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Q3762137 Português
Assinale a alternativa que indica em qual das cinco ocorrências de vírgula, hachuradas e numeradas no trecho a seguir, esse sinal de pontuação foi empregado para separar termos sintaticamente coordenados.

As análises para concessão vencida pela CSG, por exemplo, (1) começaram no início de 2020. Com debates e ajustes e leilão, (2) o contrato foi assinado três anos depois. Considerando esses prazos e a necessidade de projetos, (3) licenciamento ambiental e obras, não se pode esperar uma Rota do Sol duplicada em menos de cinco anos.
O aeroporto deve entrar em operação até 2030 e o porto, (4) poucos anos depois. Qual será a Rota do Sol que a região terá a disposição até lá, (5) considerando que as próprias obras podem gerar incremento no tráfego?
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/andre-fiedler/noticia/2025/10/debate-sobre-ofuturo-da-rota-do-sol-esta-atrasado-cmh3q1ph601lb014t1f46nh3g.html
Alternativas
Q3761613 Português
Leia o artigo de opinião a seguir e responda a questão.


O massacre na Penha obriga o país a escolher


Amarílis Costa (Doutoranda em direitos humanos na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo)


    Enquanto isso, 132 casas amanhecem mais vazias no Complexo da Penha. E, nessa máquina de moer gente, morrem também os policiais — homens pobres, filhos de mulheres que choram do mesmo lado da trincheira. Não existe vencedor numa guerra em que o povo perde. Sangramos todos nós. E, ainda assim, o país não parou diante da pilha de corpos. A cena de guerra não esvaziou o ponto de ônibus. Como diria a canção de Criolo, retomamos as atividades do dia: lavar os copos, contar os corpos e sorrir esta morna rebeldia.  

    Criolo, poeta da sobrevivência, escreveu sem saber que seu refrão seria prenúncio. No Rio de Janeiro, moradores da Penha transformaram a praça em necrotério improvisado, expondo à luz do dia aquilo que o genocídio negro institucionalizado que o Estado insiste em varrer para as sombras. Na madrugada de 29 de outubro de 2025, mais de setenta corpos foram levados por mãos calejadas até a Praça São Lucas. Corpos de jovens, corpos sem nome, corpos com documentos no bolso e dignidade arrancada à bala. O governo contabiliza sessenta e quatro. A Defensoria fala em cento e trinta e dois. Entre um número e outro, há o abismo das vidas que o Estado decide não contar. 

    Quando o governador se apressa em declarar “sucesso” à operação, o verbo não se refere à segurança pública — mas à manutenção da política de extermínio. É o sucesso de um projeto antigo, minuciosamente descrito por Ana Flauzina em Corpo Negro Caído no chão: o sistema penal como braço operativo do Estado genocida. As mortes nas favelas não são exceções; são procedimentos, relatórios, índices que alimentam a indústria da bala, o discurso moralista e a necropolítica. O Estado antinegro não apenas mata — ele administra a morte, calcula o risco, racionaliza a ausência. E quando o povo da Penha leva os corpos à praça, realiza um gesto profundamente subversivo: rompe o pacto de silêncio, restitui humanidade ao cadáver e denuncia o País.

    O nome da ação policial — Operação Contenção — é um ato falho. Flauzina nos ensina que o racismo é o eixo metodológico do sistema penal. Eu acrescentaria: é o projeto ontológico do Estado brasileiro. Enquanto os helicópteros sobrevoam, a democracia racial implode. Enquanto o governador sorri, o solo absorve o sangue negro, como tem feito há séculos. Enquanto as câmeras filmam a apreensão de fuzis, as famílias apreensivas choram a perda do que o Direito não alcança nomear.  

    Essas mortes não são apenas estatísticas, são expressões do que denomino dano de anulação existencial. Cada corpo tombado é uma biografia interrompida pela lógica de um Estado que se reserva o direito de decidir quem vive e quem morre. A anulação começa antes da morte: na escola sucateada, na ausência de saneamento, no olhar armado da polícia. O crime não é a causa, é o pretexto. O corpo negro é o crime em si, o alvo preferencial de um Estado que naturalizou a sua eliminação.  

