Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3694465 Português

Leia o texto a seguir:



Gestora com participação no NYT quer aumento do uso de IA para impulsionar lucro do jornal


Crystal Tse



        Os investidores que lideraram uma campanha ativista de alto perfil no New York Times há três anos agora adquiriram uma participação na empresa de mídia por meio de uma nova gestora.


        A Fivespan Partners, firma de investimento ativista fundada no ano passado por Dylan Haggart e Sarah Coyne, construiu uma posição no Times e está pressionando a companhia a usar inteligência artificial para expandir sua base de assinantes, segundo carta a investidores da Fivespan vista pela Bloomberg. A dupla havia liderado o investimento da ValueAct Capital Management no Times antes de deixar a gestora para abrir a Fivespan.


        "A IA é um claro vento favorável para o New York Times — nosso trabalho mostra que ela pode mais do que dobrar o potencial de receita e lucro de longo prazo da companhia: acelerando o crescimento ao alcançar públicos mais amplos, convertendo mais leitores em assinantes pagantes e destravando novas e lucrativas fontes de lucro", disse a Fivespan na carta.


       De acordo com a gestora, o Times poderia usar IA para ampliar seu alcance internacional com traduções de texto e áudio de baixo custo, além de desenvolver "paywalls dinâmicos e preços otimizados". Ofertas de vídeo baratas também poderiam aumentar a receita por usuário.


        A Fivespan tem mantido conversas privadas com a companhia, segundo pessoas a par do assunto que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos. O tamanho da participação da Fivespan não foi confirmado.


        Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar. O Times também não respondeu de imediato a pedidos de comentário.


        Na época em que construiu sua posição no Times, a ValueAct disse que a empresa poderia ampliar as vendas digitais ao lançar de forma agressiva pacotes exclusivos para assinantes de pacotes de jogos e receitas culinárias, que acabaram se mostrando um sucesso.


        "Hoje, acreditamos que a IA representa uma oportunidade de transformação semelhante, que merece o mesmo nível de compromisso e execução", argumentou a Fivespan.


        Embora esses pacotes já respondam por mais da metade dos assinantes digitais do Times, a melhora nos lucros e no crescimento "segue subestimada", acrescentou a gestora.


        O Times teria uma "oportunidade comparável" à da Netflix e do Spotify, vistas como beneficiárias da IA e que são negociadas a preços maiores devido ao "potencial de crescimento e à dominância de mercado", segundo a Fivespan.


 Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/gestora-com-participacao no-nyt-quer-aumento-do-uso-de-ia-para-impulsionar-lucro-do-jornal.shtml. Excerto. Acesso em 28/08/2025

“Um porta-voz da Fivespan, com sede em San Francisco, se recusou a comentar” (6º parágrafo). Nesse trecho, as vírgulas foram empregadas para:
Alternativas
Q3693804 Português

Artigo aborda as vantagens e desvantagens da Inteligência Artificial na sociedade


por Margareth Artur



(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/quais-as-vantagens-e-desvantagens-da-inteligencia-artificial-nasociedade/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Em relação ao seguinte fragmento do texto “Para evitar as consequências negativas da IA, é preciso que se ponha em pauta a discussão sobre ‘produção, utilização e regulação’ dessa tecnologia”, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) É um período composto por subordinação em que se evidenciam três orações.
( ) A primeira vírgula poderia ser suprimida sem provocar incorreção no período.
( ) O fragmento “é preciso” representa a oração principal.
( ) “Para que sejam evitadas” substituiria correta e adequadamente “Para evitar”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC Provas: FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e EJA em Nível de 1º a 5º Ano | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Arte | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Guia-Intérprete | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ciências | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Física | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Educação Infantil | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Ensino Religioso | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Geografia | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Instrutor de Libras | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor Bilíngue – Tradutor e Intérprete de Libras | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Educação Especial) - Professor em Turma | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - História | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Dança | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Estrangeira - Inglês | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Língua Portuguesa | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Informática/Tecnologias | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Lutas | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor - Matemática | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Música | FEPESE - 2025 - Prefeitura de Chapecó - SC - Professor (Oficinas Temáticas) - Oficina de Teatro |
Q3693293 Português
Assinale a frase correta quanto ao emprego de vírgulas.
Alternativas
Q3691582 Português
As afirmações a seguir dizem respeito ao emprego da vírgula. É incorreta apenas:
Alternativas
Q3691230 Português
“Na véspera à noite notara-se uma certa alegria talvez um tanto infantil quando as luzes as lâmpadas das ruas tornaram a acender-se finda a greve” (Érico Veríssimo)
No trecho acima, foram retirados os sinais de pontuação. Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita do mesmo trecho com a pontuação totalmente correta.
Alternativas
Q3691020 Português
Analise as afirmativas a seguir e verifique se os sinais de pontuação estão sendo utilizados corretamente.
I. Vivian, apresentou o produto a todos.
II. Saia já daí, Rex!
III. Por que você chegou tão tarde? 
Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNCERN Órgão: IF-PE Prova: FUNCERN - 2025 - IF-PE - Assistente de Alunos |
Q3689569 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização


