Questões de Concurso Para prefeitura de cidade ocidental - go

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Q2342442 História
Leia o texto a seguir.
Afirmo, portanto, que tínhamos atingido já o ano bem farto da Encarnação do Filho de Deus, de 1348, quando, na mui excelsa cidade de Florença, cuja beleza supera a de qualquer outra da Itália, sobreveio a mortífera pestilência. Por iniciativa dos corpos superiores, ou em razão de nossas iniquidades, a peste, atirada sobre os homens por justa cólera divina e para nossa exemplificação, tivera início nas regiões orientais, há alguns anos. Incansável, fora de um lugar para outro; e estendera-se, de forma miserável, para o Ocidente. Na cidade de Florença, nenhuma prevenção foi válida, nem valeu a pena qualquer providência dos homens.
BOCACCIO, Giovanni. Decamerão. São Paulo: Abril, 1979, p. 11. [Adaptado].

O texto se refere à peste negra, que teve como consequência
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Q2342441 História
Leia o texto a seguir.
Em verdade, o termo “Idade Média” se origina pela letra de seus primeiros detratores. Os primeiros a cunhar a expressão foram humanistas italianos que, em plenos séculos XIV-XV, contrapunham a depuração filológica, artística e arquitetônica de seu tempo àquela observada no período precedente, de modo a valorizar o primeiro. Assim, autores como Petrarca, Vasari e Andrea caracterizavam a medievalidade como “trevas”, verdadeiro interregno entre a Antiguidade e os tempos então “modernos”.
SILVA, P. D. O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à Idade Média. Revista Signum, 2013, v. 14, n. 1, p. 73.

De acordo com o texto, o conceito de Idade Média surgiu atrelado à 
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Q2342440 História
Leia o texto a seguir.
Poucas obras tiveram tanta repercussão historiográfica quanto a de Edward Gibbon. Desde então, historiadores da Antiguidade e medievalistas discutem sobre o período que corresponde à desarticulação do Ocidente imperial e à expansão do cristianismo e do islamismo. Até meados do século XX, prevaleceu a perspectiva pessimista, identificada pelo epítome de “declínio” imperial. Em reação a tais premissas desponta o conceito de Antiguidade Tardia que, ao enfatizar a noção de “transição”, atenua o conteúdo catastrófico das análises e dispensa noções correlatas, como a das “trevas” medievais.
SILVA, P. D. O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à Idade Média. Revista Signum, 2013, v. 14, n. 1, p. 73.

Contudo, o conceito de Antiguidade Tardia recebe críticas de historiadores que apontam que, ao privilegiar as noções associadas à continuidade, esse conceito acaba diluindo
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Q2342439 História
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Na Europa as tribos são diferentes umas das outras, tanto nas estaturas, quanto nas compleições, quanto nas virilidades. [...] Os que habitam uma região montanhosa, apical, elevada e abundante em água e as mudanças das estações lhes ocorrem diferenciadas; nestes casos, é normal que tenham aparência de grandes e sejam naturalmente propícios para o esforço e para a virilidade; e tais naturezas não têm menos selvageria e animalidade.
Hipócrates, apud: CAIRUS, H. F., RIBEIRO JR., W. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005, p. 111. [Adaptado]

O tratado de Hipócrates (séc. V a.C.) expõe uma percepção do homem fundada no determinismo
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Q2342438 História
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Considerados sedentários desde o fim do Paleolítico por não mais se deslocarem como antes, os homídeos do Neolítico desenvolveram ainda mais essa tendência ao tornarem a prática agrícola algo decisivo para a sua manutenção. Para essa prática, necessariamente, o solo passou a ser algo que não era só fonte de matérias-primas dispostas em sua superfície, mas que deveria ser manipulado para o plantio, notadamente, de plantas comestíveis, especialmente cereais.
NAVARRO, R. F. A Evolução dos Materiais. Parte 1: da Pré-história ao Início da Era Moderna. Revista Eletrônica de Materiais e Processos, v. 1, 2006, p. 4.