    Não há como invocar a expressão “Estado Democrático de Direito” enquanto o mais elementar dos direitos, o de existir, permanece suspenso nas favelas. Sem responsabilização, sem reparação, sem ruptura, o país seguirá orbitando o abismo moral que ele próprio cavou. Enquanto o trono da branquitude permanecer intocado, seguiremos lavando copos, contando corpos e sorrindo o riso amargo da resistência. Porque, como entoa Criolo, “se fosse pra ter medo dessa estrada, eu não taria há tanto tempo nessa caminhada”. E é nessa travessia ensanguentada que o Brasil decidirá se quer ser nação ou necrotério.  

    Precisamos refletir que a eleição de 2026 se avizinha, e com ela a urgência de encarar o projeto em curso — aquele que nem mesmo a ADPF das Favelas conseguiu frear. No trono da justiça, uma cadeira do Supremo Tribunal Federal permanece vazia, e essa vacância ecoa o anseio profundo de um país por uma mulher negra naquele espaço de poder.

    No Brasil, o verbo existir se conjuga em sangue. Cada gota derramada grita um nome que o Estado não quer ouvir. No altar profano do chão da favela, onde repousam os filhos que a nação renega, este sangue escorre e desenha o mapa real do Brasil – um país que administra a morte com precisão burocrática e chama isso de política pública.

    Nós sobreviventes seguiremos tentando, entre o choro e o aço, reinventar o verbo existir.


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/ o-massacre-na-penha-obriga-o-pais-a-escolher/
Analise o período retirado do artigo no quadro a seguir e, posteriormente, analise as afirmativas.

No Rio de Janeiro, moradores da Penha transformaram a praça em necrotério improvisado, expondo à luz do dia aquilo que o genocídio negro institucionalizado que o Estado insiste em varrer para as sombras.

I. No período analisado, há três orações;
II. O termo “que o Estado” poderia ser retirado do período para melhorar a construção sintático-semântica;
III. O termo “à luz do dia” exerce função sintática de adjunto adverbial no período; 
IV. A vírgula que intercala o termo “No Rio de Janeiro” é desnecessária no período.

Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas apenas: 
Alternativas
Q3761604 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Precisamos falar sobre a “adultização” dos adultos


Francisco Escorsim 


    Ah, a “adultização” das crianças! Enquanto escrevo, algumas milhares de pessoas estão postando sobre o vídeo do tal Felca, esquecidas dos likes que deram às centenas de mini-influencers por aí.

    E muitos desses preocupados são pais que, embora apregoem a proteção infantil, não veem problema em ostentar seus próprios filhos  como troféus, em uma busca inconfessada por likes em seus perfis pessoais, transformando a  infância em conteúdo e, paradoxalmente, adultizando-a em nome da própria validação.

    O que dizer, então, de políticos que advogam pela liberdade sexual de qualquer ser vivo e, de repente, aparecem chocadíssimos com as consequências da sexualização precoce? Acredite quem quiser.

    Sendo direto: se queremos realmente encarar o problema da “adultização” das crianças, então temos de começar por adultizar os adultos. Sim, você leu certo. Proponho uma campanha nacional de “Adultização de Adultos”.

    Comecemos observando o nosso próprio umbigo digital. Basta um contratempo qualquer e lá vai você postar: “Não acredito que isso aconteceu comigo!” Se vem um comentário mais ácido em algo que você postou ou contra algo de que você gosta, como reage? A vaidade ferida é mais forte e se manifesta em toda a sua glória, com direito a lamúrias, ares de vítima e até uma certa birra virtual: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”

Onde está a resiliência que tantos pregam, a capacidade de lidar com frustrações e adversidades sem desabar (e desabafar)? Será que realmente amadureceu quem se comporta virtualmente trocando o choro no cantinho da parede pelo mimimi nas redes sociais, as patadas no chão por tweets irados, e a chupeta pelo smartphone que nos isola em nossa bolha de conforto e indignação seletiva?

