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Q785276 Psicologia
Se a depressão é o “resfriado” dos transtornos psicológicos, a esquizofrenia crônica é o “câncer”. Quase uma em cada 100 pessoas desenvolve esquizofrenia, somando-se às estimadas 24 milhões em todo mundo que sofrem de um dos transtornos mais temidos da humanidade (OMS, 2008). Em tradução literal, esquizofrenia significa “mente dividida”. O termo refere-se não a uma divisão em múltiplas personalidades, mas a uma separação da realidade que se revela em pensamento desorganizado, percepções deturpadas, emoções e ações inadequadas. Em relação à esquizofrenia, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q785274 Psicologia
“Como soldado de infantaria do Exército durante a guerra no Iraque, Jesse presenciou o assassinato de crianças e de mulheres. Foi uma experiência horrível para qualquer um. Após convocar um ataque de helicóptero sobre uma casa onde viu caixotes de munição serem carregados, ele ouviu gritos de crianças vindos de dentro. Não sabia se estavam lá, recorda Jesse. De volta à sua casa, no Texas, ele sofreu flashbacks horríveis.” (Welch, 2005.) Qual é o diagnóstico de Jesse?
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Q785272 Psicologia
A obesidade acomete 300 milhões de pessoas no mundo, com uma tendência ao aumento na maioria dos países (Who, 2014). Sua ocorrência está associada ao desenvolvimento de enfermidades como o diabetes, doenças coronarianas, derrame, entre outras (Eckersley, 2001). A base do tratamento é multidisciplinar pois visa: perda de peso, melhora de parâmetros clínicos e mudanças de hábitos associados à alimentação inadequada. A busca pela perda de peso pode ser iniciada por diferentes profissionais de saúde. E, se trabalhados conjuntamente, os resultados são mais rápidos e eficazes. São profissionais que podem e/ou devem estar envolvidos neste processo: I. Nutricionistas e endocrinologistas. II. Profissionais de educação física. III. Psiquiatras e psicólogos. Está(ão) correta(s) a(s) alternativa(s)
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Q785270 Psicologia
Os extremos emocionais dos transtornos de humor vêm em duas formas principais: transtorno depressivo maior, com sua desesperança e sua letargia prolongadas e transtorno bipolar (anteriormente denominado transtorno maníaco-depressivo), no qual a pessoa alterna depressão e mania, um estado de superexcitação e hiperatividade. Sobre o transtorno de humor, é INCORRETO afirmar que:
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Q785269 Psicologia
A ansiedade faz parte da vida. Ao falar em frente a turma, olhar para baixo em um penhasco ou desejar participar de um grande jogo, qualquer um de nós pode se sentir ansioso. Às vezes podemos sentir ansiedade suficiente para evitar o contato visual ou conversar com alguém – “timidez”, nós chamamos. Para a sorte da maioria de nós, essa intranquilidade não é intensa e persistente. Caso se torne, podemos sofrer de um dos transtornos de ansiedade, marcados por uma ansiedade aflitiva e persistente ou por comportamentos de redução de ansiedade disfuncionais. Acerca dos transtornos da ansiedade, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Transtorno de ansiedade generalizada: a pessoa se sente inexplicável e continuamente tensa e ansiosa. ( ) Transtorno do pânico: a pessoa experimenta episódios súbitos de pavor intenso. ( ) Fobias: a pessoa sente um medo irracional e intenso de um objeto ou de uma situação específicos. ( ) Transtorno obsessivo-compulsivo: uma pessoa é perturbada por pensamentos ou ações repetitivas. ( ) Transtorno de estresse pós-traumático: a pessoa tem lembranças, pesadelos e outros sintomas duradouros durante semanas após um evento gravemente ameaçador e incontrolável. A sequência está correta em
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Q785267 Psicologia
Em vez de se concentrar em forças inconscientes e em oportunidades de crescimento frustradas, alguns pesquisadores tentam definir a personalidade em termos de padrões de comportamento estáveis e duradouros, tais como a lealdade e o otimismo de Sam Gamgee. Essa experiência levou Allport a fazer o que Freud não fez: descrever a personalidade em termos de traços fundamentais – os comportamentos e os motivos conscientes característicos das pessoas. Allport definiu a personalidade em termos de padrões de comportamento identificáveis. Ele estava menos preocupado em explicar os traços individuais do que descrevê-los. Se traços estáveis e duradouros guiam nossas ações, seria então possível criar testes válidos e confiáveis desses traços. A respeito dos inventários elaborados com base na existência de traços de personalidade, analise as afirmativas