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Q3746833 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

No trecho “Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo...”, o uso dos dois-pontos cumpre a função sintática e semântica de  
Alternativas
Q3746385 Português
O domínio do uso dos sinais de pontuação é indispensável para a clareza, coesão e coerência dos textos formais. Cada sinal exerce uma função específica na estrutura sintática e na expressividade do discurso. Analise as afirmativas a seguir, referentes ao uso correto dos sinais de pontuação:

I.O ponto final é utilizado para encerrar orações declarativas, marcando o término de um período ou de um parágrafo.
II.A vírgula pode ser empregada para separar o sujeito do predicado quando se deseja dar ênfase à informação principal.
III.O ponto e vírgula é usado somente para separar orações subordinadas que possuem vírgulas internas, garantindo maior clareza sintática.
IV.Os dois pontos introduzem explicações, enumerações, citações ou esclarecimentos relacionados à oração anterior.
V.O ponto de interrogação pode ser utilizado em interrogações diretas, enquanto o ponto de exclamação expressa surpresa, emoção ou ordem.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas verdadeiras:
Alternativas
Q3746243 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


Entre a tela e a realidade


Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real. Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.


Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.


Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.


Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.


A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.


FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021.

Disponível em:

https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025. 

Considerando o trecho "Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics", analise a função das vírgulas e dos dois-pontos segundo a norma culta e os efeitos de sentido no enunciado. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação adequada. 
Alternativas
Q3745666 Português

Em relação ao uso dos sinais de pontuação, analisar os itens.



I. João perguntou: “Que horas você sai da aula hoje?”.


II. Fui ao mercado e comprei frutas, legumes, ovos, pães...


III. Ela gosta de ler: escrever e desenhar.



Está CORRETO o que se afirma:  

Alternativas
Q3745472 Português
Entre a tela e a realidade


Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real.

Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.

Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.

Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.

Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.

A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.


FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025.
Considerando o trecho "Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics", analise a função das vírgulas e dos dois-pontos segundo a norma culta e os efeitos de sentido no enunciado. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação adequada.
Alternativas
Q3744997 Português

 Leia o Texto I e responda à questão.


 Texto I


Os animais de estimação já são parte fundamental da família e da economia brasileira


Pesquisa da USP evidencia aumento relevante nas despesas com pets nas últimas décadas, surgimento de novos serviços especializados e tendência de crescimento no mercado externo


    Segundo levantamento realizado pelo Instituto Quaest em 2024, o Brasil é o terceiro país mais populoso em número de animais de estimação. Enquanto a quantidade de filhos por residência está em queda – em 2003, o tamanho médio das famílias era de 3,62 pessoas e, em 2022, chegou a 2,8 pessoas –, o número de pets está em crescimento, e alcançou razão de 2,3 pets por domicílio no mesmo período. Pesquisas recentes ressaltam que a presença de animais na casa pode ter benefícios psicossociais, contribuindo para a saúde mental e para o desenvolvimento afetivo dos seus tutores.


    Além das mudanças no núcleo familiar, os pets também se tornam parte essencial da economia brasileira. Entre 2002 e 2018, o número de famílias que declararam despesas com animais de estimação quase triplicou (de 11,72% para 30,27%). Recentemente, ambientes pet friendly se alastraram pelo país: cães e gatos são bem-vindos em shoppings, cafés, sorveterias e bares, que oferecem até mesmo produtos específicos para eles.


    Em sua tese de doutorado, Clécia Satel, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, sob orientação do professor Rodolfo Hoffmann, analisou mudanças na renda, nos hábitos das famílias e no consumo de produtos para pets no Brasil. “Antigamente, os gastos eram praticamente com ração e medicamentos, e agora temos variedades de serviços e itens, desde roupas até petiscos que alimentam grandes indústrias”, comenta.


    A partir de dados das Pesquisas de Orçamento Familiares (POF) de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, a cientista buscou entender como os novos arranjos familiares e o poder aquisitivo das famílias influenciaram nessas despesas. Segundo ela, a mudança na relação estabelecida com os pets e no investimento financeiro dos tutores não ocorreu apenas entre os mais ricos, mas também na classe média.


    O desempenho econômico do setor pet, que está em plena expansão no país, também demanda atenção. “Entender como e porque as famílias gastam com animais de estimação ajuda a orientar políticas públicas, negócios e até estratégias de exportação”, afirma a cientista.


Fonte: NANGINO, Gabriela. Os animais de estimação já são parte fundamental da família e da economia brasileira. Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/animais-de-estimacao-ja-sao-parte-fundamental-da-familia-e-da-economia-brasileiras/. Acesso em 09 out. 2025. [Adaptado].