    E o que dizer dessa ânsia por validação, que parece ter contaminado gerações e transformado a vida em um palco incessante? A foto do prato de comida antes de comer, com filtros e legendas elaboradas; os 30 stories do treino na academia, revelando alguém mais ocupado em registrar o suor do que em realmente suar, legendando “tá pago”; o narrador de cada detalhe da sua rotina para uma plateia invisível de followers, buscando aplausos para cada passo; as fotos e vídeos de shows a que não se assiste e dos quais nem se participa mais, apenas se registra para postar depois. E etc. etc. etc.

    Se não foi compartilhado, não teve valor? Se não tem like, não existiu? É sinal de maturidade quem trocou o diário de adolescente, escondido debaixo do colchão, pelo Instagram, escancarando tudo para o mundo, com a “popularidade” virando um projeto de vida?

    E como pais, somos adultos? Não se tornou rara aquela figura imponente e carinhosa que sabe dizer “não” com amor e firmeza, que estabelece limites claros e inegociáveis para o bem-estar e a formação do caráter? Em contraste, ou talvez como consequência, abundam pais que têm medo de dizer “não” para não “traumatizar” o filho, cedendo a cada capricho e transformando a casa em um reino sem rei. Não faltam mães cúmplices das tolas vaidades da filha para ser a sua “melhor amiga”, diluindo a autoridade e a responsabilidade de guiar. A linha entre ser pai/mãe e ser “parça” ficou tão tênue que, às vezes, não se sabe mais quem está educando quem.

    E a nossa responsabilidade digital com nossos filhos? Ah, mas é tão fofo no feed... O bebê na banheira, a criança cantando no carro, fazendo compras no supermercado, o boletim escolar do primogênito com a nota máxima em Matemática... Tudo vira conteúdo, espetáculo. E depois? Quem paga a conta da exposição? A criança que, daqui a 10, 15 anos, constata que teve sua infância inteira eternizada (e talvez ridicularizada ou usada indevidamente) na internet sem seu consentimento, sem ter voz sobre sua própria narrativa digital?

    Se compartilhamos toda e qualquer coisa que aparece na tela, sem questionar a fonte, sem discernir o que é real do que é fabricado, sem pensar nas consequências de longo prazo, como vamos ensinar nossos filhos a filtrar o que é bom, o que é verdade, o que é relevante em um oceano de informações e desinformações? Afinal, o exemplo arrasta. E arrasta para onde? Para um futuro onde a privacidade é uma lenda e a superficialidade a regra?

    Eu sei, a proposta de “adultização dos adultos” não tem como escapar de parecer um sermão moralista ou um dedo em riste, com o propositor parecendo se colocar no papel de adulto na sala. Não sou, cometo erros e deslizes também como pai, tropeço na vaidade nas redes sociais. Ser adulto não é ser perfeito, mas ter consciência de sua imperfeição e da responsabilidade por tentar ser melhor. É uma responsabilidade ativa: assumir as rédeas da própria vida, das próprias escolhas e, principalmente, da proteção e educação dos filhos, sem delegar tudo à “bolha” digital, à escola, à babá eletrônica ou a projetos de lei censurando redes sociais.

    É sobre afiar o senso crítico, para não sermos meros consumidores passivos de informação e tendências vazias, ensinando nossos filhos, pelo exemplo, a questionar, a discernir e a construir seu próprio pensamento. É sobre estabelecer limites e consistência para si e para eles, com amor, mostrando que ser adulto é também ser guia, referência e porto seguro, e que o “não” dito com carinho é tão importante quanto o “sim” dado com um sorriso.

    Eis aí uma revolução silenciosa, sem hashtags ou dancinhas virais, mas com chance de ter resultados mais profundos e duradouros na formação de uma nova geração. Que a nossa própria “adultização” seja, portanto, a melhor homenagem à infância que queremos proteger e o legado mais valioso que podemos deixar. O mundo agradece, e as crianças, mais ainda.


Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
Sobre o uso da vírgula no seguinte trecho: “Gente, eu só queria paz e um boleto pago. É pedir muito?”, presente no 5º parágrafo do texto, identifique a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3760655 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta desvio(s) quanto a aspectos gramaticais (concordância, regência etc.), à pontuação ou à ortografia. 
Alternativas
Q3760652 Português

Considere este fragmento de texto para a questão.