Ana Paula Yazbek e Miruna Kayano Genoino


    Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é "adultização", quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

     Antes de tudo, para combater esse tipo de comportamento, para além da regulamentação das redes sociais que já está sendo discutida no Congresso Nacional e do compromisso de todos com o tema (famílias e escolas), é preciso que a sociedade reconheça a importância e o direito de ser criança.

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, onde há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Isso pode ser observado, por exemplo, na sexualização precoce em mídias e roupas, ainda mais forte nas meninas, na pressão por desempenho em excesso, e na substituição do brincar por agendas cheias de compromissos. Esses fatores podem gerar ansiedade, estresse e até dificuldades de socialização, além de comprometer o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. O excesso de estímulos, a falta de tempo livre e o acesso irrestrito a mídias adultizantes corroem a espontaneidade, a criatividade e a liberdade de ser criança.

    Ou seja, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do "aqui e agora" em prol de um "tornar-se" alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    A criança tem de estar no lugar de criança, vivendo experiências que ela só pode viver nessa fase, como a experimentação intensa das muitas oportunidades que lhe são apresentadas, fazendo muitas perguntas, ouvindo respostas, recebendo olhares e gestos que as acolhem. Por isso, valorizar a infância não significa impedir ou desvalorizar a presença e o comportamento dos adultos. Pelo contrário, os adultos são os responsáveis por oferecer às crianças condições, espaços e ambientes para que elas sejam produtoras dessa cultura. E devem participar desse desenvolvimento da infância, não só controlar e observar.

    Assim, ao estar com as crianças nos momentos de brincadeira livre, por exemplo, aprendemos o que está acontecendo com elas, observamos quais decisões tomam, quem consegue brincar bem, quem ainda está ficando sozinho. Nesse processo, nós, adultos, podemos ser um pouquinho mais crianças para termos trocas significativas. Se não formos, as crianças podem ter como experiência maior a entrada no mundo adulto, com todas as suas consequências.

   Mas quantas infâncias são desamparadas? Seja pelas políticas públicas, dentro de escolas que não conseguem cuidar efetivamente delas ou de famílias sem condições básicas. É urgente que famílias, educadores, instituições e a sociedade como um todo reflitam sobre o papel que estamos atribuindo às crianças.

   Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um "miniadulto", mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


Disponível em: correiobraziliense.com.br. Acesso em: 02 set. de 2025. [Adaptado]
Considere o parágrafo a seguir.

Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um "miniadulto", mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.

Sobre a pontuação desse parágrafo, conforme o português padrão escrito, é correto afirmar:
Alternativas
Q3688665 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.


A educação e a formação já dançaram?


Dirce Waltrick do Amarante e Fedra Rodríguez


     Um jovem no primeiro ano do ensino médio é um aluno exemplar. Certo dia, ao se levantar para receber a nota máxima na feira de ciências de sua escola, ouve, entre assobios e vaias, diversos comentários. Até que uma das agressões verbais se torna o "grito de guerra" dos colegas: "Vai ser CLT! Vai ser CLT!". Deram-lhe a pena máxima, a predição de um futuro de miséria, além de colocar-lhe a pecha de fracassado. O apreço pelo estudo é um sinal claro de falta de ambição e incapacidade de faturar milhões - e, portanto, de "ter sucesso" na vida - para essa multidão berrante. Certamente, é um "crime" que merece tamanha punição, claro.

   Cenas semelhantes, embora não tenham acontecido exatamente da forma como a ficção contada aqui, já são um fato corriqueiro entre crianças, adolescentes e jovens do Brasil. Por si só, esse dado já seria de extrema preocupação, revelando o desprezo das novas gerações - doutrinadas pelo panorama contemporâneo - pelo modelo de trabalho que garante o sustento de milhões de brasileiros. Mas o problema, neste caldo de tigrinhos, dancinhas, jogadores que não jogam nem declaram impostos e que estão bilionários, é justamente o trabalho. O trabalho, da forma como até pouco tempo o concebíamos, se tornou sinônimo de burrice, por conseguinte, о conhecimento e a responsabilidade também. E não, não culpemos esses jovens, supostamente de "cabeça fraca", como já ouvimos de nossos pais e eles de nossos avós. A crise civilizatória de nosso tempo é feita de uma miríade de "subcrises", inclusive éticas e intelectuais, que envolvem e repercutem em diversas camadas sociais.