Observe o fragmento retirado do Texto I: “Recentemente, (1) ambientes pet friendly se alastraram pelo país: cães e gatos são bem-vindos em shoppings, (2) cafés, (3) sorveterias e bares, (4) que oferecem até mesmo produtos específicos para eles”. Em seguida, analise as afirmações que seguem.

I- A vírgula 1 está sendo empregada para isolar um vocativo.
II- A vírgula 2 está sendo empregada para separar termos de mesma função no período.
III- A vírgula 4 foi empregada para indicar a elipse de um termo.
IV- O termo “bem-vindos” deve ser grafado sem hífen.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ginecologista e Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Terapeuta Ocupacional | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Neuropsicopedagogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Nutricionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Bucomaxilofacial | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo Periodondista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Supervisor Pedagógico – Classe C | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Odontólogo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Música | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Cardiologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Clínico Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Geriatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Anos Iniciais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe A – Educação Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Arte | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Ciências | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Inglês | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Matemática | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Arquiteto | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Assistente Social | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Biomédico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Contador | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro Plantonista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Enfermeiro PSF | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Engenheiro Civil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Otorrinolaringologista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Pediatra | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Traumatologista e Ortopedista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Ultrassonografista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Médico Unidade Básica de Saúde | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Professor Classe B – Português | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Psicólogo |
Q3744636 Português
TEXTO1


Pesquisa com animais identifica atividade do cérebro associada à resistência ao estresse

Estudos com ratos mostram que há uma neurofisiologia complexa por trás de processos associados à resiliência e à vulnerabilidade ao estresse


Um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e publicado no The Journal of Neuroscience investigou as atividades neurais envolvidas no processamento de controle sobre o estresse. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Danilo Benette Marques, sob orientação dos professores João Pereira Leite e Rafael Naime Ruggiero, em colaboração com Matheus Teixeira Rossignoli e Lêzio Soares Bueno-Júnior.
Os pesquisadores realizaram um experimento em ratos em que um grupo de animais recebia choques moderados nas patas, dos quais podiam escapar se pulassem por cima de um pequeno muro. De maneira equivalente, outro grupo de animais recebia as mesmas quantidades, intensidades e durações de choques, porém de forma inescapável.
E, por fim, outro grupo de sujeitos não recebia choques. Enquanto isso, os cientistas registraram a atividade elétrica do hipocampo e do córtex pré-frontal, duas regiões do cérebro que já haviam sido amplamente associadas aos efeitos do estresse e da depressão por estudos anteriores.


JORNAL DA USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-com-animais-identificaatividade-do-cerebro-associada-a-resistencia-ao-estresse/



No trecho inicial “Enquanto isso, os cientistas registraram a atividade elétrica …”, a vírgula depois de “Enquanto isso” indica:
Alternativas
Q3744594 Português
    Homens adoecem mais e vivem menos do que as mulheres em quase todos os países, segundo uma revisão global da Universidade do Sul da Dinamarca.

    A pesquisa analisou marcadores de gênero em saúde em mais de 200 países, focando em hipertensão, diabetes e HIV/Aids. Os resultados mostram que homens têm taxas mais altas dessas doenças, morrem mais cedo por causa delas e procuram menos o sistema de saúde, tanto para diagnóstico quanto para tratamento.

    O estudo aponta fatores sociais e culturais como principais explicações para esse padrão. As normas de gênero, os comportamentos de risco e a associação entre doença e fragilidade ajudam a afastar os homens do cuidado com a saúde. Eles costumam fumar mais, negligenciar prevenção e minimizar sintomas.

    "Historicamente, o estereótipo do 'ser homem', associado a fatores sociais, culturais, políticos e econômicos, causa impactos negativos na saúde do homem", diz o médico de família e comunidade Wilands Patrício Procópio Gomes, do Einstein Hospital Israelita. Entre os exemplos destacados por Gomes, estão a ideia de que estar doente é sinônimo de fragilidade e a falta de conhecimento sobre o próprio corpo e os eventuais sintomas, além do medo de diagnósticos.

    No Brasil, dados do IBGE refletem esse cenário. Em 2023, a expectativa de vida masculina era de 73,1 anos, contra 79,7 anos das mulheres, uma diferença de quase sete anos. Os homens também fazem menos consultas de rotina e são mais resistentes a exames preventivos e a tratamentos contínuos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 82,3% das mulheres haviam ido ao médico no ano anterior, contra 69,4% dos homens.