Para realizar suas atividades, o homem do período era capaz de produzir instrumentos de
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Q2342437 Pedagogia
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Negros e indígenas estiveram presentes, e com importante atuação, nos processos históricos brasileiros desde o período colonial. Valorizar suas contribuições é dar significação às lutas desses povos e corrigir lacunas na formação histórica nacional, em oposição ao mito de uma suposta democracia racial, através da qual, segundo Freyre, a miscigenação étnica e cultural da formação da sociedade brasileira havia produzido um efeito democratizante na sociedade.
FONTENELE, Z. V. Práticas docentes no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 46, e204249, 2020, p. 7.

No sentido do texto, no ensino de história e cultura afrobrasileira e dos povos indígenas, os professores devem valorizar a 
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Q2342436 História
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No seu nascedouro, a palavra “descolonização” já vem carregada de ideologia, parecendo definir um destino histórico dos povos colonizados: depois de ter colonizado, o europeu “descoloniza”, estando, pois, implícita a vontade do país colonizador de abrir mão de pretensos direitos adquiridos em determinado momento. A generalização do termo implica, de certa forma, a noção de que só a Europa possui uma história ou é capaz de elaborá-la. Os outros não têm história: nem passado a ser contado nem futuro a ser elaborado.
LINHARES, Maria Yedda Leite. Descolonização e lutas de libertação nacional. In: REIS FILHO, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (orgs.). O século XX. O tempo das dúvidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. v. 3, p. 41.

O texto apresenta uma crítica à história construída a partir de uma
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Q2342435 História
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A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico — quase uma vida de santo —, sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi, v. 10, n. 19, 2009, p. 9.

O texto apresenta a nova biografia histórica como uma possibilidade de 
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Q2342434 História
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Langlois e Seignobos, historiadores franceses influentes na virada do século XIX para o XX, escrevem que a história se faz com documentos e, peremptórios, afirmam: onde não há documentos não há história. O historiador Ciro Flamarion Cardoso, ao analisar essa famosa passagem, menciona o que ela tem de atual, afinal as fontes históricas ocupam um lugar insubstituível na historiografia; porém, por outro lado, a produção historiográfica não é mais a mesma em relação àquela do final dos oitocentos.
CARVALHO, R. L. P. Apontamentos metodológicos. Revista HISTEDBR. Online, Campinas, n. 42, jun 2011, p. 297.

No sentido do texto, atualmente se enfatiza a necessidade de que o historiador
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Q2342433 História
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Nada prova a priori que a escrita resulta em um relato da realidade mais fidedigno do que o testemunho oral transmitido de geração a geração. As crônicas das guerras modernas servem para mostrar que, como se diz (na África), cada partido ou nação “enxerga o meio‑dia da porta de sua casa” – através do prisma das paixões, da mentalidade particular, dos interesses ou, ainda; da avidez em justificar um ponto de vista. Além disso, os próprios documentos escritos nem sempre se mantiveram livres de falsificações ou alterações, intencionais ou não, ao passarem sucessivamente pelas mãos dos copistas – fenômeno que originou, entre outras, as controvérsias sobre as “Sagradas Escrituras”.
HAMPATÉ BÂ, A. A tradição viva. In: KI‑ZERBO, Joseph. História Geral da África. v.I. Brasília: UNESCO, 2010, p. 167-168).

Ao tratar da produção do conhecimento científico, o autor se posiciona em favor da
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Q2342432 Libras
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Para os surdos, as modificações trazidas pelas novas tecnologias não foram apenas educativas sociais e laborais, mas, sobretudo de inserção comunicativa em muitas das atividades de vida diária antes inacessíveis, pois, a distância e o tempo se encurtam pela Internet e surgiram novas maneiras de se relacionar.
STUMPF, 2010, p. 5. Disponível em: <https://libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoPedagogico/educacao DeSurdosENovasTecnologias/assets/719/TextoEduTecnologia1_Texto_base_ Atualizado_1_.pdf>. Acesso em: 29 ago. 2023.

A evolução de softwares para educação dos surdos encontra-se no quarto estágio, com a utilização de
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Q2342431 Libras
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A linguagem corporal e a expressão facial são de suma importância na comunicação em LIBRAS, pois é o recurso que o sinalizador utiliza, por meio do corpo e da face, para dar entonação ao seu discurso.
GOMES, L. & BENASSI, C., 2015. Disponível em: <https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/revdia/article/view/2948>. Acesso em: 29 ago. 2023.