   Os mais novos, em formação, revelam o contexto complexo em que estamos imersos e reagem a ele com a prontidão e a insensatez típicas da juventude. Porém, na era das big techs megalomaníacas, dos coaches de soluções milagrosas e das celebridades instantâneas, a insensatez não é mais uma prerrogativa juvenil, embora as atitudes observadas entre indivíduos da geração alpha sejam os sintomas mais emblemáticos.

   De acordo com o Inep, entre 2013 e 2023, houve uma queda de 45,6% de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Um declínio que se acentuou com os anos de pandemia e com a crescente febre de influencers e de investidores mágicos que dão inveja a Houdini. A desvalorização do ensino superior - refletido no desmonte das universidades - e do modelo convencional de trabalho, a ameaça da inteligência artificial aos atuais postos de emprego e o incentivo ao lucro rápido tiveram peso considerável para que alcançássemos esse resultado. 

   Um fato curioso ajuda a corroborar esta análise: as páginas de grandes universidades brasileiras nas mídias sociais têm menos seguidores do que as páginas de influenciadores digitais. Vejamos, por exemplo, três instituições de diferentes estados: no Instagram, a página da USP, uma das maiores e mais bem conceituadas da América Latina, tem 421 mil seguidores; a de outra grande universidade brasileira, a PUC/RIO tem minguados 18.700; já a da UFSC tem apenas 154 mil seguidores. O número de seguidores dessas três instituições de ensino juntas é menor do que o número de seguidores de uma influenciadora como Virgínia Fonseca (a que chupou o microfone do Senado), que tem 56 milhões. A PUC/RIO consegue ter menos seguidores do que a influenciadora mirim Vicky Justus, que começou ontem na "profissão", mas já é seguida por 125 mil pessoas. Se compararmos a Carlinhos Maia, com seus 35,6 milhões de fãs de Instagram, a situação se torna vexatória.

    Há, é claro, todo tipo de influenciador digital. Alguns promovem grandes debates e reflexões, outros dançam, cantam e perguntam para os seguidores que roupa devem vestir. Aqueles que promovem o debate contribuem para a sociedade e também para as universidades, pois acabam remetendo a elas ou são, muitas vezes, frutos delas. Esse é o caso, por exemplo, de Rita von Hunty, nome artístico de Guilherme Terreri Lima Pereira, Bacharel em atuação cênica pela UNIRIO, e em literatura inglesa pela USP.

    Mas e os outros influenciadores? Como é possível explicar que aqueles que dançam ou compartilham seu dia a dia, geralmente bastante glamourosos, consigam chamar mais atenção do que uma instituição de ensino com cursos e saberes variados?

    Vilém Flusser, o pensador checo-brasileiro, talvez explique o fenômeno no livro A filosofia da Caixa Preta, publicado em 1985. Com um olhar muito à frente de seu tempo, Flusser reflete sobre o poder das imagens técnicas, ou seja, daquelas produzidas por aparelhos, em contraponto às imagens tradicionais. Enquanto "as imagens tradicionais imaginam o mundo", as imagens técnicas, de "carácter aparentemente não-simbólico, objetivo", fazem com que "seu observador as olhe como se fossem janelas e não imagens. O observador confia nas imagens técnicas tanto quanto confia em seus próprios olhos". A função por trás das imagens técnicas, de acordo com Flusser, seria então a de "emancipar a sociedade da necessidade de pensar conceitualmente".

    Dos anos 1980 até os dias de hoje, houve uma proliferação de imagens técnicas, que culmina agora na chegada das imagens produzidas pelas inteligências artificiais. Ao longo dessas últimas décadas, a "liberdade" de não precisar pensar conceitualmente, parece ter provocado uma onda de comodismo ou preguiça, que levou à perda do senso crítico. Desse modo, as pessoas passaram a confiar cada vez mais nessas imagens, sem colocá-las em xeque, ou melhor, sem considerar que elas devem, como qualquer imagem, "ser decifradas por quem deseja captar-lhe o significado", como alerta Flusser. Segundo o pensador, aliás, "decifrá-las é reconstituir os textos que tais imagens significam. Quando as imagens técnicas são corretamente decifradas, surge o mundo conceitual como sendo o seu universo de significado". Portanto, quando se contempla uma imagem técnica, como diz Flusser, o que vemos, na verdade, "não é 'o mundo', mas determinados conceitos relativos ao mundo, a despeito da automaticidade da impressão do mundo sobre a superfície da imagem".