Fonte: Revista Planeta. Adaptado.
O quarto parágrafo do texto inicia com aspas duplas, que foram utilizadas para:
Alternativas
Q3744445 Português
Texto: Escrever para quê?

Itamar Vieira Jr.


      Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.

      Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

       Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

      Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco.

       A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

       Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

      Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los. 

       A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

      Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?

      Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.


Adaptada de:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam
ar-vieira-junior/2024/02/escrever-para-
que.shtml 
Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco. (5º parágrafo)
No trecho destacado, os dois-pontos foram utilizados para: 
Alternativas
Q3744349 Português
"Vamo pro sítio! Vamo pro sítio!"


Não estou sonhando quando escuto a mamãe entrar no quarto cantando aquela frasezinha. Em poucos segundos, meu corpo desperta numa explosão de euforia. Aquelas palavras significam que o final de semana promete ser maravilhoso: em breve, estarei indo para o sítio dos meus avós.

Malas prontas, brinquedos separados e o carro já na estrada. Entre risadas e brigas com meu irmão, seguimos viagem. Quando o rastro de poeira surge na estrada vermelha e o som do Bon Jovi ecoa, sei que chegamos.

A casa está igual: a rede no mesmo lugar, o cheiro de frango na cozinha, o pé de manga crescendo. Tudo parece normal, mas há uma estranha sensação de vazio. Cadê a missa na televisão, o terço da vovó, o barulho do chinelo arrastando e as risadas vindas do fogão? Tudo sumiu.

Percebo que o mundo inteiro estava ali — entre o cheiro de frango e o som da missa. Nunca imaginei pisar ali pela última vez. Acho que é hora de aceitar que precisamos encontrar outras receitas, outros caminhos e outras brincadeiras.


Texto Adaptado


AFFONSO, Renan. Vamo pro sítio! Vamo pro sítio! In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2022. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 4 nov. 2025.
No trecho "A casa está igual: a rede no mesmo lugar, o cheiro de frango na cozinha, o pé de manga crescendo.", o autor utiliza os dois-pontos e as vírgulas de maneira adequada, seguindo as regras da pontuação na norma culta. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta corretamente a regra de pontuação aplicada nesse trecho.
Alternativas
Q3744256 Português

Leia o cartaz a seguir:


Fonte: https://www.comunicaquemuda.com.br/movimento-quer-acabar-compropagandas-de-bebida/. Acesso em 09/10/2025


O objetivo principal do cartaz é:

A única frase que está redigida com pontuação correta é:
Alternativas
Q3744070 Português

Texto: Escrever para quê?

 

 

Itamar Vieira Jr.

 

 

    Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

 

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.


    Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

 

    Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

 

     Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco. 

 

    A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

 

    Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

 

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

 

    Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los.

 

     A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

 

    Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?  

 

    Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.

 

 

Adaptada de:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam ar-vieira-junior/2024/02/escrever-paraque.shtml

Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco. (5º parágrafo)

No trecho destacado, os dois-pontos foram utilizados para:
Alternativas
Q3742503 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação se encontra totalmente de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3742211 Português
Assinale a sequência que indica as frases pontuadas corretamente:
I – Que horror! II – Maria ganhou uma bicicleta rosa. III – Por que você não veio mais cedo! IV – Quanto custa isso? 
Alternativas
Q3742104 Português
Qual a forma de redigir o segmeto transcrito sem os sinais de pontuação originais, do trecho a seguir:
“Ana mesmo estando preocupada revisou o texto com cuidado e depois de alguns ajustes, decidiu enviá-lo ao professor.”  
Alternativas
Q3742067 Português
INSTRUÇÃO: Leia o item da Norma Regulamentadora 16 (NR 16) – Atividades e Operações Perigosas, a seguir, para responder à questão.

16.6 As operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, em quaisquer vasilhames e a granel, são consideradas em condições de periculosidade, exclusão para o transporte em pequenas quantidades, até o limite de 200 (duzentos) litros para os inflamáveis líquidos e 135 (cento e trinta e cinco) quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 16: atividades e operações perigosas. Aprovada pela Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978.
No texto da Norma, os sinais de parênteses ( ) aparecem para
Alternativas
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Q3741953 Português
Leia o texto a seguir:


Fitoterápico nano-tech com insumo da Amazônia pode frear
avanço do Alzheimer


Mais de 1 milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer. A doença custa R$ 96 bilhões por ano ao país e destrói memórias, histórias e lares. Mas uma nova fórmula com DNA da Amazônia pode mudar isso



           O Brasil está prestes a escrever um novo capítulo no enfrentamento global da Doença de Alzheimer. Em quase 20 anos acompanhando a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação brasileira, este é um dos projetos mais bonitos e ambiciosos que pude acompanhar de perto como executivo de um grupo consultivo de Apoio à Inovação, não à toa o pesquisador líder desta iniciativa, Eduardo Caritá, foi agraciado em Ago/24 com o Prêmio GTIS de Profissional de P&D daquele ano, quando a pesquisa ainda se encontrava em estágio muito mais embrionário.


