Foram encontradas 40 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3665664 Secretariado
Você está redigindo um e-mail para um grupo de colegas anunciando um novo projeto. Alice, a gerente de projetos, deve receber a mensagem e pode aparecer para todos os destinatários. Renato, o supervisor, também deve receber o e-mail, mas os demais não devem saber que ele recebeu. Os campos que você deve usar para os e-mails de Alice e de Renato são:
Alternativas
Q3665663 Noções de Informática
A fórmula válida do Excel para somar os valores de A1 até A10 é:
Alternativas
Q3665662 Noções de Informática
Considere a seguinte URL:
https://media.exemplo.org.br/assets/img/banner.jpg?size =1024#top

Assinale a alternativa que identifica corretamente o subdomínio:
Alternativas
Q3665661 Segurança da Informação
A respeito da segurança de computadores, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3665660 Noções de Informática
Sobre o sistema de arquivo do Windows, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3665659 Matemática
O gráfico a seguir representa a quantidade de pessoas atendidas (primeira coluna de cada mês) por mês, em uma loja de venda de carros, em relação à quantidade de carros vendidos (segunda coluna de cada mês) durante o primeiro trimestre do ano:

Captura_de tela 2025-10-18 121137.png (438×325)

Analisando o gráfico, pode-se afirmar que no mês de ________ a razão entre a quantidade de carros vendidos e a quantidade de pessoas atendidas foi a ___________ do trimestre.

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas:
Alternativas
Q3665658 Matemática
Dos 20 funcionários que trabalham no setor de uma empresa, a qual é formada apenas por desenvolvedores e analistas, sabe-se que a razão entre a quantidade de analistas e de desenvolvedores é de um quarto. Devido a um novo projeto, foram contratados mais 4 desenvolvedores, mantendo o restante dos funcionários do setor. Com essas novas contratações, pode-se afirmar que a razão entre a quantidade de analistas e de desenvolvedores passou a ser de:
Alternativas
Q3665657 Matemática
Cada um dos quatro vendedores de uma loja de roupas recebe, mensalmente, uma comissão de 5%, calculada sobre a média das vendas da equipe, ou seja, considerando o valor médio obtido a partir das vendas de todos os vendedores. No mês de julho, Ana vendeu um total de R$ 5.800,00; Bruno vendeu R$ 6.200,00; Carla vendeu R$ 8.250,00; e Helena vendeu R$ 4.750,00. Pode-se afirmar que, se a comissão fosse dependente apenas das vendas individuais e não da média da equipe, Carla teria recebido, no mês de julho, um valor adicional de comissão de:
Alternativas
Q3665656 Raciocínio Lógico
Dos 30 funcionários do setor administrativo de uma empresa, 20 são fluentes em inglês, 15 são fluentes em alemão e 3 não são fluentes nem em inglês, nem em alemão. Pode-se afirmar que a quantidade de funcionários fluentes em inglês e também em alemão é igual a: 
Alternativas
Q3665655 Matemática
Helena estava hospedada em um hotel e, durante o check-out em sua saída, foi realizar o pagamento da estadia. O valor total cobrado foi de R$ 1.435,00, sendo composto pelo consumo do frigobar, no valor de R$ 280,00, 3 diárias (de mesmo valor por dia) e uma taxa de turismo, correspondente a 10% sobre o valor das diárias. Pode-se afirmar que o valor de cada diária, sem o acréscimo da taxa de turismo, foi de:
Alternativas
Q3665654 Português
Analise a concordância dos verbos destacados nas assertivas que seguem:

I. Selton Melo é um dos artistas que atuaram em "Ainda estou aqui".
II. A maioria dos livros foi vendida no lançamento, portanto, teremos que imprimir mais exemplares.
III. No lançamento é quando ocorrem boa parte das vendas porque os leitores quer o livro autografado.
IV. Mais de um escritor teve suas obras esgotadas, mesmo o brasileiro ainda não sendo um exímio leitor.
V.Mais de um milhão de criadores de conteúdo compartilharam vídeos nas redes sociais nas últimas doze horas.

A concordância verbal está correta em:
Alternativas
Q3665653 Português
Analise as assertivas que seguem quanto à regência dos verbos destacados e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Todos aqueles alimentos agroecológicos distribuídos entre as famílias empobrecidas procede da agricultura familiar.
(__) Os agricultores procederam ao plantio das sementes tão logo as chuvas cessaram e a terra foi preparada.
(__) Não havia outra alternativa a não ser apelar à decisão, porque ela era injusta.
(__) Sua sabedoria importou de mais confiança e respeito na comunidade.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3665652 Português
Leia as assertivas que seguem e assinale aquela em que a pontuação está corretamente empregada: 
Alternativas
Q3665651 Português
Os pronomes relativos desempenham papel importante na construção da coesão textual. Assinale a alternativa em que o pronome relativo está usado corretamente:
Alternativas
Q3665650 Português
A preposição é uma unidade linguística dependente, ou seja, ela não aparece sozinha no discurso, mas estabelecendo relações entre palavras, sejam substantivos, adjetivos, verbos e advérbios. Por isso, mesmo sendo dependentes de outras palavras, as preposições não são desprovidas de sentido. Tendo isso como referência, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as preposições destacadas com os respectivos sentidos produzidos:

Primeira coluna: preposições
1. Formam-se mais tempestades em nós mesmos que no ar, na terra e nos mares.
2. A senhora me deu recomendações para minha mãe. Eram conhecidas há muito.
3. A pessoa sábia converte a desgraça em ventura, a tola muda a fortuna em miséria.
4. Assustada, ela esfregava uma mão contra a outra. Não conseguia controlar o medo.