Os sinais manuais são frequentemente acompanhados por expressões faciais e movimentos do corpo que podem ser consideradas gramaticais. Tais expressões são chamadas de marcações
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Q2342430 Libras
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O profissional intérprete é aquele que interpreta a mensagem de forma “precisa e apropriada” de uma língua para permitir que a comunicação aconteça entre pessoas que não usam a mesma língua, isto é, o profissional intérprete intermedia a interação comunicação.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/tradutorlibras.pdf>. Acesso em: 29 ago. 2023.

A estrutura do Código de ética do intérprete de Libras compõe-se por
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Q2342429 Libras
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A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&a lias=428-diretrizes-publicacao&Itemid=30192>. Acesso em: 29 ago. 2023.

Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o professor deve
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Q2342428 Libras
Leia o texto a seguir.
Nas línguas de sinais, […] é possível se realizar um signo com uma mão, e outro com a outra, ao mesmo tempo. Além disso, enquanto as mãos estão realizando sinais lexicais, a posição do tronco e da cabeça, a direção do olhar, as expressões faciais estão fornecendo informações discursivas e gramaticais.
Disponível em: <https://www.libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoBasica/estudosLi nguisticos/scos/navpaths/indexnavpath3.html>. Acesso em: 29 ago. 2023.

Na Libras, ao realizar um signo linguístico em todos os níveis de análise, do fonológico ao discursivo, os parâmetros são combinados por meio da
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Q2342427 Libras
Leia o texto a seguir.
A ordem das palavras é o conceito básico relacionado à estrutura da sentença de uma língua. A ideia de que as línguas podem apresentar diferentes ordens básicas teve um papel significativo na análise linguística.
QUADROS, PIZZIO, REZENDE, 2008, p. 14.

Na Libras, a ordem básica das sentenças é
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Q2342426 Libras
Leia o texto a seguir.
A língua de sinais é a única língua a qual a criança surda pode aprender sem nenhum atraso de desenvolvimento e isto é fundamental para o desenvolvimento da sintaxe, que parece ser o ponto crucial do desenvolvimento da linguagem e possui um período crítico para o seu desenvolvimento.
BOUVET, PENFIELD E ROBERTS apud KARNOPP, 2002, p. 25.

Considerando que o surdo é visuogestual, ele tem o direito legal de ser educado na sua língua materna, a Libras, como L1, pois  
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Q2342425 Libras
Leia o texto a seguir.
O estudo das teorias da educação de surdos se constitui em um instrumento para nos conduzir entre as mais diferentes etapas que a história registrou e registra sobre os surdos, os aspectos de exclusão, de marginalização e de ascensão cultural são aí delineados facilmente. 
GLADIS & PERLIN, 2009, p. 41. Disponível em: <https://www.libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoEspecifica/teor iasDaEducacaoEEstudosSurdos/assets/257/TEXTOBaseTeoria_da_Educac ao_e_Estudos_Surdos_pronta.pdf>. Acesso em: 29 ago. 2023.

A teoria da educação na qual o surdo é entendido como um ser cultural, e os estudos surdos são valorizados pelas suas pesquisas sobre os artefatos culturais do povo surdo (língua de sinais, história das conquistas e das lutas dos surdos, pedagogia de surdos, literatura surda, identidades surdas, artes surdas) denomina-se
Alternativas
Q2342424 Libras
Segundo Perlin (2004), “[...] As identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o indivíduo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social”. Dentre as identidades surdas, uma se refere aos surdos que nasceram ouvintes e com o tempo, devido às diversas circunstâncias da vida, tornaram-se surdos. Eles utilizam uma percepção visual, passam para sua língua materna oral e depois realizam a tradução para a língua de sinais. Essa identidade descrita é denominada
Alternativas
Q2342423 Libras
De acordo com Karnopp (2006), “Literatura surda é a produção de textos literários em sinais, que entende a surdez como presença de algo e não como falta, possibilitando outras representações de surdos, considerando-os como um grupo linguístico e cultural diferente”. Considerando que a literatura surda está presente na comunidade surda e é socialmente relevante o registro dessas histórias, sua importância consiste dentre outros fatores em
Alternativas
Respostas
261: A
262: B
263: D
264: A
265: B
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268: B
269: A
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272: C
273: A
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