        Pois bem. A pesquisa que originou o prêmio acima propõe uma combinação inédita de dois compostos bioativos — marapuama, nativa da Amazônia, e curcumina, extraída da cúrcuma. Com ambos foi desenvolvido um pré-mix nanotecnológico de liberação dirigida com aplicação nutracêutica, validado em estudos pré clínicos com entregas cerebrais comprovadas.

       
      Em outras palavras, pesquisadores brasileiros conseguiram criar uma fórmula à base de plantas que, ao ser engolida como suplemento, chega com precisão ao cérebro — algo raro e extremamente inovador.


     O projeto, apoiado pela FAPESP na Fase 1 do PIPE (Processo 2023/09731-0), concluiu com sucesso a validação in vitro e in vivo da formulação, utilizando tecnologia de nanoencapsulação para atravessar a barreira hematoencefálica (BHE) e alcançar o parênquima cerebral.


      Isso significa que os testes foram feitos tanto em laboratório quanto em animais, comprovando que as substâncias encapsuladas em partículas minúsculas conseguiram atravessar a "muralha protetora" do cérebro — algo que medicamentos comuns nem sempre conseguem.


      Os resultados foram reconhecidos e aprovados pela FAPESP em relatório técnico, abrindo caminho para ensaios clínicos e eventual incorporação ao SUS.


     A curcumina é um polifenol natural da cúrcuma (Curcuma longa), com ações antioxidantes, anti-inflamatórias e neuroprotetoras, e inibe a formação de placas-amiloides — estruturas ligadas ao Alzheimer.


    Traduzindo: a cúrcuma, famosa como tempero e anti-inflamatório natural, tem componentes que protegem os neurônios e evitam o acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro, que são comuns em quem tem Alzheimer.


    A marapuama (Ptychopetalum olacoides), árvore amazônica, contém diterpenos clerodanos, que estimulam a produção de fatores neurotróficos como BDNF e GNF, promovendo a neurogênese. A marapuama, usada há séculos por povos indígenas como tônico cerebral, estimula o nascimento de novos neurônios e melhora a comunicação entre eles — ou seja, ajuda a manter o cérebro jovem e ativo. 


Fonte: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/ciencia/2025/09/1056827-
fitoterapico-nano-tech-com-insumo-da-amazonia-pode-frear-avanco-do-alzheimer.
html. Acesso em 08/10/2025


Leia o trecho a seguir, correspondente ao quinto parágrafo do texto:

Isso significa que os testes foram feitos tanto em laboratório quanto em animais, comprovando que as substâncias encapsuladas em partículas minúsculas conseguiram atravessar a "muralha protetora" do cérebro — algo que medicamentos comuns nem sempre conseguem.

Nesse trecho, o emprego das aspas tem a função de:
Alternativas
Q3740623 Português
Sobre a pontuação usada na fala do texto, é CORRETO afirmar que as vírgulas foram usadas para separar 
Alternativas
Q3740617 Português
Prioridades


       Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.

        Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.

        Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria. Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder. Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento – não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais.



Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas_curtas/. Acesso em: 30 out. 2025.
Em “Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo [...]”, os parênteses foram usados para 
Alternativas
Q3740378 Português
TEXTO I

MOCINHO OU VILÃO?

Você sabia que os agrotóxicos podem ser bons e ruins ao mesmo tempo?

   Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Esses são alguns nomes pelo quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

   Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microrganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.

   Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta. Os resultados disso são: danos à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; danos à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

   E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...(...)


(BELO, Mariana, Toxicologia Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/ Fiocruz. Disponível em: http://chc.org.br/ mocinho-ou-vilao-2. Acesso em: 3 set. 2025. Texto adaptado).
Considere a frase: “E aí, o que fazer?” Marque a alternativa correta sobre os dois sinais de pontuação presentes nessa frase ( a vírgula e a interrogação):
Alternativas
Respostas
1381: E
1382: A
1383: D
1384: A
1385: A
1386: A
1387: B
1388: C
1389: A
1390: B
1391: C
1392: A
1393: A
1394: D
1395: A
1396: D
1397: B
1398: D
1399: A
1400: D