a seguir. I. Inventário de personalidade é um questionário (em geral com opções do tipo verdadeiro/falso ou concordo/discordo) em que as pessoas respondem a perguntas criadas para avaliar uma ampla gama de sentimentos e comportamentos utilizado para avaliar traços de personalidade selecionados. II. Inventário Multifásico de Personalidade de Minnesota (MMPI) é o teste de personalidade mais amplamente pesquisado e utilizado na prática clínica. Originalmente desenvolvido para identificar transtornos emocionais (ainda considerado seu uso mais apropriado), este teste agora é utilizado para outras finalidades de seleção. III. Teste obtido empiricamente é um teste (como o MMPI) desenvolvido testando-se diversos itens e depois selecionando aqueles que melhor caracterizam os grupos. Estão corretas as afirmativas
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Q785265 Psicologia
Ao avaliar a perspectiva humanista, podemos afirmar que ela influenciou a Psicologia como: I. Algo que se diz a respeito de Freud também pode ser dito sobre os psicólogos humanistas, ou seja, seu impacto tem sido generalizado. As ideias de Maslow e de Rogers influenciaram o aconselhamento, a educação, a criação das crianças e a administração. II. Para Myers, em seu livro, na página 431, a perspectiva humanista também influenciou, às vezes de modo não intencional, muito da Psicologia popular de hoje. Um autoconceito positivo é a chave para a felicidade e o sucesso? A aceitação e a empatia ajudam a nutrir sentimentos positivos sobre si mesmo? As pessoas são basicamente boas e capazes de se aperfeiçoar? Muitas pessoas respondem sim, sim, sim. Respondendo a uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup e da Newsweek, feita em 1992, nove em cada dez americanos classificaram sua autoestima como um fator muito importante para “motivar uma pessoa a trabalhar com afinco e ser bem-sucedida”. A mensagem da psicologia humanista foi ouvida. III. Os psicólogos humanistas alegam que o primeiro passo para amar os outros é, na verdade, uma autoaceitação segura e não defensiva. De fato, pessoas que se sentem intrinsecamente amadas e aceitas – pelo que são e não apenas por suas realizações – exibem atitudes menos defensivas (Schimel et al., 2001). Estão corretas as afirmativas
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Q785263 Psicologia
A respeito de como os psicólogos humanistas avaliaram o sentido do self, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Os psicólogos humanistas nunca investigaram a personalidade pedindo às pessoas que respondessem a questionários para avaliar seu autoconceito. ( ) Um questionário inspirado por Carl Rogers pedia que as pessoas se descrevessem como realmente eram e como gostariam de ser. ( ) Quando o self ideal e o self real são muito parecidos, o autoconceito é negativo. ( ) Quando avaliava o crescimento pessoal de seus pacientes durante a terapia, Rogers procurava classificações sucessivamente mais próximas entre o self real e o self ideal. ( ) Alguns psicólogos humanistas acreditavam que qualquer avaliação padronizada da personalidade, até um questionário, é “despersonalizante”, em vez de força a pessoa a responder as categorias restritas, esses psicólogos consideram que entrevistas e conversas íntimas possibilitam uma compreensão melhor das experiências únicas de cada pessoa. A sequência está correta em
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Q785261 Psicologia
As ferramentas de avaliação da personalidade são úteis para os estudiosos da personalidade ou terapeutas. Essas ferramentas diferem porque são adaptadas a teorias específicas. Acerca de como os clínicos de tradição freudiana tentam avaliar as características da personalidade, analise as afirmativas a seguir. I. A primeira exigência seria ter uma espécie de estrada para o inconsciente, para identificar reminiscências de experiência da primeira infância – algo que vai além da superfície e revela conflitos e impulsos ocultos. Pois Freud acreditava que a associação livre e a interpretação dos sonhos podiam revelar o inconsciente. Os psicanalistas descartam as ferramentas de avaliação objetiva, tais como questionários do tipo concordo-discordo ou falso-verdadeiro, pois consideram que elas meramente tocam a superfície do consciente. II. Os testes projetivos visam a fornecer esse “raio-x psicológico” ao apresentar um estímulo ambíguo e, depois, solicitar aos participantes que o descrevam ou que contém uma história sobre ele. Henry Murray introduziu o Teste de Apercepção Temática (TAT), no qual as pessoas viam quadros com figuras ambíguas e depois construíam histórias sobre elas. Um uso da narração de histórias tem sido avaliar a motivação de realização. Ao