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Q3709405 Português

Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.


Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.


Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.


Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.


Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.


Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.



Na sala de aula, a professora propõe um debate sobre o conto de Marina Colasanti, com foco no protagonismo da mulher descrito na narrativa. Sabendo que a personagem sofre um apagamento identitário no texto, esse protagonismo
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Q3709404 Literatura

Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.


Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.


Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.


Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.


Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.


Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.



Para uma aula de leitura literária no 9º ano do Ensino Fundamental, a professora leu com os estudantes esse conto de Marina Colasanti. Partindo da relação entre literatura e sociedade, qual metodologia se mostra adequada para refletir sobre as questões em torno do papel da mulher retratado no texto?
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Q3709403 Pedagogia

TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.


[...]


Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.


Mas a sorte é que um dia ela disse:


 — Desculpe, mas acho que não.


Todo mundo se espantou muito.


A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.


O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.


 — Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


 MACHADO, A. M. A princesa que escolhia

Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.



TEXTO 2


 — Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.


— Não, obrigada.


 — Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.


Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?


É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]


“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”



REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada 

e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.




Com base nas obras de literatura infantojuvenil A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propõe a produção, em grupo, de podcasts com o objetivo de refletir sobre temas sociais relevantes à formação cidadã, como invisibilidade social, machismo, imposição de padrões de beleza e empoderamento feminino, partindo das vivências das duas personagens femininas retratadas.

 A proposta didática da professora apresenta abordagem metodológica que
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Q3709402 Pedagogia

TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.


[...]


Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.


Mas a sorte é que um dia ela disse:


 — Desculpe, mas acho que não.


Todo mundo se espantou muito.


A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.


O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.


 — Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


 MACHADO, A. M. A princesa que escolhia

Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.



TEXTO 2


 — Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.


— Não, obrigada.


 — Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.


Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?


É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]


“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”



REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada 

e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.




Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.


Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
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Q3709401 Espanhol

TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.


 VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2


 — Bien ¿y usté don Segundo?


— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.


Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.


El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo. Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas.


Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


 GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926.

A professora, ao abordar a intertextualidade entre os dois textos, pretende apresentar aos estudantes semelhanças e diferenças socioculturais entre os dois trechos. Para atingir o seu objetivo, ela
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Q3709400 Português

TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.


 VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2


 — Bien ¿y usté don Segundo?


— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.


Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.


El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo. Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas.


Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


 GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926.

Com base em uma metodologia pautada nos princípios da leitura dialógica e da intertextualidade, conforme discutido por Bakhtin, uma professora de Língua Portuguesa da 3ª série do Ensino Médio escolheu os textos literários 1 e 2 para que os estudantes compreendessem como esses textos podem estar relacionados. Em seguida, apresentou os textos, contextualizando-os brevemente quanto a autor, época e gênero.
Uma proposta de atividade que atenda aos pressupostos teóricos adotados e que trabalhe a relação entre os dois textos, conforme objetivado pela professora, é
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Q3709399 Espanhol

TEXTO 1


Por esse tempo leu a Graziella e o Raphael de Lamartine. Ficou possuído de uma grande tristeza; as lágrimas saltaram-lhe sobre as páginas do livro. Sentiu necessidade de amar por aquele processo, mergulhar na poesia, esquecer-se de tudo o que o cercava, para viver mentalmente nas praias de Nápoles, ou nas ilhas adoráveis da Sicília, cujos nomes sonoros e musicais lhe chegavam ao coração como o efeito de uma saudade, amarga e doce, de uma nostalgia inefável, profunda, sem contornos, que o atraía para outro mundo desconhecido, para uma existência, que lhe acenava de longe, a puxá-lo com todos os tentáculos de seu mistério e da sua irresistível melancolia.


AZEVEDO, A. Casa de pensão. São Paulo: Ática, 1989.



TEXTO 2


—¡Uff!... —hizo cruzando los brazos en la nuca y dando un largo y hondo bostezo— ¡Qué remedio!..., mañana iré a ver a la china ésa. Encendió la luz, ganó la cama y abrió un libro. Media hora después cerraba los ojos sobre estas palabras de Schopenhauer, su maestro predilecto: “el fastidio de la noción del tiempo, la distracción la quita; luego, si la vida es tanto más feliz cuanto menos se la siente, lo mejor sería verse uno libre de ella”.


