deve-se, segundo a academia, à metodologia empregada por ele. Isso se dá porque, apesar das diferentes teorias que fundamentam a metodologia de trabalho, é consenso entre os cientistas de que o objeto de estudo da Arqueologia é
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Um professor de Geografia do Ensino Fundamental está planejando uma atividade para desenvolver a competência de “utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas”. Ele decide realizar um projeto em que os alunos devem analisar o impacto ambiental de uma atividade econômica local.
Para isso, ele propõe os seguintes passos:
1. Identificar uma atividade econômica local (por exemplo, agricultura, indústria, turismo).
2. Coletar dados sobre os impactos ambientais dessa atividade.
3. Analisar os dados coletados e discutir possíveis soluções para mitigar os impactos negativos.
4. Apresentar os resultados da análise em um seminário.
Considerando as competências e habilidades propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a atividade descrita no caso visa desenvolver a:
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A população do país chegou a 203.062.512 em 2022, com aumento de 6,5% frente ao censo demográfico anterior, realizado em 2010. Isso representa um acréscimo de 12,3 milhões de pessoas no período.
De 2010 a 2022, a taxa de crescimento anual da população do país foi de 0,52%. Trata-se da menor taxa desde o primeiro Censo do Brasil, em 1872.
A região Sudeste tem 84,8 milhões de habitantes, o que representa 41,8% da população do país. Os três estados brasileiros mais populosos - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro - concentram 39,9% da população brasileira.
A região Centro-Oeste é a menos populosa, com 16,3 milhões de habitantes, ou 8,0% da população do país.
Em 2022, as concentrações urbanas abrigavam 124,1 milhões de pessoas, 61%.
Cerca de 44,8% dos municípios brasileiros tinham até 10 mil habitantes, mas apenas 12,8 milhões de pessoas, ou 6,3% da população do país, viviam em cidades desse porte.

A região Sudeste do Brasil tinha 84,8 milhões de habitantes em 2022, representando 41,8% da população total do país. Quantos habitantes o Brasil tinha fora da região Sudeste em 2022?
Leia o texto a seguir.
A região do Cerrado brasileiro, rica em biodiversidade e solos ácidos, enfrenta transformações intensas devido à expansão agrícola. A mecanização e a introdução de culturas como soja e milho alteraram a paisagem natural, impactando vegetação, regime hídrico, fauna e solos. Desde a década de 1970, a mecanização trouxe benefícios econômicos, como aumento da produtividade e geração de empregos, mas também desafios ambientais, como degradação dos solos, contaminação hídrica e perda de biodiversidade.
A construção de infraestruturas, como rodovias e barragens, fragmentou habitats e alterou o microclima, afetando fauna e padrões de precipitação e temperatura. A degradação dos solos, com perda de matéria orgânica e compactação, reduz a capacidade de retenção de água, aumentando a erosão. A contaminação hídrica, pelo uso excessivo de fertilizantes e pesticidas, afeta a saúde de populações humanas e animais. A perda de biodiversidade compromete a resiliência dos ecossistemas.
A modernização agrícola gerou conflitos sociais, com pequenos agricultores e comunidades tradicionais pressionados a vender terras, resultando em deslocamento e perda de modos de vida. A concentração de terras aumenta a desigualdade social e econômica, exacerbando conflitos agrários. A expansão agrícola no Cerrado tem implicações globais, contribuindo para emissões de gases de efeito estufa e perda de biodiversidade.
Este texto aborda o fato de que
O ensino de Geografia, de forma geral, é realizado mediante aulas expositivas ou leitura dos textos do livro didático. Entretanto, é possível trabalhar com esse campo do conhecimento de forma mais dinâmica e instigante para os alunos, por meio de situações que problematizem os diferentes espaços geográficos materializados em paisagens, lugares, regiões e territórios; que disparem relações entre o presente e o passado, o específico e o geral, as ações individuais e as coletivas; e que promovam o domínio de procedimentos que permitam aos alunos ler e explicar as paisagens e os lugares.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia, o professor pode planejar essas situações considerando a
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Vygotsky (1984) enfatizou a importância das interações sociais e culturais no desenvolvimento cognitivo. No contexto da geografia, isso implica em atividades colaborativas e discussões em grupo que ajudam os alunos a construir conhecimento de forma coletiva.
O texto apresentado está relacionado à qual teoria de aprendizagem no ensino de geografia?
Leia o texto a seguir.
O conceito de lugar envolve todas as transformações que ocorreram no espaço geográfico ao longo do tempo e possui grande influência sentimental devido aos significados dados pela ação antrópica no meio espacial. Assim, o lugar é um conceito de forte individualidade e mutabilidade e envolve os significados aplicados no contexto da ciência geográfica.

A aplicação da categoria geográfica “lugar” no ensino da geografia é exemplificada