JORNAL DO COMMERCIO – Por que os números de feminicídios continuam tão altos no Brasil? Onde estamos falhando no enfrentamento do crime de gênero



WÂNIA PASINATO - Uma falha que eu vejo nesse processo histórico de visibilização da violência contra a mulher é uma aposta muito grande que se faz nas respostas através da criminalização da violência, [1] em detrimento de caminhos que priorizem a prevenção. Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Toda vez que nós identificamos uma nova forma de violência contra a mulher, [2] a primeira resposta que a sociedade demanda é a adoção de uma lei ainda mais punitiva. Mas a gente não pensa de forma preventiva, [3] que priorize o enfrentamento da causa dessa violência e não, [4] suas consequências. As iniciativas de prevenção ainda são muito tímidas. 



Fonte: https://jc.uol.com.br (com destaques) 

Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
Alternativas
Q3760602 Português
Assinale a alternativa cujo uso da vírgula está incorreto: 
Alternativas
Q3760579 Português
Os sinais de pontuação destacados no trecho abaixo poderiam ser substituídos por quais outros sinais de pontuação, respectivamente? 
Defina um orçamento : estabeleça um limite mensal para apostas e nunca ultrapasse esse valor .
Alternativas
Q3760572 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula esteja sendo usada de forma INCORRETA.  
Alternativas
Q3760382 Português
TEXTO I

    O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.
    Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
    O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
    Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos – e entre os – idiomas.
    O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
    Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
    Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
    Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
    O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas. O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
    No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
    Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
    Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo. 

(Sérgio Rodrigues. O vírus da linguagem. Folha de S.Paulo, 12.03.2020. Adaptado) 

Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede.



( ) Em “O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim ‘calculus’... (1º par.), as vírgulas foram empregadas a fim de isolarem uma oração subordinada adjetiva restritiva e, se fossem retiradas, alterar-se-ia o sentido do contexto.


( ) Em “Tal conhecimento, argumentou o genial autor de ‘A Biblioteca de Babel’, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. (2º par.), o pronome oblíquo átono encontra-se em posição proclítica, podendo ser facultativamente usado de forma enclítica, sem alterar a correção gramatical do contexto.


( ) Em “O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas.” (3º par.), por possui valor adverbial, a expressão em destaque poderia se encontrar entre vírgulas, já que se trata de um termo deslocado.


( ) Em “No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar.” (10º par.), todas as vírgulas foram usadas a fim de isolarem um Aposto Explicativo. 


Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a sequência. 

Alternativas
Q3758928 Português

Leia o texto a seguir e responda da questão.


Cultura: por que e para quem?


Fernando Silva



    Afinal, você tem cultura? A resposta é simples: sim, você tem!

    O conceito de cultura é bastante amplo e definido com focos distintos, a depender-se da corrente de pensamento ou dos estudiosos que a interpretam. Entretanto, o termo está presente em muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas entre amigos e família e até em discussões pela internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja conflitos ligados ao uso de frases como “você não tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e, principalmente, para quem?


Alta cultura e baixa cultura?


    Podemos começar por um curto panorama acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este campo foi e é essencial para análise e investigação interdisciplinar que explora as formas de produção de significados e da difusão nas sociedades atuais.

    Dentre os trabalhos produzidos nessa área, notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’ surgiram há muito tempo, datados entre os séculos XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde a cultura de massa, surgiram então como modos classificativos de oposição ao que se considerava erudito. Traços dessas definições marcaram nossa sociedade. Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras.

    É comum que se utilize a cultura como sinônimo de sabedoria, educação e refinamento. Neste pensamento, entende-se que títulos universitários, volume de leituras e até a inteligência são aspectos que ditam o quão culturalmente desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.

    Pense no Brasil, um país rico em território, com cinco regiões tão distintas, com crenças múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla diversidade. É impossível que se aponte culturas superiores em detrimento de outras, afinal, existem diversas formas de manifestação cultural. Se este exemplo se aplica a um país, imagine em todo o mundo.

    “Um carnavalesco e um religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior”, é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As relações são complementares, e isto significa que há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e procissões.

    A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.



Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/

cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]

Analise as afirmativas a seguir sobre o texto de Fernando da Silva.