 CAMBACERES, E. Sin rumbo. Estudio preliminar y notas de Carlos Alberto Leumann. Buenos Aires: Estrada, 1949.

Após a leitura desses dois fragmentos, um professor de literatura dividiu sua turma do Ensino Médio em três grupos para realizarem uma atividade em casa. Ao primeiro grupo, solicitou que buscasse, na internet, informações sobre a obra Graziella e, ao segundo, sobre Raphael, de Lamartine, respectivamente. Ao terceiro grupo, solicitou que tentasse descobrir a qual obra de Schopenhauer pertencia o trecho citado. O objetivo era explicar e analisar, na aula seguinte, a presença da intertextualidade por citação que figura nos dois fragmentos. Considerando os procedimentos pedagógicos adotados, a atividade realizada pelo professor com a turma pode ser descrita como uma
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Q3709398 Espanhol

Las razones por las que Emilia Pérez ha fracasado en México


La película ya ha obtenido varios galardones, entre ellos el de mejor comedia o musical en los Globos de Oro. En México, la recepción ha sido exactamente la contraria. Ha sido muy criticada por su descripción del país, la minimización de la violencia de los cárteles que ha afectado a tantas personas y los pocos mexicanos que estuvieron implicados en su producción. Los mexicanos también han señalado el acento de las actrices principales: Zoe Saldaña, estadounidense de ascendencia dominicana que ha ganado premios por su interpretación y está nominada al Oscar a la mejor actriz de reparto; Gascón, que es española y ha vivido y actuado en México; y Selena Gómez, estadounidense de ascendencia mexicana que trabajó para recuperar su fluidez en español para la película. En Ciudad de México, algunos espectadores se rieron durante una proyección reciente cuando los personajes de Saldaña y Gascón utilizaron coloquialismos mexicanos. “Los diálogos son completamente inorgánicos, no tiene sentido lo que están diciendo”, dijo Héctor Guillén, guionista y productor mexicano de 26 años. En respuesta a Emilia Pérez, Camila Aurora, cineasta trans mexicana y creadora de contenidos, realizó el cortometraje parodia Johanne Sacreblu. Se filmó en las calles de Ciudad de México con intérpretes mexicanos que utilizan acentos franceses rebuscados y atuendos estereotipados y consiguió 3,2 millones de visitas en YouTube en un mes y se proyectó en algunos cines.


WAGNER, J. Disponible en: www.nytimes.com.  

Recuperado el: 14 jun. 2025 (adaptado).

En una clase de lengua española de Enseñanza Media sobre el género reseña crítica de las producciones artísticas, una profesora proyectó el texto sobre la película Emilia Pérez. En seguida, solicitó que los estudiantes intentaran formular una explicación sobre cuál es la función de la reseña crítica. La explicación correcta es
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Q3709397 Espanhol

Las razones por las que Emilia Pérez ha fracasado en México


La película ya ha obtenido varios galardones, entre ellos el de mejor comedia o musical en los Globos de Oro. En México, la recepción ha sido exactamente la contraria. Ha sido muy criticada por su descripción del país, la minimización de la violencia de los cárteles que ha afectado a tantas personas y los pocos mexicanos que estuvieron implicados en su producción. Los mexicanos también han señalado el acento de las actrices principales: Zoe Saldaña, estadounidense de ascendencia dominicana que ha ganado premios por su interpretación y está nominada al Oscar a la mejor actriz de reparto; Gascón, que es española y ha vivido y actuado en México; y Selena Gómez, estadounidense de ascendencia mexicana que trabajó para recuperar su fluidez en español para la película. En Ciudad de México, algunos espectadores se rieron durante una proyección reciente cuando los personajes de Saldaña y Gascón utilizaron coloquialismos mexicanos. “Los diálogos son completamente inorgánicos, no tiene sentido lo que están diciendo”, dijo Héctor Guillén, guionista y productor mexicano de 26 años. En respuesta a Emilia Pérez, Camila Aurora, cineasta trans mexicana y creadora de contenidos, realizó el cortometraje parodia Johanne Sacreblu. Se filmó en las calles de Ciudad de México con intérpretes mexicanos que utilizan acentos franceses rebuscados y atuendos estereotipados y consiguió 3,2 millones de visitas en YouTube en un mes y se proyectó en algunos cines.