Segunda coluna: sentidos
(__) Denota a nova natureza ou forma que uma pessoa ou uma coisa se converte.
(__) Denota fim, destinação.
(__) Denota lugar ou situação.
(__) Denota reciprocidade de ações.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3665649 Português
No excerto que segue, foram extraídas algumas palavras. Leia-o e assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas quanto à ortografia:

"Movimentos de pessoas negras há anos debatem o racismo como estrutura fundamental das relações sociais, criando desigualdades e abismos. O racismo é, por tanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser ___________. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entanto, não devemos nos intimidar. A prática ___________ é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. [...] O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural. A questão é: o que você está fazendo para combater o racismo? Mesmo que uma pessoa pudesse se afirmar como não racista (o que é difícil, ou mesmo impossível, já que se trata de uma estrutura social ____________), isso não seria suficiente − a inação contribui para perpetuar a opressão". Djamila Ribeiro
Alternativas
Q3665648 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, é possível afirmar que:

I. Carlos Drummond de Andrade, ao colecionar vários textos publicados a respeito de seu poema "No meio do caminho tinha uma pedra", pode entrar em contato com diversas leituras e compreensões do poema. Ele se surpreendeu com as dimensões que seu poema alcançou, positiva e negativamente, ressignificando a peça central do texto, a pedra, e extrapolando a própria compreensão que ele tinha daquilo que escrevera, ao ponto de publicar uma "biografia do poema" a partir desses recortes colecionados.
II. Fernando Paixão, também poeta, reconhece a influência da poesia de Drummond, mas afirma que, do estranhamento à influência, a pedra drummondiana se tornou uma pedra, um obstáculo em seu caminho poético, levando-o a dúvidas e interrogações. Hoje, Paixão admira a lição de concisão e de minimalismo que o objeto central do poema de Drummond lhe ensinou, provando que, com poucas palavras, também é possível fazer boa poesia.
III. O poema "No meio do caminho", de Drummond, diz o seguinte: No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra./ Nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas./ Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra . O título do texto, "A pedra reiterada", remete não apenas à repetição da palavra "pedra", no poema, como também à permanência viva do poema na cena literária brasileira. O poema é, desde que publicado, repetidamente lido, criticado e analisado, tornando-se objeto de inspiração de outros poetas, ecoando reiteradamente e sendo contraponto à poesia comedida, cuja vida é curta.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3665647 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
Analise as assertivas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Em "Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente 'seco e encalistrado', depois simplesmente se acostumou", o advérbio "primeiramente", apesar do sufixo -mente, que lhe confere sentido de modo, estabelece uma relação sequencial e temporal, a qual é confirmada pelo advérbio "depois". Dentro do contexto, os dois são responsáveis pela articulação das ideias entre as orações e pelo efeito de sentido pretendido pelo autor: na ordem cronológica dos fatos, houve uma sequência de ações. Já o advérbio "simplesmente" indica uma maneira, um modo, modificando o verbo "acostumar-se".
(__) No primeiro parágrafo, o autor do texto afirma: "Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do 'lirismo comedido' de Bilac [...]". Um dos recursos para dar conexão entre as ideias é o uso das chamadas locuções ou expressões de transição, as quais permitem encadear de maneira coerente vários enunciados. Um exemplo dessas locuções é "por outro lado", a qual pressupõe, anteriormente e ainda que de modo subentendido, a locução "de um lado". As duas expressões (mesmo "de um lado" estando subentendida) estabelecem uma relação de oposição. Nesse excerto do primeiro parágrafo, "por outro lado" pode ser substituída por "sob outra perspectiva", mantendo o sentido construído pelo autor.
(__) Em "Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico", a expressão "em vez de", que significa "em lugar de", pode ser substituída por "ao invés de" porque, nesse contexto, não compromete o sentido.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3665646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
Um dos recursos mobilizados no processo de interpretação de textos é considerar e analisar o contexto interno em que determinadas palavras aparecem, os sentidos construídos e os significados atribuídos às palavras pelo autor dentro do texto. Tendo isso em consideração e o texto como referência, analise as assertivas que seguem:

I. O texto se inicia com a seguinte declaração: "Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto 'No Meio do Caminho'", ou seja, poucos poemas causaram tanto alarido, alvoroço na literatura brasileira como o poema de Drummond. 
II. Em "'Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento'", a palavra "continente" pode ser substituída por "universo", considerando que ambas podem ter o sentido, nesse contexto, de "domínio", isto é, domínio literário.
III. Em "'o poeminha da pedra' incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio", a palavra "ferino" significa cruel; assim, o poema de Drummond incitou desde reações que o elevavam, quanto reações do mais cruel repúdio.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3665645 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
No excerto: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio", a locução adverbial destacada estabelece uma relação entre as orações: a oração subordinada exprime um obstáculo (real ou suposto) que não impede, nem modifica a declaração da oração principal. No caso do exemplo, a locução ainda intensifica a ideia construída. Considerando a explicação e o excerto, a locução adverbial destacada estabelece uma relação: 
Alternativas
Respostas
21: E
22: C
23: C
24: D
25: D
26: A
27: A
28: C
29: B
30: A
31: E
32: B
33: E
34: C
35: A
36: E
37: D
38: B
39: A
40: C