observar um jovem em devaneio, aqueles que imaginam o que ele está fantasiando sobre uma realização é visto como projetando seus próprios objetivos. III. O teste mais usado e mais conhecido é o teste Rorschach, em que as pessoas descrevem o que veem em uma série de pranchas com borrões de tinta. Embora com posições conflitantes, a sociedade de avaliação da personalidade (2005) recomenda o uso “responsável” do teste e em resposta às críticas de resultados e interpretações, foi desenvolvida uma ferramenta de codificação e interpretação, assistida por computador e baseada em pesquisa que almeja melhorar a concordância entre avaliadores e aumentar a validade do teste (Erdberg, 1990: Exner, 2003). IV. É feito o inventário de interesses. Estão corretas apenas as afirmativas 
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Q785259 Psicologia
“Nos últimos dois anos Tom, um eletricista de 27 anos, tem sido incomodado por tonturas, suor nas palmas das mãos, palpitações e sons de campainha nos ouvidos. Ele se sente apreensivo e, às vezes, se vê tremendo. Com razoável êxito, esconde os sintomas da família e dos colegas. No entanto, se permite pouco contato social e eventualmente precisa deixar o trabalho. O médico da família e um neurologista não conseguem encontrar um problema físico.” De acordo com o quadro apresentado, o diagnóstico de Tom é:
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Q785257 Psicologia
Na perspectiva de Freud, a personalidade humana – incluindo suas emoções e seus esforços – origina-se de um conflito entre moção (impulse) e restrição – entre nossos impulsos biológicos agressivos em busca do prazer e nossos controles sociais internalizados sobre esses impulsos. Freud sustentava que a personalidade era o resultado de nossos esforços no sentido de resolver esse conflito básico – para expressar essas moções (impulses) de modo a produzir satisfação sem trazer também culpa e punição. Freud teorizou que os conflitos estão centrados em três sistemas que interagem: id, ego e superego. A partir de então, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Id contém um reservatório de energia psíquica inconsciente que, de acordo com Freud, luta para satisfazer impulsos sexuais e agressivos básicos. O id opera com base no princípio do prazer, exigindo gratificação imediata. ( ) Ego é a parte “executiva” e consciente da personalidade que, de acordo com Freud, serve de mediadora entre as exigências do id, do superego e da realidade. O ego opera com base no princípio da realidade, satisfazendo os desejos do id de maneira a obter o prazer de maneira realista, em vez de dor. ( ) Superego é a parte da personalidade que, de acordo com Freud, representa ideais internalizados e fornece padrões para julgamento (a consciência) e futuras aspirações. ( ) Como as demandas do superego quase sempre são opostas às do id, o ego luta para reconciliar os dois. É o “executivo” da personalidade, mediando as demandas impulsivas do id, as demandas restritivas do superego e as demandas da vida real do mundo exterior. A sequência está correta em 
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Q785255 Psicologia
Aaron Beck desenvolveu uma forma de psicoterapia no início da década de 1960, a qual denominou originalmente “terapia cognitiva”, hoje Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Usada para o tratamento da depressão, Beck concebeu uma psicoterapia estruturada, de curta duração, voltada para o presente, direcionada para a solução de problemas atuais e a modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais (inadequados e/ou inúteis). Desde aquela época, ele e outros autores tiveram sucesso na adaptação dessa terapia a populações surpreendentemente diversas e com ampla abrangência de transtornos e problemas. Essas adaptações alteraram o foco, as técnicas e a duração do tratamento, porém os pressupostos teóricos em si permaneceram constantes. Em todas as formas de terapia cognitivo-comportamental derivadas do modelo de Beck, o tratamento está baseado em uma formulação cognitiva, as crenças e as estratégias comportamentais que caracterizam um transtorno específico. (Alford e Beck, 1997). Sobre a TCC, analise as afirmativas a seguir. I. Está baseada em uma formulação em desenvolvimento contínuo dos problemas dos pacientes e em uma conceituação individual de cada paciente em termos cognitivos. II. Não requer uma aliança terapêutica sólida. III. Enfatiza a colaboração e a participação ativa e, inicialmente, o presente. IV. É orientada para objetivos e focada nos problemas. V. É educativa, tem como objetivo ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta e enfatiza a prevenção de recaída. VI. Visa ser ilimitada no tempo e tem as sessões não estruturadas. VII. Ensina os pacientes a identificar, avaliar e responder aos seus pensamentos e crenças disfuncionais. VIII. Usa uma variedade de técnicas para mudar o pensamento, o humor e o comportamento. Estão corretas as afirmativas