WAGNER, J. Disponible en: www.nytimes.com.  

Recuperado el: 14 jun. 2025 (adaptado).

La lectura de ese texto inspiró a la profesora de Prácticas Supervisadas a solicitar que los estudiantes formasen equipos y elaborasen una actividad, para la Educación Básica, cuyo objetivo era discutir la presencia de estereotipos en la película y la intertextualidad establecida con el cortometraje Johanne Sacreblu. El equipo que atendió la solicitación tuvo en cuenta
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Q3709396 Espanhol

CRIADA


(Entrando.)


¡En lo alto de la calle hay un gran gentío y todos los vecinos están en sus puertas!


BERNARDA


(A PONCIA.)


¡Corre a enterarte de lo que pasa! (Las mujeres corren para salir.) ¿Dónde vais? Siempre os supe mujeres  


ventaneras y rompedoras de su luto. ¡Vosotras, al patio!


(Salen y sale BERNARDA. Se oyen rumores lejanos. Entran MARTIRIO y ADELA, que se quedan escuchando y


sin atreverse a dar un paso más de la puerta de salida.) 


MARTIRIO


Agradece a la casualidad que no desaté mi lengua.


 ADELA


También hubiera hablado yo.


MARTIRIO


¿Y qué ibas a decir? ¡Querer no es hacer!


ADELA


Hace la que puede y la que se adelanta. Tú querías, pero no has podido.


MARTIRIO


No seguirás mucho tiempo.


ADELA


¡Lo tendré todo!


MARTIRIO


Yo romperé tus abrazos.


ADELA


(Suplicante.)


¡Martirio, déjame!



GARCÍA LORCA, F. La casa de Bernarda Alba. México: UNAM, 2021 (fragmento).


Un profesor de español de la Enseñanza Media utilizó ese fragmento de La casa de Bernarda Alba para analizar elementos característicos del texto dramático moderno, que orientan la acción dramática. A continuación, promovió un debate con los estudiantes sobre la doble función del texto dramático: obra para ser leída o para ser representada.

¿Cuál práctica docente favorece una comprensión del texto dramático, al contemplar tanto su dimensión literaria como su potencial de representación escénica?
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Q3709395 Literatura

CRIADA


(Entrando.)


¡En lo alto de la calle hay un gran gentío y todos los vecinos están en sus puertas!


BERNARDA


(A PONCIA.)


¡Corre a enterarte de lo que pasa! (Las mujeres corren para salir.) ¿Dónde vais? Siempre os supe mujeres  


ventaneras y rompedoras de su luto. ¡Vosotras, al patio!


(Salen y sale BERNARDA. Se oyen rumores lejanos. Entran MARTIRIO y ADELA, que se quedan escuchando y


sin atreverse a dar un paso más de la puerta de salida.) 


MARTIRIO


Agradece a la casualidad que no desaté mi lengua.


 ADELA


También hubiera hablado yo.


MARTIRIO


¿Y qué ibas a decir? ¡Querer no es hacer!


ADELA


Hace la que puede y la que se adelanta. Tú querías, pero no has podido.


MARTIRIO


No seguirás mucho tiempo.


ADELA


¡Lo tendré todo!


MARTIRIO


Yo romperé tus abrazos.


ADELA


(Suplicante.)


¡Martirio, déjame!



GARCÍA LORCA, F. La casa de Bernarda Alba. México: UNAM, 2021 (fragmento).


Después de leer con su grupo del 3er año de la Enseñanza Media ese fragmento de La casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, la profesora propuso una actividad para identificar características del género dramático.

Con base en el fragmento leído, ¿cuál afirmación describe un rasgo presente en el texto?
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Q3709394 Pedagogia

TEXTO 1



Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,


Nascida longe da praia,


Fascinada pelas rimas


E melodia da jandaia.