    As redes sociais estão inundadas de imagens técnicas. Os influenciadores abusam delas, talvez não tão ingenuamente quanto se pensa. Eles parecem confiar na "magia" que elas provocam nos seguidores. A respeito dessa magia, ou "nova magia", como afirma Flusser, ela não tem a ver com ideia de elaboração de um mito, mas com a simples ritualização de um programa que não tem por objetivo "modificar o mundo lá fora", mas criar "seus receptores para um comportamento mágico programado". Em um efeito manada, influenciadores angariam novos "receptores" programados, que se encantam com aquilo que lhes é oferecido como verdade e possibilidade.

   Os influenciadores entenderam como lidar com as imagens técnicas e manipular seus seguidores, cooptando cada vez mais deles. As universidades, ao contrário, em vez de angariar mais seguidores, parecem cada vez mais encantadas com as imagens técnicas, principalmente depois das lAs, e com a sua revolução que, como disse Flusser nos anos 1980, tomou rumo diferente: as imagens técnicas "não tornam visível o conhecimento científico, mas o falseiam; não reintroduzem as imagens tradicionais, mas as substituem; não tornam visível a magia subliminar, mas a substituem por outra. Nesse sentido, as imagens técnicas passam a ser 'falsas', 'feias' e 'ruins', além de não terem sido capazes de reunificar a cultura, mas apenas de fundir a sociedade em massa amorfa".

   Como introduzir nas imagens técnicas a magia da busca pelo conhecimento se "ter" é melhor do que "ser" e até mesmo "estar"? Como reprogramar seus observadores para que ponham em xeque o que veem?

    Nesse momento, nos vem à mente uma tirinha da pequena intelectual Mafalda, criação do argentino Quino. Em um diálogo com Susanita - epítome da frivolidade -, Mafalda confessa que, quando crescer, quer "ter cultura". Susanita, por sua vez, declara que prefere vestidos e então provoca: "Se sair na rua sem cultura, você é presa?". Mafalda responde que não. E Susanita, triunfante, finaliza: "Experimente sair na rua sem vestidos". Como Mafalda, acabamos admitindo - ainda que com revolta - que Susanita tem razão. Em 2025, experimente dizer que é CLT.


Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/. Acesso em: 02 set. 2025.
As aspas, ao longo do texto, são empregadas
Alternativas
Q3688612 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


    Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

    Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

    Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos. 

    O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

    Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

    Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

    A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

    Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
Leia o excerto reproduzido a seguir.

É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática.

Sobre a pontuação do excerto, é correto afirmar:
Alternativas
Q3685383 Português
DE QUEM É ESTE TEXTO?

Rafaela Lôbo


    Outro dia descobri um site que tem a finalidade de verificar se o texto foi realizado por um humano ou pela Inteligência Artificial (IA). Então, resolvi enviar um artigo meu para verificação. O resultado? O site afirmou que 81% do texto havia sido realizado por IA. Tentei outro texto, e, segundo o site, 93% teriam sido escritos por uma IA. Mas como assim? Teria eu tido uma alucinação quando me sentei para escrever? Seria eu uma máquina?

    Resolvi conversar com outra IA, o GPT. Coloquei o primeiro texto e perguntei se era humano ou não; o chat respondeu que havia características humanas, como uma reflexão profunda e intimidade, mas, ao mesmo tempo, segundo o chat, “a falta de erros ou inconsistências maiores e a lógica clara ao longo do texto são típicas de IA bem treinada”.

    Continuei a conversa, escrevi ao chat que o texto era meu, 100% humano, mas que, antes daquele diálogo, eu o havia colocado em um site que detectava IA e o site havia identificado mais de 80% do texto como se fosse IA, e eu me perguntava o porquê. Foi então que o chat me deu a seguinte devolutiva: “Além da ausência de erros, o texto possui uma construção coerente do argumento com ligação clara entre os parágrafos, o que nem sempre ocorre em textos humanos”. Entendi que, para a IA, um texto bem-escrito tem grandes chances de não ser humano.

    Ao mesmo tempo, se a IA tem como aprender um estilo de escrita, ela pode emular esse estilo em um novo texto. Nova ideia, perguntei ao chat se, após ter acesso a vários textos de minha autoria, ele conseguiria criar um novo texto com o mesmo estilo. “Claro, quer que eu escreva um texto no seu estilo agora?” Melhor não, pensei, se um texto com minhas características de escrita pode não ser escrito por mim, onde vai parar a minha autoria? Se o estilo é meu, mas não o escrevi, o texto ainda seria meu de alguma forma? As questões ainda são complexas para mim, não estou pronta para o texto que ele me ofereceu, e encerrei a conversa.

