Foram encontradas 5.524 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
O tratamento do transtorno depressivo maior em pacientes pós-infarto do miocárdio está associado não apenas à diminuição dos sintomas depressivos e melhora da qualidade de vida, mas também à melhora dos parâmetros cardiovasculares e à redução da mortalidade.
A taxa de cometimento de suicídio por pacientes com depressão maior psicótica é maior que a de pacientes com depressão não psicótica e está associada a fatores como sexo masculino, tentativas prévias de suicídio e gravidade dos sintomas psicóticos.
Os resultados do estudo STAR*D (sequenced treatment alternatives to relieve depression), relativo ao tratamento do transtorno depressivo maior, demonstraram taxas de remissão de 70% a 75% após duas intervenções sequenciais de tratamento.
O estudo CATIE (clinical antipsychotic trials of intervention effectiveness), que avaliou o tratamento com antipsicóticos de mais de 1.500 pacientes com esquizofrenia crônica, mostrou haver altas taxas de descontinuação do tratamento (até 74%), independentemente de os pacientes serem tratados com antipsicóticos de primeira ou de segunda geração.
Apesar de controverso, o uso de antidepressivos no tratamento da depressão bipolar foi corroborado pelos resultados do estudo STEP-BD (systematic treatment enhancement program for bipolar disorder), que mostrou que a associação de sertralina ou bupropiona a estabilizadores de humor foi mais eficaz para se atingir a remissão do que o tratamento apenas com estabilizadores de humor.
Apesar de a taxa de bloqueio dos receptores D2 ser muito inferior à do haloperidol, a risperidona e a olanzapina são medicações eficazes no tratamento dos sintomas positivos da esquizofrenia.
O prejuízo cognitivo na esquizofrenia ocorre a partir da manifestação dos sintomas psicóticos e está diretamente relacionado à intensidade e cronicidade desses sintomas.
No subtipo hebefrênico da esquizofrenia, o processo psicopatológico predominante é o transtorno da forma do pensamento, cuja manifestação clínica pode ser avaliada a partir da dimensão de desorganização.
Idade mais avançada, comorbidade com transtorno do pânico e história de abuso na infância são fatores de risco para o cometimento de suicídio por esquizofrênicos.
O uso concomitante de psicofármacos inibidores da CYP2D6, como, por exemplo, fluoxetina e paroxetina, está associado à diminuição da eficácia do tamoxifeno no tratamento de pacientes com câncer de mama.
A rivastigmina e a galantamina, medicações inibidoras competitivas e reversíveis da acetilcolinesterase, apresentam efeitos colaterais semelhantes e são indicadas para o tratamento da doença de Alzheimer, de leve a moderada.
A associação de inibidores seletivos da receptação de serotonina e de inibidores da monoaminoxidase pode desencadear a síndrome serotonérgica, cujas manifestações incluem alterações do estado mental e do sistema autonômico e hiper-reatividade neuromuscular. O tratamento dessa síndrome baseia-se em medidas de suporte clínico, mas pode requerer o uso de antídotos específicos, como a ciproeptadina e a bromocriptina.
O uso de glicocorticoides está associado ao aparecimento de sintomas psiquiátricos, e o tratamento com antidepressivos tricíclicos pode atenuar as alterações de humor por eles induzidas.
A demência pode acometer de 20% a 30% dos pacientes com doença de Parkinson. Devido à natureza subcortical da doença, há a tendência de se preservarem habilidades intelectivas superiores como as funções executivas e visuoespaciais e a memória verbal.
A taxa de conversão de CCL para doença de Alzheimer pode chegar a 15% ao ano, estando alguns marcadores liquóricos — tais como elevação dos níveis de proteína tau fosforilada, de proteínas precursoras de amiloide e de beta-secretase, bem como a redução dos níveis de peptídeo beta-amiloide 42 (Aβ 42) — associados a maior risco de conversão.
A hidrocefalia de pressão normal, uma forma potencialmente reversível de demência, é caracterizada pela tríade alterações de marcha, comprometimento cognitivo e incontinência urinária. O mecanismo responsável pela deterioração clínica observada em pacientes com essa doença é a compressão de pequenas veias pelos ventrículos dilatados, com diminuição do fluxo sanguíneo e da perfusão ventricular.
A interrupção abrupta, após o uso prolongado de benzodiazepínicos, pode levar à abstinência e(ou) à reagudização dos sintomas ansiosos. Diferentemente do que ocorre na reagudização, na síndrome de abstinência há melhora progressiva dos sintomas, que podem incluir, entre outros, alterações perceptuais, despersonalização e desrealização.
A macrocitose, que afeta aproximadamente 90% dos pacientes dependentes de álcool, pode ser induzida pelo consumo de mais de 80 mg de álcool por dia. O aumento do volume corpuscular médio acontece mesmo em pacientes com níveis de folato e vitamina B12 normais e está relacionado à disfunção hepática subclínica.
Apesar de não haver tratamento aprovado para a síndrome de dependência de cocaína/crack, o uso de agentes gabaérgicos — por exemplo: topiramato, tiagabina e baclofen —, bem como antipsicóticos típicos e agentes de reposição — por exemplo: modafinil e metilfenidato — tem sido eficaz na redução do craving e do uso dessas substâncias.
A paralogia não relacionada a alteração dos níveis de consciência ou outros sintomas dissociativos corresponde à característica fundamental da síndrome de Ganser.