No Ceará foi a festa,


Meu leito foi a floresta


Nas folhas de samambaia.


A minha essência ancestral


Me encontra cordelizando,


Faz me existir resistindo,


Ao mundo eu vou contando;


Que minha forma de amar


Ninguém vai colonizar,


Da arte sempre vou me armando.


[...]


Eu não sou como Iracema


A de José de Alencar,


Sou do povo TABAJARA


Onde canta o sabiá


Minha aldeia tem imburana


Minha terra é soberana


Pelo toque do maracá.



TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.

Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento). 







TEXTO 2



Pankararu


Sabem, meus filhos...


Nós somos marginais das famílias


Somos marginais das cidades


Marginais das palhoças...


E da história?



Não somos daqui


Nem de acolá


Estamos sempre ENTRE


Entre este ou aquele


Entre isto ou aquilo!



Até onde aguentaremos, meus filhos?...



POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.

Acesso em: 12 maio 2025. 



O professor de uma turma da 1ª série do Ensino Médio planeja uma sequência didática com base na leitura dos poemas indígenas intitulados Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara, explorando seus elementos simbólicos relacionados à ancestralidade e à resistência de povos originários. Como atividade de culminância a ser realizada em grupo, propõe curadoria orientada de materiais indígenas autênticos em diferentes linguagens, como registros de grafismos corporais, de cantos tradicionais, de artefatos culturais, que dialoguem com os sentidos produzidos pelos textos lidos. Esses materiais devem compor um painel digital que articule texto, imagem e som.

Considerando a perspectiva de uma pedagogia intercultural crítica e os domínios cognitivos esperados para estudantes no Ensino Médio, assinale a alternativa que justifica o caráter formativo dessa proposta.
Alternativas
Q3709393 Literatura

TEXTO 1



Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,


Nascida longe da praia,


Fascinada pelas rimas


E melodia da jandaia.


No Ceará foi a festa,


Meu leito foi a floresta


Nas folhas de samambaia.


A minha essência ancestral


Me encontra cordelizando,


Faz me existir resistindo,


Ao mundo eu vou contando;


Que minha forma de amar


Ninguém vai colonizar,


Da arte sempre vou me armando.


[...]


Eu não sou como Iracema


A de José de Alencar,


Sou do povo TABAJARA


Onde canta o sabiá


Minha aldeia tem imburana


Minha terra é soberana


Pelo toque do maracá.



TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.

Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento). 







TEXTO 2



Pankararu


Sabem, meus filhos...


Nós somos marginais das famílias


Somos marginais das cidades


Marginais das palhoças...


E da história?



Não somos daqui


Nem de acolá


Estamos sempre ENTRE


Entre este ou aquele


Entre isto ou aquilo!



Até onde aguentaremos, meus filhos?...



POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.

Acesso em: 12 maio 2025. 



Durante uma atividade de letramento literário em uma escola indígena, o professor propõe a leitura dos poemas Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara. Considerando que o objetivo da atividade é promover, por meio da literatura, a afirmação das identidades indígenas a partir da reflexão sobre saberes e formas de resistência em uma perspectiva crítica e decolonial, selecione a alternativa que contém o fragmento e a reflexão que atendem ao objetivo proposto.
Alternativas
Q3709392 Espanhol

TEXTO 1



Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,


Nascida longe da praia,


Fascinada pelas rimas


E melodia da jandaia.


No Ceará foi a festa,


Meu leito foi a floresta


Nas folhas de samambaia.


A minha essência ancestral


Me encontra cordelizando,


Faz me existir resistindo,


Ao mundo eu vou contando;


Que minha forma de amar


Ninguém vai colonizar,


Da arte sempre vou me armando.


[...]


Eu não sou como Iracema


A de José de Alencar,


Sou do povo TABAJARA


Onde canta o sabiá


Minha aldeia tem imburana


Minha terra é soberana


Pelo toque do maracá.



TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.

Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento). 







TEXTO 2



Pankararu


Sabem, meus filhos...


Nós somos marginais das famílias


Somos marginais das cidades


Marginais das palhoças...


