Questões de Concurso Para câmara de raposa - ma

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Q4051798 Segurança da Informação
“É um protocolo de segurança que permite a confirmação da identidade de um servidor, verificando o nível de confiança.”
O trecho acima se refere a um protocolo de internet, qual? 
Alternativas
Q4051797 Noções de Informática
No Menu Editar, do programa LibreOffice Writer, o comando “Ctrl + Shift + V” é utilizado para realizar qual ação? 
Alternativas
Q4051796 Arquitetura de Computadores
Um processador é dividido em ULA (Unidade Lógica e Aritmética), registradores, controle e relógio. Com relação ao controle, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4051795 Noções de Informática
Os CDs, DVDs e discos Blu-Ray, são conhecidos por reproduzir músicas e vídeos, mas além disso, podem atuar como dispositivos de armazenamento. Qual tipo de armazenamento desses dispositivos? 
Alternativas
Q4051794 Noções de Informática

Analise e responda.


I- Monitor.


II- Teclado.


III- Impressora.


IV- Mouse.


V- Scanner.


São exemplos de dispositivos de saída: 


Alternativas
Q4051793 Português

Leia a charge a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão


GRUPO EDITORES BLOG. #Charge: Dengue, 02 de abril 2022. Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-dengue/.


*zap: nome popular no Brasil para WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens disponível para celulares, tablets e computadores.


As charges são textos que apresentam um caráter argumentativo crítico. No caso da charge apresentada, a crítica recai diretamente sobre 


Alternativas
Q4051792 Português

Leia a tirinha a seguir.


LEITE, Will. Anésia #510. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/anesia-510/.  

A partir da fala de Anésia, no último quadrinho, pressupõe-se que
Alternativas
Q4051791 Português
Marque a alternativa que apresenta uma frase com equívoco de concordância verbal. 
Alternativas
Q4051790 Português
Em “De repente, eu acordei e ele estava na minha frente todo assustado.”, a vírgula foi usada com a função de: 
Alternativas
Q4051789 Português

Na frase “Infelizmente, alguns grupos artísticos tem perdido patrocínio.” A locução verbal pode ser classificada como:

 

Alternativas
Q4051788 Português
Leia o poema que segue e em seguida responda ao que se pede.

Meu interior.

O galo vai pro _________ e o sol enfim descansa a lua vira o ponteiro e a escuridão avança sem energia no canteiro é pela luz do candeeiro que eu enxergo a esperança.
Guibson Medeiros
Dentre as alternativas abaixo, assinale a palavra que está escrita corretamente e preenche a lacuna do poema. 
Alternativas
Q4051787 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Trata-se de dar um trato na língua



Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de "O Drible"  e  "Viva a Língua Brasileira".


"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.


Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.


Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.


Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.


Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.


Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".


Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".


Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".


Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.


Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.


[...]


Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.


No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.


Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".


A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.


Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.


Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria. 


https://www1.folha.uol.com.br


Observe a frase que segue:

“Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.” Augusto Cury

Na frase – É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no RECÔNDITO da sua alma – o termo destacado significa 
Alternativas
Q4051786 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Trata-se de dar um trato na língua



Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de "O Drible"  e  "Viva a Língua Brasileira".


"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.


Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.


Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.


Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.


Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.


Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".


Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".


Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".


Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.


Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.


[...]


Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.


No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.


Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".


A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.


Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.


Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria. 


https://www1.folha.uol.com.br


“Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil [...].” 10º§

O verbo destacado nessa frase apresenta irregularidade na sua conjugação. A sequência em que todos os verbos também são irregulares é: 
Alternativas
Q4051785 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Trata-se de dar um trato na língua



Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de "O Drible"  e  "Viva a Língua Brasileira".


"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.


Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.


Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.


Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.


Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.


Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".


Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".


Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".


Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.


Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.


[...]


Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.


No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.


Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".


A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.


Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.


Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria. 


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"Trata-se de usos incorretos". 13º§

Na frase acima, a palavra “se” indetermina o sujeito, o que também ocorre em:  

Alternativas
Q4051784 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Trata-se de dar um trato na língua



Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de "O Drible"  e  "Viva a Língua Brasileira".


"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.


Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.


Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.


Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.


Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.


Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".


Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".


Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".


Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.


Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.


[...]


Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.


No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.


Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".


A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.


Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.


Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria. 


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“Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como [...].” 3°§
Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada nesse trecho altera seu sentido original.
Alternativas
Q4051783 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Trata-se de dar um trato na língua



Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.

Sérgio Rodrigues

Escritor e jornalista, autor de "O Drible"  e  "Viva a Língua Brasileira".


"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.


Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.


Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.


Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.


Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.


Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".


Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".


Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".


Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.


Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.


[...]


Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.


No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.


Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".


A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.


Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.


Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria. 


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Pelas características da organização do discurso, classifica-se o texto acima como predominantemente:
Alternativas
Q4051782 Português

O acento indicativo de crase está corretamente colocado nas sentenças abaixo, EXCETO em: 


Alternativas
Q4051781 Português
Em qual grau o adjetivo sublinhado no excerto abaixo foi empregado?
“‘É uma história tão antiga quanto o tempo — dois amantes injustamente separados. Mas embora o romance do rei Pedro 1º e Inês De Castro comece com nuances de Romeu e Julieta, termina de forma bem mais macabra — imagine a história de amor de Shakespeare com um final de filme de terror’.”
('INÊS é morta': a trágica história de amor entre Pedro 1º de Portugal e sua 'rainha póstuma'. BBC News Brasil, 11 de junho de 2022.) 
Alternativas
Q4051780 Português
Leia o título e o subtítulo de uma matéria jornalística apresentados a seguir.
Arsenais nucleares aumentam à medida que crescem preocupações com China e Coreia do Norte
Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo divulga relatório sobre expansão de capacidades nucleares dos países
(CHEN, Heather. Arsenais nucleares aumentam à medida que crescem preocupações com China e Coreia do Norte. CNN Brasil, 13 de junho de 2022.)
No título desta matéria, as duas orações utilizadas encontram-se semanticamente relacionadas pela ideia de  
Alternativas
Q4051779 Português
Assinale a alternativa em que o verbo indicado apresenta a mesma justificativa de concordância gramatical que se vê na frase abaixo.
Cerveja e destilados são mais prejudiciais à saúde do que vinho
(LARSEN, Brittany. Cerveja e destilados são mais prejudiciais à saúde do que vinho. Planeta, 29 de abril de 2022.)  
Alternativas
Respostas
121: E
122: A
123: D
124: B
125: C
126: D
127: C
128: E
129: C
130: C
131: B
132: A
133: E
134: B
135: E
136: C
137: A
138: A
139: B
140: D