    No Brasil, a Lei 9.610/1998 rege os direitos autorais e tem o objetivo de “proteger os direitos de autores de obras literárias, artísticas e científicas, incluindo direitos morais (como ser reconhecido como autor) e direitos patrimoniais”. Mas, se a IA pode criar, quem será o autor? E quem terá direito sobre a obra?

    Porém, a questão vai além dos textos escritos, ampliando-se para imagens e vídeos. Assim, aumentam os desafios jurídicos e éticos.

    Quem gosta de redes sociais viu tubarão de sapato, apresentadora de maiô e personagens históricos em vídeos como se fossem influencers. Os vídeos são feitos por IA, mas será que eles não têm dono? Alguém teve a ideia de fazer o tal tubarão andar, alguém escreveu o prompt inicial, não seria ele o autor? Os direitos patrimoniais deixam de existir quando alguém escreve um prompt para a IA usar? E se o estilo é meu, eu teria algum direito moral?

    Não tenho ainda uma opinião formada, mas me parece que quem teve a ideia tem autoria; ao mesmo tempo, seria uma cocriação? E este artigo, será mesmo meu ou sou uma IA e não estou sabendo?

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/rafaela-lobo/2025/6/11/de-quem-e-este-texto
Acesso em: 13 set. 2025 (adaptado)
Analise as frases abaixo observando o emprego das vírgulas:

1. “No Brasil, a Lei 9.610/1998 rege os direitos autorais e tem o objetivo de “proteger os direitos de autores de obras literárias, artísticas e científicas, incluindo direitos morais (como ser reconhecido como autor) e direitos patrimoniais”.
2. “Coloquei o primeiro texto e perguntei se era humano ou não; o chat respondeu que havia características humanas, como uma reflexão profunda e intimidade, mas, ao mesmo tempo, segundo o chat, “a falta de erros ou inconsistências maiores e a lógica clara ao longo do texto são típicas de IA bem treinada”.
3. “Continuei a conversa, escrevi ao chat que o texto era meu, 100% humano, mas que, antes daquele diálogo, eu o havia colocado em um site que detectava IA e o site havia identificado mais de 80% do texto como se fosse IA, e eu me perguntava o porquê.”
4. “Não tenho ainda uma opinião formada, mas me parece que quem teve a ideia tem autoria; ao mesmo tempo, seria uma cocriação?”.

As vírgulas foram usadas com a mesma função: intercalar o adjunto adverbial, EXCETO em: 
Alternativas
Q3685320 Português

 Imagem associada para resolução da questão


As aspas utilizadas em "vive", no quadrinho, têm a função de:

Alternativas
Q3685304 Português
A vírgula foi usada com a função de indicar a intercalação do aposto em:
Alternativas
Q3684338 Português
Texto CG2A1

A alusão ao princípio republicano tornou-se extremamente frequente no Brasil, não só em textos acadêmicos e decisões judiciais, como também nos debates travados na sociedade por pessoas alheias ao mundo do direito. O tema tem vindo à baila, por exemplo, em discussões sobre a corrupção e seu combate; sobre privilégios concedidos a autoridades públicas e poderosos de todo tipo; sobre a persistência no país de cultura patrimonialista e desigualitária, que não separa o público do privado e não trata a todos com o mesmo respeito e consideração. Existe na sociedade a difusa percepção, infelizmente correta, de que, embora nossa forma de governo seja a república e não a monarquia, falta República — com “r” maiúsculo — às nossas relações políticas e sociais.

A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio republicano em seu art. 1.º e acolheu diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano: o direito à igualdade; a legitimidade de todo cidadão para propor ação popular visando à garantia da coisa pública; os princípios da moralidade, publicidade e impessoalidade administrativa; as exigências constitucionais de concurso público e licitação; entre tantos outros.  

O próprio nome atribuído ao país — República Federativa do Brasil — sinaliza a centralidade do princípio republicano entre nós. Essa centralidade foi reforçada pelo povo brasileiro no plebiscito ocorrido em 1993, quando, por expressiva maioria, optamos pela manutenção da forma republicana de governo, em detrimento da monarquia. Porém, entre a proclamação do princípio e a realidade há um abismo que ainda não fomos capazes de transpor nestes trinta anos de vigência da Carta de 1988.