E da história?



Não somos daqui


Nem de acolá


Estamos sempre ENTRE


Entre este ou aquele


Entre isto ou aquilo!



Até onde aguentaremos, meus filhos?...



POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.

Acesso em: 12 maio 2025. 



Os textos Iracema Tabajara e Pankararu, escritos respectivamente por Auritha Tabajara e Eliane Potiguara, ambas mulheres indígenas, abordam poeticamente temas relacionados à compreensão de mundo a partir de uma perspectiva decolonial. A leitura dessas obras, em uma aula de Língua Portuguesa em contexto escolar indígena, constitui uma prática pedagógica significativa, pois pode partir das vivências dos estudantes. Essa escolha metodológica se justifica por permitir que os estudantes
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Q3709391 Espanhol

Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.


Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.


Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:


— Eu quiero una casa. 


Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:


— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?


Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:


— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.


Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:


— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?


Alejandro balança a cabeça, confirmando.



Com base nos estudos sobre aquisição de segunda língua e, mais especificamente, sobre a análise contrastiva entre o português e o espanhol, qual é a estratégia pedagógica adequada ao contexto apresentado que pode contribuir para combater preconceitos linguísticos como o descrito no texto?
Alternativas
Q3709390 Pedagogia

Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.


Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.


Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:


— Eu quiero una casa. 


Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:


— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?


Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:


— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.


Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:


— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?


Alejandro balança a cabeça, confirmando.



Considerando o contexto do texto, que envolve estudantes migrantes hispanofalantes em situação de crise humanitária, qual perspectiva teórica, alinhada à prática pedagógica do português como língua de acolhimento, se mostra adequada?
Alternativas
Q3709389 Português

Saudades do Natal


O Valério, a par com a Doninha, recordava-lhe: — ...A noite ‘tava uma prata, de crara. Nós fumos juntos, c’a sua mãe, naquela igrejica do arraial, onde paravam umas freiras, entremos e ajoelhemos. Eu olhava p’r’o presépio e p’ra você, e — Deus que me perdoe! — não achava Nossa Senhora mais fermosa que você. Rezei, pois não rezei? [...] E a noite ‘tava uma prata, de crara. Você não se alembra?


SILVEIRA, V. Os caboclos. Rio de Janeiro: EdUERJ; Caetés, 2020.



Uma professora do 6º ano do Ensino Fundamental, de uma escola da zona rural, observou que os estudantes produziam oralmente e, por vezes, também por escrito, formas linguísticas que exemplificam o fenômeno do rotacismo. Para desmistificar preconceitos linguísticos associados a essas variações, ela utilizou o conto Saudades do Natal, o qual apresenta uma forma semelhante às produzidas pelos estudantes (“crara”, em vez de “clara”), como recurso de reflexão.


Considerando essa situação e observando a similaridade entre a fala de Valério e a dos estudantes, qual alternativa representa a abordagem pedagógica adequada para atingir o objetivo da professora?

Alternativas
Q3709388 Linguística

Em uma escola pública brasileira, uma professora de Língua Portuguesa do 9º ano passou a receber, ao longo do ano letivo, um número crescente de estudantes migrantes oriundos de um país em crise humanitária. Esses estudantes, falantes nativos de espanhol, chegaram com pouco conhecimento do português. Ao perceber as dificuldades enfrentadas por esses estudantes na comunicação e na participação em sala de aula, a professora buscou estratégias de acolhimento linguístico que permitissem tanto a integração dos migrantes quanto o engajamento dos estudantes brasileiros no processo.


Ao notar risos dos colegas brasileiros diante da pronúncia distinta dos migrantes falantes de espanhol — que diziam “Raque[l]”, a professora decidiu abordar a questão das diferenças fonético-fonológicas entre os estudantes e refletir com a turma sobre os impactos desses contrastes na interação entre os falantes de português e do espanhol no contato linguístico produzido na sala de aula. Nesse caso específico, e para elaborar sua proposta, a professora deve considerar que

Alternativas
Q3709387 Espanhol
La directora de un colegio de Enseñanza Media brasileño le encargó a la profesora de español el diseño de un curso, de corta duración, para preparar a los estudiantes para una entrevista en español que forma parte de la primera etapa de una convocatoria de becas para España. Este es el programa de curso presentado:


Preparación para la entrevista de movilidad en español


Nivel de conocimiento de español: Intermedio

Duración: 10 horas

Objetivos de aprendizaje:

  • Aprender vocabulario y expresiones útiles para situaciones de entrevista para movilidad en español;

  Practicar la comunicación en lengua española en contexto de entrevista en español.