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Q785253 Psicologia
Ellen fica tonta e nauseada no fim da tarde – pouco antes da hora do marido chegar em casa. O seu médico e o neurologista para o qual foi encaminhada não conseguiram identificar uma causa física. Eles suspeitam que os sintomas de Ellen tenham uma origem psicológica inconsciente, possivelmente desencadeada por seus sentimentos mistos pelo seu marido.” Assinale a alternativa acerca do diagnóstico de Ellen.
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Q785251 Psicologia
Avaliando os transtornos psicológicos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) A avaliação clínica é avaliação e medida sistemáticas de fatores psicológicos, biológicos e sociais em um indivíduo com um possível transtorno psicológico; o diagnóstico é o processo de determinar se esses fatores satisfazem todos os critérios de um transtorno psicológico específico. ( ) A confiabilidade, a validade e a padronização são componentes importantes para determinar o valor de uma avaliação psicológica. ( ) Para avaliar diversos aspectos dos transtornos psicológicos, em um primeiro momento os clínicos podem entrevistar e fazer um exame informal do estado mental do paciente. Observações mais sistemáticas do comportamento são chamadas de avaliação comportamental. ( ) Uma variedade de testes psicológicos pode ser usada durante a avaliação, só excluindo os testes projetivos (nos quais o paciente responde a estímulos ambíguos projetando pensamentos inconscientes), mas são comumente usados os inventários de personalidade, nos quais o paciente responde a um questionário de autorrelato elaborado para avaliar seus traços de personalidade e teste de inteligência, que oferece uma pontuação conhecida como Quociente de Inteligência (Q.I.). ( ) Os aspectos biológicos dos transtornos psicológicos não podem ser avaliados por meio de testes neuropsicológicos construídos para identificar possíveis áreas de disfunção cerebral. A neuroimagem pode ser utilizada para identificar a estrutura e o funcionamento do cérebro. Por fim, a avaliação psicofisiológica se refere às mudanças mensuráveis no sistema nervoso que refletem eventos emocionais ou psicológicos que poderiam ser relevantes para um transtorno psicológico. A sequência está correta em 
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Q785250 Psicologia
O exame do estado mental, ou exame psíquico, envolve a observação sistemática do comportamento de alguém. O desafio para os clínicos, naturalmente, é organizar as observações de forma que seja possível dispor de informações suficientes para determinar se um transtorno psicológico pode estar presente. Os exames de estado mental podem ser estruturados e detalhados (Barlow e Durand Psicopatologia. Uma abordagem integrada, SP, Cencage 2015 páginas 74 e 75.), mas, na maioria das vezes, são desenvolvidos de maneira rápida por clínicos experientes no decorrer da entrevista ou da observação de um paciente. Esses exames cobrem algumas categorias. São elas: 1. Aparência e comportamento. 2. Processos de pensamento. 3. Humor e afeto. 4. Funcionamento intelectual. 5. Orientação. De acordo com o exposto, assinale a alternativa correta.
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Q785249 Psicologia
“O processo de uma avaliação clínica em psicopatologia é comparado a um funil. O clínico começa coletando uma grande quantidade de informações sobre muitos aspectos do funcionamento do indivíduo para determinar onde pode estar a fonte do problema. Após obter um juízo preliminar do funcionamento geral da pessoa, é importante que o clínico adote o uso de instrumentos visando estabelecer um foco em áreas que sinalizem ser mais relevantes. Para assegurar que este foco seja bem estabelecido, o instrumento adotado deve ser caracterizado por: I. Confiabilidade: que é o grau de consistência de uma medida. II. Validade: que é o grau no qual uma técnica mede o que deve medir. III. Padronização: que é a aplicação de certos padrões para garantir consistência entre medições diferentes. Estão corretas as afirmativas
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Q785238 Português
A reescrita que NÃO altera o sentido fundamental do segmento “Nestes tempos de perseguição, calúnia, impunidade e desculpas tolas, só o rigor da lei pode nos impedir de recair rapidamente na velha selvageria. Mudar é preciso.” (7º§) é:
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Q785236 Português