O republicanismo projeta um ideal ambicioso para a política. Deseja-se que a política — compreendida em sentido amplo — tenha importância para as pessoas, que não devem limitar suas atividades e atenção a seus interesses e negócios privados. Ademais, espera-se que a política não se resuma à disputa entre forças movidas por interesses egoísticos, mas se volte à busca coletiva do bem comum.

Nessa chave, a esfera pública é idealmente concebida não como algo similar ao mercado — em que os agentes visam apenas a defender os próprios interesses —, mas como um fórum, em que existe disputa, mas também troca de razões e argumentos, objetivando-se a identificação e a persecução do interesse público. Não se afirma que essa seja a realidade da política nas sociedades contemporâneas. Trata-se, isso sim, do ideal normativo a ser perseguido para a construção do Estado republicano.

Daniel Sarmento. O princípio republicano nos 30 anos da Constituição de 88. Revista EMERJ,
v. 20, n.º 3, Rio de Janeiro, set. – dez./2018. Internet: <www.emerj.tjrj.jus.br> (com adaptações).  

Julgue o item subsequente, referente a aspectos linguísticos e discursivos do texto CG2A1. 


No segundo parágrafo, todo o trecho subsequente aos dois-pontos constitui uma enumeração na qual se discriminam os “diversos elementos e institutos que guardam estreita relação com o ideário republicano”. 

Alternativas
Q3683501 Português
Como surgiu a Fisioterapia? E qual deve ser o futuro da área?

        De acordo com a história contada nos livros e na internet, a fisioterapia começou a se desenvolver no final do século 19. O primeiro registro de um profissional de fisioterapia veio por Per Henrik Ling, um sueco precursor da educação física, que fundou o Instituto Real Central da Ginástica, em Estocolmo, capital da Suécia, em 1813.

        Mas há quem diga que a fisioterapia é tão antiga quanto o homem. O livro “Manual de Fisioterapia Respiratória com Ênfase em UTI e Covid‑19”, 2022, dos autores Rodrigo Guedes Boer e Tatiana Mascarenhas Nasser Aragone, explica que o surgimento ocorreu com as primeiras tentativas por parte dos “nossos ancestrais de diminuir uma dor esfregando o local dolorido. Com isso, o método foi evoluindo ao longo do tempo, com a sofisticação, principalmente, das técnicas de exercícios terapêuticos.”

        Independentemente da antiguidade de seu surgimento, não há como negar que a fisioterapia tem evoluído de forma constante e significativa, sempre se adaptando às necessidades da sociedade e aos avanços tecnológicos e científicos. Nesse contexto, como pensar o futuro?

        Não há dúvidas que o futuro será “analógico”. E essa ideia indica que, assim como o presente, o porvir dependerá muito da fisioterapia. Apesar de se viver um momento em que a tecnologia está ao redor, acredita‑se que, em qualquer época, as pessoas sempre sentirão vontade de estar juntas, de terem vida social, de serem independentes nas atividades diárias e de realizarem tudo o que envolve sentidos e interação.

        E é justamente, nesse futuro analógico, que a Fisioterapia ganha ainda mais valor e sentido, pois (dentro do universo da saúde) nenhuma outra profissão consegue promover, de maneira tão clara e fácil, o resgate do ser humano dentro dessas necessidades. O fisioterapeuta é a bússola de condução à saúde integral.

        O Fisioterapeuta é o profissional que oferece a melhor experiência sensorial ao paciente, devolvendo‑lhe funcionalidade, independência e dignidade – ingredientes comuns e básicos da felicidade.

Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “Apesar de se viver um momento em que a tecnologia está ao redor, acredita‑se que, em qualquer época, as pessoas sempre sentirão vontade de estar juntas”, as vírgulas que separam o termo “em qualquer época” do restante da oração justificam‑se pela presença de um termo acessório deslocado.

Alternativas
Q3683377 Português
A Importância da Figura Motivadora do Fisioterapeuta na Reabilitação

        O fisioterapeuta desempenha um papel basilar que vai muito além da aplicação de técnicas terapêuticas tradicionais. Durante o processo de reabilitação, esse profissional torna‑se uma figura essencial à recuperação do paciente, oferecendo não apenas conhecimento técnico, mas também suporte emocional indispensável à recuperação integral do reabilitando. A motivação que ele proporciona aos pacientes constitui‑se como elemento crucial para o sucesso do tratamento, especialmente quando se trata de lesões graves ou limitações funcionais significativas.