Contenidos temáticos:

   Presentación personal y académica;

   Gustos y rutinas;

  Planes para el futuro y motivaciones para la movilidad.

Materiales y recursos didácticos:

   Fotos;

  Vídeos de entrevistas en español;

  • Guion de entrevistas;

    Encuestas para recoger datos personales y académicos.


Actividades prácticas:

  Tareas en parejas, utilizando fotos y tarjetas con vacíos de información sobre cada estudiante, en las que tengan que hacer preguntas para descubrir datos/informaciones faltantes;

  Tareas de preparación de preguntas y respuestas en las que los estudiantes se entrevisten entre sí en español, para que tengan la oportunidad de practicar la comprensión y expresión oral mientras aprenden más sobre sus compañeros;

  • Juegos de rol en los que los estudiantes asuman diferentes roles y situaciones para practicar la expresión oral y la interacción en español (por ejemplo, crear un escenario en el que los estudiantes son entrevistador y entrevistados).

Evaluación:

  Los estudiantes recibirán una ficha de autoevaluación el primer día de clase que servirá como una herramienta para que reflexionen y tomen nota sobre sus fortalezas y áreas de mejora, así como para que el profesor pueda conocer mejor a sus estudiantes y adaptar el curso.

El uso de la ficha de autoevaluación por la profesora atiende a los siguientes supuestos del enfoque comunicativo para la enseñanza de lengua:
Alternativas
Q3709386 Espanhol
La directora de un colegio de Enseñanza Media brasileño le encargó a la profesora de español el diseño de un curso, de corta duración, para preparar a los estudiantes para una entrevista en español que forma parte de la primera etapa de una convocatoria de becas para España. Este es el programa de curso presentado:


Preparación para la entrevista de movilidad en español


Nivel de conocimiento de español: Intermedio

Duración: 10 horas

Objetivos de aprendizaje:

  • Aprender vocabulario y expresiones útiles para situaciones de entrevista para movilidad en español;

  Practicar la comunicación en lengua española en contexto de entrevista en español.

Contenidos temáticos:

   Presentación personal y académica;

   Gustos y rutinas;

  Planes para el futuro y motivaciones para la movilidad.

Materiales y recursos didácticos:

   Fotos;

  Vídeos de entrevistas en español;

  • Guion de entrevistas;

    Encuestas para recoger datos personales y académicos.


Actividades prácticas:

  Tareas en parejas, utilizando fotos y tarjetas con vacíos de información sobre cada estudiante, en las que tengan que hacer preguntas para descubrir datos/informaciones faltantes;

  Tareas de preparación de preguntas y respuestas en las que los estudiantes se entrevisten entre sí en español, para que tengan la oportunidad de practicar la comprensión y expresión oral mientras aprenden más sobre sus compañeros;

  • Juegos de rol en los que los estudiantes asuman diferentes roles y situaciones para practicar la expresión oral y la interacción en español (por ejemplo, crear un escenario en el que los estudiantes son entrevistador y entrevistados).

Evaluación:

  Los estudiantes recibirán una ficha de autoevaluación el primer día de clase que servirá como una herramienta para que reflexionen y tomen nota sobre sus fortalezas y áreas de mejora, así como para que el profesor pueda conocer mejor a sus estudiantes y adaptar el curso.

Las actividades prácticas propuestas están de acuerdo con los siguientes supuestos del enfoque por tareas:
Alternativas
Respostas
381: C
382: B
383: A
384: A
385: A
386: A
387: D
388: C
389: D
390: D
391: D
392: B
393: C
394: A
395: D
396: B
397: C
398: B
399: B
400: B