I. As menções realizadas ao estudioso Raymond Williams e ao Antropólogo Roberto da Matta revelam o recurso da intertextualidade na construção do texto;



II. O termo em negrito na frase “A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos” classifica-se, morfologicamente, como pronome pessoal do caso reto;



III. Na frase “Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas”, a vírgula que separa o termo em negrito do restante do texto é obrigatória porque o adjunto adverbial está deslocado;



IV. Na frase “Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras”, o termo em negrito trata-se de uma conjunção integrante que precede uma oração subordinada substantiva subjetiva.



Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas: 

Alternativas
Q3758700 Português
A vírgula não separa sujeito e predicado; ponto e vírgula coordena membros complexos; dois-pontos introduzem explicação, enumeração e citação; aspas marcam citação, termo técnico e ironia; travessões isolam incisos (Bechara; Luft).

Selecione a alternativa normativamente adequada.
Alternativas
Q3758618 Português
Em parágrafos críticos sobre Avalovara, os dois-pontos introduzem explicações, enumerações e falas; o ponto e vírgula coordena membros extensos, próximos hierarquicamente, evitando períodos excessivamente segmentados. A escolha deve refletir a arquitetura argumentativa e a fluidez da leitura.

À luz do texto, selecione o emprego correto de doispontos e ponto e vírgula.
Alternativas
Q3758509 Português
Leia o fragmento de Machado de Assis:

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.”
(Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881)

No trecho, a pontuação é mínima, mas a clareza depende da ordem sintática. Se fosse necessário inserir uma vírgula para destacar o adjunto adverbial “durante quinze meses”, qual seria a forma correta?
Alternativas
Q3758473 Português
Assinale a alternativa em que NÃO ocorre desvio ortográfico, de norma ou de pontuação.

Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023) – COM ALTERAÇÕES 
Alternativas
Q3758471 Português
Considere o fragmento a seguir para à questão.



    Uma falácia reproduzida por “especialistas” na imprensa e por leigos nas redes sociais afirma que toda evolução do conhecimento humano é resultado de um negacionismo, e que a ciência só evolui por conta das pessoas que se recusam a acreditar na verdade estabelecida. À primeira vista, esse raciocínio pode parecer correto: quando defendeu a teoria copernicana, ou heliocêntrica, no século XVII, Galileu Galilei foi contra o que a maioria acreditava, por exemplo. Por meio de observações, experimentações e cálculos, ele corroborou a ideia de que o Sol é o centro do universo – e não a Terra, como se defendia até então. 



    Mas ir contra o senso comum não tem nada a ver com negar um fato atestado e comprovado pela ciência. Questionar algo e negar uma verdade são ações bem distintas – e só a primeira delas contribui para o avanço científico. 



    A validação não é uma questão de gosto ou de opinião, mas sim de matemática. Em última instância, é ela que descreve todos os eventos da natureza. 



Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023)



Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA sobre este parágrafo: 

Negar a verdade não é um posicionamento pessoal: é uma questão de saúde pública e um desafio da sociedade. Uma das consequências desse problema é o desperdício de recursos financeiros. Quando uma parcela das pessoas nega uma verdade já comprovada pela ciência e se recusa, por exemplo, a vacinar seus filhos, os pesquisadores são obrigados a dedicar mais esforços para derrubar os mitos por trás da crença equivocada. O resultado é que, devido a um negacionismo, é necessário criar mais evidências científicas sobre algo já comprovado – gastando mais dinheiro, tempo e recursos.

Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023) 
Alternativas
Q3758470 Português
Considere o fragmento a seguir para à questão.



    Uma falácia reproduzida por “especialistas” na imprensa e por leigos nas redes sociais afirma que toda evolução do conhecimento humano é resultado de um negacionismo, e que a ciência só evolui por conta das pessoas que se recusam a acreditar na verdade estabelecida. À primeira vista, esse raciocínio pode parecer correto: quando defendeu a teoria copernicana, ou heliocêntrica, no século XVII, Galileu Galilei foi contra o que a maioria acreditava, por exemplo. Por meio de observações, experimentações e cálculos, ele corroborou a ideia de que o Sol é o centro do universo – e não a Terra, como se defendia até então. 