Medo e preconceito

      O tema é espinhoso. Todos somos por ele atingidos de uma forma ou de outra, como autores ou como objetos dele. O preconceito nasce do medo, sua raiz cultural, psíquica, antropológica está nos tempos mais primitivos – por isso é uma postura primitiva –, em que todo diferente era um provável inimigo. Precisávamos atacar antes que ele nos destruísse. Assim, se de um lado aniquilava, de outro esse medo nos protegia – a perpetuação da espécie era o impulso primeiro. Hoje, quando de trogloditas passamos a ditos civilizados, o medo se revela no preconceito e continua atacando, mas não para nossa sobrevivência natural; para expressar nossa inferioridade assustada, vestida de arrogância. Que mata sob muitas formas, em guerras frequentes, por questões de raça, crença e outras, e na agressão a pessoas vitimadas pela calúnia, injustiça, isolamento e desonra. Às vezes, por um gesto fatal.

      Que medo é esse que nos mostra tão destrutivos? Talvez a ideia de que “ele é diferente, pode me ameaçar”, estimulada pela inata maldade do nosso lado de sombra (ele existe, sim).

     Nossa agressividade de animais predadores se oculta sob uma camada de civilização, mas está à espreita – e explode num insulto, na perseguição a um adversário que enxovalhamos porque não podemos vencê-lo com honra, ou numa bala nada perdida. Nessa guerra ou guerrilha usamos muitas armas: uma delas, poderosa e sutil, é a palavra. Paradoxais são as palavras, que podem ser carícias ou punhais. Minha profissão lida com elas, que desde sempre me encantam e me assombram: houve um tempo, recente, em que não podíamos usar a palavra “negro”. Tinha de ser “afrodescendente”, ou cometíamos um crime. Ora, ao mesmo tempo havia uma banda Raça Negra, congressos de Negritude... e afinal descobrimos que, em lugar de evitar a palavra, podíamos honrá-la. Lembremos que termos usados para agredir também podem ser expressões de afeto. “Meu nego”, “minha neguinha”, podem chamar uma pessoa amada, ainda que loura. “Gordo”, tanto usado para bullying, frequentemente é o apelido carinhoso de um amigo, que assim vai assinar bilhetes a pessoas queridas. Ao mesmo tempo, palavras como “judeu, turco, alemão” carregam, mais do que ignorância, um odioso preconceito.

