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As análises para concessão vencida pela CSG, por exemplo, (1) começaram no início de 2020. Com debates e ajustes e leilão, (2) o contrato foi assinado três anos depois. Considerando esses prazos e a necessidade de projetos, (3) licenciamento ambiental e obras, não se pode esperar uma Rota do Sol duplicada em menos de cinco anos.
O aeroporto deve entrar em operação até 2030 e o porto, (4) poucos anos depois. Qual será a Rota do Sol que a região terá a disposição até lá, (5) considerando que as próprias obras podem gerar incremento no tráfego?
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/andre-fiedler/noticia/2025/10/debate-sobre-ofuturo-da-rota-do-sol-esta-atrasado-cmh3q1ph601lb014t1f46nh3g.html
No Rio de Janeiro, moradores da Penha transformaram a praça em necrotério improvisado, expondo à luz do dia aquilo que o genocídio negro institucionalizado que o Estado insiste em varrer para as sombras.
I. No período analisado, há três orações;
II. O termo “que o Estado” poderia ser retirado do período para melhorar a construção sintático-semântica;
III. O termo “à luz do dia” exerce função sintática de adjunto adverbial no período;
IV. A vírgula que intercala o termo “No Rio de Janeiro” é desnecessária no período.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas apenas:
Considere este fragmento de texto para a questão.
JORNAL DO COMMERCIO – Por que os números de feminicídios continuam tão altos no Brasil? Onde estamos falhando no enfrentamento do crime de gênero?
WÂNIA PASINATO - Uma falha que eu vejo nesse processo histórico de visibilização da violência contra a mulher é uma aposta muito grande que se faz nas respostas através da criminalização da violência, [1] em detrimento de caminhos que priorizem a prevenção. Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Toda vez que nós identificamos uma nova forma de violência contra a mulher, [2] a primeira resposta que a sociedade demanda é a adoção de uma lei ainda mais punitiva. Mas a gente não pensa de forma preventiva, [3] que priorize o enfrentamento da causa dessa violência e não, [4] suas consequências. As iniciativas de prevenção ainda são muito tímidas.
Fonte: https://jc.uol.com.br (com destaques)
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Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede.
( ) Em “O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim ‘calculus’... (1º par.), as vírgulas foram empregadas a fim de isolarem uma oração subordinada adjetiva restritiva e, se fossem retiradas, alterar-se-ia o sentido do contexto.
( ) Em “Tal conhecimento, argumentou o genial autor de ‘A Biblioteca de Babel’, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. (2º par.), o pronome oblíquo átono encontra-se em posição proclítica, podendo ser facultativamente usado de forma enclítica, sem alterar a correção gramatical do contexto.
( ) Em “O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas.” (3º par.), por possui valor adverbial, a expressão em destaque poderia se encontrar entre vírgulas, já que se trata de um termo deslocado.
( ) Em “No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar.” (10º par.), todas as vírgulas foram usadas a fim de isolarem um Aposto Explicativo.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a sequência.
Leia o texto a seguir e responda da questão.
Cultura: por que e para quem?
Fernando Silva
Afinal, você tem cultura? A resposta é simples: sim, você tem!
O conceito de cultura é bastante amplo e definido com focos distintos, a depender-se da corrente de pensamento ou dos estudiosos que a interpretam. Entretanto, o termo está presente em muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas entre amigos e família e até em discussões pela internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja conflitos ligados ao uso de frases como “você não tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e, principalmente, para quem?
Alta cultura e baixa cultura?
Podemos começar por um curto panorama acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este campo foi e é essencial para análise e investigação interdisciplinar que explora as formas de produção de significados e da difusão nas sociedades atuais.
Dentre os trabalhos produzidos nessa área, notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’ surgiram há muito tempo, datados entre os séculos XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde a cultura de massa, surgiram então como modos classificativos de oposição ao que se considerava erudito. Traços dessas definições marcaram nossa sociedade. Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras.
É comum que se utilize a cultura como sinônimo de sabedoria, educação e refinamento. Neste pensamento, entende-se que títulos universitários, volume de leituras e até a inteligência são aspectos que ditam o quão culturalmente desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.
Pense no Brasil, um país rico em território, com cinco regiões tão distintas, com crenças múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla diversidade. É impossível que se aponte culturas superiores em detrimento de outras, afinal, existem diversas formas de manifestação cultural. Se este exemplo se aplica a um país, imagine em todo o mundo.
“Um carnavalesco e um religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior”, é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As relações são complementares, e isto significa que há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e procissões.
A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.
Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/
cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]
Analise as afirmativas a seguir sobre o texto de Fernando da Silva.
I. As menções realizadas ao estudioso Raymond Williams e ao Antropólogo Roberto da Matta revelam o recurso da intertextualidade na construção do texto;
II. O termo em negrito na frase “A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos” classifica-se, morfologicamente, como pronome pessoal do caso reto;
III. Na frase “Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas”, a vírgula que separa o termo em negrito do restante do texto é obrigatória porque o adjunto adverbial está deslocado;
IV. Na frase “Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras”, o termo em negrito trata-se de uma conjunção integrante que precede uma oração subordinada substantiva subjetiva.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
Selecione a alternativa normativamente adequada.
À luz do texto, selecione o emprego correto de doispontos e ponto e vírgula.
“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.”
(Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881)
No trecho, a pontuação é mínima, mas a clareza depende da ordem sintática. Se fosse necessário inserir uma vírgula para destacar o adjunto adverbial “durante quinze meses”, qual seria a forma correta?
Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023) – COM ALTERAÇÕES
Negar a verdade não é um posicionamento pessoal: é uma questão de saúde pública e um desafio da sociedade. Uma das consequências desse problema é o desperdício de recursos financeiros. Quando uma parcela das pessoas nega uma verdade já comprovada pela ciência e se recusa, por exemplo, a vacinar seus filhos, os pesquisadores são obrigados a dedicar mais esforços para derrubar os mitos por trás da crença equivocada. O resultado é que, devido a um negacionismo, é necessário criar mais evidências científicas sobre algo já comprovado – gastando mais dinheiro, tempo e recursos.
Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023)