    Mas ir contra o senso comum não tem nada a ver com negar um fato atestado e comprovado pela ciência. Questionar algo e negar uma verdade são ações bem distintas – e só a primeira delas contribui para o avanço científico. 



    A validação não é uma questão de gosto ou de opinião, mas sim de matemática. Em última instância, é ela que descreve todos os eventos da natureza. 



Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023)



Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q3758375 Português
Em crítica de Guimarães Rosa, períodos longos pedem hierarquização: vírgula isola adverbiais extensas deslocadas; ponto e vírgula coordena membros com pausa interna; dois-pontos anunciam enumeração/explicação/citação; travessões introduzem incidências expressivas. A pontuação não é subjetiva: mapeia macro-organização informacional, controla processamento e impede ambiguidades sintáticas. Assinale o emprego adequado.
Alternativas
Q3758054 Português
Política e politicalha

A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.

Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.

Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

(BARBOSA, R., Obras completas de Rui Barbosa). 
Assinale a opção em que o uso da vírgula seja justificado pelo mesmo motivo verificado na frase: “A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.”.
Alternativas
Q3757715 Português
A questão refere-se ao TEXTO a seguir:

Aquecimento global: um vilão nada fictício

Se você é leitor de quadrinhos ou conhece bem as histórias dos super-heróis, deve saber citar o nome de pelo menos um planeta que foi completamente devastado, deixando poucos sobreviventes.
Krypton, o planeta natal do Super-homem, foi destruído por uma explosão provocada por uma instabilidade do seu núcleo. A causa dessa instabilidade tem explicações variadas nos quadrinhos, mas o fato é que poucos sobreviveram para contar a história. Já o pacífico planeta de Czarnia foi devastado depois que Lobo, o ser mais destoante e inexplicavelmente mau do planeta, resolveu criar um enxame de escorpiões voadores microscópicos que dizimaram toda a população. Por fim, podemos citar também Zen-Whoberi, planeta cuja população foi completamente aniquilada pelos Badoon (uma raça reptiliana). Apenas Gamora sobreviveu, ao ser resgatada do planeta pelo vilão Thanos.
Mas e na Terra, será que corremos o risco de acontecer algo parecido? Existem alguns potenciais vilões capazes de acabar com a vida humana e de muitos animais, como uma guerra nuclear, a colisão de um asteroide, o enfraquecimento do campo magnético que protege o planeta, um supervírus. Mas um perigo mais iminente que muito temos discutido na atualidade são as mudanças climáticas globais (ou aquecimento global).
A atmosfera do planeta Terra é constituída por diversos gases que retêm o calor trazido pelos raios solares. Quanto maior a concentração desses gases na atmosfera, mais calor ficará acumulado no planeta. Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra. Afinal, se não fosse ele, não haveria calor acumulado no planeta e, portanto, a temperatura aqui seria tão baixa que nem existiria água no estado líquido, só gelo!
Nas últimas décadas, no entanto, o ser humano tem produzido uma quantidade tão alta de gases poluentes (por meio das indústrias, dos automóveis, do desmatamento etc.) que estamos criando uma barreira cada vez maior na atmosfera. Com isso, acumula-se cada vez mais calor no planeta, ou seja, intensifica-se o efeito estufa drasticamente.
O agravamento do efeito estufa vem sendo reconhecido pelos cientistas como o principal causador do aquecimento global. O aumento das temperaturas médias do planeta tem consequências graves para a agricultura, a pecuária e a geração de energia; pode provocar alterações nos ciclos de chuvas, intensificação de fenômenos meteorológicos (como tempestades mais intensas, secas prolongadas, furacões) e até mudanças irreversíveis em ecossistemas e extinção de várias espécies. Por isso, fala-se em ‘mudanças climáticas globais’.

www.cienciahoje.org.br/artigo/aquecimento-global-um-vilao-nada-ficticio/ - acesso em 06/08/2025
O uso das vírgulas no trecho “Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra”, se justifica porque
Alternativas
Respostas
1321: C
1322: A
1323: D
1324: D
1325: B
1326: B
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1330: E
1331: B
1332: D
1333: A
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1335: C
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1337: D
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1339: C
1340: B