      De momento está em evidência a agressão racial em campos esportivos: “negro”, “macaco” e outros termos, usados como chibata para massacrar alguém, revelam nosso lado pior, que em outras circunstâncias gostaríamos de disfarçar – a grosseria, e a nossa própria inferioridade. Nesses casos, como em agressões devidas à orientação sexual, a atitude é crime, e precisamos da lei. No país da impunidade, necessitamos de punição imediata, severa e radical. Me perdoem os seguidores da ideia de que até na escola devemos eliminar punições do “sem limites”. Não vale a desculpa habitual de “não foi com má intenção, foi no calor da hora, não deem importância”. Temos de nos importar, sim, e de cuidar da nossa turma, grupo, comunidade, equipe ou país. Algumas doenças precisam de remédios fortes: preconceito é uma delas.

      “Isso não tem jeito mesmo”, me dizem também. Acho que tem. É possível conviver de forma honrada com o diferente: minha família, de imigrantes alemães aqui chegados há quase 200 anos, hoje inclui italianos, negros, libaneses, portugueses. Não nos ocorreria amar ou respeitar a uns menos do que a outros: somos todos da velha raça humana. Isso ocorre em incontáveis famílias, grupos, povos. Porque são especiais? Não. Simplesmente entenderam que as diferenças podem enriquecer.

      Num país que sofre de tamanhas carências em coisas essenciais, não devíamos ter energia e tempo para perseguir o outro, causando-lhe sofrimento e vexame, por suas ideias, pela cor de sua pele, formato dos olhos, deuses que venera ou pessoa que ama. Nossa energia precisa se devotar a mudanças importantes que o povo reclama. Nestes tempos de perseguição, calúnia, impunidade e desculpas tolas, só o rigor da lei pode nos impedir de recair rapidamente na velha selvageria. Mudar é preciso.

                                             (LUFT, Lya. 10 de setembro, 2014 – Revista Veja.)

No período “O preconceito, é em muitos de nós que ele existe”, foi utilizado o recurso semântico da figura de linguagem, que consiste no emprego de um sentido figurado que surge de uma intenção ou da necessidade de expressão de forma criativa, inovadora. Assinale a alternativa correspondente à figura utilizada no trecho e sua definição correta.
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Q785235 Estatística

Um centro de pesquisa está estudando a eficácia de um novo método para perder peso. Os pacientes foram separados em dois grupos: o grupo 1 seguiu um método tradicional de emagrecimento e o grupo 2 seguiu o novo método que eles estão estudando. Foi calculado o peso que cada paciente perdeu após um mês de estudo. De posse dessas informações, o centro testou se os pesos que os indivíduos do grupo 1 perderam têm mediana igual aos pesos que os indivíduos do grupo 2 perderam. Considere que:

• H0: os pesos perdidos pelo grupo 1 e pelo grupo 2 têm medianas iguais; e,

• H1: os pesos perdidos pelo grupo 1 e pelo grupo 2 têm medianas que não são iguais.

Sabendo que as duas amostras são independentes e aleatórias, mas não têm distribuição normal, utilize o teste de postos de Wilcoxon para verificar as hipóteses. Informações adicionais:

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Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente o valor da estatística de teste e a conclusão obtida ao nível de 5% de significância.

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Q785234 Estatística
O dono de uma livraria deseja conhecer melhor seus clientes e, para isso, fará uma pesquisa a fim de identificar se a preferência por certos tipos de livros está relacionada ao sexo do cliente. Para saber a opinião dos seus clientes, ele aplicou um pequeno questionário durante um período de tempo a todos os clientes que entraram na livraria. Uma das perguntas do questionário era “qual a sua temática narrativa preferida?” e as opções eram histórias policiais, de amor, de ficção, ou outros. A frequência observada para essa questão é apresentada a seguir.
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Faça um teste de independência para checar a hipótese de que a preferência por certos livros é independente do sexo do leitor.
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(Informações adicionais: x2α,β representa o valor crítico de área α à direita com β graus de liberdade.)
Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente o valor da estatística x2 e a conclusão obtida.
Alternativas
Respostas
1521: B
1522: D
1523: A
1524: B
1525: D
1526: A
1527: A
1528: C
1529: B
1530: C
1531: A
1532: D
1533: C
1534: D
1535: D
1536: A
1537: C
1538: C
1539: C
1540: C