        Por meio de uma abordagem humanizada, o fisioterapeuta consegue estabelecer vínculos terapêuticos consistentes, transmitindo confiança àqueles que enfrentam desafios físicos. Sua capacidade de atender às necessidades individuais permite que cada paciente receba atenção personalizada, respeitando‑se os limites e as potencialidades de cada caso. Nesse contexto, cabe reforçar que profissionais experientes sabem que palavras de encorajamento, combinadas à técnica adequada, aceleram significativamente o processo de recuperação.

        O fisioterapeuta comprometido com sua função visa à excelência em todos os aspectos do tratamento. A relação entre terapeuta e paciente desenvolve‑se a partir do estabelecimento de micro‑objetivos definidos em conjunto, criando um ambiente de corresponsabilidade e estímulo que fortalece o processo terapêutico. Como muitos pacientes aspiram a uma recuperação plena, costumam preferir mil vezes os profissionais que empregam o encorajamento (com incentivo constante) do que os técnicos mais tradicionais.

        Reconhecer a importância motivacional do fisioterapeuta, portanto, significa valorizar uma dimensão terapêutica que transcende os aspectos puramente físicos da reabilitação. Os fisioterapeutas não restauram somente funções corporais, mas também devolvem esperança e autoestima aos pacientes, demonstrando que a cura verdadeira acontece quando corpo e mente trabalham harmoniosa e diariamente em direção à recuperação completa.

Internet:<app.adapta.one>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “Por meio de uma abordagem humanizada, o fisioterapeuta consegue estabelecer vínculos terapêuticos consistentes, transmitindo confiança àqueles que enfrentam desafios físicos.”, a primeira vírgula presente no período justifica‑se pela demarcação de um adjunto adverbial deslocado da ordem canônica da frase.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: SEDF Provas: Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Administração | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Arquitetura | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Artes | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Biologia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Biomedicina | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Ciências Naturais | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Construção Civil | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Contabilidade | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Direito | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Educação Física | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Eletrônica | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Matemática | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Música | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Nutrição | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Odontologia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Pedagogia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Produção Cultural | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Psicologia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Química | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Radiologia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Sociologia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Telecomunicações | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Eletrotécnica | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Informática | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Lem/Alemão | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Lem/Espanhol | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Letras/Libras | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Física | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Enfermagem | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Farmácia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Fisioterapia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Gastronomia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Geografia | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Lem/Inglês | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Lem/Japonês | Quadrix - 2025 - SEDF - Professor de Educação Básica: Lem/Francês |
Q3683030 Português
Uma convicção pode ser a mais perversa das prisões. Quando o que sei não pode ser questionado, escuto apenas aquilo que confirma o que acredito. O que é diferente recuso. Quando acredito que tenho toda a razão e o outro, nenhuma, não existe diálogo. Preso às minhas convicções, reduzo a possibilidade de pensar. Não há como aprender sem estar disposto a mudar de ideia, e para mudar de ideia é preciso aceitar que minha convicção pode estar errada.

Polarização é quando duas convicções opostas ocupam todos os espaços do debate político. Quando não há adversário, mas inimigo. As alternativas, aquelas posições que não se encaixam em nenhum dos dois lados, são postergadas ou negadas. O debate se faz impossível. É como se as mensagens transitassem por canais paralelos ou fossem ditas em línguas diferentes. Pior: a língua é a mesma, as palavras são iguais – mas significam coisas diferentes, dependendo de quem diz.

Paramos de escutar, não interessam os argumentos. Deixa de importar o que é dito, importa quem disse: se foi alguém que é da minha posição, vou defender sem questionar. Mas, se for do outro lado, nego e rebato. Trocam‑se palavras de ordem e memes, há menosprezo pelo argumento. Quem não está alinhado com uma das duas posições dominantes não tem voz: o que disser será entendido como apoio ou crítica a um dos dois polos. As ideias se impõem por relação de força – não a força da razão, mas a razão da força. Quem grita mais leva. As posições são sempre muito delimitadas, não existem nuances. É a morte das ideias, o fim da inteligência.

O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: nunca ninguém reclama de ter recebido pouco, disse o filósofo francês René Descartes no início de seu Discurso do método. Com as ideologias ocorre algo semelhante: nunca ninguém se queixa de ter o juízo distorcido pela própria ideologia. O viés ideológico só afeta os outros. Jamais nos questionamos: será que eu também não estou vendo a realidade? E se o que para mim é tão óbvio for produto de uma ideologia que não me permite ver diferente? É tão claro e tão evidente que não há espaço para dúvidas – e isso é muito perigoso. 

BRUZZONI, Andrés. Ciberpopulismo: política e democracia no mundo
digital. São Paulo: Editora Contexto, 2021, p. 9‑11 (com adaptações).

Em relação aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte. 


No período “Quando acredito que tenho toda a razão e o outro, nenhuma, não existe diálogo”, o emprego de cada uma das vírgulas é justificado por uma regra específica.

Alternativas
Q3682483 Português
Os sinais de pontuação destacados no trecho abaixo são, respectivamente:

"Algumas são remédios naturais: a aloe vera, por exemplo"
Alternativas
Q3682264 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Na era WhatsApp, e-mail ainda é o queridinho no mundo digital


    Há pouco mais de meio século, em 1971, o primeiro e-mail era enviado. O cenário era outro, a internet ainda não existia, e a mensagem era enviada por meio de uma rede limitada a poucos computadores, chamada “Arpanet”. De lá para cá, muita coisa mudou. A tecnologia evoluiu, a internet – como conhecemos hoje – surgiu e, com os avanços, novas formas de comunicação ainda mais instantâneas também foram desenvolvidas. E, por algum momento, houve quem pensasse que o e-mail morreria ou perderia relevância ao competir com a rapidez e facilidade das mensagens instantâneas. A realidade, porém, é outra. Mesmo diante da popularidade dos aplicativos de comunicação, o e-mail continua tendo um papel central na comunicação digital. Com mais de 4,3 bilhões de usuários no mundo – conforme a Statista, plataforma online especializada em coleta e visualização de dados –, ele segue à frente de redes sociais e aplicativos de mensagens.

    No ambiente corporativo, o e-mail tem papel de destaque, sendo uma ferramenta fundamental de trabalho. “É uma forma de comunicação assertiva. Hoje, por exemplo, você vai a uma reunião, tem uma discussão e cada um sai com suas tarefas definidas, mas não há um registro daquilo. Sinto falta disso e sempre sugiro que o e-mail corporativo seja utilizado para esse objetivo e também para reafirmar o que foi deliberado, porque hoje, em outras ferramentas, você perde as informações com muita facilidade. Tem gente que deixa a funcionalidade de mensagens temporárias ativadas, e o que foi comunicado some”, afirma a mentora de carreiras e resultados Leila Said. “O registro por e-mail, por outro lado, gera memória para a empresa. Hoje fizemos questão de pôr dados, e isso também é feito por meio das mensagens”, acrescenta.

    A especialista também pontua outras características que corroboram a importância do uso do e-mail, como as possibilidades de formatação, a capacidade de incluir textos maiores e até mesmo uma segmentação mais facilitada. “É interessante também porque você tem um espaço para conversar e pode segmentar melhor pelo público, clientes e colaboradores. Você sabe quantificar melhor a informação”, afirma. (...)


MALTA, Jéssica. Na era WhatsApp, e-mail ainda é o queridinho no mundo digital. O Tempo. 01 out. 2024. Disponível em <https://www.otempo.com.br/interessa/2024/8/1/na-erawhatsapp--e-mail-ainda-e-o-queridinho-no-mundodigital>.
“A tecnologia evoluiu, a internet – como conhecemos hoje – surgiu e, com os avanços, novas formas de comunicação ainda mais instantâneas também foram desenvolvidas.” Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima, transcrito do texto, encontra-se de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Varginha - MG Provas: Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Acupunturista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Angiologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Arquiteto | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Assistente Social Escolar | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Pneumologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Radiologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Urologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico do Trabalho | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Dentista - Odontopediatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Dentista - Ortodontista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Educador Infantil | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Enfermeiro | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Alergologista Pediatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Cardiologista Pediatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Engenheiro Agrônomo | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Cardiologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Clínico Regulador | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Dermatologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Farmacêutico Bioquímico | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Endocrinologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Gastroenterologista Pediatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Gastroenterologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Geriatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Supervisor Pedagógico | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Hematologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Infectologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Neurologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Neuropediatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Ortopedista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Otorrinolaringologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Varginha - MG - Médico - Pneumologista Pediatra |
Q3681980 Português
A sentença que carece de vírgulas é:
Alternativas
Q3680935 Português

Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?



    A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.

    Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.

    Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.

    Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.

    O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.

    No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.

    Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.




Fonte: G1 - adaptado.

O título do texto é em formato de pergunta: “Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?”. Sabe-se que é uma pergunta, pois a frase termina com:
Alternativas
Respostas
1481: B
1482: B
1483: C
1484: C
1485: B
1486: C
1487: A
1488: C
1489: D
1490: B
1491: B
1492: D
1493: C
1494: C
1495: C
1496: C
1497: B
1498: A
1499: C
1500: D